Notas iniciais
Oii. Obrigada pelo carinho dos reviews gente

Chegando a frente da multidão que se reunia a frente do mural dei de cara com Malfoy que sorriu de canto para mim, eu tinha certeza que eu estava corando suavemente.

– Então Granger, quem acha que serão esses dois jovens sortudos a serem escolhidos para a competição?

Ele então indicou com a mão o novo comunicado que fora pendurado ali e após ler voltei a olhá-lo.

– Tenho meus palpites. – olhei-o inquisitivamente o que o fez rir.

– Dessa vez não será o Potter, você sabe. Qual vai ser a sensação de competir ao lado de um sonserino? – sutilmente ele se aproximou mais de mim e se abaixou, fazendo menção de amarrar os sapatos.

Tirando o fato que seu sapato estava com os cadarços devidamente amarrados, parecia uma cena completamente normal, até que ele resolveu se levantar. Seus dedos deslizaram suavemente por minha perna, me causando arrepios involuntários.

– O que está fazendo? – sussurrei de maneira desesperada e ele riu baixo.

– Nada. – ele piscou para mim e virou de costas seguindo em direção ao agrupamento de seus comparsas nojentos.

Bufando segui em direção a mesa da Grifinória para almoçar. Me sentei pesadamente ao lado de Rony, com meu estomago roncando de fome me servi de cada tipo de comida que estivesse ao meu alcance. Numa só garfada enchi minha boca enquanto Harry olhava apavorado para mim e ria.

– Isso que dá virar uma rebelde atrasada para as aulas. Perde o benefício do café da manhã.

– Pro inferno Harry. – eu disse após engolir rapidamente a comida, isso o fez rir alto.

– Afinal, o que era que estava escrito no que quer que seja que estava no mural?

– Durmstrang virá no próximo semestre do ano para uma competição que se baseia, basicamente, entre um garoto e uma garota de cada ano. Na verdade não explicava muito. – eu disse balançando meu garfo com um pedaço de batata espetado. – Foi vago, acredito que eles ainda estejam organizando.

– Legal! Quem vocês acham que podem ganhar do nosso ano? – disse Harry completamente animado.

– Obviamente Hermione. Ela é um gênio. – Rony revirou os olhos como se aquilo fosse uma ofensa a inteligência por ter sido perguntado em voz alto, o que me fez rir alto.

– Não sei, tem muita gente melhor que eu no nosso ano.

– Você sabe que isso é mentira Mi. – disse Harry sério.

– Uau, obrigada. – eu disse rindo, sem jeito em certo ponto.

– E garoto? – eu olhei para meus amigos que deram de ombro.

– Eu vou competir bravamente contra o Harry, isso você pode ter certeza. – proferiu Ron de forma convicta, o que arrancou risos meus e de Harry.

– Não seja estupido Ron. Eu nunca realmente tive chance de participar de algo de forma justa. Todas as vezes que entrei nessas coisas foi porque algum maníaco gostaria muito que eu morresse. – Harry comeu um pedaço de sua torta de abobora com uma careta o que me fez reprimir um riso.

– A sorte é que você é um puta sortudo e sabe algumas azarações, porque realmente ninguém curte muito seu pescocinho.

– Eu gosto. – disse Gina se sentando ao lado do moreno e sorrindo beijou sua bochecha.

– Você é algo insuportavelmente metida Gina. Às vezes me pergunto seriamente como pode ser minha irmã.

– Por que ela é igual a você talvez? – eu arqueei uma sobrancelha para o ruivo que bufou em indignação fechando a cara para mim o que fez com que ríssemos. – Ó Roniquinho, fique bravo não. Você sabe que te amamos. – de brincadeira apertei sua bochecha.

E então eu deitei meu rosto contra o ombro dele o que o fez sorrir minimamente, enquanto obviamente ele tentava não o fazer, o que me fez rir ainda mais alto, uma vez que ele ficou com uma careta engraçada.

E sem perceber meu olhar se deitou sobre a mesa da Sonserina e meus olhos encontravam os dele sem que eu me desse conta do fato. Mesmo a distancia eu podia perceber a fúria que se emanava dos olhos cinzas e agora petrificados dele para mim. Mas o que...? Ron! Seria isso ciúmes? Mas que merdas estava acontecendo.

Draco se levantou da mesa e seguiu em direção a porta, sem olhar novamente para mim. Respirei fundo e então comecei a atacar minha sobremesa. Definitivamente eu estava faminta e eu acho que eu sabia bem o porque...

– — -

– Hermione! MI! – gritou uma voz sonhadora atrás de mim, enquanto eu me dirigia a sala comunal da Grifinória.

– Ah, oi Luna! – eu sorri de canto. Já passara da época que ela me irritava pelo seu jeito aluado. Agora ela era uma de minhas melhores amigas. Seu jeito sonhador nada mais fazia do que deixa-la ainda mais... ela.

– Sua bruxa! – eu arqueei uma sobrancelha para ela como se em uma indagação o que a fez fazer uma careta. – Você simplesmente me abandonou. – ela fez um beicinho nada Luna o que me fez rir.

– Desculpa, essas ultimas duas semanas não tem sido nada felizes. Entre todos os trabalhos de casa e mais os horários de monitoria. – revirei os olhos, pensando em outro motivo que roubara parte de meu tempo, de meus pensamentos.

– Eu entendo. – disse ela vagamente. – Eu estive pensando, porque não reunimos a Armada?

– O que? – eu soei levemente surpresa.

– Sabe, podíamos realmente dar uma festa. Não?

– Eu sou monitora-chefe Luna. Não posso simplesmente dar uma festa.

– Próximo final de semana em Hogsmeade está quase aí, e não vejo nada errado em dar uma festinha.

– Luna, ninguém nunca dormiu fora de Hogwarts.

– Grande coisa Mi, deixe de ser tão careta! – ela fez beicinho e segurou em minhas mãos, novamente nada em seu estilo Di-Lua- Pelo menos prometa pensar.

– Tudo bem. – revirei os olhos e a abracei. – Agora preciso ir dormir e talvez pensar no assunto.

– Você é a melhor amiga do mundo! – disse ela dando pulinhos e dançando de uma forma estranha, balançando seus braços ao redor de seu corpo como se espantando algo. – Se tudo der certo eu poderia até vender meus coquetéis de narguilés!

– Boa noite Di-Lua! – eu disse rindo e segui meu caminho. Aquela era minha Di-Lua, sem sombras de dúvidas...

– — -

– Mi, chega cá. – disse um Jorge animado me abraçando pelo braço e me arrastando da janela.

– O quão contra você será se resolvermos comercializar novamente nossas coisas dentro da Grifinória? – disse Fred, me arrastando até a janela e me prendendo na mesma.

– Muito contra, vocês sabem. Da ultima vez vocês testaram aquelas coisas ridículas nos calouros!

– Hermi gatinha, nós só queremos vender. – começou Jorge.

– E você sabe que ou é na sua frente ou por suas costas. – completou Fred de maneira orgulhosa.

– Às vezes me pergunto por que a Srª Weasley simplesmente não deixou que ficassem fora de Hogwarts. Vocês são impossíveis.

– Obrigada. – disseram os gêmeos em coro colocando as mãos sobre o coração como numa careta de orgulho. Lutei bravamente contra um riso e perdi para ele. Eles eram definitivamente IMPOSSÍVEIS.

– Acho que isso foi um acordo Fred.

– Concordo Jorge. Vamos

E eles simplesmente me viraram as costas... aqueles gêmeos, vou te contar viu?

– Hermione! – gritou uma voz atrás de mim e eu me virei lentamente.

– Ah, oi Lilá – sorri amigavelmente. – Tudo bem?

– Mi, é verdade que vai ter uma festa da Armada?

– SHIII! – eu olhei com reprovação para ela. – Eu não concordei com nada e já está saindo esse ba-fa-fá? Eu vou matar a Luna.

– Ela talvez só tenha mencionado algo e eu tenha entendido errado. – disse ela de modo furtivo o que me fez revirar os olhos.

– O que vocês grifinórios tem hoje afinal? – bufei alto erguendo as mãos de forma exasperada. – Se me der licença vou ir dormir e falamos disso outra hora, quando eu tiver tempo de pensar sobre tudo isso.

– Tudo bem. – sussurrou a garota como se estivesse assustada. Não é como se eu já não tivesse o suficiente com que lidar. Sem paciência segui para as escadas do dormitório.

– Hermione Granger! – disse Gina feliz atrás de mim a plenos pulmões. – Acha que vai demorar quanto tempo até Krum voltar a te mandar cartas?

Respirei fundo antes de virar e encarar minha amiga.

– Boa noite Gina. Até amanhã. – disse irritada sem virar para olhar sua expressão.

Eu não estava muito interessada em pensar em nada sobre aquilo. Mas era impossível. Primeiro Malfoy, depois esse torneio, aí Luna querendo festas e por fim a lembrança de Krum...

– — -

Abri a gaveta de minha mesa no escritório e de má vontade comecei a fazer os relatórios do dia. Nada de anormal, somente alguns calouros perdidos, sonserinos pintando paredes perto das masmorras, lufa-lufas namorando escondido no armário de vassouras do terceiro andar.

Quando me dei por conta já passava de meia noite, então de má vontade apaguei a vela e me dirigi para o andar de cima com um sussurrado Atverti. Atraída por algo que eu não consigo explicar me dirigi até a janela que dava vista para a bela cachoeira que só Merlim sabe de onde surgiu.

E ali naquele momento me deixei levar pelos pensamentos. Sentei no parapeito da janela e enquanto encarava as águas revoltas pensei em como eu havia me deixado levar por Draco Malfoy, tentando encontrar qualquer vestígio de sanidade que ainda me restava. E falando nisso, aonde será que ele estava? Estaria ele bravo comigo? E agora tinha a chegada de Durmstrang, o que obviamente significava o Krum. O que aconteceria?

Bem, voltando ao Malfoy, se ele estivesse bravo não era meu problema, eu não fizera nada e ele também não era nada meu e ainda mesmo que ele fosse eu nunca deixaria de falar com meus amigos. Aiaiai, o que eu estava fazendo ao me deixar levar por um sonserino?

– E aí? – uma voz logo atrás de mim me fez sobressaltar e quase cair de onde eu estava sentada.

Notas finais
E aí? (eu realmente deveria ser mais criativa e deixar algo de gente nas notas finais HUIASHUAISH)