I Bet I'll Get You Hermione
40 Capítulo 40
Notas iniciais
De volta à mansão eu me sentia nervoso. Preocupado que meus obliviate não tenham funcionado devidamente ou que talvez eu tenha esquecido algum comensal. Mas eu sabia que se algo acontecesse seríamos os primeiros a saber dentro da mansão. Suspirei e me joguei na cama, meu braço sobre meus olhos.
Eu havia realmente a visto. E ela ainda me queria. Ela ainda me queria. Sorri para mim mesmo. Ela até mesmo aceitou da forma dela a futuramente se casar comigo.
– Senhor Malfoy? – chamou uma voz fininha.
– Olá Toffe.
– O senhor parece feliz. – disse ela, juntando a mão e mexendo com seu pé no chão nervosamente.
– Eu a vi Toffe. – me sentei a encarando. – A garota da canção.
– Sério? – seus olhos do tamanho de bolas de beisebol piscaram curiosos para mim.
– Sim Toffe. Ela ainda me quer. – sorri outra vez, me sentindo uma criança ao revelar seus segredos ao amigo imaginário. No meu caso ela não era imaginária, mas eu podia confiar meus segredos, tanto quanto minha vida.
– Obviamente que ela quer senhor. – ela se balançou para frente e para trás, ela era tão tímida! – Mas agora a senhora Malfoy lhe aguarda...
– Ok, obrigada Toffe.
–*-
As coisas em Hogwarts estavam indo de mal a pior. Os antigos membros da armada entravam cada vez mais em confusão. Gina e Neville sempre na liderança, consequentemente os mais machucados. Eu não podia entender como a idiota da avó do garoto ainda não o tirara de lá, bem como a Weasley mãe. Porém, eu cada vez os admirava mais, para minha surpresa. Eles eram como os heróis defensores dos indefesos e trouxas. Não que ainda restasse um só trouxa ali.
Depois de algum novo tempo em Hogwarts, minha rotina não mudara. Aulas o dia inteiro durante a semana, treinos de quadribol as sábados e então, no domingo, ficar sentado em frente a cachoeira remoendo o passado e tocando meu velho violão. Eu ainda não descobrira quem era Arktorius Malfoy, mas não desisti. Quanto ao livro que achei na biblioteca era apenas uma pequena citação cuja qual dizia que Arktorius teve uma morte repentina, deixando mulher sem filhos para trás.
– Draco! – gritou uma voz atrás de mim, justo quando eu estava a caminho de meu quarto.
– Ah, olá Dafne. – sorri da maneira mais amigável possível sem retirar meu ar de superioridade tão comum nesses dias.
– Vai fugir de mim por quanto tempo a mais? – a garota se encostou na parede logo ao nosso lado, os botões da blusa do seu uniforme sugestivamente abertos.
– Não estou fugindo de ninguém. – ergui uma sobrancelha surpreso, mas mantive meu ar esnobe.
– Não? – ela arqueou uma sobrancelha dando um passo a frente. Segurou na frente das minhas vestes.
– Não. – meu sangue parecia circular mais rápido pelas veias. O que ela estava pensando? Eu não conseguia sequer cogitar a possibilidade de trair Hermione, mesmo que não estivéssemos necessariamente juntos. A lembrança dela me vendo com a Pansy e seu olhar de nojo ainda estava vívida em minha mente, mesmo depois de tanto tempo.
– Então porque nunca mais encostou um dedo em mim? Ou em qualquer uma? – agora ela deu um passo a frente, seu corpo a milímetros do meu.
– Eu não quis mais te foder Dafne... – aqui dei meu melhor sorriso de deboche. Levei minha mão até seu queixo e a fiz olhar em meus olhos. Ela me olhou com a boca escancarada em indignação. Sorri malicioso puxando-a pela cintura para mim. A empurrei contra a parede, prendendo seu corpo com o meu. Levei minha boca a uma pequena distancia da garota e a olhando nos olhos continuei: – Isso não significa que eu não esteja fodendo com outras.
Em questão de milissegundos senti uma ardência incomoda em minha bochecha e Dafne com a mão ainda erguida em guarda.
– Como ousa?
– Eu sempre falei que era só teu corpo que me interessava. – passei a mão em meu maxilar, sem conseguir evitar um sorriso. Hermione ficaria satisfeita com aquela cena... ou não.
– Seu filho da put... – minha mão novamente estava em seu queixo, impedindo-a de falar.
– Olha o respeito srtª Yellowstone. – meus olhos estavam fixos nos dela. – Agora se não quiser tomar uma detenção se encaminhe diretamente para seu dormitório.
– Eu... – começou.
– Chega. Cansei de histeria de criança. Vá agora, e 10 pontos a menos para a Sonserina.
– O quê? – sua voz era de indignação pura. – Você tirou pontos de sua própria casa!
– Estamos bem na frente, 10 pontos não vai mudar isso. Agora vá ou serão 50.
A passos largos e batidas de pé ela seguiu em direção que eu sabia levar para as masmorras. Suspirei, passando a mão pelos meus cabelos. Por quanto tempo eu manteria minha reputação de o pegador sem sentimentos se eu continuasse sem aparecer com ninguém?
Então pela primeira vez nesse tempo todo meu braço começou a queimar. Não como da primeira vez, quando recebi aquela horrenda cicatriz, mas como se eu tivesse jogado quente em meu próprio braço. Era uma sensação de que eu poderia apagar a dor se eu quisesse, mas não sem sofrer uma consequência maior.
Sem mais delongas e sem avisos, peguei minha firebolt e corri pelos corredores de Hogwarts até chegar do lado de fora do castelo. Me indaguei o porque de nenhum outro comensal estar ali, mas ignorei e continuei minha caminhada.
Bufei irritado e montando na vassoura dei impulso indo até além dos limites do castelo para então pousar e aparatar em minha própria casa. Caminhei até o hall de entrada da mesma e escancarei a porta.
– Tia Bella? – perguntei curioso. Onde estaria o cara de cobra?
– Olá sobrinhozinho. – a mulher sorriu diabolicamente. Algo dentro de mim se revirou. Tinha alguma coisa errada ali.
– Ele me chamou. – disse rispidamente. – No entanto ele não está aqui.
– Não é assim o chamado dele querido. Vai por mim, você vai saber quando for o seu poder o chamando. Fui eu que o chamei.
– Como você conseguiu? – meus olhos se arregalaram em surpresa.
– Você é sangue do meu sangue. Simples.
– O que você quer afinal? — disse mal educado, arrancando um olhar mal encarado da mesma.
– Lord tem uma tarefa para você. – ela falou com admiração. – Você tem potencial Draco. Você pode crescer tanto nos caminhos do Lord. – seu sorriso mexia com algo obscuro em mim. Todos pelos de meu corpo se arrepiaram. O que eu teria que fazer agora?
– O que devo fazer?
– Simples...
– Sim? – indaguei, um embrulho se formando em meu estomago.
– Identificar os fugitivos de Hogwarts, se eram ou não sangue sujos.
Não evitei em franzir a testa. Quer dizer que meu grande potencial era identificar ex colegas meus? Não consegui evitar uma risada desgostosa, que tia Bella interpretou como alegria por condenar meus antigos amigos (ou inimigos).
– Esse é meu sobrinho. – seu sorriso de dentes podres me dava nojo e seu ar de superioridade que estava no olhar de todos Black, me incluo nisso, no mínimo me angustiava.
– E quanto à escola? – perguntei, agora curioso em saber qual era o ponto disso tudo. Primeiro o Lord me envia a Hogwarts porque quer que eu estude, agora quer que eu saia para poder identificar ex-alunos?
– A gente manterá todos presos até os finais de semana. – conclui ela simplesmente.
– Tudo bem.
– Sua mãe quer falar contigo antes que vá.
– Sim, até mais tia Bella.
– Você é meu orgulho Draco. Continue assim e será o favorito dele.
Acenei brevemente com a cabeça e segui meu caminho para o andar de cima. Para minha surpresa, assim que sai da sala minha calma se foi. Meu estomago repentinamente começou a dar voltas e voltas somente em pensar na possibilidade de ter que acusar bruxos com sangue trouxa a morte. Ou somente trouxas.
Eu não saberia o que fazer. Se eu não condenasse ninguém eles saberiam que algo estava errado. Se eu condenasse a todos, eu não teria cara de olhar para Hermione num futuro que eu esperava estar próximo. Me encostei na parede mais próxima e levei minhas mãos nervosamente pelo cabelo. Eu incrivelmente estava desesperado com toda a situação.
– Draco? – chamou minha mãe, vindo pelo corredor.
– Olá mãe. – respondi baixando as mãos.
– O que aconteceu? – ela me olhou preocupada.
– Você sabe o que terei que fazer? – tentei manter minha respiração sob controle.
– Sim. – disse ela como num suspiro. – Venha cá.
Em dois passos longos cheguei até minha mãe, que incrivelmente era somente poucos centímetros mais baixa que eu. Assim me abaixei a abraçando com força, eu podia sentir o coração dela batendo forte e este batimento me acalmando.
– Vai ficar tudo bem Draco.
– Como?
– Ela vai te perdoar, você não tem escolha meu menino. – sussurrou ela.
– Como meu mundo ainda pode girar somente em torno dela? Eu daria minha vida por ela e ainda morreria sorrindo se fosse por isso.
– Draco. – disse ela soando surpresa, se afastando para me olhar, seus mãos em meus ombros, seus olhos escuros me fitando.
– Eu a amo mãe.
– Você nunca foi de ter sentimentos pela metade Draco. – ela sorriu tranquila agora. – Se fosse para sentir raiva, você odiava. Se fosse para adorar, você amava. Nunca foi diferente disso.
– Mas agora é diferente. – continuei encarando minha mãe, tentando fazê-la entender. – Se não fosse por ela eu possivelmente seria tudo que ele quer que eu fosse.
– Quando meu garotinho virou esse homem? – ela riu baixinho, o que me fez arquear a sobrancelha. – Fico feliz por pensar assim Draco, mas você não seria. Você sempre foi bom, somente nunca percebeu antes.
– Mesmo que fosse isso mãe, eu não teria percebido a tempo se não fosse ela. – dei de ombros.
– Bem, não vejo a hora de poder conhece-la então. – disse ela resignada agora.
– Você vai gostar dela. – sorri ao imaginar a cena.
Hermione ficaria nervosa, ou seja, consequentemente irritada o dia inteiro tentando achar uma roupa e o que falar. Ela era o tipo que gostaria de dar uma boa primeira impressão, eu conseguia até mesmo sentir os tapas que ela me daria mais tarde, após o encontro, por alguma coisa que eu disse sobre ela que a deixou corada no momento.
–*-
Passaram-se alguns meses desde que meus finais de semana foram baseados em ficar na mansão. Eu estava eu meu habitual traje negro, no banheiro me observando no espelho, controlando meus nervos por ter que participar novamente daquela rotina doente quando Toffe bateu na porta, falando que minha mãe desejava me encontrar no hall.
– Sr. Draco? – chamou Toffe, fininho. Ela parecia assustada, isso me deixando ainda mais angustiado em saber que teria que descer.
– Sra. Malfoy manda dizer para o senhor tentar manter a calma. Não demonstrar nenhuma reação. Ela diz que não suportaria viver sem o senhor.
Eu sentia um peso em todo meu quarto desde que acordara na manhã de sábado sabendo que teria que vir para a mansão ainda cedo, por ser Páscoa. E por mais que eu quisesse não me afobar com o que me foi pedido por minha mãe, era impossível. Eu já me encontrava nervoso.
– Tudo bem. Você sabe o que aconteceu Toffe? – disse baixo, já seguindo para a porta.
Olhando para Toffe vi-a com lágrimas nos olhos e as mãos no rosto, tapando a boca e balançando a cabeça tristemente. Agora era oficial, meu coração ameaçava sair pelo peito.
Aflito pelo que viria até mim hoje, andei a passos rápidos até a sala, onde vi a origem do barulho ouvido pelo corredor.
– Eu tenho certeza! É o Harry Potter! – somente em ouvir seu nome meu corpo se arrepiou por completo.
– Cadê o Draco? – Ouvi meu pai impaciente.
Greyback estava ali novamente, segurando um garoto terrivelmente familiar. Seu rosto estava estranhamente deformado, seus olhos eram miúdos e verdes, seu óculos tinha formato circular. Olhando-o meu coração parou uma batida. Eu reconheceria aqueles óculos em qualquer lugar.
– Bem Draco? – Lúcio me olhava como se com cuidado. – É ele? É Harry Potter?
– Eu não... tenho certeza. – disse, tentando não hesitar. Falhei miseravelmente. Eu a todo custo evitava olhar ao redor, mesmo ouvindo murmúrios, e até mesmo um soluço. Meu coração que antes parara voltara a bater, bater descontroladamente. Eu sabia o que veria se me virasse, mas eu não queria, eu não podia acreditar. De tudo que eu já havia imaginado e cogitado... não era assim que eu pensava que terminaria.
– Olhe mais de perto Draco, precisamos ter certeza. O Lord... – meu pai continuou resmungando e enquanto ainda encarava o Potter ouvi Greyback retrucar algo. Depois de um tempo o rosto de meu pai estava extremamente perto do de Potter.
– Mas o que fizeram com o rosto do garoto? – soou arrogante, como sempre.
– Ele já estava assim quando o capturamos. – retorquiu o lobisomem.
– Olhe isso. – Lúcio tocou a testa do garoto e esticou isso parece uma cicatriz. – Olhe Draco. O que acha?
– Não sei. – desviei meu olhar, dirigindo-me até minha mãe, que estava na lareira. O sangue circulava rapidamente pelo meu corpo, meus nervos estavam a flor da pele, eu tinha medo de encarar qualquer lado daquela sala. Mas o fiz, e me surpreendi ao ver que somente nós estávamos aqui. Foi então que ouvi um grito. Meu coração paralisou mais uma vez em questão de minutos.
Olhei para minha mãe, como se implorando. Ela somente fechou os olhos numa expressão de sofrimento, para então reabri-los e se dirigir para meu pai.
– É bom que tenhamos certeza Lúcio. Você sabe que ele não ficará feliz se não for o Potter. E conforme a descrição do Olivaras, — minha mãe olhou novamente a varinha em sua mão, olhei intrigado, — a varinha que se encontra com esse garoto não é a mesma de Potter.
– E quanto a sangue-ruim então? – Greyback parecia furioso nesse momento e ao ouvi-lo proferir aquela palavra fez-me gelar o sangue. – Busque-a Scabior.
Com aceno de cabeça, Scabior se dirigiu ao hall e voltou acompanhada por tia Bella, Weasley, Dino e, aqui meu coração parou por completo, me controlei para manter os pés firmes no chão. Hermione.
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PS: Alguns diálogos são idênticos ao capítulo 23 de HPandtheDH, ou seja, pertencem a linda tia Jô... só avisando ♥
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