I Bet I'll Get You Hermione
29 Capítulo 28
Notas iniciais
Pov Hermione
Minhas mãos tremiam descontroladamente do caminho de onde eu estava sentada, até o centro do salão, onde eu deveria duelar. Rony segurava minha mão esquerda com firmeza, mas eu podia ver por seus lábios apertados e brancos que ele estava tão nervoso quanto eu. Ao pisar o primeiro degrau para subir na nossa “arena” larguei a mão do meu amigo e respirei fundo, determinada a vencer.
– Vamos vencer. – disse baixo só para Rony escutar. – Só precisamos lembrar de tudo que sabemos.
O ruivo apenas assentiu suavemente com a cabeça, enquanto pisávamos no ultimo degrau para subirmos. O momento que pisei ali abri minha boca surpresa. O que estava ali era completamente do que víamos de fora, completamente diferente por sinal. Não éramos capazes de enxergar o que estava acontecendo do lado de fora. Estávamos trancados numa sala circular (como o chão que se enxergava do lado de fora), no entanto haviam paredes ao nosso redor, em tons pastel e mesmo que eu me esforçasse eu não conseguia escutar o que as pessoas do lado de fora dessa cúpula diziam.
– Uau. – sorri animada com aquilo. – Isso é interessante.
– Eu quase posso fingir que ninguém está me vendo. – Rony pareceu satisfeito com aquilo e então eu me senti mais tranquila. Rony poderia ganhar aquilo mesmo sem mim. Eu tinha certeza disso.
“Caros alunos – a voz de Dumbledore saia pelas paredes – desejo-lhes sorte. Lembre-se que as maldições imperdoáveis são proibidas, seu uso os levará direto para Azkaban. Que a melhor equipe vença!”
E então nossa dupla competidora estava a nossa frente. Trajados com roupas iguais as minhas e de Rony. Capas longas e pretas. A única diferença era o emblema de nossas escolas gravados em nossas costas. Eram Rutherford e Amélia Bulstrock. Ambos possuíam o mesmo semblante. Os mesmos olhos castanhos e cabelos claros, até mesmo os mesmos traços e bochechas rosadas. Bem, eles eram gêmeos afinal de contas...
– Expelliarmus! – grita Ron ao meu lado, apontando para Rutherford. Ao mesmo tempo em que ergo minha varinha, sou atingida.
– Steleus – Amélia me lança o feitiço e eu começo a soluçar incontrolavelmente, enquanto Ron lança um Accio na varinha de Rutherford. No entanto o búlgaro recupera antes de Rony a alcançar.
– Sé-hic-rio? – olho indignada para a garota que começou a rir.
Tento ignorar o “sapo” que pula em mim e me concentro no feitiço não-verbal, já que estou impossibilitada de falar: Titillando. A garota a minha frente cai de joelhos no chão, com a mão sobre a barriga, rindo descontroladamente.
Devo admitir que possivelmente eu nunca havia pensado em usar um feitiço tão infantil, mas a situação pedia! Era ridículo vê-la sem conseguir recuperar-se. Então sussurrei um Expelliarmus e a varinha da garota voou diretamente para minha mão.
Aquilo foi ridiculamente fácil. Eu esperava mais dela. Então me virei para Rony, que batalhava avidamente em bloquear feitiços de diversas cores em sua direção. O que faltava de talento em Amélia, sobrava em seu irmão. Rony não tinha tempo de atacar e então quando ergui minha varinha para ataca-lo, a garota que eu acabara de desarmar pulou em minhas costas, me derrubando no chão.
Berrei frustrada. Quão estupida fui por não imobilizá-la? Eu era Hermione Granger. Como eu pude? Bulstrock continuava em minhas costas, com uma mão puxando meu cabelo para trás e com a outra tentava arrancar a varinha de minha mão. Eu não conseguiria me livrar dela sem perder a varinha ou pior, quebra-la.
– Ron! – chamei. Rony olhou brevemente em minha direção e então, sem delongas, ele finalmente tentou lançar um feitiço em Rutherford que ricocheteou sobre o feitiço de proteção do garoto.
– Immobilus! – brada ele para minhas costas, imobilizando a irmão do seu rival.
Rapidamente a empurro de minhas costas, no entanto Ron não fora hábil o suficiente. Acabara de ser enfeitiçado por um estupefaça direto em seu peito. Merda!, pensei comigo mesma. Eu deveria ter calado minha boca.
Rutherford, agora, olhava com malicia em seu olhar para mim, o canto de sua boca tremendo levemente num sorriso irônico. Aquele sorriso era muito parecido com o dele... balancei minha cabeça, o expulsando, tentando arrumar concentração.
Eu era melhor do que ele, ele nunca me venceria.
– Sua vez. – disse o garoto, lambendo o lábio inferior. Eu não pude deixar de revirar meus olhos.
Antes que ele pudesse erguer a varinha, erguia minha determinada e digo suavemente, como numa pequena brincadeira Densaugeo. O garoto então ergue uma mão até a boca, fazendo careta quando sente a boca ser cortada por seus próprios dentes por seu crescimento involuntário.
Eu olhei para ele surpresa por um momento. Nem eu sabia porque eu fizera aquilo. Acho que o espirito infantil de Amélia me atingira no fim, mas estava dando certo. O garoto se distraíra novamente pelo mais breve dos segundos, o que me deu tempo de imobilizá-lo com um simples Petrificus Totallus.
Ergui as sobrancelhas em surpresa por ter sido tão fácil, mas então quando olho para baixo sinto algo escorregando em minhas pernas, se enrolando e me apertando. Grito em surpresa ao ver uma serpente negra se enrolando em mim. Desesperada caio no chão e encaro os olhos da víbora. Quão estupida pude ser ao não perceber que a distração que criei foi nada mais que uma distração para mim. A cobra se apertava cada vez mais forte. Eu podia sentir minha circulação das pernas travar.
Qual era o feitiço? Pense, pense, pense! Sua idiota! Meu coração pula descontroladamente. Isso que ouvi foi um estralo? E então ouvi mais uma vez. A cobra maldita estava me quebrando! Grito mais uma vez, dessa vez mais alto, com a dor queimando meus membros. Se eu não vencesse a cobra o torneio estava perdido. Eu devia aquilo a Hogwarts, eu devia a Ron que havia desistido de sua luta por mim!
Como é que é... Poxa Hermione! Você viu o professor Snape fazer aquele feitiço antes! É ISSO!
- Vipera Evanesca – sussurro, quase inaudivelmente, apontando com o resto de força que me resta para a cobra. E então, sinto minha pele em brasas, enquanto a cobra queima ao redor de minhas pernas desaparecendo.
E então está feito. A cúpula some e posso ouvir gritos de triunfo de Hogwarts. Sorri cansada enquanto com um sussurro acordo Rony que senta assustado e me olha.
– Vencemos. – disse baixo.
O sorriso que se abriu no rosto de Rony poderia compensar qualquer coisa no momento naquele momento.
– VENCEMOS! – bradou ele feliz, se jogando sobre mim, terminando de me deitar no chão e então soltei um gemido de dor. Enquanto Madame Pomfrey vinha correndo até mim e dava um tabefe na cabeça de Rony. – Mi?!
Rony desesperou-se, só então ele vira como estavam minhas pernas. Pomfrey com um feitiço de levitação me tirou dali me levando até a tenda branca próxima dali, com Rony ansioso correndo atrás de mim e pedindo constantes desculpas.
– Desculpa Mi! – ele parecia realmente culpado, eu não entendia o porque. – Eu fui estupido de deixa-la lutar com ele!
– Cala a boca Rony. – resmunguei enquanto a enfermeira arrancava a capa de meu corpo e então cortava minhas calças com um feitiço.
– Para fora Sr. Weasley. – disse Madame Pomfrey.
– Não vou!
– Deixe-o. – sorri cansada pela preocupação burra dele.
E como se por vingança por minha teimosia, Madame Pomfrey terminou de tirar minhas calças, desde o topo. Não pude deixar de ficar ruborizada com Rony me vendo somente de calcinha. E então ele ruborizou também e eu tive que morder meu lábio para evitar um riso nervoso. Por um momento eu havia esquecido da dor, e então a enfermeira joga um líquido em minhas pernas, que queima ainda mais as mesmas me fazendo gritar mais uma vez. No entanto em segundos vejo minha pele se reconstituir.
– Droga! Calma Mi. – disse Rony, apertando minha mão.
Nesse momento, pude ver Harry discutindo avidamente com alguém que estava guardando a tenda.
– Senhor Potter! – disse madame Pomfrey ainda mais irritada. – Será que isso virou um hospício. Você e o senhor Weasley. Já para fora daqui! – finalmente ela mostrará quem mandava, brava e decidida de um jeito que só ela conseguia. – Logo ela estará bem. Vão aproveitar para ver o ultimo duelo.
Cabisbaixo e com um ultimo olhar irritado na direção da velha, Rony saiu do lugar, acompanhado por um Harry igualmente nervoso. Sorri com aquilo. Aqueles eram meus melhores amigos.
– Beba isso querida e logo ficará bem. Pelo jeito tem algumas fraturas.
– Eu sei. – suspirei com dor. – Aquela cobra estúpida! Se eu soubesse teria feito os dentes dele atravessarem os pés! – e então comecei a tomar o liquido, fiz uma careta engraçada. O liquido era extremamente nojento. Era verde, viscoso, cheirava mal e tinha um gosto terrível. E o pior? Queimava enquanto descia pela garganta.
Juro que por um segundo vi um sorriso se esboçar nos lábios da senhora a minha frente, mas então ela chacoalhou a cabeça de forma negativa.
– Você não deveria querer machucar as pessoas Srtª Granger.
– Ele fez com que a cobra que quebrasse os ossos. – encarei-a de mau humor. Ela simplesmente me ignorou a partir de então, apenas dizendo que eu estaria livre dali 15 minutos.
Eu estava ali sozinha, somente ouvindo os “uhs” e “ahs” do duelo que se seguia do lado de fora. E então eu ouvi um barulho diferente, muito mais perto de mim. Puxei minha varinha assustada e olhei para os lados.
– Olá? – sussurrei.
– Você está bem? – uma voz arrastada com um leve tom de preocupação disse do meu lado esquerdo.
– Merda Draco! – sussurrei, com a mão sob o coração. – Quer me matar?
– Não, na verdade eu vou matar Rutherford na primeira oportunidade. – ele fechou os olhos, e balançou a cabeça negativamente.
– Eu estou bem. – revirei os olhos. Eu terminantemente tentava ignorar minha frequência cardíaca, que aumentara miseravelmente sob a presença do loiro.
– Ele te machucou!
– Você não tem nada a ver com isso.
Ele abriu a boca prestes a falar alguma coisa, mas parece ter mudado de ideia, então a fechou novamente, com uma carranca.
– Eu sei.
– Não fale “eu sei” como se a culpa fosse minha.
– Eu só estou fazendo isso para seu bem! – exaltou-se Draco.
– Eu sei.
– Você não sabe. – ele afundou as mãos em seu rosto, enquanto seus cotovelos apoiavam-se na cama ao lado de minha cabeça. Involuntariamente minha mão foi para seu cabelo e eu acariciei suavemente.
– Eu sei. – disse convicta. Isso o fez balançar sua cabeça negativamente, meu coração doía por vê-lo assim. A dor dele era minha dor. Eu o amava com todas minhas forças e eu não podia evitar aquilo. – Saia daqui antes que alguém apareça. – agora num tom mais baixo que o anterior: — Faça o que precisar por sua mãe.
Ele então levantou e me olhou com os olhos arregalados. Ele parecia extremamente assustado com aquilo. Ele parecia com medo...
– Hermione... como? Como você sabe? – ele gaguejou. – Eu... me desculpe. Eu... eu sei que não vai me perdoar, mas eu te amo. Saiba que sempre te amei. Que meu coração sempre será somente seu. – suas mãos tremiam, apoiadas na cama.
– Draco. Calma. – aquilo me partia ainda mais. – Eu não sei o que está fazendo... eu só sei que é por ela. – ele me olhava assustado, como um cão acuado. O que era tão terrível para ele achar que não teria meu perdão? Poderia eu perdoá-lo se eu soubesse de seus planos? Eu sabia a resposta, eu o perdoaria. Ele simplesmente não nasceu com a escolha de poder ser bom, ele nasceu para ser mal e agora era sua mãe que estava em jogo. A única que um dia fora boa para ele... além de mim.
Mas apesar de saber que eu o perdoaria, eu não podia estar ao lado dele. Eu ficaria até o final ao lado dos meus amigos. Como sempre. Eu nunca abandonaria a chance de eu sobreviver. Era minha vida em jogo também e de todos trouxas do mundo.
– Me desculpe Hermione... – disse novamente.
– Eu te amo. – sussurrei fraco.
– Eu também... eu também. – e então, antes que eu pudesse evitar, seus lábios estavam trêmulos contra os meus, beijando-me desesperadamente.
Writer’s pov
O que Draco e Hermione não sabiam era que alguém vira toda a cena da tenda-enfermaria...
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