I Can Be The One Tonight

9 I Think I'm Crazy... For You


Notas iniciais
Eu cheguei, com uns dias de atraso além do fato de que não postei na semana passada... espero que não fiquem irritados comigo por isso e espero muito que gostem do capítulo ♥

Kurt e Blaine se acordaram ainda abraçados. Era incrível a paz que conseguiam sentir apenas por estarem na presença um do outro. Era algo calmo, tranquilo, simplesmente os levava para o paraíso com poucas palavras.

O jovem Kurt estava se martirizando eternamente por ter se apaixonado por Blaine, mas não havia nada que ele pudesse fazer para mudar isso. Simplesmente aconteceu. Já Blaine estava envolto em tamanha confusão. Não entendia exatamente o que estava sentindo, apenas sabia que era um sentimento bom de se sentir.

— Dormiu bem? – Blaine perguntou a Kurt, que assentiu sorridente. – Que bom, então.

— E você? – Perguntou o castanho, se virando de frente para Blaine.

— Como um anjo. – Blaine disse também sorrindo, aproximando seu rosto mais do de Kurt e encostando seus narizes um no outro, ainda sorrindo. – Me diz que você não tem aula hoje...

— Infelizmente tenho e terei teste, então preciso ir. – Kurt disse um pouco triste. – O lado bom é que você estará aqui quando eu voltar.

— Eu vou te levar para aula e posso te buscar também.

— Mas não precisa se incomodar com isso. – Kurt disse, subindo no colo do moreno, que sentou colocando as mãos na cintura do castanho.

— Não é incômodo algum, não se preocupe.

Os dois trocaram um calmo beijo, sentindo uma preguiça os dominar. Ambos trocaram de roupa após um banho que infelizmente tomaram separados e desceram para tomar café da manhã.

Kurt estava nervoso por apresentar Blaine para seu pai, mas no fim tudo deu certo e Burt foi muito hospitaleiro, dizendo que se Blaine quisesse qualquer coisa era só avisá-lo e tudo o mais.

Blaine, que tinha deixado sua bicicleta nos fundos da casa de Kurt, pegou a mesma e sentou no banco, fazendo Kurt sentar de lado no ferro da frente. Os dois seguiram desajeitadamente até a escola de Kurt, rindo por qualquer coisa, até das árvores quase.

O castanho desceu da bicicleta quando chegaram a escola e já ia saindo para ir para a aula, mas voltou e deu um selinho em Blaine, que sorriu tímido com o ato. Enquanto via Kurt ir em direção ao colégio, ao encontro de uma garota loira, Blaine sentiu seu coração bater mais rápido.

Kurt era tão... encantador, com aquele seu jeitinho meio tímido, seu sorriso brilhante, seus olhos azuis, sua voz tranquila... tudo nele chamava a atenção do Anderson. Kurt via sempre o melhor em Blaine, mesmo quando o moreno era feito de erros e desavenças. Muitas vezes o Anderson pensou que sua vida era um desperdício de espaço, uma pessoa a mais no mundo que não servia para nada, mas Kurt o fazia se sentir de maneira diferente.

Com Kurt ele sentia que podia ser ele mesmo que seria aceito sem nem precisar se esforçar para ser amado. Quer dizer, será que aquilo significava amor? Estava bem óbvio para o Anderson que tudo que Kurt fazia não podia ser simplesmente por uma vontade absurda de ser gentil. E sabia também que havia um sentimento entre os dois que era muito mais forte pelo lado de Kurt. Sabia, além de todo o resto, que nunca se perdoaria se machucasse o castanho.

Claro que uma hora ou outra seria inevitável. Blaine sabe que não consegue ficar muito perto de uma pessoa por muito tempo sem fazer uma burrada. Ele sente que vai magoar Kurt de uma maneira tão forte que não irá existir perdão.

Como se percebe, ele sabe de muitas coisas. Blaine apenas não sabe, porém, que o amor nos muda e lentamente um amor que ele nem sabe sobre a existência já está o mudando e para muito melhor. Só essa preocupação dele com Kurt já significa pelo menos um grande apego, coisa que ele nunca tinha feito ou sentido por ninguém antes.

Afinal, por quem no mundo você aceitaria ser abusado durante uma noite inteira apenas para não ver a pessoa sofrendo com isso? Porque assim que conheceu Kurt, foi exatamente isso que ele fez. E ele sofreu por conta daquilo, mas para Kurt ele não deixava isso transparecer. Ele simplesmente odiava o fato de parecer fraco perante o castanho, pois queria ser forte por e para ele.

Ao ver que Blaine já tinha ido embora, Kurt entrou na escola junto com Quinn, que estava entusiasmada com o que presenciara na porta do colégio.

— Vocês estão namorando? – Perguntou a Fabray, vendo o melhor amigo corar.

— Não, não sei nem se estamos juntos. Só sei que estou deixando isso me levar, entende? Não preciso de rótulos para ser feliz. – Kurt disse, com um pequeno sorriso nos lábios. – Ele me faz bem, isso é o que importa.

— E se ele estiver interessado apenas nas coisas mais... como posso dizer?

— Sexo? – Kurt perguntou com certa naturalidade, vendo a amiga corar, já que não esperava isso dele. – E quem disse que farei isso com ele? Quer dizer, não nego que há uma possibilidade de acontecer, mas eu vejo algo bom nele. Vejo que ele não vai simplesmente ficar comigo até transarmos e depois ir embora, sabe?

— Torço por sua alegria, apenas saiba que temo por te ver sofrendo, meu bem. Você é importante demais para mim para eu te ver despedaçado por conta de um idiota qualquer. – Quinn disse e deu um rápido abraço no melhor amigo, logo entrando na sala de aula com ele.

Quando ambos saíram da aula, no meio da tarde, se despediram e Kurt foi em direção a saída da escola. Blaine estava lá o esperando, em sua bicicleta como sempre. Os dois trocaram um sorriso e foram para casa em um completo silêncio.

Não era um silêncio do tipo tenso, era até bom. Eles se entendiam sem precisar de muitas palavras. Não que soubesse o que um ou outo pensava, mas sabiam quando queriam guardar um segredo e quando queriam relatar algo. Por isso se entendiam, pois era no silêncio de ambos que compreendiam a grandeza e força de sua relação.

— Quer ver um filme? – Kurt perguntou assim que eles entraram em casa.

Blaine simplesmente não respondeu e grudou Kurt contra a parede e o beijou ardentemente. O castanho correspondeu ao beijo, mesmo que tivesse sido pego de surpresa. Blaine mantinha suas mãos na cintura de Kurt que, por sua vez, levou as mãos para os cachos bagunçados do moreno, os entrelaçando em seus dedos.

— Não deveríamos fazer isso. – Blaine disse ofegante quando ambos desgrudaram os lábios um do outro, mesmo permanecendo grudado em Kurt.

— Por que não? Eu gosto de você, Blaine.

Ao ouvir o que Kurt disse Blaine simplesmente se afastou bruscamente, negou com a cabeça e foi para o quarto que agora seria seu. Kurt foi para o seu próprio quarto sem entender nada do que tinha acontecido ali. Será que Blaine não estava preparado para ouvir que Kurt gostava dele mesmo com isso estando bem explícito? Kurt não sabia dizer.

As horas praticamente se arrastaram. Quando mostrou oito horas da noite no relógio Burt ligou para Kurt para avisá-lo que iria sair e não dormiria em casa, dizendo também onde tinha dinheiro para ele encomendar uma pizza para comer com Blaine.

A porta do quarto de Kurt foi aberta e um Blaine com o cabelo desajeitado entrou no cômodo.

— Eu acho que eu estou louco. – O moreno disse, se escorando na porta que acabara de fechar.

— Por que? – Perguntou Kurt, vendo Blaine se aproximar dele, que estava sentado na cama.

— Por você. – Disse o moreno já se inclinando e beijando Kurt vorazmente.

O moreno foi lentamente se deitando sobre Kurt na cama, sem parar de beijá-lo um instante qualquer. Quando o ar se fez necessário, Blaine passou a beijar o pescoço de Kurt. Ele queria tanto simplesmente arrancar todas as roupas de Kurt e se aproveitar de sua inocência, mas, ao mesmo tempo, sabia que nem deveria estar dentro do quarto do castanho com ele.

— Eu quero tanto você... – Blaine disse em forma de sussurro, fazendo cada polegada do corpo de Kurt se arrepiar instantaneamente.

— Eu também quero você. – O Hummel disse baixo, mas não chegou a sussurrar.

— Tem certeza disso? – Blaine perguntou, olhando fixamente nos olhos azuis de Kurt, inclinado sobre o mesmo, que apenas assentiu e isso levou Blaine a também assentir.

Sim, ele estava nervoso. O moreno voltou a beijar Kurt, porém com certa suavidade. Era um beijo doce, não tão desesperado quanto o anterior. Os beijos suaves se tornaram um pouco urgentes. Blaine tocava em tudo de Kurt que podia e o castanho não ficava muito atrás, seguindo os passos do moreno.

Eles trocaram de posição e Kurt ficou sentado no colo do moreno, que quebrou o beijo para poder tirar a camisa de Kurt, logo tirando sua própria e as jogando em um canto qualquer.

Um sentimento estranho agora fazia o coração de Blaine acelerar apenas por olhar para Kurt. Estaria ele apaixonado?

Notas finais
Vai ter lemon, mas como eu travei preferi deixar para o próximo, ok? Me digam o que acharam ♥ Bjo ♥