Notas iniciais
Todos os capítulos restantes dessa fic serão postados nessa semana *-* Espero que gostem, esse aqui marca o fim do drama ♥ Boa leitura! ♥

Gritos, desespero, famílias, uma sala branca e milhões de perguntas rondando a mente de Kurt. Um “acidente” aconteceu. Um a qual ele não foi informado exatamente sobre. Apenas descobriu que Blaine estava internado no hospital e em estado grave, assim como seus três amigos: Sebastian, Nick e Jeff.

*FLASHBACK ON*

— Sabem o que eu quero fazer? – Blaine perguntou um pouco alto. – Eu quero encher a cara, porque falar de amor me deu vontade de beber até cair.

— Então vamos! – Encorajou Sebastian, fazendo os outros se animarem. – Mas eu não tenho dinheiro.

— A gente vai lá e rouba, ora. É bem fácil. – Riu Jeff, já andando com os amigos para a primeira boate que encontraram aberta.

Entrar sem dinheiro não era uma tarefa fácil, então Blaine seduziu o segurança, que os quatro já sabiam que era gay. Enquanto Blaine seduzia ele, prometendo que eles teriam uma noite e tanto, Sebastian e os meninos entraram, esperando pelo moreno até ele também entrar.

— O beijo dele é horrível. – Riu o moreno.

— Quem sabe o resto é melhor. – Sebastian também riu, andando com os amigos para o bar.

Lá eles tiveram o mesmo problema, mas cada um teve que seduzir um dos meninos do bar enquanto Sebastian pegava garrafas de vodca e outras bebidas e as colocava em sua mochila, cuidando para não as quebrar. Ele deu um sinal para os amigos e deu o fora dali com eles.

De volta ao beco eles dividiam cigarros enquanto bebiam de tudo, sem se importar com o que aconteceria depois. Já completamente bêbados, Sebastian deu a ideia de cheirarem aquele pó bem conhecido e todos – com exceção de Blaine – aceitaram a oferta, se juntando mais e cheirando o pó. Blaine permaneceu apenas bebendo e fumando um cigarro comum, rindo com os amigos.

Os quatro andavam pela rua quando Sebastian começou a reclamar que passava mal e, quando Blaine foi atravessar a rua para se aproximar dele que estava na calçada, um carro o pegou em cheio. Essa é provavelmente a última coisa que ele se lembra.

*FLASHBACK OFF*

— Você conhece o Sr. Smythe? – Um médico grisalho apareceu perto de Kurt e o perguntou.

— Não, na verdade estou aqui por causa de Blaine. – Informou o castanho. – Mas, se não me engano, esse seria um amigo de Blaine. Ele está bem?

— Na verdade... não. Blaine é o único sobrevivente. – O médico parecia inconformado de ter dado aquela notícia. – Por enquanto.

— Eu posso ver Blaine? – Pediu o castanho. – Eu realmente preciso ver ele.

— Pode, mas não conte a ele ainda, tudo bem? Ele não está bem e temos medo que algo pior acabe acontecendo.

— Seria demais se eu perguntasse o que aconteceu com os outros? – Perguntou Kurt, não gostando nada da resposta que ouviu.

Sebastian teve uma overdose, Nick uma parada cardíaca no hospital e Jeff também teve uma overdose. Blaine poderia ser considerado sortudo se fosse olhar pelo ângulo de ele ser o único sobrevivente, mas isso não melhorava em nada as coisas para Kurt, que se sentia culpado por ter permitido que Blaine fosse embora.

O castanho entrou no quarto que lhe foi solicitado e viu a perna direita de Blaine engessada, assim como seu braço esquerdo. Ele estava com algumas marcas pelo peito e pescoço, sendo que essas em particular Kurt reconheceu de onde vinham e não gostou nem um pouco. Ainda que não importasse, ele sabia que Blaine tinha ficado com alguém. Aquelas marcas ali provavam isso.

Kurt segurou na mão de Blaine e a entrelaçou na de Blaine. Quer dizer, o moreno entrelaçou sua mão na de Kurt, o que o fez encará-lo nos olhos subitamente.

— K-kurt... – Blaine tentou falar, mas sua voz estava bem frágil.

— B, você não está bem, precisa descansar. Daqui uma hora mais ou menos eles vão te preparar para fazer alguns exames, porque ao que parece você quebrou três costelas no lado direito e uma no lado esquerdo e eles precisam saber se elas não estão a ponto de perfurar seu pulmão. – Kurt foi dizendo calmamente, vendo Blaine assentir devagar.

— E-eu... posso te... pedir... uma coisa? – A voz do moreno saiu trêmula, ele tinha medo de não ser ouvido.

— O que você quiser.

— Me dá um... último... beijo? – Kurt o encarou sem palavras. Por que último, afinal?

— Por que último? – Kurt apertou mais a mão de Blaine.

— Eu vou... morrer... – Começou Blaine. – Preciso... – Respirou fundo, criando forças para continuar. – Preciso beijar você antes de... ir embora...

— Você vai ficar bem, só precisa descansar. – Afirmou o castanho, sorrindo tristemente.

— Eu quero morrer. Por... favor... me beija.

Kurt queria discutir, queria dizer que Blaine ficaria bem e que ele precisava parar de dizer que queria morrer, mas sabia que talvez suas palavras não fossem mais tão impactantes assim para o moreno, então levantou da poltrona em que estava, aproximou-se mais da cama e, ao ver os olhos de Blaine fechados, juntou seus lábios nos dele, querendo mais que tudo que não fosse realmente um último beijo.

— Eu te... – Blaine não conseguiu terminar sua frase, deixando aquele mistério no ar.

Kurt se desesperou e chamou as enfermeiras, que disseram que era o efeito dos remédios que tinham dado ao moreno para que eles pudessem fazer os exames. Kurt pegou o celular de Blaine que estava no pequeno balcão ao lado da cama e foi ver as mensagens de rascunho dele, sabendo que ele mantinha ali o endereço de casa como uma vez disse a Kurt.

E sabem o motivo de ele anotar o endereço? Algumas vezes ele estava tão alto que não se lembrava onde morava, então deixou anotado no celular. Até que é bem esperto.

Kurt saiu do quarto, sabendo que agora Blaine só poderia receber visitas no dia seguinte e foi até o banheiro do hospital, lavando seu rosto em seguida. Avisou seu pai o que tinha acontecido e disse que precisava fazer uma coisa e que depois ficaria no hospital, então Burt apenas disse que tudo ficaria bem.

O Hummel mais novo saiu do hospital e entregou o endereço para o motorista de um táxi, o pedindo que fosse o mais urgente até o local. Quando chegou lá, bateu na porta e ficou aguardando, até que viu um moreno de olhos azuis e vestindo um terno abrir a porta.

— Você é o irmão de Blaine? – Perguntou Kurt, vendo o outro o encarar confuso. – Por favor, me diga que é você.

— Sim, sou... Cooper Anderson. – Confirmou ele, assustado pela feição de Kurt. – Entra!

— Precisamos conversar. – Kurt soltou as palavras assim que entrou na casa e sentou-se com Cooper na sala. – Eu sei que você expulsou Blaine de casa e...

— E desde então eu tenho o procurado, mas ele ignorou todas as minhas ligações, não respondeu minhas mensagens e fugiu de mim quando me aproximei. Só vi ele uma única vez e ele me afastou. – Cooper soltou um alto suspiro. – Por favor, me diga que ele está bem.

— Me responda uma coisa. – Pediu Kurt. – Você ama o seu irmão?

— Mais do que tudo, mas eu sou um idiota, entende? Eu não consegui cuidar dele como deveria e quando eu vi ele usando drogas eu só... eu quis morrer. Eu queria ensinar uma lição para ele, mas acabei o perdendo. Ele está bem?

— Não. – Kurt encheu os olhos de lágrimas. – Ele foi atropelado, está agora fazendo alguns exames. Eu vim até aqui para pedir para você visitar ele e tentar ajudá-lo. Eu preciso ver ele bem, mas sinto que ele está desistindo de tudo, principalmente de si mesmo.

— E cadê Sebastian em um momento desses? Blaine sempre o escutou, infelizmente sempre para o lado ruim, mas ainda assim.

— Ele... ele... ele morreu. – Kurt voltou a chorar. – E os outros dois amigos deles também. Só Blaine está vivo e... ele me disse que queria morrer. Ele ainda por cima me pediu um último beijo dizendo que ia morrer... eu nunca me senti tão mal na minha vida.

— Ele não pode... não. – Cooper parecia abalado e em choque. – Vamos para o hospital agora mesmo. Vou pegar meus documentos e estamos saindo.

Kurt apenas assentiu, acompanhando Cooper até o carro e, em seguida, até o hospital.

— E o que vocês são? – Perguntou Cooper. – Você parece se importar demais com meu irmão para serem apenas amigos.

— Não sei nem se ele me considera amigo dele... mas eu o amo... – Kurt disse baixo.

O silêncio acabou se tornando ensurdecedor dentro do carro, mas logo eles já estavam no hospital e na sala de espera, no aguardo para saber como tinham sido os exames de Blaine. O que não foi nada bom, mas Kurt não entendeu muito bem do que se tratavam os termos médicos que o doutor falava, enquanto Cooper parecia ter entendido tudo.

— Basicamente, as costelas dele estão meio que apertando o pulmão, algo assim... – Cooper disse, vendo Kurt assentir e o perguntar como ele sabia daquilo. – Eu fiz dois anos de medicina na faculdade, mas acabei desistindo.

— Deveria ter continuado. – Sorriu Kurt.

Cooper e Kurt sentaram-se nas poltronas e Kurt chorava tanto, que Cooper o abraçou e o acolheu da mesma maneira que deveria ter feito com Blaine, até mesmo o deixando dormir em seus braços.

Cooper se arrependia amargamente de ter expulsado Blaine, mas agora não podia mais voltar atrás.

Notas finais
Cooper voltou o/ E ele vai aparecer nos próximos também *-* Vejo vocês amanhã ♥ Bjo ♥