Notas iniciais
DESCULPA PELA DEMORA,não me matem :( Primeiro: Letícia e Betadizi obrigarem por favoritarem! Segundo: TRÊS RECOMENDAÇÕES? MEU CORAÇÃO NÃO AGUENTA. Obrigada Mr. Donkey coisa linda da minha vida (e obrigada mais ainda pelo juramento perfeito .q), obrigada Carol diva da minha existência (eu te amo mesmo me botando o Draco com aquela coisa lerda .q) e MUITO obrigada Letícia, eu amei cada um dos seus reviews e sua recomendação me deixou pulando de alegria, saiba que ficava esperando ansiosa a cada segundo por ver seus reviews, pois apesar de ser uma leitora nova você deixou claríssimo estar participando da fic do início ao fim e isso é algo que mata de felicidade qualquer escritora! POTTTTEERRRHEEEADS: Vocês são os leitores mais lindos do mundo e eu não mereço tanto carinho. Eu sou apaixonada por todos vocês, meus leitores maravilhosos. (E NÃO, não é puxa-saquismo, é amor mesmo hausha). Obrigada a cada favorito, obrigada a cada recomendação, obrigada a cada acompanhamento e acesso. Vocês são maravilhosos, vocês não fazem ideia do quanto alegram meus dias. PS: Perdão pelo capítulo "blé", mas vocês sabem que eu meio que ferrei com Dramione, e agora tenho que dar uma enroladinha e tal kkkkkk E DEIXEM SUAS DICAS E CRÍTICAS, só assim vou saber oque querem para o próximo cap :P

Draco’s pov

Não quero mais pensar no dia de hoje, mas é inevitável.

Tudo está gravado em minha memória. O que se passou é algo inapagável. A dor... ela transcendeu qualquer limite que meu corpo estipulou, mas eu sobrevivi. Eu passei por isso sem ceder a inconsciência e tudo se devia a ela, só e somente a ela. Eu fui o único a me manter de pé, isso porque as mãos dela me seguraram, eu podia senti-la. O toque de suas mãos suaves ainda estavam vívidas em minha memória. Foi quase como se ela estivesse ali, sussurrando palavras de encorajamento, me mantendo consciente ao mundo.

Eu ainda consigo relembrar o olhar de orgulho dele. Isso me arrepia.

Como seria isso possível? Mesmo sem ela estar aqui ela continua sendo o motivo de minhas forças. – baixei a pena e sorri amargurado.

– Senhor Malfoy? – chamou Toffe, nossa elfo doméstica.

– Ah, olá. – sorri o mais amigavelmente que meu animo permitiu.

– A Srª Narcisa diz lhe aguardar na sala. – falou ela timidamente, como sempre. Mas apesar da timidez ela vinha sendo minha melhor amiga a tempos.

– Obrigada Toffe. – sussurrei, ansioso para vê-la.

Levantei-me, e com um feitiço escondi meu mais novo diário. Eu não poderia deixar aquilo cair nas mãos de nenhuma pessoa. Seria minha perdição, eu e minha família seriamos mortos se ele encontrasse-o. E pior? Hermione estaria ainda mais condenada do que no momento.

A passos lentos segui até onde podia ver os longos cabelos claros caindo em cascata pelo lado do sofá. Tentei manter o meu coração batendo decentemente, mas era bom vê-la ali, por mais que eu visse suas olheiras fundas e seu rosto pálido demonstrasse dias de sofrimento... meses de tortura. Meu rosto automaticamente tornou-se em uma careta conforme minha mente vagava por tudo aquilo que poderiam ter feito à ela.

– Mamãe. – disse me ajoelhando ao seu lado, tentando manter dignidade e a voz num tom razoável, por medo de haver outro comensal ali.

– Estamos sozinhos por pelo menos uma hora. – ela sorriu fraco para mim.

– O que ele fez contigo? Você está bem? – minhas mãos envolveram suas pequenas mãos geladas, levando-as até meus lábios e beijando-as.

– Você não deveria ter feito o que fez Draco. – sussurrou ela. Eu estava prestes a falar algo com o tema “como pode pensar que eu a deixaria morrer?” quando ela continuou: – Mesmo assim, obrigada. Eu sei o quanto lhe custou. Eu não queria que lhe custasse tanto. – lagrimas brotaram de seus olhos escuros. – Mas no fim, que chance você tinha meu filho? Eu sinto tanto, mas tanto por ter que passar por isso... Oh Draco.

– Shi shi shi – sussurrei, agora ainda mais próximo dela, beijando sua testa de forma terna. – Você não tem porque se sentir por isso. Não é sua culpa mãe. Acho que já debatemos o assunto.

– É sim Draco. E eu vou me culpar por isso pelo resto da vida. Mas você é bom, você vai passar por isso Draco.

– Não vejo como. – sussurrei de volta.

– Você vai.

Balancei a cabeça negativamente. E então mudei drasticamente de assunto. Comecei a contar de meus últimos em Hogwarts, com cuidado o suficiente para não mencionar nada que fosse deprimente. Somente contei de meus dias bons com Hermione, mas não mencionei seu nome, com medo que até mesmo as paredes tivessem ouvido ali – que eu não duvidava.

*-*-

Nesse momento estou feliz por não estar em Hogwarts. Os testrálios não eram uma visão bonita. E eu vira mais uma pessoa ser assassinada essa semana. E eu tinha uma vaga sensação que isso ia se tornar algo que eu deveria me acostumar com.

Eu vi Voldemort matar uma trouxa, mais especificadamente professora de EstudosdosTrouxas em Hogwarts. E não, eu não consigo transferir o que senti para esse papel. Repulsa? Medo? Indiferença? Já não sei mais o que sentir. Quanto o que senti ao ver Severo matar Dumbledore? Bem, alivio. Eu não precisei mata-lo. E por enquanto Hermione ainda conseguiria me perdoar.

Minha casa virou um quartel general. Isso é um hostel de comensais e criaturas horrendas. Até hoje não entendo o que o Lorde (imagine essa menção com ironia) estava querendo com coisas como Greyback... ele era asqueroso. Mas vai ver que ele vira algo nele, bem como a Ordem via algo no tal do Lupin... quer dizer, ele era um inútil. Eu lembro ter odiado as aulas dele. Ok, talvez eu tenha exagerado, mas tanto faz agora.

– Senhor Malfoy? O senhor deveria comer. – Toffe materializou-se em minha frente, me fazendo sobressaltar.

– Por um acaso você teria torta de abobara? – tentei dar meu melhor sorriso animado.

– Sempre. – seus olhos gigantes piscaram para mim e ela despareceu novamente, reaparecendo em segundos.

– Você nunca decepciona. – ri baixinho, obrigando a mim mesmo a sentir um pouco de satisfação no meio da tragédia. Mas simplesmente meu apetite não estava mais ali. Eu podia sentir os kilos esvaindo-se de meu corpo.

– Obrigado senhor... – ela virou seu rostinho pra o lado enquanto me via mastigar.

– Isso é uma delicia. – forcei a comida a descer pela garganta.

– Há alguma coisa que eu possa fazer a mais? – perguntou ela, mostrando-se prestativa como todos elfos.

– Não, mas obrig... – meus olhos se arregalaram com algo. Ela podia fazer algo. – Toffe!

– Senhor? – ela pareceu se assustar com meu grito sufocado de seu nome. Parecia até mesmo preocupada. Tratei de falar rapidamente:

– Tem algo que você poderia fazer sim por mim.

– Sim?

– Você pode aparatar nos terrenos de Hogwarts, não pode?

– Acredito que sim senhor.

– Você acha que conseguiria invadir meu antigo quarto de monitor?

– Invadir? – ela me olhou assustada, recuando um passo. – Um quarto?

– É meu, você estaria invadindo algo que me pertence.

– Eu acho que poderia então. – ela ainda parecia amedrontada pela ideia. – O que precisa senhor.

– Um artefato trouxa. – peguei minha varinha e balancei no ar, fazendo sair um esboço perfeito do violão cinza de Arktorius Malfoy.

– Ok senhor, vou recuperá-lo para o senhor.

– É importante que ninguém veja isso Toffe ou eu posso ser morto. – franzi a testa, momentaneamente preocupado.

– Darei o melhor de mim Senhor Malfoy.

– Você sempre dá Toffe. Obrigada. – então expliquei tudo o possível de como encontra-lo. — Agora vá.

Quanto antes ela fosse, antes eu teria meu violão de volta. Com um aceno de varinha fiz os restos da torta desaparecerem. Definitivamente a comida não descia. Me deitei na minha cama, o braço por cima de meu rosto. Quem seria Arktorius? Será que teria algum registro seu na biblioteca que se encontrava no andar de cima? Era possível... o quanto eu estava disposto a me arriscar? Valia minha curiosidade a pena.

Algumas horas depois Toffe estava de volta. Eu estava com medo que algo tivesse acontecido a ela, então fui um peso tirado do coração vê-la ali na minha frente com um belo violão em seus braços.

– Você é a melhor elfo do mundo. Obrigada. – sorri satisfeito, pulando em sua direção e retirando o objeto de suas mãos. – Abaffiato! – sussurrei empunhando a varinha.

– Se me permite, o que é isso senhor? – perguntou a elfo, seus olhos brilhando de curiosidade. Sorri para ela.

– Se chama violão, produz som. Música na verdade. Quer ouvir algo? – perguntei solidario.

– Gostaria muito senhor.

– Vai me chamar de senhor até quando?

– Para sempre senhor. – respondeu ela, mexendo-se sobre seus pés.

– Tudo bem, sente aqui! – disse batendo aos pés da cama e depois me arrastando até o meio da mesma e dedilhando as cordas suavemente, regozijando-me sobre o som.

– Eu não acho apropriado senhor. – Toffe corou ligeiramente.

– Isso é uma ordem, e ordeno que não se puna! – respondi estreitando meus olhos. Mais uma vez a pobre elfo corou. Quando ela entenderia que não precisava disso?

– Ok senhor. – ela fez um som engraçado, como se fosse chorar.

– Não fique chateada Toffe. Eu só quero que não se machuque por coisas bobas.

– Tudo bem senhor.

Me controlei para não revirar os olhos para ela, então fechei meus olhos, procurando sentir aquilo que eu sentira a primeira vez que toquei aquela música por completo. Aquela musica que nunca tinha sido escutada por aquela que me inspirara. A musica soava depressiva até para meus próprios ouvidos. Meu coração disparou doloridamente em meu peito.

When I look into your eyes...

Eu podia ouvir minha voz embargando-se logo na primeira frase. Aquilo doía como se facas atravessassem meu peito. Incrivelmente sua lembrança doía-me mais do que a própria cicatriz em meu braço. O que era algo digno, por assim dizer. Mas prossegui com a canção, sob a plateia de grandes olhos verdes élficos. Não era quem eu queria, mas ela estava ali para me apoiar.

I’m giving you all my love, I’m still looking up (…)

Foi impossível naquele momento resistir. Lagrimas queimavam em meus olhos, mas teimei comigo mesmo em não deixa-las cair. Eu não chorava, eu nunca chorava. Não até conhecer ela e conhecer o que era amar. Eu a amava. Meu peito queimava.

Our differences they do a lot to teach us (…)

Com ela eu aprendi a ser alguém que eu nunca fora até então. Eu aprendi a ser melhor. E eu sabia o quanto eu fora ignorante até conhece-la. Até perceber que tudo que eu fizera, tudo que eu falara sobre ela e o resto dos trouxa era inaceitável.

No, I won’t give up!

Terminei numa nota aguda. Insatisfeito com o resultado dessa. Minha voz estava ligeiramente esganiçada. Quando finalmente criei coragem de voltar encarar Toffe, ela se encontrava com lágrimas nos olhos, suas mãos com dedos finos e longos estava sobre seu rosto, limpando os rastros de lágrimas incontidas.

– É linda senhor. – ela fungou, tentando disfarçar. Seus pezinhos chacoalhavam-se nervosamente sobre o colchão, sem encostarem no chão.

– Obrigada Toffe.

– Você que a criou senhor?

– Sim. – respondi fraco. Repentinamente cansado.

– A pessoa para quem escreveu já a escutou? – perguntou inocentemente.

– Receio que não.

– Deveria cantar para ela senhor.

– Receio não poder fazê-lo agora Toffe. Ela tem descendência trouxa, tive que deixa-la ir.

– Oh senhor Mafoy! – esganiçou-se a pequena. Era a primeira vez que eu confessava a ela sobre Hermione.

– Tudo bem Toffe. Eu sei que vou encontra-la novamente.

– Deveria escrever uma música para esse dia. Você é bom nisso senhor Malfoy.

– Obrigada Toffe, quem saiba eu não faça? – levei minha mão até a elfo e acariciei o topo de sua cabeça. – Vá agora cozinhar algo para a Narcisa. Ela precisa de você mais do que eu.

– Ok senhor. – ela levantou-se e incrivelmente caminhou até a porta invés de aparatar. – E senhor?

– Sim?

– O senhor é bom. Nunca duvide disso. Vai dar tudo certo. – ela sorriu amigavelmente, como quem sabia das coisas. Balancei minha cabeça ao vê-la sair pela porta.

Ela era ótima comigo, mesmo sem eu merecer isso. Eu sabia o quanto ela sofria nas mãos daqueles comensais que passavam por ali. Eu sabia que deveria dar-lhe roupas, mas eu não podia... eu precisava dela. Ela era meu último pedaço de paz ali.

Levando minhas mãos até meus cabelos os puxei frustrado e então com um feitiço conjurador atraí meu diário até minhas mãos. A contra vontade levantei de minha cama e segui até a varanda de meu quarto. Abri as portas de vidro e me sentei sobre uma cadeira antiga de madeira. Meus pés descalços se encontravam sobre o piso gelado. Meus braços eram açoitados pelo vento frio, mas eu não me importava. Puxei uma pena de meu bolso, uma cinza que não necessitava de tinta e comecei a escrever mais uma vez.

Eu acho que nunca vou esquece-la, mas tenho medo de faze-lo. Deve ser por isso que devo me assegurar de escrever sobre ela. Devo ter certeza que ainda vou lembrar do tom amendoado de seus olhos, bem como quero lembrar do cheiro da pele dela na minha, da textura de sua pele sob meus lábios... era isso que me trazia lucidez nesses dias.

Eu não quero esquecer do cheiro único de sua pele, um cheiro que não poderia ser descrito. Era único. E o jeito com que ela arrebitava seu nariz com um olhar cheio de orgulho ou até mesmo o jeito satisfeito que dava as respostas certas nas aulas. Eu me sentia orgulhoso quanto a ela.

Me preocupa saber o que ela estaria fazendo agora. Me assusta sua lealdade acima de tudo... ela com certeza terá ido atrás de Potter e Weasley. Potter, o garoto que sobreviveu a Voldemort, Weasley o traidor do sangue e Granger, a sangue-ruim. — Gemi frustrado com a ideia do que aconteceria se eles fossem pegos. — Não que eu me importasse muito com os garotos, mas Hermione sofreria para sempre com sua perda. E eu irei matar Potter se não a proteger até que eu tivesse como fazê-lo.

Quando senti que eu poderia congelar, sai dali. Encontrei novamente no quarto e fui para um banho, me preparando para encarar os comensais para o jantar. Eu deveria estar presente essa noite.

–*-*

– O Lorde deseja que volte a Hogwarts. – disse Lúcio, sentado a ponta da mesa.

Ao contrário do que pensei, estávamos reunidos em um jantar de família. Não entendia o que teria acontecido para estarmos sozinhos ali.

– Voltar a Hogwarts? – perguntei atônito.

– Eu concordo quanto a isso Draco. – sussurrou mamãe.

– Por quê? – fechei meus olhos, apoiando minhas mãos na mesa.

– Você precisa ter uma educação completa. – olhei-a com indignação. Os olhos de minha mãe fixaram-se nos meus, e então pude ouvir sua voz em minha mente “E assim não terá que fazer nada do que não possa ser perdoado mais tarde se for a julgamento. Quem sabe tudo não acabe antes do seu fim de ano na escola?”.

Eu podia sentir que ela queria falar dela, mas tinha medo que alguém escutasse, fiz uma careta, sabendo que fora convencido. O que quero dizer: eu tinha alguma opção? E realmente era a única forma que eu tinha de escapar das missões malucas. Eu não estava preparado para matar alguém, nem acho que um dia eu estaria.

Mas eu tampouco estava preparado para me transformar no monstro que todos esperariam que eu fosse agora que finalmente a escola estava dominada pelos comensais. Snape como diretor... Balancei minha cabeça com desgosto.

Notas finais
E aí? Muito "blé"? :[