I Bet I'll Get You Hermione
32 Capítulo 32
Notas iniciais
– Rony? Rony?
Hermione e Rony foram separados sem ao menos saber. Cada um estava numa ponta de um grande labirinto. Tudo escuro e sozinha... seu coração martelava em seu peito. Ela tateou em busca de sua varinha, mas não encontrou. A ultima coisa que lembrava era Dumbledore dizendo que a prova começaria assim que atravessassem a porta. Ninguém entendera.
– Como podem perceber competidores, — ressoou a voz de McGonagall – vocês se encontram sozinhos e sem suas varinhas. Espero que saibam utilizar da inteligência e raciocínio para conseguir achar o meio do labirinto. A prova só será vencida quando ambos competidores liberarem o parceiro que foi escolhido para ser preso. Uma dica: a cada meia hora o tanque d´água se enche para aquele que está aprisionado.
– Merda! – sussurrou baixo.
Bem, ela estava desesperada, mas pelo menos era ela ali, não Ron, a toupeira dos raciocínios. Eu coração se encontrava disparado, como uma competição mágica não incluía uma varinha? Quão ridículo aquilo era?
Mas Hermione botou-se a caminhar, por mais que estivesse assustada. Ela precisava achar Ron! Como sempre vira em filmes trouxas, apoiou a mão ao lado direito do labirinto. Dizem as boas línguas que se deve manter sempre uma parede se quer seguir a algum lugar. Alguns diziam que seguir com a mão pela esquerda te levaria ao fim e a direita te levaria ao meio... quem sabe não era verdade?
Depois de uma centena de passos sem nada no caminho e com sua mão numa parede lisa, a parede começou a se tornar levemente rugosa. Hermione tentou ignorar a sensação ruim que se apossara dela. O caminho era pouco iluminado, o que a fazia ficar assustada. Ela não gostava de estar no escuro, sabendo que perigos a esperava e sem poder utilizar da magia.
– Quem vem lá? – disse uma voz arrastada no caminho a sua frente. Quando Hermione pensou em dar um passo para trás bateu numa espécie de campo de força, sem poder dar mais um passo sequer para voltar de onde veio. E a sua frente algo a esperava.
– Olá? – respondeu Hermione fraco.
– Ora ora, o primeiro competidor. – Hermione se obrigou a seguir em frente, seu coração parecia querer saltar por sua garganta.
O que Hermione não sabia, era que aquele ser que estava em sua frente, era o mesmo que Harry encontrava a exatos dois anos atrás, numa competição muito similar a aquela. Se Hermione soubesse que o ser extraordinário que estava a sua frente era o mesmo que Harry derrotara somente com sua inteligência ela ficaria completamente satisfeita e orgulhosa e então aceitaria o desafio com alegria, sabendo que ela poderia derrotar qualquer coisa que Harry derrotasse, pois ela sabia em seu intimo que ela e seu amigo eram inteligente numa medida igual…
O animal/pessoa que se encontrava a sua frente, constatou Hermione, era uma esfinge. A primeira reação da garota foi ficar impressionada, afinal o bicho realmente existia. Seu corpo esplendoroso de leão com patas com longas garras e um rabo que se estendia até as patas traseiras ao lado de seu corpo era amarela, com exceção do emaranhado de pelos castanhos na ponta. No entanto, o rosto era de uma mulher, uma bela mulher.
– Bem, eu acho que não posso passar por aqui sem responder a alguma pergunta sua, posso? – questionou Hermione, seu coração já parecia estar atravessando sua garganta.
– Gosto de você. Parece inteligente. Então vou ser mais bondosa do que eu seria se fosse outro, como seu amigo a dois anos, invés de te devorar se errar, te deixo sair da competição de bom grado.
– Meu amigo?
Hermione sentiu seu estomago dar uma volta inteira e após se embrulhar, mas com um aceno de cabeça mínimo, ela concordou com o acordo. O que ela poderia fazer afinal? E que amigo?
– O vencedor da competição tribruxo.
– Óh... Harry nunca me contou qual foi o questionário feito, ele nunca soube a resposta. Parece que sua memoria foi apagada...
Nesse momento a esfinge sorriu maliciosamente a sua frente, como se a amnésia repentina fosse culpa dela... e talvez fosse.
– Bem, preste atenção que eu não pretendo repetir. Se é inteligente, sua memoria também é. – ela sorriu maliciosamente e então se apoiou nas 4 patas e começou a andar de um lado para o outro na trilha. Ali era mais claro, reparou Hermione. As paredes eram de um tom verde escuro e gosma parecia escorrer da mesma. Ela olhou para suas mãos e então fez uma careta. Era nojento.
“Primeiro pense no lugar reservado aos sacrifícios,
Seja em que templo for.
Depois, me diga que é que se desfolha no inverno e torna a brotar na primavera?
E finalmente, me diga qual é o objeto que tem som, luz e ar e flutua na superfície do mar?
Agora junte tudo e me responda o seguinte:
Que tipo de criatura você não gostaria de beijar?”
Agora era a vez de Hermione de se manter de um lado para o outro a caminhar... um lugar.
A esfinge então se deitou no meio da trilha e encarou a morena enquanto deixava sua lembrança vagar para os pensamentos extraídos da memória do amigo moreno da garota. Ela sorriu com a lembrança, ele fora inteligente. E por mais incrível que pareça, a esfinge preferia que pessoas inteligentes existissem no mundo do que no seu estomago...
– Ararambóia! – exclamou a garota na frente da esfinge, antes que ela pudesse completar seu pensamento sobre comida...
– Bem, você tem o caminho livre. – sorriu a cabeça humana. Essa garota foi a única que conseguiu passar sem precisar de vários minutos para pensar. Essa garota merecia a lembrança de agora, merecia a lembrança do enigma...
“Pois bem, estava na hora de eu mudar minha charada mesmo” – pensou a esfinge. A esfinge só mudava seu enigma em frente de pessoas com raciocínio extraordinários... de milênio em milênio.
Seguindo pelo caminho da esfinge, Hermione tentou acreditar que estava no caminho certo. E ela sorriu consigo mesmo por ter passado por aquele ser maravilhoso. Afinal ela sentia um pouco de orgulho próprio, no entanto focou sua atenção para seguir atrás de seu amigo.
Hermione continuou com a mão na parede, tentando ignorar a gosma que se encontrava na mesma. Após poucos passos Hermione se encontrou numa espécie de clareira, sobre uma mesa se encontravam diferenciados tipos de potes, folhas, pedras. Junto disso tudo um caldeirão sobre uma fornalha para o aquecer. A morena arqueou a sobrancelha curiosa, pensando o que queriam com aquilo tudo.
E foi então que ela sentiu, sua mão estava em brasas. Quando a olhou, a gosma já havia começado a penetrar por sua pele, causando uma péssima infecção desconhecida. Ela se sentia apavorada, sem saber o que fazer.
– Mas é claro! – sussurrou consigo mesma. Tudo aquilo deveria ser ingredientes necessários para o antidoto do que aquele liquido fizera consigo mesma. Que antidoto útil ela poderia criar, que fosse rápido e útil contra venenos? – Pense, pense. Idiota! – sussurrava ela consigo mesma, fuçando nas coisas sobre a mesma, tentando descobrir algo que fosse útil contra aquela coisa que estava paralisando sua mão de tanta dor.
Lagrimas de dor escorriam pela bochecha da morena. Foi então que ela a viu. Uma pedra pequena, uma pedra que era possível ser encontrada no estomago de um bode, ótima contra cura de venenos. Ela sorriu sofregamente com a lembrança e pegando a pedra de cima da mesa a engoliu por inteira, fechando os olhos e rezando para seu Deus trouxa para que aquilo passasse.
E incrivelmente passou. Ela perdera tempo demais ali, então ela numa arrancada correu em direção a única parte possível de continuar: em frente.
Seguindo em frente, o caminho começou a se tornar mais nebuloso. Ela podia escutar ao longe – ou perto, ela já não tinha mais noção disso- gritos, tiros, barulho de espadas se chocando. Seu estomago afundou no peito, o que seria aquilo? E então ela começou a sentir um cheiro metálico, e parecia estar pisando em algo pastoso. Hermione não se atreveu a olhar para o chão. Apenas aligeirou seus passos.
Ela sabia que aquilo era um cenário típico onde barretes vermelhos se encontrariam, e ela honestamente não queria relembrar do teste dela no terceiro ano contra os mesmos. Ela então apressou os passos, não olhando para trás. Ao longe ela pode visualizar uma porta e sem hesitar ela foi até a mesma. Ao botar a mão na maçaneta ela pode ouvir um grito de algo vindo de cima. Hermione mais do que rapidamente abriu a porta. Ao mesmo tempo que o fez ela sentiu algo pulando sobre ela. Com toda força que reuniu a garota se virou de costas pra parede e se bateu contra a mesma, tentando fazer com o que quer que estivesse sobre ela se sentisse atordoado o suficiente para larga-la.
Para sua alegria ele o fez, o que gerou tempo suficiente para ela passar pela porta e trancar a mesma atrás de si. Antes que pudesse acreditar que estava salva daquilo ela se viu dentro de outra armadilha... Hermione não teve a mesma sorte de Harry ao evitar tantos seres...
O que se encontrava na frente da garota era um pesadelo dela e de seus amigos da época do primeiro ano. A sala toda era coberta por uma planta viscosa que Hermione tinha certeza ser visco do diabo. Ela suspirou cansada. Ela não tinha fogo, o que restava a ela era se manter parada e esperar para ver se a planta a arrastaria para o meio do labirinto quando saísse dali para baixo.
E foi o que Hermione fez, se manteve o mais relaxado possível enquanto a planta se apertava ao seu redor, tirando-lhe o ar. Antes que Hermione ficasse nervosa e sem ar o suficiente para se movimentar, a planta começou a arrasta-la para baixo, fazendo-a cair sobre uma rede pegajosa. A morena fechou os olhos brevemente e implorou para aquela rede gosmenta não ser o que ela pensava que seria.
Quando abriu os olhos ela não pode acreditar como alguém em sã consciência faria aquilo com alguém desprovido de uma varinha. Uma aranha do tamanho da cabana de Hagrid se encontrava do lado oposto da teia, adormecida.
– Merda... – Hermione se botou a pensar enfurecidamente. E o único plano que ela conseguiu pensar era cheio de falhas...
Mas ela sabia que não havia como cortar aquela teia com as próprias mãos, elas eram densas demais. Para sair dali ela precisaria usar pra própria aranha.
– HEEEY! – gritou Hermione. – Ei bicho burro! Olhe aqui!
A aranha de maneira alguma despertava de seu sono. Hermione começou a se estressar, então num ato desesperado retirou o tênis que estava no seu pé e arremeçou contra a aranha.
– Aranha burra, sedentária do caramba. Quer fazer o favor de acordar? – ela gritou a todo pulmões. – Sua bichinha escrota, nojenta. Sua mãe... Aaaaaaaaaaaah. – gritou Hermione ao ver o bicho correndo a toda em sua direção, batendo as pinças.
Quando o animal chegou pronto para fechar suas pinças em Hermione, a garota se jogou para o lado da melhor maneira que pode devido ao grude. Parte da pinça direita atingiu a garota, arrancando sangue de seu braço e um grito de dor. No entanto o que Hermione queria aconteceu. Parte da teia se encontrava rasgada agora, um lugar eficiente para a garota sair dali.
E foi o que fez, antes que a aranha tivesse tempo de investir novamente, Hermione conseguiu se jogar sobre o buraco e cair precariamente sobre o chão lamacento sobre ela. No entanto a aranha percebeu seu paradeiro e começou a descer lentamente em sua direção.
A garota mais do que rapidamente se levantou e começou a correr em direção ao único caminho livro. No entanto esse caminho continha galhos esparramados pelo chão, raízes altas e até pedras, fazendo com que seu pé descalço fosse cortado diversas vezes. Hermione já não sabia se era seu braço ou seu pé que doía mais.
Quando a morena por fim chegou ao fim daquela trilha do labirinto que mais parecia uma floresta, ela se deparou com 3 portas. Ela suspirou cansada, como diabos ela saberia qual escolher?
De um segundo para o outro materializou-se uma mesa logo a frente das portas, sobre o mesmo havia um papel. Uma charada!
“Das 3 portas, somente trás o...” – Hermione pode ouvir o clique logo atrás de si. Ela suspirou assustada, seu braço estava começando a adormecer. Não era um bom sinal.
Sem tempo para ler e raciocinar sobre a charada, a garota guardou o bilhete no bolso de trás da calça e seguiu em direção a porta da frente, no momento que abriu a mesma a aranha chegara no mesmo local que ela. Hermione gritou assustada e entrou pela porta.
– Hermione? – gritou uma voz conhecida.
– Ron? RON! – Hermione gritou de volta, em desespero. Ela se encontrava num total breu, sem saber que direção seguir. A voz de Ron parecia vir de todas paredes.
– Mi, eu estou aqui. Você é a primeira a chegar. Me tire daqui logo. – disse Ron feliz.
– Mas eu não te enxergo. – choramingou a garota.
– Como não? Mi,, está tudo claro. – disse Ron estranhando.
Ron estava numa sala completamente branca e preta. Ele se encontrava sobre a parte branca no momento, preso em uma cadeira. Ronald suspirou com compreensão, só poderia ser isso.
A parte negra significava a escuridão total, quem estivesse nela nada poderia enxergar. Já quem estava na parte branca nada poderia deixar de ver. E o que ele viu o apavorou.
– HERMIONE! CORRA! – logo atrás da garota vinha uma filha de explosivins.
E foi o que Hermione fez, ela não queria esperar ali para saber o motivo do desespero do garoto.
– Hermione, direita, direita! – e a garota correu para a direita, enquanto um dos explosivins se aproximava pela esquerda. – PARE E PULE. – continuou a gritar o garoto quando o bicho já estava quase em sua amiga. – Para a esquerda. AGORA! – gritou Ron e finalmente Hermione encostarada parte de seu corpo contra uma das paredes brancas.
– Merlim. – disse Hermione ao ver os bichos se aproximando. Por mais debilitada que estivesse correu até seu amigo e com uma mão botou-se a dessamará-lo. Seu braço machucado doía desesperadoramente. – Precisamos sair daqui. Agora.
Depois de algum sofrimento Hermione conseguiu soltar o amigo, não sem antes desencadear uma avalanche na sala. Toda a parte negra começava a demolir-se sobre ela mesmo. A sala estava desmoronando com estrondos. A dupla saiu correndo em direção a saída desesperados.
O veneno que corria pelo sangue de Hermione devido a aranha começara a chegar mais perto do seu coração, fazendo-a ficar tonta e fraca. Assim que passou um pé sobre o batente da porta a garota desabou, caindo sobre uma maca. Os ouvidos de Hermione foram preenchidos com uma onda de gritos e aplausos.
– Conseguimos. – disse ela fraca, enquanto uma série de curandeiros tomavam conta dela, fazendo-a engolir a contra gosto um antidoto.
Draco Malfoy apenas observava desesperado enquanto ninguém saia daquela maldita sala preparada para os competidores. Quando achou que seus nervos iriam rasgar seus sentidos finalmente uma porta se abriu e como esperava era sua Hermione.
Mas ela não estava bem. Ela estava ensanguentada, e antes de dar um passo a fora ela desmaiou, caindo sobre uma conjulgada maca que saira sabe-se lá de que curandeiro. Para ódio do loiro, o amigo ruivo dela saíra completamente intacto de lá, de novo.
– Hermione? – Harry mais uma vez correra até a amiga, percebendo agora o desespero que ele mesmo causava nos amigos quando ele se machucava...
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