I Can Be The One Tonight

17 I Don't Want To Be Your Boyfriend


Notas iniciais
Eu sei que já era pra ter saído esse capítulo, mas me enrolei toda e não escrevi, mas agora estou aqui atualizando... Capítulo final... espero que gostem ♥

— Você está fazendo suspense demais. – Riu Kurt, abraçado a Blaine no banco de trás do carro.

Já fazia um mês, mais ou menos, que os dois estavam juntos, sem brigas ou ameaças de se separarem. Estavam juntos como um bom casal, porém sem uma denominação específica para o que eram. Não tinham definido o status de seu relacionamento.

Vale muito a pena ressaltar que Blaine largou de vez as drogas e está estudando com Kurt, fazendo provas e trabalhos a mais do que deveria apenas para poder recuperar todo o tempo que perdeu e assim poder se formar junto com Kurt, mesmo que o castanho seja mais novo que ele.

— É que hoje é uma noite especial. – Sorriu o moreno, roçando seus lábios nos de Kurt. – Hoje é meu aniversário.

— Hoje é o seu aniversário de dezenove anos? – Kurt o encarou incrédulo. – Por que não me disse quando era seu aniversário? Eu poderia ter preparado algo, comprado um presente. Eu é que deveria estar te levando a algum lugar.

— Kurt, estamos indo apenas para a minha casa, fique calmo. – Blaine riu de novo, beijando a testa de Kurt.

— Mas acabamos de sair de sua casa. – Estranhou o Hummel. – Feliz aniversário, B.

— Obrigado, meu amor. – Blaine foi surpreendido por um beijo. – E nós saímos da casa do Coop... ele me deu um apartamento de presente de aniversário e eu passei a semana inteira o arrumando, agora quero levar você para conhecer.

— Hum... já entendi o que você quer de presente. – Kurt disse de maneira safada, levando Blaine a rir.

— Isso também, mas tem algo antes.

[...]

O restante do caminho foi silencioso. Quando desceram do carro, andaram até o grande prédio e, em seguida, para o elevador. Blaine não resistiu e acabou beijando Kurt perdidamente enquanto subiam até o andar de seu apartamento. Quando entraram, Blaine acendeu a luz, revelando um caminho de pétalas de rosas, que fez Kurt suspirar alto.

— Agora você vai ficar aqui até que eu mande você tirar a venda. – Blaine sussurrou no ouvido de Kurt, o vendando em seguida e depositando um beijo em sua nuca.

Ele apagou a luz e largou Kurt sentadinho confortavelmente no sofá enquanto ia terminar de arrumar o que precisava e acabou que não demorou muito para isso acontecer.

— Pode tirar a venda e seguir sua trilha, Kurt. – Blaine acabou sorrindo largamente ao dizer aquelas palavras.

Kurt tirou a venda e abriu os olhos, vendo que haviam velas espalhadas pelo chão. Ele tomou cuidado para não esbarrar nenhuma e encontrou um pequeno envelope perto de uma das almofadas. Abriu e encontrou dentro uma palavra.

“Você”.

Achou estranho, mas continuou seguindo o caminho, encontrando um segundo envelope com um segundo bilhete.

“Quer”.

O coração do castanho estava demasiadamente acelerado. Passou pela cozinha e encontrou um terceiro envelope enrolado em uma linda rosa vermelha.

“Namorar”.

Se Kurt já estava com seu coração batendo aceleradamente, agora estava ainda mais. Continuou andando e viu onde a trilha de rosas e velas terminar. Blaine vestia um belo smoking preto e segurava um coração de pelúcia onde estava escrito:

“Comigo?”

— Você é incrível. – Kurt disse enquanto se aproximava mais do moreno, que largou o coração de pelúcia na cama e puxou o Hummel para mais perto de si, tirando de seu bolso uma caixinha preta aveludada.

— Kurt, eu sei que eu comecei nossa relação da maneira errada. Sei que me aproximei por te desejar e não por te amar, sei que me aproximei por sexo e não por companhia, mas eu consigo reconhecer meus erros e ver que eu quero muito mais do que isso. Eu não quero ser seu namorado, Kurt, eu quero ser o seu tudo. Quero ser aquele que está aqui sempre que você precisa, que te apoia e, o principal, que te ama e te dá carinho. Quero ser tudo para você da mesma maneira que você é tudo para mim. E, acredite, não foi fácil essa ideia das pétalas, velas e os bilhetes... eu fiquei quase o mês inteiro planejando tudo isso. – Blaine sorriu ao terminar com o que estava dizendo. – E agora eu quero saber sua resposta... a não ser que precise pensar e eu vou respeitar se esse for o...

Kurt interrompeu Blaine com um beijo, que acabou o fazendo sorrir grandemente. O castanho se sentia imensamente feliz por ter recebido um pedido daqueles, porque nem esperava ser pedido em namoro.

— Isso te deixa ainda com alguma dúvida? – Kurt entrelaçou as mãos no pescoço de Blaine, que levou as mãos até a cintura do castanho. – Eu te amo, B. Eu aceito namorar com você.

— Eu também te amo.

Blaine não conteve sua alegria e puxou Kurt para ainda mais perto, o beijando calorosamente e, em seguida, o apertando em um amoroso abraço. Quando se separaram rapidamente dos braços um do outro, Blaine abriu a caixinha que tinha pego em seu bolso, revelando ali duas alianças de compromisso, que logo foram parar nas mãos dos dois.

BLAINE ANDERSON

Ter Kurt como namorado era simplesmente como se apaixonar novamente todos os dias. Minha maior alegria era poder dormir e acordar ao seu lado, ouvir ele dizendo que me ama e dizer que também o amo, sempre fazermos tudo juntos e sairmos cada um para um canto para trabalharmos.

Aquela rotina igual de todos os dias era o que eu mais amava, porque meu dia poderia ser o mais difícil possível, já que eu sabia que chegaria em casa e Kurt me acalmaria com seus beijos e toques.

Quinze anos se passaram desde que começamos a namorar e hoje já estamos casados, com duas filhas lindas e uma casa em New York, lugar para onde nos mudamos após nossa formatura. No início foi difícil, pois eu sentia falta de Cooper e Kurt de Burt, mas acabou que conseguimos vencer essa saudade que sempre apertava nosso peito.

Quando completamos um ano de namoro eu pedi Kurt em casamento, mesmo sabendo que era cedo demais. Só nos casamos dois dias após a formatura do ensino médio e nos mudamos uma semana depois do casamento.

Kurt estudou moda, como sempre me disse que queria e eu estudei música, como também era meu sonho. Nós tínhamos uma melhor amiga nessa época, chamada Julie. Julie tinha dezoito anos quando engravidou e, infelizmente, acabou falecendo em seu parto e suas gêmeas ficaram desamparadas, já que ela estava fugindo da família por conta da gravidez.

Nosso desespero apenas aumentou por sabermos que elas iriam para um orfanato mesmo tendo tão pouco tempo de vida e nós acabamos entrando com os papéis para as adotarmos. Não foi difícil e as pegamos quando elas já tinham sete meses.

Caso não tenham perdido as contas, isso faz praticamente quatorze anos e essa é a idade que Lana e Alice tem hoje em dia. Quer dizer, elas não têm quatorze anos ainda, mas tem quase isso.

Nossa vida se tornou uma loucura, não? Éramos pais de meninas gêmeas, com menos de um ano de idade e fazíamos faculdade. Era muito complicado. Enquanto ainda estávamos na faculdade, só um de nós poderia trabalhar, pois tínhamos medo de deixar nossas pequenas sozinhas e Kurt foi o primeiro a conseguir um emprego em uma revista muito importante, onde ele trabalha até hoje.

Enquanto isso, eu trabalho como professor de música na mesma universidade onde me formei e sou compositor nas horas vagas, além do meu trabalho em ser pai e marido do homem incrível que Kurt se tornou, afinal isso também pode ser considerado um trabalho, não é? E eu não tenho o que reclamar da minha vida.

Mesmo com quinze anos tendo se passado desde que comecei a namorar com ele, eu sinto que o amo cada vez mais e que o quero para sempre ao meu lado. Nunca seria capaz de amar alguém da maneira que eu o amo, nem nunca vou querer alguém da maneira que o quero.

É incrível como tanto tempo se passou e ele ainda consegue ser capaz de acender a chama do nosso amor com simples gestos e, mais que isso, ainda consegue me mostrar os motivos de eu o amar tanto e o desejar tanto. O tempo não apagou o fogo do nosso amor e duvido muito que isso seja mesmo possível de acontecer.

Nossas filhas são muito felizes e têm uma relação ótima conosco. Elas sabem exatamente a história da mãe delas e até conheceram o pai de sangue, que as viu umas cinco vezes e nunca mais apareceu. Ela nunca conheceu os avôs de sangue, mas amou conhecer Burt e Cooper, que eram a família minha e de Kurt.

Por mais difícil de se acreditar que isso possa ser, eu nunca mais me envolvi em problemas ou usei substâncias que poderiam me levar à morte. Não há um só dia em que eu não me lembre de Sebastian, Nick e Jeff. Eles eram meus amigos e fazem falta, não queria ter os perdido tão cedo. Queria que eles pudessem conhecer minhas filhas, mas isso infelizmente não aconteceu.

O que eu posso mesmo dizer, que felizmente aconteceu, é que o amor pode mudar tudo. Kurt apareceu, me mudou para melhor e ficou ao meu lado mesmo nos meus momentos mais difíceis. Momentos em que eu quis morrer e desistir de tudo, mas ele não permitiu que eu desistisse.

Ele me amou desde o início e nunca teve medo de demonstrar o que sentia por mim.

E sabem o que é o melhor de tudo isso?

É que eu também o amei incondicionalmente. Nós passamos por momentos difíceis nesses quinze anos, discutimos várias vezes, mas nossas brigas sempre terminavam com um de nós dizendo “me perdoa, eu te amo”. Isso nunca mudou, até hoje somos assim. Essa é a alegria da minha vida com ele.

— B... cadê você? – Ouvi Kurt chamar e eu prontamente disse ‘shhh’ e ele me olhou com cautela.

Lana e Alice estavam escoradas em mim, uma de cada lado, e ambas dormiam serenamente. Tinham me forçado a assistir Harry Potter com elas e vimos os dois primeiros, mas quando chegou no terceiro elas pegaram no sono e dormiram escoradas em meus braços.

— Desculpa. – Sussurrou Kurt, vindo até mim e sentando no meu colo. – Agora você vai ter que me aguentar também. – Ele sussurrou de novo. – Eu te amo.

Selei meus lábios nos dele rapidamente sem me mover muito e ele escorou sua cabeça em meu peito. Aquela era a família que eu havia pedido e eu amava aqueles três com todas as minhas forças, era um amor que apenas aumentava e cresceria ainda mais pelo passar dos dias. Queria tê-los para sempre comigo.

— Eu também te amo...

Notas finais
O que acharam do final? Sei que ficou meio "nhé", mas eu achei que eles mereciam um final bem feliz *-* Obrigada a todos que comentaram, acompanharam, recomendaram, favoritaram e estiveram ao meu lado nesses quase seis meses de fanfic. Obrigada a todos ♥
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!