Notas iniciais
Oiii gatedo ♥
EU TO PULANDO ALEGRIA COM A RECOMENDAÇÃO E OS FAVORITOS, obrigada Shaia pela recomendação e Amber Foster e Ravenna DiAngelis pelo favorito.
EU SOU APAIXONADA EM VOCÊS, seus comentários fazem meus dias mais felizes ♥

~~esse cap vai ser maior em homenagem a vocês seus lindos~~

Terça-feira. O que se pode esperar da semana afinal? Pode-se dizer que comecei com o pé esquerdo. DOIS pés esquerdos.

- — -

Estava saindo da aula de Herbologia, indo em direção ao castelo conversando distraidamente com o pessoal da Sonserina, debatendo as estatísticas para o próximo jogo de quadribol quando a Grifinória cruzou nosso caminho saindo da aula de Trato das Criaturas Mágicas.

Subindo por último estava o trio, abanando e rindo descontraidamente para o nojento do professor meio sangue. Sem que eu percebesse eu comecei a caminhar um pouco mais lentamente, começando a contar piadas sobre sangue-ruins o que arrancava risos estrondosos de minha casa.

No momento em que Hermione se aproximava de mim a encarei nos olhos, com ela devolvendo o olhar enquanto conversava com Harry.

- Conta novamente aquela piada sobre a sangue-ruim da Rússia que se matou enfiando a varinha no nariz Draco! – disse Emilia com lágrimas nos olhos de tanto rir.

- Claro, — eu disse sorrindo ironicamente e recomecei a piada enquanto o trio ia a nossa frente. Em tom alto continuei. – E então, a garota era tão burra, mas tão burra... – nessa hora todos choravam já.

- Vamos sair daqui Hermione. – disse Harry enquanto o Weasley a pegava pela cintura, caminhando mais rápido e entrando numa esquina qualquer do corredor.

- Sensível demais para ouvir piadas Granger? – gritou Pansy que estava ao meu lado.

Calmamente voltei a contar a piada, me encaminhando até a mesa da sonserina e jantando entre piadas e bajulações. Aquele era eu, não aquele ser estranho que eu era até aquela manhã por conta dela...

- — -

21 de setembro de 2002

Quarta-feira.

Tudo bem, encomendei um diário, Hazel acaba de me entregar. Estou no meio da aula de feitiços escrevendo. Isso tá ficando ridículo, desde quando Draco Black Malfoy escreve em diários? – deve estar se perguntando. Então, deixe eu contar.

Imaginem a surpresa quando me deparei com uma Pansy tirando furtivamente meu pergaminho da mochila?

“- PANSY? – virei para trás quando senti um movimento em minhas costas e a vi com o pergaminho na mão olhando-me inocentemente.

- Oi Draquinho! – disse ela piscando as pestanas de forma muito inocente.

- Que pergaminho é esse? – respirei fundo, eu podia ver minha letra no canto em que estava mal dobrado.

- Trabalho do Snape, sabe como é. – ela piscou de maneira safada, sorrindo com malicia.

- Posso ver? – perguntei já me aproximando e segurando a ponta do pergaminho.

- Pensei que já tivesse feito Draco, — disse ela ficando com um olhar alarmado.

- É, mas eu quero conferir só uma coisinha.

Então arranquei o pergaminho de sua mão e o abri. Simplesmente direcionei meu olhar do papel até a cara pálida da garota, sem acreditar que ELA havia me traído.

- Qual é o seu problema Pans? – gritei indignado.”

De verdade, tô muito puto agora. Se não posso confiar em meus amigos, em quem posso confiar. Blás acredita que algo está errado, não para de me abordar sobre o assunto. Pans está roubando minhas coisas. O que é que Granger está fazendo com minha vida afinal?

Eu teria que por um ponto final nisso. HOJE.

- — -

Hermione’s pov

- GRANGER! – gritou Malfoy atrás de mim, o que me fez bufar ainda mais irritada do que eu estava ontem.

Como ele tinha a cara de pau de falar comigo depois de todas aquelas piadas idiotas sobre sangue-ruins? Fora que, como Rony dissera, era ridículo direcionar uma piada sobre mim sobre como sangue-ruins eram burros, uma vez que eu era a mais inteligente da classe. (Juro que não é que eu me ache, mas a verdade é que ninguém estuda como eu!).

Tentando o ignorar o máximo quanto possível, segui meu caminho até o escritório da monitoria-chefe, me dirigindo até minha escrivaninha e largando as minhas coisas em cima.

- Granger! – ele disse novamente, parando na minha frente.

Eu dei a volta na mesa e sentei na minha cadeira, afrouxando minha gravata e tirando para guardá-la dentro de minha mochila. Em seguida desabotoei os primeiros três botões da camiseta e não pude deixar de reparar em Malfoy devorando-me com o olhar.

- O que está fazendo? – perguntou soltando um ofego, direcionando seu olhar para meu decote.

- Nada Malfoy – revirei os olhos. – O que você quer?

- Sempre carinhosa...

- Apenas retribuindo – sorri de canto, ironicamente. Isso o fez esboçar um sorriso divertido.

- Aprendendo algumas coisas comigo Granger?

- Eu nunca tiraria proveito de nada que vem de você.

- Pois não parece, está ficando igual a mim. – ele parecia ligeiramente ofendido.

- Eu nunca seria igual a você Malfoy. Entenda isso. – então me levantei, estreitando meus olhos e elevei perigosamente o tom de minha voz. – Eu nunca me transformaria em algo que eu tenho nojo! Eu nunca me transformaria em algo que só pensa em humilhar os outros, Malfoy! Eu posso ter mil defeitos, mas um deles não será ser sua cópia. Não é porque temos que trabalhar juntos que temos que conversar, entenda. Agora suma da minha frente e nunca mais dirija a palavra para mim! – para minha surpresa eu estava com lágrimas nos olhos no final de meu discurso.

Até então eu não percebera o quanto eu estava chateada com tudo aquilo. Malfoy realmente havia me machucado com aquela piada idiota, mas eu me recusava a admitir a qualquer um. Recusava contar a qualquer um, e evitava pensar até comigo mesmo, que eu havia chorado a noite por isso. Como ele podia ser tão idiota? Por que eu realmente me importava agora? Não é como se ele nunca houvesse feito tal coisa.

- Eu, me desc... – gaguejou, deixando de dizer o que pretendia, antes de começar a subir as escadas. E me olhou com algo diferente no olhar do que na ultima vez.

Antes que eu pudesse perceber eu estava chorando novamente, chorando de raiva, angustia, tentando lavar-me daqueles sentimentos confusos. Ainda chorando, recolhi minhas coisas e subi as escadas, de dois em dois degraus, indo direto para meu quarto e trancando o mesmo com um feitiço.

- ARRRGH! – Gritei frustrada, escondendo meu rosto em meu travesseiro, sem entender o que estava acontecendo comigo. Isso me deixando cada vez mais frustrada.

Eu te odeio Malfoy!

Draco’s pov

Eu a fiz chorar. Era o único pensamento que se mantinha em minha mente, este me apunhalando a cada segundo. Eu a fiz chorar. Hermione nunca chorara. Eu a fiz chorar. Hermione era a garota mais forte que todos conheciam.

Peguei o vaso que estava na mesa de cabeceira e o arremessei contra a parede, gritando com todo o ar que estava contido em meus pulmões.

- DRACO! – gritou Goyle abrindo a porta assustado, olhando com aqueles olhinhos de porco arregalados.

- S.A.I.D.A.Q.U.I – disse furioso, declarando bem cada letra.

O QUE MERLIM ESTAVA TRAMANDO PARA MIM AFINAL? Por que eu tinha que me sentir tão culpado por isso? Isso não estava certo, esse... AQUELE não era eu! E eu quase pedi desculpas, EU NÃO PEÇO DESCULPAS!

- — -

Passara-se uma semana desde o dia que eu e Hermione havíamos nos beijado pela última vez (e verdadeiramente pela primeira vez). E eu não conseguia tirar ela da cabeça. Eu só não a esqueço porque ela está realmente linda agora, QUER DIZER, GOSTOSA! GOSTOSA E SOMENTE GOSTOSA. Eu Draco Black Malfoy nunca sequer pensaria em querer alguém para namorar, no máximo querer ela só pra mim (eu posso ser possessivo se eu quiser. EU POSSO, eu sou um MALFOY). Eu somente USO as mulheres e as deixo. Mas Hermione... aquela boca...

- Que inferno! – exclamei batendo sobre a mesma à minha frente.

- Mas que droga Draco! O que foi agora? – Blas se afastou da mesa, empurrando-se com as mãos na mesa para trás. – O que está havendo contigo essa última semana?

- Nada! Eu já disse mil vezes Blás. – respondi irritado, somente pensando no porque minha irritação esses últimos dias: uma boca longe da minha. Olhos marejados na minha frente... aaa maldita culpa.

- Cara, até parece que não pega ninguém a uma semana pelo jeito que está irritado. – então para minha desgraça ele riu alto e completou: — como se fosse possível o pegador ficar tanto tempo sem ninguém.

Exato, como o poderoso Malfoy fica uma semana sem pegar ninguém por causa de uma sangue-ruim? Diabos, o que aquela garota tava fazendo com minha cabeça?

Decidido, sai da sala marchando, indo até meu banheiro e resmungando um Atverti fui parar no meu quarto rezando para encontra-la do outro lado da parede. Em passos rápidos me dirigi até a porta do quarto dela e, sem bater, abri.

- Malfoy? – ela levantou os olhos do livro dela de forma surpresa me encarando.

- Eu... – gaguejei. – Mas que diabos está fazendo comigo?

- Oi? – ela me olhou confusa, e largou o livro de lado marcando a página. – O que precisa Malfoy? – disse pacientemente, como se tivesse se prometido a não surtar comigo ou me tratar como trataria qualquer um. Isso me irritou. Eu NUNCA seria qualquer um, especialmente para ela.

- Venha aqui. – eu disse baixo, caminhando em direção a saída.

- O que? Por quê? – ela me olhou desconfiada, mas levantou.

E quando o fez, a puxei para meus braços, apertando-a contra meu .

- Pra isso. – E antes que ela pudesse retorquir eu a beijei, jogando toda uma angustia que nem eu sabia que podia existir em tão enorme proporção.

Aquilo foi inesperado, tanto para mim, quanto para ela, isso eu poderia dizer. Eu fora ali para tentar conversar e agora eu estava agarrado a seu pequeno corpo, entrelaçando meus dedos em seu cabelo castanho, puxando-a cada vez para mais perto de mim, como se quisesse fazê-la entrar dentro de mim para nunca mais sair.

- Malfoy. – ela ofegou separando nossos lábios, tentando falar algo.

- Shii. – eu a silenciei, então voltei com minha boca para a dela, iniciei outro beijo.

Esse era mais carinhoso que o primeiro, no entanto ainda mais desesperado, como se eu tivesse tentando tirar algo dela. Meus dedos da mão direita traçavam cuidadosamente um caminho por sua bochecha, enquanto a outra a segurava pela cintura.

E para minha surpresa, os braços da garota passaram por cima de meus ombros nesse momento, o que a fez ficar na ponta dos pés e ainda mais perto de meu corpo. Sua mão passeava por meu cabelo de forma carinhosa. Aquilo tudo fez com que minha pulsação acelerasse.

Em surpresa me separei dela rapidamente e a olhei assustado.

- O que está acontecendo Hermione? – perguntei, olhando-a nos olhos.

E quando ela tentou se afastar, a segurei pela mão, puxando-a para mais perto de mim. Os lábios da garota estavam levemente mais vermelhos, assim como suas bochechas. Seus olhos estava brilhantes, e pareciam querer esconder algo a mais de mim.

- Pensei que eu fosse Granger, a sangue-ruim. – disse ela tentando esconder um tom de angustia em sua voz. Puxando sua mão da minha e indo até sua cama, sentando na beira da mesma.

- Eu... – olhei confuso, sem ter noção do que poderia ser dito. Então me aproximei e me prostrei na frente da garota, segurando suas mãos e olhando-a nos olhos, vendo ali se formar novamente gotas d’água. – Eu sou assim Hermione, eu não tentei ser mal contigo. – ela bufou e me olhou irônica, e eu me impedi de sorrir. — Tá eu tentei, mas não achei que fosse ficar assim. Eu, não esperava que EU fosse ficar assim. Eu me sinto mal por isso, de verdade. Me desculpe.

Para minha mais completa surpresa uma lágrima escorreu por sua bochecha.

- Não chore. – me desesperei. – Eu prometo não falar mais assim contigo, não chore por minha culpa.

Então ela tocou seu rosto e pareceu surpresa por senti-la úmida.

- Afinal de contas, o que quer de mim? – ela me olhou seriamente.

- Achei que estivesse claro. – eu não consegui evitar em ser irônico.

- Algum dia vai deixar esse ar insuportável de superioridade?

- Quer mesmo saber? –arqueei uma sobrancelha.

- Acho que não é preciso. – revirou os olhos e riu.

Até então eu não queria admitir o quanto aquela risada me afetava. Para minha surpresa a garota simplesmente voltou para sua cama, sentando no meio da mesma e abrindo o livro.

- Vai me ignorar agora?

- Homenagem aos velhos tempos.

- Velhos tempos? – olhei confuso, e me aproximei , ficando o mais próximo possível dela.

- Não é como se nos velhos tempos você pudesse me beijar Malfoy.

- Isso quer dizer que me perdoa? – me aproximei de seu rosto quando falei. — E melhor, que posso te beijar quando eu quiser?

- Depende. Pelo o que está se desculpando hoje exatamente? – perfurei-a com meu olhar. – Você sabe que ainda tem uma lista longa pelo o que se desculpar antes de ter meu perdão

- Você é insuportável. E não respondeu minha pergunta

- Não é como se não soubesse Malfoy.

- Pode parar de me chamar de Malfoy por favor? – bufei irritado.

- Ué, mudou seu nome?

- Você é insuportável.

- Não mais que você Draquinho – disse ela numa perfeita imitação de Pansy, o que me fez fazer uma careta e ela rir alto.

Hermione então se levantou e veio até a borda da cama onde eu estava e, segurando em minha cintura puxou-me para ela e me deu um selinho casto.

- Agora fora.

- O QUE? – soei indignado, puxando-a pela cintura e segurando-a perto de mim.

- Eu quero estudar Malfoy, sai daqui.

- Sempre tão delicada.

- Para não perder o costume.

Eu ri alto, agora de bom humor. Pela primeira vez na vida não me senti com a necessidade de por uma mulher de 4 na cama para me sentir satisfeito. Somente em vê-la ali, agindo tão naturalmente comigo me fez sentir regozijado.

Eu fui em direção a saída, mas antes disso lancei um feitiço que apagou todas as velas do quarto de Hermione.

- DRACO MALFOY, EU VOU TE ESGANAR! – gritou ela se levantando e vindo atrás de mim a passos apressados, largando tudo que estava fazendo.

Quando ela atravessou a porta de seu quarto, a agarrei pela cintura jogando-a por cima do meu ombro e levando até o sofá maior próximo à lareira, enquanto ela me dava tapas fortes nas costas.

- Ai ai Hermione! – resmunguei. – Você tem a mão pesada!

- Espere ver minha mão pesada na sua cara quando me soltar! – indignou-se, o que me fez soltar um riso alto.

- Mais um tapa que me der eu vou retribuir. – eu disse agora, tentando me manter sério.

- HÁ HÁ, QUE MEDO QUE TENHO DE VOCÊ. – e me deu outro tapa e automaticamente dirigi minha mão espalmada em direção a bunda dela, fazendo a gritar em indignação. – Eu não acredito...

- Não pode dizer que não estava avisada. – eu disse jogando-a no sofá. – Só estou te tirando da monotonia de estudar. Não fique tão nervosa. Apenas vamos nos divertir.

Antes que tentemos nos matar novamente, completei mentalmente.

Notas finais
E aí? :3