I Bet I'll Get You Hermione
31 Capítulo31
Notas iniciais
– Draco? – Hermione levantou-se lentamente, para logo em seguida tombar, soltando um gemido. – Minha cabeça...
– Você realmente não deveria beber tanto. – resmungou Draco para então levantar da onde estivera sentado ao lado da morena.
O loiro cruzou os braços junto ao peito e encarou o amor de sua vida. Draco se sentia pesaroso e extremamente angustiado com o que falaria dali a segundos.
– Como eu vim parar na minha cama de pijama? – Hermione arqueou uma sobrancelha e então enrubesceu sob o olhar do garoto a sua frente. – Ah... espero não ter falado besteiras.
– Não Granger. Não falou. – respondeu de forma rude.
– Granger? – Hermione lentamente se sentou na cama, recostou-se sob os travesseiros olhando curiosa para seu amor.
– É. Acho que já chega de te enganar. – respondeu em tom frio, como se fosse o tempo em que eles ainda não haviam se conhecido tão a fundo.
– Oi? – respondeu estrangulada.
– Eu achei que conseguiria algo de você, mas não. O Lorde estava certo. Não valeu o esforço. – disse ele contra todo seu bom senso.
– Draco... – suspirou estrangulada. Seu coração disparava contra seu peito. Sua mente se sentia anuviada, confusa. – O que quer dizer?
– Para você é somente Malfoy. – ele sorriu de canto desdenhoso, mesmo que por dentro seu coração estivesse se partindo pela expressão de sua amada em sua frente. – Me impressiona que você realmente tenha acreditado em tudo que eu já te disse. – Ele afinou a voz e imitou sarcasticamente- “Eu vou te amar pra sempre” – Ele riu amargo. – Pelo menos serviu para umas fodas boas Granger, apesar de eu ter tido que me esfregar por horas para me livrar do sangue-sujo.
Ele sabia que dito isso ela jamais o olharia novamente. Ele sabia ter partido o coração dela... e o mais triste, ele sabia ter partido seu próprio coração ao fazer isso. Mas era preciso. Era necessário parar de fazê-la sofrer. Essa coisa estava longe de terminar, ele sabia. E ficava cada vez mais difícil esconder seus sentimentos de Voldemort se ele alimentasse seus sentimentos.
– Saia já daqui. – disse ela enfurecida, apontando para a porta. – Nunca mais ouse falar comigo Malfoy. – cuspiu entre os dentes, incapaz de evitar o ódio naquele momento.
Ela alimentava o ódio para não ter que sentir a dor que certamente viria. O que ele quis dizer com “Eu achei que conseguiria algo de você”? Hermione se sentia entorpecida.
Draco a contra gosto seguia a sala precisa, no intuito de pensar novos feitiços possíveis para o armário. No caminho se depara com Snape, saindo de uma sala qualquer com um papel amassado na mão e um olhar furioso.
– O que está fazendo aqui Draco? – perguntou em voz sibilosa.
– Pensei que soubesse. Ó tão fiel comensal. – disse sarcástico.
– Shii! – chiou alto o mais velho. – Você está maluco? Ninguém pode desconfiar.
– Não é como se não estivesse na cara.
– Pare de ser insolente garoto.
– Não é como se eu me importasse com o que pensa de mim Snape. Você é o menor dos meus problemas agora.
E sem dizer mais nada Draco saiu batendo pés até a sala, adentrando a mesma e se jogando contra a parede, socando-a com força e deixando lágrimas desgostosas e bem-vindas escorrerem por sua face.
Hermione ainda estava em choque e não conseguia assimilar realmente as palavras de Draco. Ainda em negação ela trocou de roupa e colocou todas suas forças em tentar odiar o loiro por seus palavras. Como ele se atrevera a dizer aquilo? Como ela fora tola o suficiente para acreditar que um sangue-puro nojento como ele pudesse amar de verdade?
E por mais que Hermione quisesse negar, ela não acreditava nas palavras ditas a ela a poucos segundos atrás. Doía profundamente nela, suas palavras o machucara, mas não mais do que ver a musculatura tensa dele, ver o olhar de dor. Ele não conseguira a enganar completamente. Ele estava mentindo. Ele tinha que estar, ela tinha que acreditar que tudo aquilo não passara de um sonho ruim.
A morena estava no meio de sua tarefa de achar uma roupa quando uma coruja começou a bicar insistentemente a sua janela.
– Olá. – sussurrou a garota, desprendendo a carta da perna da coruja.
Caros Sr. Weasley e Srtª Granger
Primeiramente Hogwarts gostaria de parabeniza-los pela vitória para o sexto ano no torneio. Hogwarts se orgulha de suas mentes brilhantes.
No entanto, esta vem para avisá-los que a próxima tarefa ocorrerá na semana próxima, onde deverão estar preparados somente com suas varinhas. Não saberão qual será a tarefa até a hora da mesma.
Desejo-lhes boa sorte.
Vice-diretora de Hogwarts
Minerva McGonagall
Hermione leu duas vezes a carta e então soltou um suspiro alto. Calçando seus sapatos seguiu para o banheiro, onde teria acesso a torre da Grifinória. Sem rodeios seguiu direto até o dormitório dos garotos, onde poderia encontrar seu amigo dormindo, com certeza.
– Rony. – sussurrou ela cutucando o amigo. No entanto o mesmo não esboçou uma só reação de estar acordado. Agora com mais vontade ela cutucou suas costelas e gritou em seu ouvido: — Ronald Weasley!
Num pulo o amigo se levantou, sentindo sua cabeça girar devido o álcool ingerido na noite anterior.
– O que está fazendo? – perguntou grogue.
– Temos que conversar.
– Realmente? – ele então virou para a mesa de cabeceira e encarou o relógio. – NOVE HORAS? – gritou indignado, o que fez os demais grifinórios acordarem e brigarem com ele por ter os acordado. – Boa noite Hermione.
– Não me obrigue a te fazer sair dai Ronald. – sibilou a morena ao ver o amigo se virar para o outro lado. – Em cinco minutos te quero lá embaixo ou eu subo e veremos quem se sairá melhor.
Com um ultimo olhar irritado ao ruivo, Hermione saiu do quarto e seguiu até a lareira. Sentando-se na sua poltrona preferida dali ela começou a remoer o que escutará a menos de 20 minutos atrás. Seu coração começou a bater rapidamente e lágrimas involuntárias começaram a inundar o canto de seus olhos. Ela não acreditava, ela não acreditava. Eu não vou acreditar, ele tinha uma razão para fazer aquilo, repetia ela como se fosse um mantra.
– Satisfeita? – disse um Ronald estressado até ver a amiga. – Mi! – se impressionou e seguiu até ela a puxando pela cintura até si e a abraçando forte. – O que fizeram contigo? – perguntou agora irritado.
Hermione limitou-se a balançar a cabeça e então forçou um sorriso em seu rosto.
– Nada, foi só que lembrei de nossos primeiros anos e me deu saudade de quando a vida era fácil. – inventou uma desculpa qualquer.
– Sério? – ele arqueou uma sobrancelha. – Depois da Pedra Filosofal, Sirius, a câmara e tudo?
– Talvez. – ela riu agora com humor. Seria ironia dizer que seus anos em Hogwarts tenha sido fáceis.
– E agora me diga. Por que estou acordado? – agora que já estava de pé, Rony não se importava por ter sido acordado. Não por ela pelo menos. Ele gostava de estar em sua presença, e gostava de uma maneira que o assustava.
– McGonnagall enviou uma carta. – Hermione levou a mão ao bolso e retirou a mesma, entregando ao amigo. Após um minuto de silencio para Ron ler, ele se virou novamente para a amiga.
– Bem, vai ver que a próxima tarefa seja um pouco mais complicada. Devemos treinar alguns feitiços? – perguntou inocentemente.
– ALGUNS FEITIÇOS? – falou ela mais alto que o esperado. Indignada, com o peso da próxima tarefa recaindo sobre seus ombros. Ela se sentia nervosa. – Você tem ideia de que temos que saber um pouco de tudo ou estaremos ferrados? Você consegue imaginar o tipo de prova que ele podem fazer?
– Não. – respondeu ele assustado com a raiva repentina da amiga.
– É! Temos que começar ontem ainda. Vamos.
Rony olhou assustado para a amiga, mas não negou-se a segui-la. Ela o assustava quando determinada. E seu choro repentino não fora bem explicado. Ele a conhecia melhor do que ninguém. ela estava escondendo algo, e isso fazia tempo. Mas diferente do que ele poderia imaginar, ele gostava mais dessa Hermione nova, mais durona, mais fria do que da Hermione medrosa e sabichona. Hermione estava crescendo e se tornando uma mulher decidida e determinada. Não que ela não fosse antes, mas ela estava se aprimorando nisso...
A morena por um momento permitiu-se desviar todas suas atenções para o torneio, deixando de lado o pensamento de que Draco nunca a quisera de verdade. Ele tinha que querer, ele estava sofrendo por ela. Ele estava, ela tinha certeza.
Enquanto Hermione e Rony seguiam para uma sala desocupada qualquer para discutir hipóteses sobre o torneio, Snape seguiu seu caminho até o escritório de Dumbledore. Ao chegar lá entrou sem ser convidado e bateu com o papel em sua mão na mesa do diretor.
– Eles pretendem fazer isso em dois meses. Com ou sem a ajuda de Draco.
Dumbledore acenou afirmativamente com sua cabeça.
– Por que está indiferente? – gritou o sonserino nervoso. – Eu achava que amava essa escola!
– Ambos sabemos que não é a escola que eles querem destruir Severo.
– Não... – antes que Snape continuasse Dumbledore interrompeu:
– Não seja tolo Severo. Voldemort quer somente minha morte e de Harry, após deixará a escola intacta. Ele tem esse lugar por sua casa. Temo pelos de sangue trouxa, mas não será o alvo deles, não agora pelo menos.
– Como pode estar tão certo disso? Ninguém realmente sabe o que se passa na mente DELE!
– Se acalme Severo.
– E você sabe quem ele quer que o faça? Sua morte, eu digo.
– Sim? – Dumbledore entrelaçou seus dedos e apoiou seu rosto nas mãos, olhando através de seus oclinhos de meia lua para seu mais querido amigo.
– Draco.
Dumbledore pareceu brevemente surpreso, então novamente voltou a sua face serena. Tirando assim a paciência de Severo, que estava a ponto de pular sobre o velho diretor.
– Você o fará.
– Eu... o quê? Você está demente?
– Não Severo. Você já tem sua alma corrompida, mas ele não.
– Como pode esperar que eu o mate?
Snape agora se sentia fora de controle, foi até a mesa a sua frente e bateu com força as mãos sobre as mesmas.
– Pense isso como o favor que um velho amigo faria.
– Você é doido. Eu não vou mata-lo.
– Você o fará. E eu também preciso de outros favores....
– uma semana depois –
– Você só pode estar brincando. – disse Rony com seus braços envolta de sua amiga. E então riu.
– É sério. – ela se soltou dele e bateu em seu braço. – Não ria. E se fosse você que tivesse sonhado com seu pior medo? Como se sentiria se tivesse passado a noite com Aragogues ao seu redor? Loucas para fatiá-lo com suas pinças. – Hermione começou a bater uma mão contra a outra, fingindo ser uma pinça. Rony fez uma careta desgostosa, deixando Hermione satisfeita e fazendo Harry rir.
– Bem, eu acho que vocês deveriam comer de uma vez.
– Eu não consigo! – disse uma Hermione nervosa.
– Você em todos meus jogos de quadribol me faz comer. Então não seja teimosa. – Harry levantou de sua cadeira e puxou gentilmente a amiga pelos ombros a sentar.
– Agora eu vejo o quão insuportável eu era. – suspirou derrotada. – No entanto Rony também deve comer.
– Você realmente acha que um torneio idiota o fará não comer? – Gina a olhou com escárnio, fazendo todos rirem. Com exceção do alvo da piada. Rony por pirraça mostrou a língua para a irmã.
– Bem, vocês não fazem nem ideia do que possa ser?
– Nós já dissemos Gina. Não! – Ron se irritou.
– Calma. – disse ela de bico.
E assim, em meio a brincadeiras e brigas os grifinórios se colocaram a comer. Hermione evitava pensar em certo loiro, mas era impossível evitar vê-lo e isso fazia seu coração tremer contra o peito. E foi o que acontecerá.
Draco caminhava lentamente com um grupo de amigos até a mesa da Sonserina. Ele estava sorrindo debochado, enquanto uma loira ao seu lado descaradamente flertava com ele, sem tirar suas mãos do garoto por um segundo.
– Eu não sei vocês, mas estou torcendo sinceramente para que a tarefa envolva um monstro devorador de trouxas. Quem sabe Granger finalmente morra. – disse a garota tentando fazer Draco rir e admirá-la, no entanto só o estressando.
– Boa Dafne. – riu Goyle.
– Agora sei porque gosta de Draco. É tão perversa quanto ele. – disse Theo revirando os olhos, fazendo todos rirem. Inclusive a própria garota. Ela pistou sugestivamente para Draco e então largou dele, dando um beijo em seu rosto.
– Não sei porque ainda não pegou ela cara. – Blás resmungou ao lado do garoto, observando a bunda da garota enquanto a mesma se dirigia até as amigas.
– Porque não vejo graça na branquela.
– Qual é, ela é gostosa.
– Cala a boca Blás. – resmungou Draco se sentando em seu lugar de sempre e comendo.
Ele não podia evitar de olhar em direção a mesa da Grifinória. Ele estava preocupado quanto a nova tarefa afinal ela poderia se machucar com isso. Draco não podia acreditar, mas internamente estava implorando para que o Weasley a protegesse.
Enquanto ainda encarava a mesa a sua frente, um par de olhos que não era da sua morena se encontraram com os dele. Harry o encarava ameaçadoramente, deixando implícito seu ódio com o olhar.
– Por que está olhando para a mesa da Grifinória? – perguntou Theo do seu lado e então bufou assentindo. – Potter é um idiota.
– É, ele é. – respondeu Draco desviando o olhar e comendo a torrada a sua frente.
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