Notas iniciais
Obrigada por favoritar Nathany Jèssica :D Gente, não sei como vai ser essa semana, possivelmente não vou postar dia sim, dia não como eu tenho feito. Vou estar completamente sem tempo. Tenho mil coisas na faculdade pra resolver. Espero que gostem desse capítulo, apesar de estar meio sem sal :x

Estávamos todos na frente do castelo esperando a chegada de Durmstrang quando a vi de longe. Ela estava em suas roupas da Grifinória, com o cabelo caído sobre seu ombro direito terminando em pequenas ondas castanhas. Tão linda... Eu a teria de volta, ninguém a tiraria de mim!

– Atenção. Eles estão chegando. – disse Dumbledore logo a nossa frente.

Toda a escola entrou em completo silêncio enquanto dois navios saiam de dentro d’água, assim como no nosso quarto ano. Bem, aquilo fora muito mais impressionante da primeira vez.

– Sejam bem-vindos a Hogwarts. – falou o diretor para nossos mais novos hospedes. – Espero que tenham uma bela estadia em Hogwarts e que tenhamos um ótimo torneio. – Dumbledore abriu os braços como se quisesse acolher o mundo e sorriu. E aquilo me apertou o peito. Eu o estava o traindo e pela primeira vez eu não queria isso.

Writer’s pov

Enquanto Dumbledore falava com o novo diretor de Durmstrang os alunos desembarcaram do navio em trios ou pares e foram em direção aos velhos amigos feitos no passado e aqueles que nunca estiveram em Hogwarts ficaram em grupos conversando na beira do lago e admirando o castelo.

Foi então que Krum foi visto saindo do navio, acompanhado por outro forte amigo e o dispensando no fim das escadas. Viktor foi reto em direção aos grifinórios, o que arrancou gritinhos de emoção de algumas garotas. Hermione timidamente deu um passo a frente quando ele estava próximo o suficiente e disse alguma palavra para o outro. O garoto sorrio largamente e então a envolveu com seus braços fortes, abraçando-a, sussurrando alguma coisa em seu ouvido.

Draco não conseguia desviar seu olhar da cena, dividido entre o ódio e a dor. Não sabia como lidar com seus sentimentos devido a cena. Mas não havia nada que ele pudesse fazer ali, na frente de todos, afinal ele já havia a largado para não correr o risco de ninguém os virem.

– Mi como senti sua falta. – disse Krum, finalmente soltando-a de seu aperto. Fazia muito tempo que ele desistira de aprender como se pronunciava o nome da garota, e a lembrança fez Hermione sorrir.

– Eu também. – respondeu ela para que somente ele ouvisse e então o puxou pela mão para longe dos olhos curiosos.

Hermione estava ficando levemente corada com as lembranças de quando ela e o jogador de quadribol estiveram juntos. De como se trocavam cartas, de como eles se encontraram nas férias dois verões atrás... aquelas férias que Hermione perdera sua inocência nas areias da praia Nice, na França.

Hermione’s pov

– 1 mês antes-

Meus pensamentos após eu expulsar Draco de meu quarto foram: Eu ainda não conseguia acreditar que Draco me largara. Eu entendia seu lado, mas era tão absurdo. Eu sei me cuidar sozinha!

E então os pensamentos foram substituídos pelas lágrimas. Aquilo tudo era tão ridículo, todo aquele sofrimento em vão. Não era possível que ele tenha me largado somente por causa disso. Ninguém jamais descobriria de qualquer maneira, uma vez que ele não queria que ninguém soubesse. Honestamente? Isso me machucava, eu queria poder ter o prazer de ter ele todos os momentos, mas eu me contentei com o pouco que eu tinha. E agora? Nada. Sobrou nada. Nada de nós, nada de mim. O que eu ainda tinha era um coração partido.

Era tão estupido tudo aquilo. E eu me odiava acima de tudo, como Hermione Jane Granger estava se deixando chorar?

Quando acordei no outro dia eu decidira que eu não falaria mais com o loiro e evitaria ao máximo pensar nele, chorar por ele, qualquer coisa que se relacionasse a ele. Quanto mais eu evitasse e me afastasse melhor seria para mim. Afinal, masoquista ainda não sou. Gosto de me ver longe do que me causa sofrimento.

E então se passaram duas semanas, duas semanas de pesadelos, tristeza, dor... e lá estava eu em minhas rondas quando vi a maldita cena. Draco e Pansy se agarrando contra uma parede. E minha primeira e estupida reação? Derrubar a caneca e mostrar que eu estava ali.

– Desculpa atrapalhá-los. Só tenham respeito com Hogwarts e arrumem um quarto. Você é monitor, espero que se lembre pelo menos disso Malfoy. – disse o mais amigável possível, o que significa que não consegui transparecer nada além de frieza. Num sussurro concertei a xícara com um reparo e sai de perto daquela cena.

Nem lágrimas eu conseguia formar, só conseguia sentir ódio. Se antes eu estava motivada a esquecê-lo, nada se comparou aquele momento. Afinal de contas o amor que ele dissera sentir era falso. Lá estava ele se agarrando em qualquer lugar do castelo para ser visto, mesmo sabendo que eu estaria por perto. Mesmo sabendo que eu o amava e aquilo partiria meu coração. Vai ver era o que ele queria.

Ao longe consegui detectar sua voz me chamando, mas ignorei-a. Eu não tinha nada para falar com ele. Não estava em humor para ouvir desculpas esfarrapadas. Depois de virar um corredor em direção às torres senti um braço me puxar para dentro do armário de vassouras que se encontrava ali e então um sussurrado feitiço silenciador foi lançado por ele.

– O que você quer? – disse transparecendo ódio em cada pequena palavra.

– Hermione, desculpe por aquilo. Eu não sei o que deu em mim. Eu...

– Eu não tô nem aí pro que você faz ou deixa de fazer, Malfoy. Não precisa ter respeito por mim, mas tenha pela merda da escola! – grite frustrada, tentando ao máximo mascarar o quão machucada eu me sentia. – Na próxima ponho ela de detenção pro resto da eternidade. – terminei seca, abrindo a porta atrás de mim e então virando para ele. – Bem, eu vou dormir. Termine a ronda. Adeus.

E eu esperava sinceramente que ele soubesse o que significava adeus. Fui direto para meu quarto e entrando no mesmo desabei. Isso era ridículo, eu estava novamente chorando por ele, chorando desesperadamente a ponto de soluçar.

Sem perceber que eu havia dormido, fui acordada por Lola na janela, batucando com seu bico no vidro. Sorri com a imagem, afinal ela era a única que ouvira meus desabafos nessas ultimas noites sobre aquele bastardo. Ela definitivamente era o melhor animal de estimação que eu teria, não esquecendo do Bichento como o melhor animal também. Penso como se fossem gêmeos, não poderia viver sem eles. Sentia saudades de bichento que teve que ficar na casa com minha mãe.

Enfim, depois de devanear por alguns segundos me levantei e fui até a janela, tirando a carta da pata da coruja.

Querida Hermione

Como andam as coisas? Faz um bom tempo, hã? Eu sei que essa carta é inesperada, e espero sinceramente que não esteja atrapalhando nada.

Nessas alturas já deve saber que Durmstrang voltará para Hogwarts para a competição. Temos um prazo de inscrição na escola antes de podermos ir. E eu gostaria de saber se eu ainda teria alguma chance com você, porque de outra maneira eu não pretendo ir para Hogwarts. Eu sinto sua falta e não sei se suportaria te ver sem poder te tocar. Eu entendo porque tivemos que nos afastar, mas isso não significa que eu não te deseje desesperadamente a cada momento, a distância não me faz bem.

Você sabe que não sou o melhor com as palavras, mas saiba que esta carta foi de todo meu coração.

Com carinho,

Seu Viktor

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– Oh Viktor. – sussurrei com meu coração doendo outra vez.

Doía ter que ter dito adeus para ele, mas eu nunca conseguiria conviver com ele longe a todo momento, primeiro pela diferença das escolas e depois por seus seguidos jogos. E eu sorri amargamente com o pensamento. As diferenças que me separavam eram insignificantes e no entanto ele me largara.

Pensando sobre isso decidi dar uma nova chance para mim mesma e pegando rapidamente um pergaminho, antes que eu me arrependesse do pensamento, escrevi uma resposta:

Querido Viktor.

Estou bem, como andam as coisas por aí? Espero que esteja tudo bem. Honestamente sua carta realmente foi inesperada, mas foi muito bem vinda.

Eu sinto sua falta também. Ainda me sinto mal por ter feito o que eu fiz, mas sabemos que foi para nosso bem. Mal posso esperar por sua chegada.

Com amor

Hermione

Bem, não foi a carta mais amorosa que eu já havia escrito, mas era sincera. Eu amava Krum a minha maneira. Ele era a pessoa mais doce e extrovertida que eu conhecia. E eu realmente fiquei chateada com sua partida, mas como havia sido minha decisão aquilo não partira meu coração como estava agora. Quem sabe essa era a minha chance de me fazer inteira.

Se passaram mais duas semanas, agora com cartas trocadas e dias nem tão escuros e sombrios assim. Viktor me fazia feliz a sua própria maneira. Com suas piadas bobas e com seus erros tão simples de inglês.

E então finalmente o dia chegara. Eu estava ansiosa com aquilo. Ansiosa porque eu finalmente o reveria. Eu sentia mais falta dele do que seria aconselhável. E ansiosa pela reação de Draco, uma vez que se ele realmente me amava ele não ficaria satisfeito. Eu sabia o quão ciumento e possessivo o garoto era.

Tentei deixar a imagem de Draco fora de minha cabeça quando Viktor finalmente desceu pelas escadas de madeira do navio. Sorri timidamente e dei um passo a frente, em sua direção quando ele apareceu.

– Oi. – disse baixinho.

Sem respostas o garoto me deu um abraço forte e sussurrou um oi de volta. Eu podia sentir o coração do garoto batendo contra meu peito. Estava disparado.

– Mi, eu senti sua falta – disse ele me soltando.

– Eu também. – sussurrei para somente ele escutar e então ele sorriu para mim. Aquele sorriso todo amores que me tirava o folego. E então eu corei com todas lembranças que eu tinha com aquele garoto lindo.

Então eu segurei em sua mão e comecei o arrastar para fora da multidão. Eu odiava as pessoas me olhando e ele não parecia muito satisfeito com aquilo também. Fui em direção ao castelo, tentando ficar na porta do mesmo, sabendo que Dumbledore ainda teria coisas a dizer. Nesse momento vi Draco a alguns passos de distancia, vindo com um olhar furioso em direção ao Krum.

Meu coração disparava contra meu peito e eu achava que poderia desmaiar com a expectativa do que poderia acontecer ali. Mas apesar de tudo Draco somente me olhou decepcionado para então virar seu olhar para o moreno ao meu lado e espalhar veneno com os mesmos. Passando por Viktor, Draco trombou forte contra seu corpo o fazendo dar um passo para trás para se equilibrar. E assim o loiro seguiu para onde quer que ele fosse. Nesse momento soltei minha respiração que estava presa desde que o vi se aproximar.

– Qual é o problema dele? – disse Viktor para mim baixo. Eu dei de ombros sorrindo fraco, um sorriso que eu tinha certeza que não chegava a meu olhar. – Bem, o que importa é que finalmente estamos juntos novamente. – ele abriu novamente aquele sorriso de dentes perfeitos. Eu havia esquecido o quanto ele era lindo. Minhas mãos automaticamente foram para seu rosto e eu acariciei suavemente sua mandíbula.

Os olhos do garoto se fecharam ao meu toque e eu pude sentir ele prendendo a respiração. Depois de algum tempo assim ele voltou a abrir os olhos e levou minha mão ao seu coração, me fazendo sentir o quão disparado continuava o mesmo.

– Você nunca fará ideia do quão feliz estou por ter dito sim por minha vinda. – e então ele se aproximou seu rosto do meu e foi a vez de meu coração disparar.

A duvida enchia meu peito. Enquanto os lábios do garoto se aproximavam a única coisa que eu conseguia pensar era o quão errado era eu usar Krum para tentar esquecer do Draco. Mas Viktor realmente gostava de mim, realmente me queria e não se importava que toda Hogwarts estava encarando-nos. Com Viktor tudo seria tão mais fácil.

E foi assim que decidi que eu deixaria eu me dar uma chance de algo melhor. Uma chance de deixar Krum me fazer feliz e mais importante, também o fazer feliz. Nós merecíamos isso afinal. E enquanto seus lábios levemente se encostavam no meu e se separavam – e eu tinha certeza que só fora breve porque ele sabia o quanto eu odiava pessoas me encarando — Dumbledore voltou a falar.

– Você tem o mesmo cheiro de sempre. – sussurrou em meu ouvido, me passando para frente de seu corpo e me abraçando por trás. – Tão gostoso. E seu cabelo está muito bonito por sinal. – terminou ele ainda mais baixo, finalizando com um leve beijo em meu pescoço que me fez arrepiar.

Notas finais
E aí? Aaah, já aproveitando vou mandar um beijo pro marido lindo o HAUISHAS