Notas iniciais
Obrigada por favoritar Alexia *---* sua linda.

Hermione’s pov

Acordei cedo demais naquela manhã. Draco no entanto permanecia adormecido. Aproveitei aquele momento para olhá-lo atentamente, como fazia tempo que eu não o fazia. Avaliei cada traço de seu rosto bonito. Ele tinha profundas olheiras sob os olhos e aquilo me doía o coração. Por que ele estaria sem dormir? Existiam tantas possibilidades.

Suspirei machucada, aquilo não poderia se repetir. Aquilo era errado. No fundo eu tinha certeza que ele gostava de mim. Ele nunca me dera motivos para duvidar, mas ele também não estava comigo. Eu não viveria sofrendo e esperando por uma guerra que nem sequer começara, terminar. Eu não podia esperar por Draco. Eu tinha que seguir em frente.

– Eu vou te amar pra sempre. – deixei uma lágrima involuntária cair, e me abaixei sobre o corpo do meu loiro, beijando suavemente seus lábios macios. Ele se mexeu minimamente e pude ver um pequeno sorriso se formar em seus lábios. No entanto ele virou para o outro lado quase que instantaneamente e soltou um gemido abafado pelo travesseiro. Ele ainda estava dormindo.

De má vontade levantei de sua cama lentamente, seguindo para meu quarto, para um banho. Após deixar todas lágrimas presas em mim saírem, sai do banho e me vesti, seguindo para o salão principal para tomar meu café com meus amigos.

– Mi, precisamos falar contigo. – disseram dois garotos feito furacões, me segurando cada um por um ombro e me arrastando para fora do salão, atraindo vários olhares curiosos.

– Adianta eu dizer que estou com fome? – perguntei ironicamente.

– Não – responderam em uníssono e tive que rir baixo. No entanto ambos continuavam sérios.

– O que foi? – eu perguntei frustrada ao ser arrastada para uma sala.

– Harry acha que teve uma visão com Voldemort novamente. – sussurrou Rony, enquanto eu olhava meu amigo com indignação.

– Tem certeza? Você não deveria ter Harry!

– Eu sei Hermione, posso falar sobre o que foi ou vai me dar uma lição de moral como sempre? – perguntou ele irritado, o que me fez o fuzilar com o olhar.

– Ótimo. Desembucha. – falei grossa, mais por preocupação com meu amigo, do que por sua falta de dedicação com as antigas aulas de legimens.

– Ótimo. – disse ainda mais emburrado do que eu.

– Desculpa Harry. É que eu fico preocupada contigo. Você sabe que isso não é saudável. Você não deve vê-lo.

– Não é porque eu quero Hermione. Ver ele significa basicamente ver a morte!

– Chega vocês dois! – disse Rony exaltado, o que fez eu e Harry abaixarmos nosso tom e num suspiro cansado Harry passou a mão por seu cabelo e começou:

– Eu estava indo deitar noite passada quando minha cicatriz começou a formigar. Não o formigar normal, mas realmente formigar, sabe? – eu assenti, entendo o que ele quis dizer. Ele e as velhas dores na cicatriz.

– E aí?

– E aí eu apaguei. Mas eu estava sozinho e não consegui sozinho evitar de ver o que vi.

– E o que ele estava fazendo?

– Falando com o Malfoy. Falando com o Lúcio sobre um missão do Draco. Que Draco fora criado para ser o mais leal comensal dele e que ele seria, ao contrário de Lúcio.

– Como é que é? – perguntei esganiçada, minha voz erguendo duas oitavas. Sentei passando a mão nervosamente pelos meus cachos.

– Eu não entendi direito. Mas eu não vou largar do pé daquele loiro. Eu tenho certeza que ele é ou será um comensal. Que chance ele teria de qualquer maneira?

– Eu... – minhas mãos tremiam. – Não deve ser verdade Harry. Deve ter sido só um sonho muito real.

– Hermione, eu sei que não foi um sonho. Eu vi ele mesmo. Ele falou que Draco precisava começar a missão o quanto antes, por mais que ele confiasse em Draco ele não aceitaria duvidas, se ele não completasse tudo “ela” sofreria as consequências.

– Ela? – perguntei ainda mais nervosa.

– Não sabemos. – Rony deu de ombros. – Queríamos sua ajuda para isso.

– E como eu vou saber quem é ela? – perguntei esganiçada.

– Calma Hermione. – Rony me encarava. – Você está pálida. Está bem?

– Estou ótima. – minha mente não parava de vagar até as olheiras do loiro. Ele começara, ela tinha certeza. Então minha mente vagou até o comentário que ele já havia feito sobre só amar a mãe dele e seu coração doeu. Ela sabia afinal quem era ela, como ela poderia ter pensado que pudesse ser ela o “ela” que sofreria as consequências. Por isso Draco não poderia ficar comigo. Ele queria me proteger. – Ó. – eu disse alto com a revelação.

– O que foi Hermione?

– É a mãe dele. É a mãe dele que vai sofrer.

– Como sabe? – perguntou Harry curioso.

– Porque ela não é comensal e Draco a admira.

– E como sabe de tudo isso?

– E isso importa? — retorqui e então me levantei. – Temos que ir Rony. Temos a reunião para sabermos sobre as tarefas. Discutimos isso mais tarde

Sai pela porte sob olhares curiosos dos garotos nas minhas costas. Eu sabia que fora estranha, mas não tinha como esconder a onda de sentimentos que me invadiam. Como eu poderia viver com aquilo? Como eu conseguiria esconder dos meus amigos o que eu tive com o Draco e o que sinto?

No final das contas ele estava realmente querendo me proteger. Mas ele seria um comensal. Ele seria pela vida da mãe dele, eu podia sentir. Como eu, amiga do famoso eleito, poderia sequer cogitar a possibilidade de amar um comensal? Como?

– Mi! Calma! – Ron corria atrás de mim, enquanto eu seguia a passos largos até a sala de reuniões dos professores, onde todos participantes do torneio estariam ali, ávidos por informações. Eu já não tinha interesse por aquilo.

– Ah, oi. Não tinha visto que estava vindo. – eu disse com a voz amargada, diminuindo meu passo.

– Mi, o que está acontecendo? Você está tão distante e pra baixo esses últimos tempos. Cada minha Hermione linda e feliz? – disse ele me parando e me puxando para perto do peito dele.

Me aconcheguei ali, inspirando o cheiro familiar dele, tentando me tranquilizar.

– Eu não sei Rony. Deve ser TPM. – ele me olhou e fez uma careta e eu ri minimamente.

– Você é impossível Granger.

– Digo o mesmo Weasley. – então me soltei e seguimos nosso caminho.

Writer’s pov

Draco tendo tomado sua poção da invisibilidade, seguiu seu caminho até a sala precisa, entrando na mesma encarou desanimado aquele armário.

Trabalhou arduamente pelo que pareceram horas. Horas de xingamentos, desanimo, raiva, desespero. Aquilo simplesmente não tinha solução. Como ele poderia concertar algo que ele sequer sabia onde estaria quebrado? Aquilo era tão frustrante para o loiro...

Draco depois de aproximadamente 3 horas quebrando a cabeça para resolver seu problema, levantou e resolveu dar uma volta pelo local. Sua cabeça latejava, seu coração doía. Hermione fora embora sem dizer sequer um adeus. Ele sentia tanta a falta dela. Com ela ele sentia que poderia desbravar o mundo. Se fosse ela no lugar dele, ela saberia como arrumar o armário em dois toques. Ele riu amargo. Sua doce sabe-tudo...

E então Draco se viu parado em frente a um velho violão cor de chumbo. Ele sabia vagamente que aquele instrumento também era tocado por trouxas, mas ele nunca se importou. Esse foi um dos únicos atos de revolta que ele exercia quando era mais jovem, na verdade. Tocar um velho violão que retirara de um dos seus antigos colegas da sonserina.

Ele retirou o violão do chão, sem ao menos notar a assinatura que tinha atrás, pequena e desbotada “Arktorius Malfoy”. Draco puxou uma corda qualquer e fez uma careta com o som que saia dali. Estava muito desafinado.

O garoto passou a próxima meia hora ajeitando o instrumento, e quando finalmente terminou botou-se a trocar uma melodia tranquila, mas de partir o coração. Todo seu ser voltado para a tristeza que sentia naquele momento. E antes que se desse por conta, ele estava compondo uma canção para ela... para sua amada.

Por outro lado, naquele momento Hermione estava debatendo com o Rony sobre feitiços, determinada a ganhar aquele torneio, o que seria uma ótima desculpa para deixar sua mente vagar para longe de um certo loiro. A primeira tarefa era simples: duelos. Obviamente era uma prova para logo eliminar uma dupla de cada ano, e conhecer as habilidades dos competidores.

– Não Rony. Não seja estupido, assim vai tacar fogo na sala! – irritou-se ela quando pela quinta vez seguida o garoto fazia um gesto errado.

– Sabe, se você explicasse ficaria mais fácil! – resmungou ele.

– Eu já disse. Corte o ar, diga o feitiço e balance SUAVEMENTE. Não seja tão ogro!

– Eu não sou um ogro!

– É sim.

– Você vai ver o ogro. – ele estreitou os olhos e foi andando lentamente na direção da garota.

– Nem pense em se aproximar.

– Ah eu penso. – disse ele ironicamente e Hermione não conseguiu evitar um sorriso e saiu correndo para longe do amigo. Ambos começaram uma corrida maluca de pega-pega ao redor das cadeiras. Rony obviamente não estava dando o máximo de si naquilo.

Deixava a morena fugir dele por centímetros, somente para poder ver aquele sorriso que a tanto tempo não via. Ela estava tão estranha no ultimo mês. Ele sentia falta da Hermione alegre, da Hermione travessa que vivia brigando e sendo a sabe-tudo irritante.

– Tudo bem, cansei de brincar. – disse Rony por fim, pulando por cima de uma classe, surpreendendo Hermione, segurou-a pelos pulsos e a arrastou para o meio da sala, onde estavam as almofadas onde treinavam.

Jogou a garota ali e pulou por cima dela, fazendo cócegas na mesma. A garota chorava de tanto rir e implorava para que ele parasse. Empurrava-o com todas suas forças. Ambos riam demais. Quando finalmente Rony parou, ambos ficaram deitados de barriga para cima pensativos. Por mais que não gostasse, Rony sempre deixava vir em mente a lembrança daqueles beijos que ele já dera na garota. E ela até então sempre ignorou o fato, no entanto a lembrança veio a tona e ela se sentiu minimamente culpada por sentir uma pontada de saudade.

Se estivesse com Rony tudo seria tão fácil. E então ela lembrou de Krum e uma pontada de culpa a invadiu.

– Merda. – disse ela levantando num só pulo.

– Hermione? – Rony a olhou decepcionado ao vê-la levantar e seguir até a porta.

– Esqueci de meu encontro com o Krum. – ela fez uma careta para ele, o que o fez rir. – Talvez eu devesse ver se ele ainda está me esperando e pedir desculpas. – e ela saiu pela porta, para então voltar rapidamente e encarar o ruivo seriamente. – Treine. Se perdermos por sua culpa eu juro que eu te mato. – disse de forma seria o que fez ele rir alto.

– Tudo bem pequena Dragão. Vai lá. Não quero estragar seu encontro com o famoso Krum.

Antes de sair a garota mostrou o dedo do meio para o amigo, fazendo-o rir outra vez. Ele amava ela, mas era errado deseja-la. Eles eram praticamente irmãos. Fora que ele finalmente conseguira ficar com Lilá.

Hermione seguiu a passos apressados até o lago, encontrando Krum sentado em sua árvore favorita, lendo um livro.

– Viktor! – gritou ela sem folego ao se aproximar. – Mil perdões.

– Tudo bem. – ele olhou o estado da garota e riu. Ela estava completamente descabelada e sem folego devido a todas risadas e a corrida até ali. – Eu sei o quão facilmente se distrai.

– Obrigada. – sorriu sem jeito a garota e então tentou passar a mão em seus cabelos para ajeitá-lo, ela tinha consciência que deveria estar bagunçado.

– Mi... – sussurrou ele a puxando para o meio de suas pernas, de maneira que ela estava sentada de costas para ele e de frente para o lado.

Os dedos do búlgaro estavam em volta da cintura da morena, acariciando suavemente sua barriga. Seus lábios tocavam suavemente o topo da cabeça dela. Ele a amava ainda, amava terrivelmente, mas ele não podia correr o risco de querê-la. Ele sabia que o romance deles duraria o tanto quanto o torneio se estendesse.

– Viktor? – perguntou ela, o tirando de seu devaneio.

– Sim? – disse ele na sua voz de barítono.

– Eu gosto muito de você. E eu queria tanto que desse certo. – ela foi sincera, mas ela sabia que não daria certo. Não pela distancia, mas por causa de um loiro... – Mas a gente sabe, isso não v...

– Shiii. – disse ele tocando os lábios dela com os seus levemente. O coração da menina estava disparado com o desespero pela situação, bem como o dele, mas os medos eram tão diferentes... – Eu sei. Só vamos aproveitar, ok?

– Tá. – murmurou e então ergueu sua cabeça para beijá-lo. Sentia seu coração doer, ao finalmente constatar que nenhuma boca traria o conforto que os lábios dele trariam.

Draco naquele momento estava esquivando-se sorrateiramente até o seu quarto. Ao chegar no mesmo pegou sua vassoura com uma mão e voou até o local onde havia pedido sua garota em namoro. Pegou o violão nas mãos e voltou a tocar, mas dessa vez começou a cantar em voz alta a música que havia matutado por um tempo. Quem o ouvisse poderia ter seu coração partido junto com ele. Sua voz era angélica.

When I look into your eyes

It's like watching the night sky

Or a beautiful sunrise

There's so much they hold

And just like them old stars

I see that you've come so far

To be right where you are

How old is your soul?



I won't give up on us

Even if the skies get rough

I'm giving you all my love

I'm still looking up

And when you're needing your space

To do some navigating

I'll be here patiently waiting

To see what you find



Cause even the stars, they burn

Some even fall to the earth

We got a lot to learn

God knows we're worth it

No I won't give up



I don't wanna be someone who walks away so easily

I'm here to stay and make the difference that I can make

Our differences they do a lot to teach us how to use

The tools and gifts we've got yeah we got a lot at stake

And in the end, you're still my friend

At least we didn't intend

For us to work we didn't break, we didn't burn

We had to learn how to bend without the world caving in

I had to learn what I've got, and what I'm not

And who I am



I won't give up on us

Even if the skies get rough

I'm giving you all my love

I'm still looking up

I'm still looking up



I won't give up on us

God knows I'm tough, he knows

We got a lot to learn

God knows we're worth it



I won't give up on us

Even if the skies get rough

I'm giving you all my love

I'm still looking up

(N/A: http://www.vagalume.com.br/jason-mraz/i-wont-give-up-traducao.html)

Notas finais
Queria agradecer de novo a recomendação.