I Bet I'll Get You Hermione
18 Capítulo 18
Notas iniciais
Draco’s pov
29 de setembro de 2002
Oi, faz um tempo que não escrevo mesmo. Digamos que as coisas parecem estar melhores. Com exceção dessa aula ridícula do gigante. Lógico.
Obviamente que eu tenho coisas melhores para fazer do que realmente me dedicar a aula, e como estou gastando meu tempo? Pensando na morena. Isso deveria ser supostamente outra coisa ridícula, no entanto não é. Ela me faz bem, estranhamente me faz bem. Bem, me deixe por essas folhas a par dos fatos. Afinal, se eu continuar somente pensando e não me distrair com algo meu mini Malfoy terá um ataque aqui embaixo. Como a santa Granger conseguira esconder por tanto tempo o corpo que ela tinha por baixo das roupas largas? Ou então como ela conseguira esconder a garota sedutora e meiga? Oh infernos...
Vamos tentar listar os acontecimentos dos últimos dias...
Primeiro: eu estupidamente a fiz chorar. E eu fiquei mal por isso. Realmente mal. Eu nunca pensei que fosse sentir isso por ter feito ou dito algo cruel a alguém, mas com ela era diferente. Ela me fazia absurdamente bem e eu não queria estragar isso. É estranho admitir, mas eu gosto de cada discussão com ela, eu adoro xinga-la só para vê-la enfurecida e revidar. Ela simplesmente parece um gatinho querendo se passar por um tigre.
Voltando a pequena lista: Segundo: eu engoli meu orgulho e fui atrás dela e pedi desculpas. Eu sei, isso é outra coisa ridícula. Malfoy’s não pedem desculpas, nós sempre temos razão. O que ela fez comigo afinal?
Terceiro: eu fodi ela. Alias, eu não fodi. Foi diferente, foi am – risquei rabugento a ultima frase.
Quarto: eu passei a noite com ela logo após pegar ela no sofá.
Quinto: ELA ME DEIXOU PEGAR ELA NO SOFÁ! – devia ter vindo antes esse item. Foda-se.
Sexto: conclui que eu nem de longe odeio ela. E é a primeira grifinória que eu me deixo levar. É a primeira grifinória que passa DUAS noites inteiras em meus braços, sendo que a segunda noite foi sem sexo. (Desde quando fico com uma garota sem fazer sexo louco e fodido com ela?) Isso deveria ser definitivamente proibido de tão bom que era. Parecia que nossos corpos foram feitos para ficar juntos. – Nota: PORRA, se alguém ler isso vão achar que tô virando gay. Devo fazer um feitiço para lacrar essa droga assim que estiver sozinho.
Sétimo e mais aterrorizante: ela disse que ela não transaria comigo durante a semana! Existe algo mais frustrante? Eu tô completamente perdido com isso. Eu estou louco por ela e não vou poder tê-la por mais 4 dias. E infelizmente nenhuma conseguiria saciar esse desejo, somente ela.
– Draaaquiiinnnhoo. Escrevendo de novo? – disse Pansy se enroscando em meu braço. Bati rudemente o diário e a encarei.
– Não Pansy, só impressão. – disse de forma irônica guardando a tinta, pena e diário na mochila. – Vai demorar para a aula acabar?
– Acabou de acabar. Bora rangar que acho que as tripas já grudaram nas costelas cara. – disse Blásio estendendo a mão para me ajudar a levantar enquanto eu ria.
– Tamo junto amigo. – fome era a última coisa que eu queria. Eu só esperava e contava com esse momento desde que levantei da cama hoje cedo e beijei pela ultima vez aqueles lábios...
–- -
Estávamos quase atravessando a porta de entrada do castelo quando veio o famoso trio saindo das estufas. Eu pude me sentir sorrindo para mim mesmo. Droga.
– Merda! – eu disse alto, parando de supetão. – Já volto, eu esqueci... – e deixei a frase morrer no caminho.
– Quer que eu vá contigo Draquinho?
– Não Pansy. – revirei os olhos. – E pare de me chamar assim. É irritante.
Crabe e Goyle não aguentaram e começaram a rir que nem dois porcos gigantes, eu simplesmente sorri de canto para os paspalhões enquanto uma Pansy raivosa pegava a varinha e lançava chamas contra os sapatos dos dois. Todos saíram em disparada para dentro do castelo me deixando para trás.
Pude ver que Hermione falava algo para os dois garotos. Enquanto isso me encostei contra a parede do castelo. Momentos após os dois pés rapados vieram em minha direção me direcionando olhares de ódio. Eu ergui a mão num cumprimento irônico e ri de canto.
– Idiotas. – sussurrei para mim mesmo.
– Sabe, eles são meus amigos.
– Isso não os faz menos idiotas. – dei de ombros e a vi me olhar com indignação. – Mas eles têm sorte por poderem passar tanto tempo com você.
– Eu não vou me estressar. – ela fechou os olhos e sussurrou a frase o que me fez tentar sufocar o riso inutilmente. – Não ria. Sério, eu não sei porquê me dou o trabalho de falar com você.
– Porque você adora esse loiro sonserino aqui. – disse batendo no peito de forma metida.
– Mais fácil eu enfiar garfos em meus olhos do que adorar você Malfoy. Eu só estou te aturando no momento.
– Ai! – coloquei a mão no coração de fingi uma careta de dor. O que a fez torcer os lábios tentando não rir. – Isso magoou.
– Cala a boca Malfoy. – ela estreitou os olhos, mas com um traço de humor em sua feição.
– Venha calar. – instiguei, abaixando meu rosto de encontro dela. Antes que eu me desse por conta meus lábios estavam nos dela.
Empurrei seu corpo contra a parede do castelo e colei meu corpo contra ela. Nossas línguas se debatiam furiosamente, com luxúria. Seus pequenos dedos se enroscavam em meus cabelos, puxando-me mais para perto dela. Minhas mãos automaticamente se envolveram pelas coxas da morena, puxando-as ao redor de minha cintura. Pude ouvir um gemido mínimo da garota quando levei minhas mãos por baixo da saia da mesma, apertando com força sua bunda.
Ao longe ouvi um baque forte, como se uma arvore tivesse acabado de despencar. Com o susto do momento descolei meus lábios de Hermione e ela me olhou com pavor.
– O que estamos fazendo? – disse ela assombrada. Se desenroscando de meu corpo.
– Dados um amassos como um bom casal adolescente?
– Você está de brincadeira? E se alguém nos visse?
– Seria tão ruim assim? – me senti levemente ofendido.
– Você sabe o que quero dizer!
– Hey, não fique brava. – arqueei uma sobrancelha. – Quem devia estar irritado sou eu. Você acaba de insinuar que seria ruim se alguém nos visse. – estreitei meus olhos, tentando controlar meu gênio que dizia para insultá-la.
– Draco, você sabe muito bem que é ridícula a ideia de alguém nos ver juntos. Nos “odiamos” – ela fez aspas com os dedos ao pronunciar a palavra -, não lembra? O que Harry e Ron pensariam?
– Eu tô pouco me fodendo para o que eles pensariam Hermione.
– Então pense no que seus amiguinhos pensariam. – disse ela erguendo o tom de voz.
– Eles ficariam impressionados. – fechei os olhos imaginando a cara de Blás e ri. – E Pans ficaria puta comigo. – ri ainda mais alto. – Acho que é o que ela tá precisando para me deixar em paz de vez.
– Ela ainda está te assediando? – ela me olhou furiosa dessa vez.
– Uooow. Granger demonstrando ciúmes pelo gostosão aqui.
– Não seja ridículo. – foi vez dela de revirar os olhos. E cruzando os braços ela se virou de costas para mim e fez menção de caminhar para dentro do castelo.
– Hermione! – eu disse e ela não parou, então a segurei pela cintura e a puxei para trás, de encontro a meu corpo. – Não seja tão birrenta.
– Birrenta?
– É. E pior: birrenta de uma forma sexy.
A virei de frente para mim somente para ver sua expressão, uma vez que ela ficara sem palavras (novidade!). Suas bochechas ficaram levemente coradas. Eu sorri de lado e levei minha mão até seu rosto e acariciei suavemente.
– Draco, precisamos ir de verdade. – disse ela mais calma. Eu não conseguia desviar meu olhar de seus lábios fartos. – Draco, sério!
– Tudo bem. – eu disse infeliz, desviando meu olhar. – Vá na frente. Vá que algum de seus amigos pense algo errado? – disse irônico revirando os olhos.
– Obrigada. – disse ela sorrindo abertamente e ficando na ponta dos pés me beijou o rosto de forma casta.
Aiaiai, o que fazer com essa grifinória? O que fazer com o que estou sentindo?
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Hermione’s pov
Se passaram 4 dias que eu me deixei levar pelo Malfoy e acabei com ele na cama. E nós incrivelmente não nos matamos como de costume desde então. Era finalmente sábado! Pela primeira vez eu desesperadamente queria o final de semana, e não era para estudar. Eu finalmente poderia ter um tempo a sós com ele.
Como de costume desci para o café da manhã um pouco mais tarde para encontrar meus amigos sorrindo para mim. Pela primeira vez estávamos começando o ano de forma tranquila.
– Oi – disse Harry sorridente.
–Ron. – disse eu sorrindo ao vê-lo acenar a cabeça em um cumprimento enquanto mastigava sua torrada.
– Mi. Bom dia! – disse Gina. – Espero que o final de semana tenha trazido um pouco de bom humor a vida.
– Também te amo. – revirei os olhos e ri.
– Então, você já sabe o que afinal vai ser esse torneio com a Durmstrang?
– Minerva comentou que sairia algo hoje pelo final da tarde. Mas nem nós sabemos. – dei de ombros.
– Nós? – Ron arqueou a sobrancelha para meu lado, engolindo a comida rapidamente.
– Malfoy. Esqueceu que somos um tipo de ‘nós’ quando se trata de novidades de monitores? – dei de ombros.
– Falando nisso. Como estão as coisas? – perguntou Harry.
– Tranquilas. Ele está menos insuportável que o normal. Está quase tragável.
– Você tá bem mesmo? – Ron arregalou os olhos.
– Cala a boca Ron. – revirei os olhos e bati no braço dele, o que fez Gina rir.
– Então, quando vocês vão finalmente ficar? – perguntou Gina.
– Não seja ridícula Gina. É a mesma coisa que eu sair ficando com o Harry. Ron é meu melhor amigo também.
– Tudo bem. – riu Gina erguendo as mãos como se em defesa.
Quando me virei para olhar Ron ele me olhava levemente chateado. Arqueei a sobrancelha confusa.
– Hermione Granger, quando saíra uma festa afinal? – disse Lilá sentando ao meu lado e perguntando imperiosamente.
Rony engasgou-se audivelmente com um pedaço de pão o que me fez rir baixo e bater em suas costas suavemente.
– Eu já disse um milhão de vezes. Qual é o problema de todo mundo afinal?
– Todos parariam se você fizesse o que eles querem. – conclui Gina.
– Isso é ri.dí.cu.lo. Sério. Você sabe o que acontece com o MEU pescoço se alguém descobre isso?
– Não seja tão trágica Hermione. – disse Ron finalmente recuperado.
– Não vejo nada errado em fazermos algo.
– Por que não pede autorização de McGonagall para fazermos algo? Nem que envolva toda Hogwarts.
– Vocês estão malucos?! – eu podia me sentir ficar vermelha e alteei meu tom de voz. – Quer saber? Vocês estão!
– Só pense sobre isso Hermione. Por favor. – disse Harry com cara de pidão. Eu não consegui evitar um olhar acusatório a ele ao falar:
– Eu vou pensar, ok? Agora se me fazem o favor, vão todos para o inferno.
Estressada me levantei da mesa e sai bufando em direção ao saguão. Por que todos queriam tanto uma festa afinal?
– E aí furacão? – uma voz disse acima de mim ao eu esbarrar nele de supetão.
– Ah, oi. – eu disse corando levemente.
– Oi. – disse ele rindo. – Por que está estressada.
– Eu não estou estressada! – eu disse alto o que o fez arquear a sobrancelha. – Talvez um pouco. – eu disse agora mais baixo.
– Vou tomar café, te encontro daqui a pouco no escritório. – disse ele baixo quando viu Blásio, seu amigo, vindo em nossa direção. Fechei a cara para Malfoy, tentando fingir uma careta mau humorada ( e diga-se de passagem que não foi difícil).
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Esperei Malfoy sentada na janela da nossa sala, encarando a cachoeira que desaguava ali enquanto eu escutava uma harpa que eu acabara de enfeitiçar tocar suavemente. Era um belo som e incrivelmente me acalmava.
Enquanto eu ficava ali minha linda coruja chegou com uma carta de casa. Felizmente estava tudo bem. E pelo jeito papai abriria novas franquias, o que seria ótimo com seu negócio odontológico. Sorri contente e larguei o pergaminho ao meu lado.
– Você gosta desse lugar, uh? – disse Draco entrando pela porta do escritório. Ele vinha com uma cesta em sua mãos.
– Gosto bastante. É lindo. – sorri calma. – O que é isso?
– Pode-se dizer que é uma surpresa para depois. – ele sorriu travesso e eu estreitei meus olhos para ele.
Ele então foi em direção ao sofá e largou a cesta ali para então vir em minha direção com uma cara séria, com seus olhos cinzas com um brilho estranho.
– Você faz ideia do quanto eu te desejo? – disse ele sério o que me fez corar. – Não fique com vergonha.
Já mais próximo a mim, ele me segurou pelas mãos e me puxou do parapeito, me abraçando forte. Logo em seguida se afastou e segurando minha mão novamente, entrelaçou nossos dedos e me levou em direção ao seu quarto.
– Eu estou esperando a uma semana desesperadamente por hoje. Eu te quero como nunca quis algo na vida.
Ele suspirou e então fechou a porta atrás de nós, lentamente me conduziu até os pés de sua cama, para sentar na mesma e me puxar entre suas pernas.
– Fale algo. – disse ele fechando os olhos e puxando minhas mãos para trás de sua nuca, onde comecei a fazer pequenas carinhos.
– Eu também te quero. – sussurrei, e então lentamente me ajoelhei a frente do garoto, entre suas pernas e comecei a desabotoar sua calça .
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