I Bet I'll Get You Hermione
43 Capítulo 43
Notas iniciais
Writer’s pov
– Entreguem-me Harry Potter — ribombou a voz de Voldemort pelas paredes do castelo, preenchendo todos com desespero — e ninguém precisa morrer. Vocês terão até meia-noite. – a voz saiu arrastada, causando arrepios como unhas percorrendo o metal. – Meia-noite. – repetiu.
Minutos antes:
Draco’s pov
– Mãe, você não pode ir. Não seja teimosa. – minha voz saíra como um lamento.
– Draco, eu não vou deixar você e seu pai irem sozinhos. – ela me olhara com seu melhor olhar zangado. – Deixe de ser teimoso e vamos antes que deem por nossa falta.
– Mãe, — aqui eu baixei o tom de minha voz em várias oitavas, de maneira a fazer com que somente ela escutasse o que eu tinha a dizer. – Hermione está lá. Eu não posso suportar imaginar vocês duas de uma só vez. – me aproximei ainda mais dela e sem intenção apontei o dedo em sua direção. – Se você sair dessa casa agora eu juro que eu não vou mais me importar em tentar mantê-la viva. – mesmo para meus próprios ouvidos aquilo soou como uma promessa falsa.
– Ótimo, assim não tenho que me preocupar que você se matará por mim. – ela me olhou zangada. – Vá atrás dela antes que seja tarde demais Draco. Ache-a e fuja. Você já fez tudo que poderia por mim.
E assim eu aparatei o mais próximo dos limites de Hogwarts que fosse possível e adentrei o castelo facilmente, ultrapassando as barreiras impostas pelos combatentes do lado de dentro. Observei ao longe o grupo de comensais que se prostravam ao lado de Voldemort. Eu era o único comensal estudante, eu conseguia passar. Eles ficariam detidos por mais um tempo. A questão era: por quanto tempo a mais?
Uma ultima vez olhei para trás, em direção aos comensais, e meu olhar foi atraído pra aqueles olhos tão parecidos aos meus. Ele me olhava com especulação e antes de eu piscar uma ultima vez e virar para seguir meu caminho, suspeitei ter visto algo que expressasse desgosto. Ele sabia que eu não estava entrando para ajudar o Lorde.
– Entreguem-me Harry Potter e ninguém precisa morrer essa noite. – aquela voz que eu tanto temia gelou-me por dentro. Respirando fundo impulsionei-me para frente.
Minha pulsação acelerava conforme meus passos pisavam na terra fofa empurrando-me cada vez mais rápido em direção ao castelo. Meus pensamentos estavam unicamente em encontra-la antes que Voldemort invadisse o castelo e então leva-se tudo abaixo. Ela seria a mais ferida depois do Potter. Nem mesmo o Weasley – e aqui algo azedo subiu por minha garganta – teria um fim pior.
Writer’s pov
Sem se importar com o que poderiam pensar, Draco se jogou pela grande porta de entrada, surpreendendo Minerva que ali se encontrava, com varinha em riste e observando o cenário.
– Senhor Malfoy! O que pensa que está fazendo aqui? – ela parecia ainda mais rígida do que de costume. Seus lábios finos formando uma só linha.
– Hermione. – disse ofegante pela corrida. – Eu preciso achar a Granger.
– O que quer com ela Malfoy? – seu olhar era de pura descrença.
– Você conseguiu o que queria quando nos botou no mesmo posto Srª. – Draco não se preocupava mais com segredos naquele momento. Seus braços jogaram-se no ar, numa cena clara de desespero, e então começou um mini discurso. – Eu preciso acha-la, ela vai morrer se ele entrar nesse castelo. Você sabe que ele não pode ser morto. E ela não vai deixar Potter se entregar. – Draco riu nervoso enquanto Minerva o avaliava sob seus óculos, tentando conter sua expressão surpresa.
“Potter não vai se entregar, seus amigos não vão deixar e ele vai entrar aqui com todas suas forças. – apontou desesperado para trás, lágrimas ameaçando romper por seus olhos. A sua cicatriz parecia latejar contra sua pele, somente por uma lembrança de estar ali — Por Merlim, McGonagall, eu a amo. Eu preciso protege-la enquanto eu posso.”
– Eu... eu – gaguejou Minerva surpreendida. – Eu não acho que eu saiba dizer onde Granger está Sr. Malfoy. – a velha professora parecia ainda mais aturdida com o fato de Malfoy estar ali esperando por sua ajuda do que com o fato de que comensais estavam prestes a invadir o castelo. – Mas Potter estava atrás de achar uma diadema.
– Diadema? – a voz de Malfoy estava rouca.
– Diadema de Ravenclaw.
– O quê? – sua voz subiu uma oitava. Balançando a cabeça negativamente Draco adiantou-se pelos degraus das grandes escadarias de Hogwarts.
– Boa sorte Draco.
– Obrigada Minerva. Fique a salvo, Hermione gostaria disso.
Draco deixou para trás uma surpreendida vice-diretora, enquanto adiantava-se para a torre da Corvinal. Em seu caminho encontrou diversos alunos a postos, organizando-se e conversando sobre táticas de batalha. O sonserino abaixou o rosto afim de ocultar quem era e evitar um duelo sem necessidade.
E então Draco, assim como todos no castelo, ouviram. A batalha começara. Ele podia ouvir pequenas explosões e até gritos de feitiços sendo conjurados. Os comensais de dentro e fora do castelo começaram sua movimentação. Motivado pelo barulho Draco subiu em poucos segundos mais um lance de escada, sem saber ao certo para onde estava indo, como guia somente a vontade de achar a diadema de Ravenclaw.
Quando ele estava ao fim do quarto lance de escada, seguindo para uma das torres que deveriam abrigar os corvinais ele parou de supetão. Claramente veio a lembrança em sua mente:
“– Ah! – gritou o sonserino frustrado, atirando uma diadema que se encontrava aos seus pés longe, fazendo-a pousar em cima de um manequim.
Draco respirou profundamente, tentando se acalmar.”
E então, o sonserino tomou o caminho a sua esquerda e correu em direção ao atalho que sabia ter naquele andar para o sétimo. Ele sabia onde encontraria a diadema. E ele entregaria a Potter assim que o encontrasse.
Virando o próximo corredor a direita ele pegou o caminho que o levaria direto para a porta oculta da Sala Precisa. Abrindo a porta de supetão Draco encontrou o labirinto de objetos descartados que tão bem lembrava. Qual era o caminho que o levou ao armário? Onde ele havia jogado a maldita diadema?
– Espere um pouco Potter. – ele pode distinguir um sussurro ao longe. Por um momento Draco parou e olhou confuso, imaginando ser a voz de Crabbe. E então ele ouviu um rosnado que só podia ser de Goyle.
– Merda. – sussurrou baixo para ele mesmo e em disparada seguiu para onde imaginara ter escutado a voz. Ele somente esperava que aqueles dois palermas não complicassem ainda mais a situação.
– Draco? – sussurrou estupidamente o mais gordo para o garoto.
– O que está fazendo aqui? – perguntou Goyle.
– Ordens do Lorde. Estão o impedindo de pegar a diadema, eu sei.
– Mas como você... – antes que pudesse continuar Draco lançou um olhar frio em direção a Potter, fazendo-o calar a boca.
– É minha varinha que está segurando Potter. – disse o loiro, interrompendo-o assim que chegou por trás de seus dois “amigos” sonserinos. Draco estava ofegante, no entanto tentou se manter sério, encarando Harry.
“Onde ela está?” – Draco movimentou os lábios um passo atrás de Crabbe. Harry não respondeu a pergunta muda do garoto, fazendo com que o mesmo tremesse por dentro. Ele precisava acha-la.
– Como é que não estão lá fora com Voldemort? – Harry abriu um sorriso irônico.
– Decidimos que o pegaremos por nossa conta. – Goyle parecia orgulhoso consigo mesmo.
– E o Lorde então nos recompensara. – Draco olhou de esguelha para o amigo. Da onde afinal surgira tanta criatividade naquela cabeça oca?
– Boa ideia, vindo de pessoas como vocês. – seu sorriso irônico se alargou.
– Pessoas como nós? – Crabbe disse, a mão indo para a capa, enquanto Goyle empunhava a sua com mais força.
Potter sutilmente inclinou sua cabeça em direção a uma estatua feia, fazendo com que o olhar de Draco deslizasse pelo busto e então, para sua surpresa, ver o diadema, ali exposto.
– Harry? – a voz do Weasley então ecoou do outro lado da parede de objetos abandonados. – Tem alguém aí?
Como se entrando num acordo silencioso Harry e Draco começaram a se movimentar.
Enquanto Draco corria para a estátua Draco sacou sua varinha emprestada, no entanto não rápido o suficiente. Crabbe com sua varinha já preparada apontou para uma pilha de objetos e com um feitiço o fez desmoronar. Draco e Harry puderam distinguir uma voz feminina gritando, o moreno então apontou a varinha para a pilha e com um finite fez com que parece de desmoronar.
– Não! — exclamou Draco quando Crabbe ameaçou repetir o feitiço. — Se você destruir a Sala, talvez você possa enterrar esse tal de diadema! Precisamos dele!
– Eu não me importo. – Crabbe o encarou com um desprezo que Draco nunca esperou ver. – Nós só precisamos do Potter.Eu não obedeço as suas ordens, Malfoy. Não mais agora que você e o papaizinho estão acabados.
– Resposta errada. – disse Draco, engolindo a bola que se formou em sua garganta. Puxando sua varinha apontou para o ex-amigo. — Estupefaça.
– Você é um homem morto Malfoy. – Goyle avançou contra ele, derrubando ambos no chão antes que tivesse qualquer tempo a mais para reagir.
Enquanto Goyle esmurrava o queixo de Draco, Harry adiantou-se para a diadema, agarrando-a a tempo de ver Hermione e Rony dobrando a esquina mais próxima de objetos.
– Harry, o que está acontec... – o que Hermione iria dizer perdeu-se no ar.
– Estupefaça! – gritou Hermione em direção a Goyle ao mesmo tempo que Draco o empurrava de seu corpo, fazendo com que o feitiço errasse o alvo por centímetros.
– É a sangue-ruim. Avada Kedavra. – o Crabbe que até então parecia estar inconsciente mirou o feitiço em Hermione.
Rony puxou a garota nos braços e a tombou com sigo em seus braços, desviando do feitiço. Harry e Draco, juntos adiantaram-se para a frente de Crabbe, ambos esquecendo do mundo ao seu redor, somente alimentando-se com a fúria diante do que o garoto acabara de fazer. Draco arremessou-se contra o garoto, jogando ambos e mais uma enorme pilha de objetos para longe.Rolando pelo chão foram parar numa muralha feito de coisas velhas quando Harry veio atrás. Hermione já estava fora de vista, assim como o ruivo.
Draco estava havia erguido sua varinha quando Harry lançou um feitiço estuporante, ao mesmo tempo que Crabbe puxou Draco um milímetro, fazendo o feitiço atingir a varinha de Draco que voou longe. Com um olhar de desprezo para Potter, Draco foi feito de escudo conforme Crabbe segurava-o pelos braços.
– Antes você do que eu Draco. Desculpa amigo. – a ultima palavra saiu com completo desprezo pelo sonserino.
O loiro ergueu 3 dedos, Harry assentiu para o mais novo companheiro, como se uma por uma ligação mental estivessem selando o plano de resolverem isso juntos. Draco abaixou o primeiro dedo. Harry ergueu a varinha mais alto. Segundo dedo fora baixado. O moreno tomou uma respiração mais forte. Ao terceiro dedo baixado, Draco usou todas suas forças para rolar pelo chão com o garoto 50 kg mais gordo que si mesmo, ao mesmo tempo e que Harry lançava um feitiço estuporante contra Crabbe.
– Boa. – disse Draco, enquanto Harry estendia a mão para ajuda-lo a se levantar.
– Como sabia da diadema?
– Não sei na verdade, Minerva só disse que estava em busca disso.
– Minerva? – Harry pareceu surpreso.
– Longa história. Afinal, aonde você enfiou a Diadema?
– Por Merlim. – os olhos por trás dos aros redondos se arregalaram.
– Potter, você é um imbecil. – Draco o olhou com desprezo, como tantas vezes antes. – Ache a diadema, eu acho Hermione.
Draco agora preocupado saiu atrás do outro trio que sobrara, preocupado em ter deixado os dois grifinórios com o sonserino. Por mais estupido que Goyle fosse, ele sabia coisas perigosas demais, o que normalmente acarretava em problemas.
– Harry! – gritou uma voz de soprano tão conhecida pelos dois garotos foi entoada. – Draco! Corram!
Logo atrás de Hermione vinha Rony, duelando contra Goyle que corria atrás dele rindo maniacamente.
– Não gostam de um pouco de calor, escória?
Atrás dos 3 podia-se ver um fogo erguer-se por cima dos objetos, queimando tudo que encostasse em questão de segundos.
– Aguamenti! – entoou Harry, enquanto Draco olhava descrente em sua direção.
– Sério Potter? Isso é Fogo Maldito.
– O quê? – perguntou ele.
– Essa coisa não vai apagar assim. Cadê a diadema? – perguntou Hermione, enquanto Rony se abaixava e lançava feitiços de volta em Goyle.
– Eu não sei!
– Você perdeu a diadema? – Hermione gritou mais alto que o barulho do fogo crepitante.
– Senti sua falta também. – Draco sussurrou para si mesmo. E então sob um olhar de indignação de Hermione botou-se a correr a pilha da esquerda, aonde sabia que poderia estar a diadema.
– Impedimenta! – Rony gritou em direção a Goyle, quando Draco virou-se viu ele bater contra a quina de uma estante velha na pilha mais próxima.
– Achei! – gritou Harry.
Ao tempo que o grifinório erguia a diadema satisfeito, o fogo começara a tomar forma de mil bestas: serpentes, esfinges, dragões... todos esses engolindo os objetos ao seus alcance e os jogando para o alto como bolas de fogo. Quando viraram-se para o lado oposto, ao qual estava anteriormente sem fogo, encontraram-se circundados.
– O que faremos? – Hermione soava desesperada.
– O que esse idiota está fazendo aqui? – Rony finalmente dera-se conta da presença de Draco. Sua voz era do mais puro desprezo.
– Aqui! – gritou Harry ignorando o amigo, tirando duas vassouras da pilha de lixo mais próxima.
– Arrgh. – gemeu Hermione.
– O que? Não é sério que prefere ficar no fogo do que voar? – Draco olhou para ela com falsa indignação. Enquanto um breve olhar era trocado entre os dois, Harry atirou uma vassoura para Draco.
– Você acabou de dar uma vassoura para ele? VOCÊ TÁ MALUCO? – berrou Rony indo em direção a Harry, ao mesmo tempo que Hermione ia em direção a Draco. – Hermione? – pergunto o ruivo confuso enquanto a amiga jogava-se nos braços de Draco que a abraçou por um segundo.
– Rony, depois explicamos. Pega a maldição daquele gordo e vamos sair daqui. – disse Harry apontando para Goyle.
– Ele que morra. Ele que criou o fogo. – Rony olhou para Harry e percebeu que o mesmo falava sério. – SE NÓS MORRERMOS POR SOCORRER ELE, EU JURO QUE TE MATO HARRY.
– Vamos. – Hermione foi correndo subiu na garupa da vassoura de Draco enquanto o mesmo sobrevoava a pilha que deveria estar Crabbe, no entanto o mesmo não estava ali.
Enquanto uma quimera de fogo avançava em direção de Draco, Harry esquivasse em direção a saída.
– O que está esperando? Saia daí agora! – gritou o moreno em direção ao Malfoy.
– Crabbe sumiu. – gritou Draco de volta.
– Vocês vão morrer! – Rony quase deixou um inconsciente Goyle cair da vassoura.
Por mais raiva que estivesse dos amigos no momento, Draco nunca deixaria seu amigo morrer assim.
– Draco, lá! – Hermione disse, firmemente agarrada a cintura do loiro por um braço.
Todos olhares seguiram para a direção que Hermione apontara. Não por ela ter o feito, mas sim pelo grito agonizante que seguiu o momento em que a quimera engolira Crabbe com sua língua de fogo.
– Fogo Maldito. – sussurrou Hermione quando estavam praticamente na porta, seguindo o trio a frente. – Fogo Maldito é uma forma de destruir Horcruxes. É isso. – mesmo sem olhar para Hermione, Draco pode sentir seu sorriso satisfeito. E então ela grita mais alto: — HARRY, O FOGO, ELE PODE DESTRUIR HORCRUXES.
Harry deu uma volta brusca no ar, parando exatamente em frente a porta. Retirando o diadema de seu antebraço o jogou no fogo. Sem perder tempo todos seguiram a porta, ao tempo que ouviam um grito ensurdecedor e agonizante saindo do diadema e um vulto preto agigantar-se em direção a eles, junto de uma nova família de seres de fogo produzidas pelo foto.
Voando pela porta a toda velocidade as duas vassouras chocaram-se contra a parede oposta da porta da sala precisa. Todos amontoaram-se no chão com gemidos de dor.
Como se tivessem combinado viraram-se para a porta e olharam-na com um ar culpado. eles deixaram Crabbe perecer lá dentro. Por mais que soubesse que não havia sido sua culpa, todos se sentiam culpado. Goyle jazia ainda desmaiado junto deles.
– Como ele aprendeu a fazer isso? – perguntou Rony, claramente se referindo ao fogo.
– Deve ter aprendido dos Carrows. — disse Draco com angustia.
– Pena que não tenha prestado atenção em como apaga-lo. – resmungou Harry de volta.
– O que está fazendo aqui afinal? – perguntou Rony, dirigindo-se a Draco, erguendo sua varinha no ar.
Quando Hermione abriu a boca como se concordasse com a pergunta de Rony, o barulho inconfundível de duelos finalmente preencheram o ar. Harry percebeu com dor no peito que os comensais entraram no castelo.
Então nesse momento Fred e Percy apareceram duelando contra dois comensais. Os quatro garotos conscientes levantaram-se de um pulo indo ajudar. Jatos de luzes voavam para todos os lados conforme a cena desenrolava-se. Enquanto isso o capuz de um dos comensais caia.
– Olá ministro. Se o senhor quiser saber, estou pedindo demissão. – Percy ergueu os ombros como se nada fosse. E Fred soltou um suspiro de felicidade.
– Finalmente mostrando-se meu irmão. Percy fazendo piadas. Expelliarmus. – ele riu enquanto desviava de um feitiço lançado. – Até parece da família!
Então, quando todos estavam com os duelos dados por vencido, tudo explodiu ao seu redor. Draco se encontrava soterrado até os ombros por destroços, enquanto Harry encontrava-se em cima do mesmo. Hermione e Rony estavam a salvos a distância.
– Fred? – Percy que estava próximo do irmão abaixou-se para observar o filete de sangue que escorria pela testa do gêmeo. – Fred! Não, Fred. – ele soltou um soluço que nunca poderia ser descrito e então abaixou-se sobre o corpo do irmão, chorando copiosamente.
– Percy? O que aconteceu? – perguntou Rony ao se recuperar, seguindo em direção aos irmãos mais velhos.
Hermione seguiu o ruivo até a cena, enquanto Harry escava os destroços de cima de um inconsciente Malfoy. Harry sabia o que tinha acontecido e não achava que conseguiria encarar de imediato a cena. Mais um amigo que se fora por sua culpa. E ainda sabendo do fato, Harry queria se recusar a acreditar. Ele precisava dar fim nisso. Mais uma vez passou por sua mente a possibilidade de ir até a floresta.
– Acorda seu inútil. – sussurrou Harry para Draco, puxando-o para fora dos escombros.
– Percy, precisamos sair daqui. – Hermione disse, puxando-o pelo braço. – Vamos Rony.
– Não! – gritaram os irmãos, em perfeita sintonia.
– Logo virão mais comensais. – sussurrou Hermione, tremendo inteira, assustada com o que estava vendo em sua frente e ainda mais assustada com a possibilidade do que estaria por vir.
– Hermione. Me ajuda! – chamou Harry alto, enquanto carregava o corpo inerte de Draco até uma parte do chão livre de parede demolida.
– Draco? – Hermione arregalou os olhos para a cena, só então vendo o que tinha acontecido.
Correu até o corpo do sonserino e deitou-se sobre o peito do mesmo, tentando ouvir seu coração.
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