I Bet I'll Get You Hermione
33 Capítulo 33
Notas iniciais
– Hermione... sinto muito – dizia Ron baixinho, enquanto apertava fortemente a mão da amiga.
Draco estava ali ocultado por sua poção da invisibilidade ingerida mais cedo. Infelizmente logo ele deveria sair dali, pois o efeito pasaria. Ele não suportava ver ela assim, ainda mais tendo que aturar o ruivo nojento cuidando dela. Ele queria tanto poder estar ali...
Hermione estava desacordada por 4 horas e, segundo Madame Pomfrey, continuaria assim o resto da noite e da manhã, era o melhor para ela se recuperar das coisas pelas quais passou. Ela parecia tão indefesa. Draco teve que conter um gemido de desespero. Ele odiava ter que vê-la daquele jeito e não poder tentar cuidar dela.
Com esse pensamento Draco estava pronto para partir, no entanto algo o parou. Hermione começara a gemer no sono, mexendo as mãos de forma impaciente. Parecia que ela queria se livrar de algo, seu rosto era de dor, e então ele viu uma lágrima escorrer por sua bela face, agora machucada.
– Hermione. – chamou o ruivo mais uma vez.
– Não. Não o toque! – urrou a garota durante o sono, fazendo Draco perder uma batida do coração.
– Mi, acorde! – chacoalhou os ombros da garota desesperado, mas ela não acordava devido a poção. – Por favor Mi!
– Não o machuque. – ela chorou, balançando o rosto. – Draco, não vá! – gritou ela, fazendo Malfoy a olhar desesperado, achando que talvez ela tivesse o visto, mas não havia nada que ele pudesse fazer.
Seus olhos doíam pelas lágrimas contidas, então ele resolveu sair dali. Ele não poderia lidar com aquilo, não sem correr até ela. Draco seguiu seu caminho até o dormitório, desistindo de sua tarefa estupida por aquela noite. Ele jurara que amanhã dobraria seu turno e resolveria logo aquela coisa.... ele faria de tudo para fazer aquilo que salvaria sua mãe e faria ele perder para sempre seu amor.
No final do dia seguinte, Hermione pode voltar para seu dormitório, com recomendação de ficar deitada pelo resto do dia e noite seguinte. Ela bufou irritada, mas teve com concordar sob pena de ter que continuar na ala hospitalar. Mesmo querendo evitar, a primeira coisa que Hermione procurou com o olhar foram cabelos loiros. Seu coração ainda palpitava pela lembrança do sonho da noite anterior. Ela tentava desesperadoramente acreditar que ele havia mentido em suas palavras frias naquele dia. Ela tinha que acreditar que o que tiveram foi de verdade.
Ao deixar Hermione em sua cama, Rony se sentou ao seu lado.
– Você quer que eu fique contigo Hermione? – perguntou docemente.
– Não quero incomodar. Pode ir, suas fãs devem estar aguardando. – Rony riu e balançou a cabeça negativamente.
– Eu prefiro ficar com minha maior fã aqui. – Rony descalçou o sapato e se deitou ao lado da morena antes que ela pudesse reclamar. – E mais, o Harry também deve estar quase aí. Ele tinha aula com o Dumbledore e logo vem.
– Hum, e afinal o Harry já se livrou do livro?
– Não, largue mão. O príncipe mestiço era legal Mi.
A garota se limitou a revirar os olhos e então bocejou cansada mais uma vez. Tudo que ela fazia era sentir sono, ela riu fraco.
– Acho que vou dormir. E vocês garotos deviam tomar jeito.
A garota se virou para o lado sem mais nenhuma palavra e caiu no sono.
Minutos depois Harry chegou, entrando com a senha passada por Rony. Harry estava abatido, cansado pelas horas sem dormir em preocupação pela amiga e agora em preocupação consigo mesmo... até mesmo ansiedade.
– E aí? Ela está melhor? – perguntou Harry, sentando-se no sofá da sala com o amigo.
– Está, somente cansada. – suspirou Ron.
– A próxima tarefa é quando?
– Daqui duas semanas. Espero que ela esteja bem até lá. – sussurrou Ron, remoendo sobre o que Hermione dissera em seus sonhos na noite da enfermaria. – O que Dumbledore mostrou hoje?
– Não preocupe a Mi, mas... – Harry travou, um nó se formou em sua garganta, tanto por expectativa quanto por pânico.
– Sim? – incentivou Rony.
– Vamos atrás de uma horcrux. Dumbledore só me mostrará mais algumas visões para eu saber pelo que estamos procurando...
– Uow.
– É ... uow. – sussurrou Harry de volta. Eles não precisavam mais de nenhuma palavra para entenderem o sentimento que estavam sentindo naquele momento. Cada um preocupado um pelo outro e pela amiga do outro cômodo.
Harry se sentia incomodado em estar ali, preocupado com a presença de um sonserino. Mas não havia o que pudesse fazer, não sem demonstrar para Rony o que ele sabia. E ele não o faria, ele sabia que no fundo o amigo estava apaixonado pela Hermione, e não seria assim que ele faria com que o amigo descobrisse seus sentimentos: ciúmes.
– — -
– Argh! – gritou Malfoy em frustração.
Momentos após ele chutou o armário e seguiu para a biblioteca, novamente sob a poção da invisibilidade. Era tarde da noite, então não se preocupou e seguiu direto para a área restrita, procurando pelo que parecera a milésima vez naquela semana. Mas ele não podia desistir.
– Quomodo eum perderent – sussurrou o loiro, traduzindo a palavra latina “Como destruir”.
Draco franziu a testa interessado, quem sabe não fosse aquilo. Ele se dirigiu até a mesa que se encontrava ali e com o lampião a clarear sua visão ele começou a procurar o que precisava. Folheando as páginas ele encontrou uma imagem interessante: um armário e seu par idêntico.
O garoto sorriu amargurado, aquilo logo estaria no fim.
Draco’s pov
Não é possível. Hermione é uma idiota, ela deu nossa senha praqueles idiotas e eu ainda não pude dizer nada sobre isso, porque supostamente eu não devo falar com ela pra nada! E PORQUE SUPOSTAMENTE EU DEVERIA ESTAR NO MEU QUARTO A UMA HORA DAQUELAS.
A única coisa que me restou quando entrei no meu dormitório e de Hermione foi dar meia volta e entrar pelo banheiro da Sonserina no meu quarto. Isso é ridículo. E mais ridículo é amá-la e estar fazendo a merda que eu vou fazer. Ela nunca iria me perdoar. Mas eu o faria, eu precisava. E depois disso tudo só me restava a marca.
Suspirei. Escrever era algo inútil, não me fazia me sentir melhor. E quem lê-se tal coisa pensaria que eu estava nem aí sobre o assunto, visto tamanha indiferença que eu colocava nas palavras... coisa que não era verdade.
A verdade? A verdade é que meu coração estava em brasas, queimando como nunca queimara. Meus olhos ardiam de uma forma que já era quase impossível conter as lágrimas, e eu NUNCA chorava.
Eu estava pronto para cometer a maior burrada da minha vida. Algo que me tornaria pior do que qualquer coisa que eu já fora, algo que eu não queria ser. Eu seria obrigado a fazer coisas terríveis, começando oficialmente dali duas semanas, data que ele estipulou.
Eu ainda me obrigo a dizer que parte de mim estava relaxada. Afinal eu salvara minha mãe... e salvaria a um custo terrível. Talvez o custo fosse a vida de todos os trouxas. Gemi com o rosto contra os travesseiros. A angustia corria como ondas por minhas veias.
– AAA! – me deixei liberar o ar de meus pulmões.
Eu não queria isso para mim, eu não queria matar, eu não queria ter aquela marca e, principalmente, eu não queria que ela me odiasse, eu não queria que ela tivesse nojo de mim. Eu não queria ter que mentir, eu não queria perde-la. E eu iria.
– Aaah! – gritei mais uma vez.
Harry’s pov
– Gina. – disse Harry se aproximando da namorada, escondidos em frente a lareira.
– Sim? – sussurrou a garota.
– Eu te amo. – sussurrei, incapaz de dizer qualquer uma das verdades sobre a jornada que eu faria com Dumbledore. Eu não poderia nunca dizer para ela sobre minhas aulas com ele. Era algo meu, de Ron e Mi. Não que eu não confiasse nela, eu só não queria ela mais envolvida que o necessário.
– Eu também. – sorriu de canto, se aproximando e beijando o canto de minha boca.
Uma semana se passou desde que Mi saiu da aula hospitalar, uma semana desde o ultimo encontro com Dumbledore... só faltava uma semana, tanto pra tarefa de Mi e Ron quanto para minha caça...
– Por que está tão tenso? – perguntou ela repentinamente.
– Só canseira. – dei meu melhor sorriso fingido, mesmo sabendo que eu não funcionaria.
Ela se limitou em fingir que acreditava, dando de ombros.
– Vá dormir Harry. Nos falamos amanhã.
Draco’s pov
Está feito. Mais uma semana e ele virá. Mais uma semana para ela continuar a me amar. Mais uma semana até ela começar a me odiar. Mais uma semana até meu mundo virar de ponta cabeça... é isso. É o fim.
Writer’s pov
Draco se sentia extremamente amargurado. Estava deitado sobre seus lençóis escuros se limitando a encarar o teto nostálgico com os momentos do dia anterior e então com a carta de seu pai, instruindo as ordens do Lord.
“- Harmonia Nectere Passus – exclamou o loiro, em frente ao armário. Nesse momento ele sentiu um puxar em seu braço, uma sensação estranha e invasora passando por seu corpo.
Ele teve certeza naquele instante, o armário sumidouro em sua frente fora finalmente harmonizado ao seu par. Voldemort estaria para chegar, possivelmente a maior guerra aconteceria dali alguns dias – ou horas! – por sua culpa.”
Voldemort decidira que ele somente viria para o dia da competição, quando todos estivessem distraídos o suficiente para invadir o castelo... ele tinha uma misera semana para poder fazer o que quisesse. Viver da maneira que bem entendesse.
Draco deu um pulo de sua cama, momentaneamente decidido do que gostaria de fazer.
Hermione’s pov
Estava deitada em meu quarto, cansada demais de tudo para querer treinar com Ron. Eu precisava de um tempo só para mim para poder remoer, pela centésima vez, aquilo que Draco dissera naquele dia que ele finalmente me quebrou. E pensando nisso o loiro invadiu meu quarto.
– Hermione. – disse ele estridentemente.
– Draco? – perguntei, meu tom dividia-se entre a surpresa e a dor.
– Eu, eu... – começou gaguejando. Ele estava me deixando levemente mau humorada.
– O que você quer? – tentei manter meu tom firme, no entanto a voz se quebrou em uma oitava ao fim da pergunta.
– Você. – respondeu ele simplesmente, me arrancando um olhar de surpresa. Não era isso que eu esperava.
E antes que eu me desse por conta, o garoto estava em cima de mim, me empurrando contra meus lençóis.
– Hermione! – dizia sofridamente entre beijos.
Eu, como a tola que sou, não tive forças o suficiente para me afastar. Tudo que eu queria era ele mais perto de mim. Eu só queria aquela sensação boa e gostosa que só ele traria. Eu queria aquele aperto gostoso no fundo do estomago que só ele causaria. Eu queria aquele beijo doce e profundo que só ele sabia dar. Eu queria aquele disparar no peito que só o toque daquelas mãos conseguiriam.
– Me desculpa, — disse ele encostando sua testa na minha. – eu não queria ter feito isso. – sussurrou, de uma forma que me era doloroso.
– Eu... – comecei.
– Não diga nada. Só saiba que eu te amei. – ele olhou em meus olhos, tirando minhas palavras. – Eu nunca quis dizer aquilo... eu te amo Hermione. Eu nunca faria nada para de machucar... não propositalmente.
– Por que o fez então? – questionei chateada. Naquele momento me sentindo a pessoa mais burra por tê-lo perdoado tão facilmente, por estar o aceitando ali.
– Porque eu preciso. – ele fechou os olhos, sua testa contra a minha. Minhas costas pressionadas contra o colchão.
– Não precisa. Volta pra mim. – pedi baixinho, acariciando sua bochecha. Seu corpo se colou ainda mais no meu. Seu maxilar trincou.
– Minha mãe Hermione... eu preciso. Ela vai morrer. – ele disse entredentes. Pude sentir seu coração disparar contra seu peito.
– Nós vamos achar um jeito...
– Você sabe que é mentira.
– Eu vou conseguir te perdoar um dia? – eu sabia que ele havia entendido. Eu sabia que ele estava fazendo algo ruim e ele sabia que eu me referia a isso.
– Não. – ele se apertou ainda mais em mim, se é que fosse possível.
Fale com o autor