I Bet I'll Get You Hermione
44 Capítulo 44 -
Notas iniciais
– Draco, seu sonserino de merda. – Hermione bateu sobre o peito do garoto. – Se morrer eu juro que te mato. – Harry olhou para a amiga com espanto e então a puxou para longe do loiro.
– Hermione, pare. – sussurrou Harry para a menina. – Ele vai ficar bem, ele só desmaiou com a pancada. Olhe. – disse apontando para o peito do sonserino que lentamente subia e descia.
– Draco. – a garota resmungou, com lágrimas em seus olhos. Suas mãos nervosas foram para o cabelo, desfazendo alguns nós enquanto seus dedos deslizavam.
Os Weasleys continuavam a olhar para o irmão falecido, enquanto Harry fora até a janela mais próxima, olhando de forma melancólica o lado de fora do castelo. Foi então que viu uma aranha gigante escalando.
– Precisamos sair daqui. Agora. – Harry, agarrou a amiga pela mão, obrigando-a a levantar. – Os filhotes de Aragogue. Rony, eles estão vindo.
E de fato não eram somente as aranhas. Os comensais estavam se aproximando, no mesmo instante em que todos saíram do local de impacto com Draco Malfoy flutuando sob feitiço de Harry a sua frente. E logo atrás Percy trazia o corpo de Fred. Os irmãos Weasleys encontravam-se inconsoláveis, seus rostos paralisados numa expressão de horror, enquanto Hermione, se sentindo com o peso do mundo nas costas, debatia-se internamente sobre o que fazer com tudo que estava acontecendo.
No momento em que o grupo passou para trás da tapeçaria, onde esconderiam o corpo de Fred para mais tarde dar a atenção merecida, surgiram dois comensais.
– ROCKWOOD! – gritou Percy, se adiantando na direção do inimigo. Tudo que o garoto pensava era em eliminar todos comensais possíveis.
Harry sentindo um movimento atrás de si, puxou sua varinha em direção ao corpo para então apontar na direção contrária.
– Expelliarmus! – gritou ao mesmo tempo que o corpo de Draco tocou o chão.
– Rony, não! – Hermione agarrou o amigo pela cintura e puxou-o para si. Ambos caindo no chão, próximos ao loiro.
Tudo em que Rony conseguia pensar era que precisava vingar a morte do irmão, matando todos comensais que surgissem em sua frente.
– Rony. Pare! – gritou a morena mais uma vez. – Me escute, não vale a pena. Temos que ajudar Harry. Só assim isso vai acabar!
– Cale a boca Hermione! – disse o ruivo rispidamente, fazendo a garota soltá-lo surpresa. – O que quer dizer para eu fazer quando você mesma está cuidando de um comensal? – ele a olhou com desprezo. – Acha que não reconheço esse olhar que dá para ele? – Rony levantou-se e a olhou de cima, raiva emanando de si. – Se não fosse por ele e seus iguais meu irmão estaria vivo!
Rony não conseguiu evitar em dirigir sua raiva a amiga, mesmo sabendo que estar com ódio dela era irracional. A raiva que ele sentia não era por culpa dela, era de toda a merda que vinha com Voldemort.
– Ele não tem culpa de nada disso! — E então Hermione irrompeu em lágrimas.
– Como pode defende-lo? – o ruivo estreitou os olhos para a amiga, enquanto Harry voltava de seu duelo.
– O que está acontecendo aqui? – perguntou Potter parecendo assustado em ver os amigos daquele jeito. Rony as berros, suas orelhas vermelhas. Hermione chorando, com ar culpado. – Qual o problema?
– O problema? – Rony ironizou, olhando o amigo com a mesma raiva que direcionou a amiga. – Hermione e seus amiguinhos comensais.
– Ele nos ajudou Rony. – Harry tentou apaziguar.
– Até você? – os olhos de Rony marejaram e então ele começou a caminhar em direção ao corredor que guiaria ao centro da batalha.
– Aonde pensa que vai? – gritou Harry segurando o amigo pelo cotovelo.
– Me deixe em paz! – respondeu Rony no mesmo tom.
Harry se sentia esgotado. Levou suas mãos para o cabelo, puxando os mesmos, para então olhar a amiga, imunda e com rastros de lágrimas pelo rosto.
– Me desculpe Harry. – chorou ela.
– Você não tem culpa. – Harry fechou os olhos e balançou a cabeça. – Se alguém tem culpa aqui sou eu. Rony não sabe o que diz. Ele está chateado por Fred. Eu sou chateado por Fred.
Hermione consentiu e então com a ajuda do amigo ela se levantou, e o abraçou. Chorou por um instante no seu peito, se deixando ser consolada por seu melhor amigo.
– Precisamos da cobra. – disse Harry por fim. – É a única coisa que nos impede de acabar com isso.
– Venha. – Hermione disse ao mesmo tempo que puxava o amigo e Draco para trás de uma armadura. – Deixe que ele entre em sua mente Harry. Descubra onde ele está. É com ele que ela estará.
E foi o que o garoto que sobreviveu fez.
Draco’s pov
Minha cabeça latejava como nunca havia feito. Eu não sabia o que estava acontecendo, a única coisa de que eu tinha certeza naquele momento era um par de mãos pequenas e nervosas em meu cabelo, e rosto. Eu podia sentir o tremor suave delas sobre mim.
Aquele par de mãos só podia pertencer a uma pessoa. Hermione. Tentei sair daquele torpor e segurar suas mãos e dizer que tudo ia dar certo, mas eu não sabia como fazê-lo.
Foi então que eu ouvi vozes.
– Eu sei onde ele está. – disse Potter. – Ele está com Lúcio. Ele acha que Draco veio para nosso lado, por mais que Lúcio negue. Lúcio quer que ele acabe com a batalha para então procurar Draco.
Mais um tremor naquelas mãos. Meu próprio coração perdeu um compasso. Ele se importava afinal. Meu pai se importava. Mas... minha mãe. Estaria ela bem?
– Ah. – Hermione suspirou, provavelmente sem saber o que dizer. Mesmo que eu quisesse nesse momento não conseguiria falar. – Onde ele está Harry?
– Ele mandou Malfoy buscar o Snape. Ele o espera na casa dos gritos. É para lá que devemos ir.
– Você não pode ir simplesmente! – ouvi uma terceira voz. Weasley.
– Ron! – a voz de Hermione transbordava alívio. O que será que havia acontecido para ela estar assim?
– Você não vê que é isso que ele quer que você faça? E eu nem preciso ter ouvido o inicio para saber que é obvio. – pude sentir pelo tom de voz do garoto que ele estava revirando os olhos.
– A cobra está sob um tipo de proteção mágica, ela não pode se afastar dele. Independentemente do que façamos, eu vou ter que ir até ele. – o cicatriz afirmou.
– Mas onde ele está?
– Na casa dos gritos. – Potter suspirou.
– Bem, vamos ter que ir até lá de qualquer jeito. – Hermione disse determinada, suas mãos pararam sobre meus cabelos.
– O que faremos – pude ouvir o ruivo tomando folego após um suspiro – com ele? – pude jurar que ele estava apontando para mim.
Reunindo o pouco das forças que eu tinha tentei me mover, mas parecia que havia um peso em cima de mim.
– Ele está se mexendo. – sussurrou Hermione, por seu tom parecia feliz.
Lentamente abri meus olhos, piscando contra a fuligem que parecia pairar no ar. Minha cabeça parecia pesar uma tonelada e mesmo sem me olhar no espelho eu poderia dizer que havia um corte fundo em minha bochecha esquerda, cuja qual estava ardendo como se eu tivesse jogado fel na ferida.
– Oi. – disse Hermione com seus lindos olhos castanhos perto dos meus. Ela parecia aliviada. Sorri de canto, timidamente, desejando internamente beijá-la como se nada mais importasse. Mas eu não podia.
– Olá. – me sentei e olhei para os dois garotos que se encontravam de pé.
– Ótimo, a Bela Adormecida resolveu acordar. E foi sem beijo, que maravilha. – disse o Weasley amargo.
– Cala a boca Rony. – Hermione disse com azedume. Me limitei em fechar os olhos e balançar a cabeça. Me arrependi amargamente. Tudo girava, pude sentir meu estomago revirar.
– A gente precisa ir. – Potter parecia querer ignorar de toda maneira esse momento estranho entre nós.
– Repito: o que faremos com a Belinha?
– Vai se f... – comecei, no entanto a mão de Hermione estava em minha boca antes que eu terminasse. Olhei-a torto, com ela me devolvendo o olhar na mesma medida.
– Óó, a Belinha virou a bonequinha mandada que só faz o que as mulheres mandam. – ironizou Rony.
– Tá com inveja cenourão? – direcionei o meu melhor olhar irônico para ele, enquanto Hermione olhava indignada de mim para ele.
– Dá para as crianças pararem? – Potter olhou furioso para nós dois. – A questão é: o que faremos com Malfoy?
– Eu vou aonde Hermione for. – disse olhando para a morena.
– Ah, não vai não. – a garota me olhou. – Você não está em condições de fazer nada. Fora que se um comensal o ver comigo você está morto.
– Eu sei me cuidar. – revidei.
– Você pode saber Malfoy, mas aposto que sequer consegue ficar em pé sem ajuda. Temos que deixa-lo na enfermaria. – Potter acrescentou, me fazendo me sentir um invalido.
– Só tem um detalhe, — começou o ruivo – não temos uma enfermaria.
Potter tinha uma capa de invisibilidade. Eu e Potter estávamos sobre a mesma capa. O que era ridículo, eu não queria me esconder. Mas fui convencido depois que Potter me disse que era a vida de Hermione que eu estaria arriscando se ficasse a vista com ela. No entanto, ninguém me convenceu a ser levado por um feitiço de levitação. O que me causou um pouco de serviço, visto que todo meu corpo estava dolorido, com possíveis fraturas geradas pela parede que caiu em cima de mim.
– Desde quando está com ele? – pude escutar o sussurro dirigido à Hermione. Tentei prestar ainda mais atenção a conversa. O que era difícil, devido aos estrondos gerados ao redor do castelo.
– ESTUPEFAÇA! – gritou Hermione em resposta ao ver dois comensais virarem a esquina do corredor.
– Reducto! – Weasley acompanhou Hermione, fazendo com que a varinha do comensal mascarado a nossa frente reduzisse a um tamanho mínimo. Devo confessar que nunca pensaria nisso, mas era um ótimo feitiço. No entanto o comensal continuou vindo em sua direção.
– Seu... – mas o comensal nunca chegou a terminar a frase, pois Potter e eu nos adiantamos para derrubar o mesmo pelas escadas.
– Boa Ron. – sussurrou Hermione, parecendo orgulhosa. Não pude evitar uma pontada de ciúmes.
– Vamos logo deixar seu namoradinho e ir atrás daquela cobra.
Após me deixarem no hall de entrada, escondido atrás de uma armadura – não sem protesto – eles foram atrás da tal cobra. Eu esperava de todo meu coração que ela não fosse Nagini, mesmo já sabendo que seria.
Então saquei minha varinha do bolso da calça e lentamente fui curando os machucados pelo meu corpo, com o feitiço Episkey. Não era a melhor opção, mas a única que tinha no momento. Depois de me curar o melhor que mude me levantei e me juntei a batalha.
Do modo mais eficiente que pude combati os comensais pelo caminho, fingindo-me de aliado para então derrubá-los pelas costas. Não foi a coisa mais honesta, mas sim a única opção saudável a minha vida. Não que eu fosse covarde, mas não precisava ser honesto com comensais. E não pense que eu não sei a ironia desta frase, pois minha cicatriz latejante não me deixa esquecer.
Writer’s pov
Conforme Draco duelava mais ele se aproximava da porta de saída do castelo, por onde Hermione, Rony e Harry ainda sofriam para sair. Draco percebeu que o trio não se encontravam mais sob a capa, da maneira que estavam antes de deixa-lo.
Antes que Draco se desse conta de tudo que estava acontecendo ao redor do castelo, um medo congelante tomou conta do seu corpo. Sem autorização ele paralisou e ficou olhando para a porta do castelo, ao mesmo tempo que observava cerca de uma centena de dementadores se aproximando.
Se sentia sem esperanças, uma dor sem igual o arrastava para baixo, enquanto mil lembranças de sua infância tortuosa passavam por sua mente, e seguindo essas imagens, todos os trouxas já torturados em sua frente pareciam voltar para atormentá-lo. Então ele viu Hermione caindo sobre seus joelhos. Draco não conseguia reunir forças suficientes para erguer sua varinha e conjurar o patrono que nunca existiu. Mas ele precisava. Hermione já o salvara um número de vezes que ele não poderia nunca recompensar.
Draco só tinha lembranças tristes e isso torturava-o. Ele não poderia salvar Hermione, pois ele sempre fora infeliz. Ele não poderia conjurar uma só imagem feliz em sua memória. E então a imagem de Hermione voltou em sua mente. Mas não a Hermione ajoelhada, a mercê dos dementadores. Mas Hermione adormecida em seu colo pela primeira vez. A melhor lembrança que Draco tivera até hoje, o primeiro instante que ele teve certeza que ele ainda tinha esperanças, que ele ainda tinha salvação.
O sonserino por um momento absurdo sorriu. Ele tinha memórias felizes, e tudo se baseava nela. Sua mente encheu-se de Hermione. Hermione sorrindo e dizendo que o amava...
– Expecto Patronum! – bradou Draco erguendo sua varinha em direção aos monstros. Por um momento ele se deixou admirar o animal que saiu de sua varinha. Uma lontra. Ele nunca poderia imaginar o porque disso, mas o admirou.
Um segundo após, Draco gritou ordem para seu patrono seguir contra os dementadores, que diante da imagem personalizada da alegria e amor fugiram.
Hermione, mesmo em seu estado fraco olhou para trás e observou Draco, impressionada. Ele o amava, se antes ela tinha qualquer vestígio de duvida, ela se fora. E parecia que seus dois melhores amigos pensaram a mesma coisa, pois por um segundo se deixaram olhar para trás impressionados. A garota ainda olhando para trás encontrou o olhar do garoto e com um esforço descomunal conseguiu mais uma vez transmitir seus pensamentos.
“Sabe qual é meu patrono? – sua voz soou brincalhona.”
“Me impressione. – Draco respondeu de volta, desejando envolver os braços nela. Suspirou rapidamente aliviado por ela estar bem.”
“Adivinhe então. – ele a olhou confuso, enquanto Hermione sorria e então quebrava o contato visual, fugindo de uma série de aranhas que vinham em sua direção. – Eu te amo Draco.“– e com isso ela virou as costas e ia em direção a casa dos gritos.
Draco odiava vê-la ir assim, fácil. Mas ele não poderia impedir. Esse era o destino dela, não seu. Ela voltaria bem, ele tinha que acreditar nisso.
E reunindo todo seu medo e raiva por toda aquela situação ele voltou para a batalha, lutando com toda força de vontade que tinha. Ele ajudaria a reconstruir tudo aquilo para o bem, por ela. Ela merecia o mundo, e ele o daria se ele pudesse.
– Draco Malfoy. – Gina Weasley apareceu a sua frente. – Seu bastardo!
– Hey! Hey! – Draco deu um passo atrás vacilante, defendendo como podia da enxurrada de feitiços da Weasley mais nova.
– Graças a vocês meu irmão pode morrer! – lágrimas inundavam os olhos da garota enquanto ela vinha com ainda mais força para cima do loiro. Seus feitiços estuporantes contra Draco mal podiam ser desviados devido a intensidade com que a garota os conjurava.
– Me escuta! – gritou Draco, estressando já. – Protego!
– Me encare que nem homem! – ela deu um passo a frente, parando rente ao escudo do sonserino. – Não se esconda atrás de escudinhos!
– Glacius! – Draco apontou a varinha em direção a garota, fazendo-a arregalar os olhos, mas então ela virou para trás e viu um comensal cair congelado a sua frente. – Se quiser parar de me atacar eu agradeço. – Ele a olhou com raiva incontida, mesmo sabendo que a garota era a melhor amiga de Hermione. – Estou ao seu lado.
– Você... o quê? – ela pareceu impressionada.
– Abaixa! – gritou Draco, quando um pedaço de granito veio voando em sua direção quando um corvinal explodiu com um pedaço do chão com seu feitiço mau direcionado.
– Eu não confio em você. – Gina estreitou os olhos.
– Não é como se eu me importasse. Agora se quiser me fazer um favor: – aqui Draco a olhou com desprezo – pare de tentar me matar, por incrível que pareça eu quero que vocês bonzinhos vençam. E também fique viva, ou tenho certeza que Hermione ficaria insuportavelmente triste e não é o que queremos, certo?
E com isso Draco irritado saiu em disparada, deixando para trás uma Gina confusa.
–*-*
– Vocês tem lutado valentemente e Lord Voldemort sabe valorizar isso. – aquela voz passou por todos ouvidos do castelo, descendo como uma lufada fria de ar. — Entretanto, se continuarem resistindo a mim, vocês todos morrerão, um por um. E este não é meu desejo. Cada gota de sangue mágico derramado é uma perda tremenda, que não é o meu desejo.
“Ordeno que cada comensal volte neste momento para a floresta proibida. Vocês tem uma hora para tratarem de seus mortos e feridos e para me entregarem Potter. Senão, encontrarei cada um que resistiu a mim hoje e torturarei e matarei até seu ultimo descendente. Uma hora.”
E então a voz parou, ao mesmo tempo que os comensais debandavam para a Floresta. Draco se encostou sob a parede mais próxima e baixou a cabeça aliviado. Ele poderia ir até a Floresta e fingir ainda lealdade, mas ele não foi, uma vez que sabia correr o risco de algum comensal o ter visto duelando para o lado contrário.
Mas ao mesmo tempo que não compareceria a Floresta, ele se sentia preocupado por sua família. Ele perdeu as contas de quantas vezes chamou por Merlim para ajudar sua mãe. E Hermione? Onde estaria Hermione? Mas se Potter estava bem, ela também estaria? Não estaria?
– Sr. Malfoy. – McGonagall vinha em sua direção. O corte em sua bochecha estava infeccionando, ele sentia isso, mas não tinha vontade de curá-lo. E junto daquele corte, ele tinha mais algumas dezenas por seu corpo para acompanhar. – Me acompanhe, você precisa de ajuda, está sangrando. – ela parecia preocupada. Foi então que Malfoy viu o corte que tinha em seu braço direito, na altura da dobra do cotovelo. Um pedaço vidro se instalara ali sem que ele notasse pela adrenalina da batalha.
– Estou bem. – resmungou ele de volta, segurando com a mão livre no caco de vidro e puxando-o sem hesitação. Ele segurou um gemido por entre os dentes e então lentamente seguiu até o salão principal atrás da vice-diretora, finalmente o cansaço o atingindo com toda força.
Depois de evacuar todos sobreviventes e corpos até o Salão Principal, Minerva colocou-se a ajudar os feridos. Ela não poderia aguentar a dor de ver tantos amigos e familiares ao redor dos corpos inertes e seus olhares de choro, por isso preferiu ajudar Pomfrey.
Draco por sua vez, se sentou num canto distante, sozinho, tentando ignorar os olhares desconfiados que lhe lançavam. Sua cabeça pendia encostada na parede, olhando para a porta de entrada, esperando desesperadamente que Hermione chegasse logo e que não estivesse machucada.
E o que pareceram horas depois ela e os dois amigos abriram as portas e entraram pelo salão. O loiro suspirou mais do que aliviado. Os olhares do trio diretamente caíram sobre a família Weasley que se encontravam ao redor de Fred, jazido sem vida no chão. Na hora o olhar de Hermione se encheu de lágrima, enquanto a mesma corria em direção a Gina. Ela abraçou-a e segurou a amiga enquanto a mesma chorava.
O sonserino sozinho em seu canto, não pode deixar de ver Harry observar todos que não sobreviveram e então cambalear para fora do Salão, com cara de quem iria vomitar a qualquer segundo. Draco silenciosamente e discretamente se dirigiu a saída do salão, tentando não chamar a atenção de sua morena, sabendo que naquele momento a amiga precisava dela mais do que ele.
– Hey, Potter! – chamou ao chegar do lado de fora e ver Harry no último degrau.
– Ah, oi. – olheiras enormes ressaltavam o tom claro da pele do grifinório, ele parecia mais cansado do que nunca.
– Aonde vai? – perguntou Draco desconfiado. Ele receara que o garoto estava indo para a floresta.
– Preciso ir ver Dumbledore. – quando Draco o olhou desentendido, Harry ergueu um pote que continha um fio dourado. – Snape me deixou isso.
– Vamos lá.
E como se fossem velhos amigos os dois não mais inimigos subiram as escadas em direção a antiga sala de Dumbledore. Harry sabendo exatamente o que queria foi diretamente até o armário onde sabia que encontraria a penseira.
Após coloca-la sobre a mesa do antigo diretor e olhar o seu quadro uma vez para tomar coragem, mergulhou no objeto, sendo observado curiosamente pelos quadros de todos antigos diretores e de um sonserino.
O que pareceram segundos depois, Harry saiu da penseira e se jogou sob o tapete em frente a lareira. Seu braço foi inconscientemente até seus olhos, apertando o óculos em seu nariz.
– Então você ia mesmo matar Dumbledore. – disse Harry, tentando ignorar todo o resto.
– Eu não acho que seria capaz. No final nunca dei um bom comensal.
– Então você sempre foi um comensal. Eu sempre estive certo. – Harry balançou a cabeça.
– Não, não fui sempre. Não faz tanto tempo. Sou filho de comensais, não é como se pudesse esperar que esse não era a merda do meu destino.
– Mas você escolheu não machucar ninguém.
– Hermione não me aceitaria se eu machucasse. – Draco deu de ombros, tentando fingir que nada era.
– Quer dizer que tudo é culpa de Hermione? – Harry se levantou e o encarou.
– Eu não sabia que eu tinha o poder de escolher o meu destino antes de conhece-la. Sempre achei que seria obrigado a matar para poder viver. E bem, ela mudou isso em mim.
– Fico feliz por você ter ela. – Harry suspirou. – E sabe, o Rony te mataria se fizesse mal a ela, sabe disso não sabe?
– E você não mataria? – Draco conseguiu deu um sorriso amistoso.
– Se eu tivesse a chance...
– Como assim? – Draco agora se sentia confuso e ligeiramente assustado.
–*-*
– Neville!
– Oi Harry! – Neville parecia esgotado. – Malfoy? – o grifinório sacou a varinha e apontou para Draco, enquanto o mesmo erguia os braços para o ar.
– Sou inocente. – disse irônico.
– Ele está nos ajudando Neville. Me escute, eu tenho um plano, mas pra isso preciso de um favor. – a voz de Harry parecia embargada e presa na garganta. – Escute. Sabe a cobra que Voldemort sempre tem com ele?
– Sim. O que tem ela? Você não está pensando em ir atrás dele, está?
– Se tiver a oportunidade mate-a. Hermione e Rony sabem como ajuda-lo. Não se preocupe, não vou ir não.
E então, Harry e Draco seguiram até o Hall de entrada. Aquela estranha dupla.
– Draco.
– Ele sabe meu nome. – Draco tentou ser irônico, mas sentia um bolo formar-se em sua garganta. Saber que Harry iria se entregar para poder dar aos seus amigos a chance de livrar o mundo de Voldemort era demais para ele.
– Não seja estupido. Por favor, explique para eles o porque de eu estar fazendo isso. – Harry fechou os olhos por um instante. – Cuide de Gina, se puder.
– Eu vou. – Draco pôs sua mão sobre o ombro do grifinório. – Eu vou ajuda-los a derrotá-lo. Eu vou os manter vivos e Gina estará na lista.
– Explique sobre a Horcrux, mas só a eles.
– Eu vou.
– Cuide de Hermione e trate-a melhor do que a qualquer um. Se a machucar juro que saio da onde eu estiver para te matar. Ela é a coisa mais perto de família que tenho.
– Eu nunca a machucaria.
– Tchau. – Harry parecia sofrer um conflito interno e Draco sentiu isso.
– Obrigada Potter. A gente vai vencê-lo por você.
– Eu sei que vão.
E assim os garotos apertaram as mãos e saíram cada um para um lado. Harry foi para o castelo, enquanto Draco se dirigiu ao salão principal, onde encontrou pessoas chorando desconsoladas ou assustadas demais para falar.
E então, antes que pudesse perceber de onde vinha, Hermione correu em sua direção, apertando-se em um abraço contra um seu corpo, causando algumas dezenas de olhares impressionados.
– Onde você estava? Eu estava tão preocupada! – e então ela deu um tapa fraco em seu peito, o fazendo olhar indignada.
– Eu...
– Cala a boca Malfoy. – interrompeu Hermione, puxando-o pela nuca em sua direção e o beijando-o com uma urgência nunca tida antes.
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