I Bet I'll Get You Hermione
27 Bônus - Feliz natal Potterheads
Notas iniciais
Bônus Natalino ;D
Eu nem acreditava que finalmente havia chegado o dia. Estávamos num avião, a caminho do litoral brasileiro. Somente eu e ele. Meu coração se regozijava de alegria. Aquelas com certeza seriam as melhores férias de minha vida.
Draco parecia distante, talvez fosse medo de avião?
– Tudo bem? – segurei sua mão forte entre meus dedos.
– Sim. – ele virou para mim e deu seu sorriso torto estonteante. Nesse momento parei para olhar seus lindos olhos.
Eram de um azul acinzentado, que fazia meu coração perder uma batida quando me encaravam daquela maneira. Eu mal podia esperar para estar a sós com ele. Eu amava cada toque do corpo dele no meu... aquilo seria especial, eu tinha certeza.
– Draco? – chamei baixinho.
– Sim?
– Eu estou feliz que esteja aqui. Eu gosto de você. – sussurrei meio tímida. Ele sorriu em resposta, um sorriso como nenhum igual.
– Eu também gosto de você Hermione. Minha sangue-ruim preferida. – eu revirei os olhos, o que o fez rir e eu não evitei um riso em resposta. Então ele se aproximou e selou meus lábios suavemente.
Deitei a cabeça em seu ombro.
Quando acordei já estava na hora de sairmos do avião. Draco parecia pensativo olhando pela janela.
– Oi.
– Oi, agora estou me sentindo a Bela Adormecida. Perdão. – sorri sem jeito.
– Bela Adormecida? – perguntou, arqueando sua bela sobrancelha loira.
– História trouxa infantil. Uma bruxa enfeitiça a garota e somente o beijo do príncipe acorda ela e tal. – dei de ombros. – Eu gostava.
– Acho que está faltando um beijo então Srtª Granger.
– Não poderia concordar mais Sr. Malfoy.
E então ele piscou para mim e se aproximou, selando meus lábios de forma suave.
– Agora vamos. Não posso esperar nem mais um segundo para poder te ver de sunga. Vai ficar sexy como o inferno. – eu disse mordendo um lábio com a expectativa. Draco se limitou a rir.
– Você tem o prazer de me ver nu sempre que quiser e está preocupada em me ver de sunga?
– Aposto que está curioso por me ver de biquíni. – fiz beicinho e ele fechou sua cara numa careta irritada.
– Eu estou. Mas isso significa que quem estará por perto também vai te ver. – então ele me puxou para um abraço supersufocante. – Você é minha.
– Possessivo. – suspirei e o abracei de volta, tentando o reconfortar. – Não é como se eu fosse a oitava maravilha do mundo para ser encarada Malfoy.
– Não quero saber. Vamos antes que eu mude de ideia e te soque em outro avião, direto para o Alaska.
– Você é tão exagerado. – suspirei frustrada.
– Não queira saber o que é exagero Granger. Caminhe antes que eu realmente mude de ideia.
Bufei irritada, mas me limitei a caminhar para fora do avião. Ele era ridicularmente ciumento. Eu amava aquilo.
Chegamos no chalé a beira-mar e largamos as malas na entrada, nos sentando nas cadeiras de palha trançada que se encontrava ali. Sorri abertamente. Eu amava esse lugar. Era perfeito.
O jeito que o sol se punha no oceano, fazendo com que a água parecesse estar pegando fogo. A maneira como o ar balançava suavemente as palmeiras fazia eu me sentir serena. E aquele aperto de mão, do garoto ao meu lado, me fazia finalmente me sentir completa. Ele era o que eu sempre estivesse a espera, sem ao menos saber.
Então desviei meu olhar da paisagem e o olhei. A brisa salgada do Brasil batia em seu cabelo liso e loiro, fazendo-o balançar suavemente. O pôr-do-sol trazia um tom dourado ao seus cabelos quase brancos, realçando ainda mais o tom de sua pele clara. Os olhos do garoto brilhavam, refletindo o fogo que era a água e seu sorriso torto... aquele sorriso torto sem deboche. Aquele sorriso que normalmente era dirigido especialmente a mim.
Eu poderia até dizer que ele mudara tanto por minha culpa. Ele era tão diferente. Meu coração inflava no peito de tanto orgulho daquele garoto inteligente, doce, lindo e meu.
– Você tem a mínima ideia do quão lindo você está agora?
– Eu sempre sou lindo Granger. Gostoso definiria melhor. – ele me olhou, o sorriso convencido brincando nos seus lábios.
Tentei reprimir um riso, mas não consegui. Eu gostava até mesmo do Malfoy metido, dono da razão, convencido, egocêntrico... eu sabia que aquilo era uma maneira de se defender.
– É Malfoy... mas já vi de melhores por aí? – ele me encarou com incredulidade.
– Próxima piada, por favor.
– Idiota. – eu ri novamente. E então me levantei e me sentei no seu colo, me abraçando em seu pescoço, deixando minhas mãos brincarem por seu cabelo.
– Você me deslumbra senhorita Granger.
– Eu posso dizer o mesmo senhor Malfoy.
– Eu queria ficar para sempre aqui, só eu e você. Esta tudo perfeito para mim. – disse ele, parecendo angustiado. Arqueei uma sobrancelha.
– Mas nem começamos a nos divertir! – respondi, em tom de brincadeira.
– Se eu já estou gostando assim, imagina quando a brincadeira. – e aí ele passou a mão por minhas costas, descendo em direção ao meu short, colocando a mão sobre minha bunda: — realmente começar.
– Não aprecemos as coisas senhor Malfoy. – eu disse, já me levantando, mas ele me impediu, me puxando pelo braço e me fazendo tombar contra seu peito forte.
– Ah, nós vamos apressar sim.
– Aaah, nós vamos apressar não.
– Hermione, não queira me deixar com desejo.
– Eu quero e vou. – sorri com malicia.
– Você me paga. – disse ele estreitando perigosamente seus olhos. Coisa que a muito não me assustava.
– Assim espero Draquinho. – pisquei maliciosamente para ele, o que o fez abrir a boca indignado. Suprimi um riso.
Levantei e segui até a porta, pegando uma chave e abrindo a mesma. Draco nesse momento se levantou e pegou as malas, a arrastando para dentro. Sorri olhando para aquele local. Era magnifico.
Adentramos em uma sala onde a parede de frente a porta de entrada era toda decorada com uma estante imensa preta, com todos aparelhos trouxas possíveis e livros literários para dar e vender. A esquerda desta havia uma parede de vidro, assim como a da frente, dando de vista para o mar e as palmeiras. Era de tirar o folego. Já a direita, havia uma porta de madeira que dava para um corredor, que em sua extensão havia 4 portas. Duas eram de quartos, uma era da cozinha e a última de um pequeno banheiro.
Seguimos diretamente para o quarto. Abrindo a porta encontramos com um quarto completamente pintado nas cores branca e azul. Era estonteante. A janela que dava de frente para a porta era gigantesca e feita de vidro – obviamente. Dava vista para uma pequena área de mar cercada e deserta, aparentemente. A nossa direita havia outra porta, que dava para o banheiro. Esse não era tão grande quanto o que costumávamos ter nos nosso quartos de monitores, mas era grande o suficiente para ter uma banheira, um chuveiro e o resto que todos banheiros devem ter, obviamente.
– Obviamente não é uma mansão Malfoy, mas eu gosto daqui. – dei de ombros, abrindo a janela e então fui até a cama e retirei meus sapatos.
– Eu adorei. – disse ele. Olhei desconfiada. – De verdade! – ele riu. – Se bem que poderíamos estar num casebre, que estando com você eu não me importaria com o lugar.
Sorri timidamente. E antes que eu pudesse dizer qualquer coisa Malfoy estava em cima de mim, apertando meu corpo contra o colchão macio.
– Draco! – tentei resmungar quando ele afastou os lábios dos meus, para então descer com beijos por minha garganta. – Não me faça te estuporar.
– Tente a sorte. – disse ele, segurando nas lapelas de minha blusa e puxando-a forte, estourando todos os botões e abrindo a frente da mesma.
Eu ofeguei. Infernos, aquilo fora sexy. E seu olhar completamente carnal para cima de mim estava me matando.
– Que se dane. – murmurei, pouco me importando para o jantar que eu havia mandado deixar preparado para fazermos um luau.
Enrolei minhas pernas envolta da cintura de Draco e o puxei mais contra meu corpo, já podendo sentir sua ereção se formar contra meu quadril. Mordi meu lábio com desejo. Eu adorava saber que ele me queria tanto quanto eu queria ele.
– Draco! – gemi ao sentir uma mordida no lóbulo de minha orelha, enquanto sua mão bem treinada, apertava meu seio sob o sutiã preto.
Ele continuou com suas trilhas de beijo para baixo, chegando ao meio de meus seios, até onde o sutiã delimitava. Suas mãos desceram até meu short, segurando os mesmo nas laterais, acariciando suavemente minha pele descoberta. Aquilo me enviava impulsos nervosos, me arrepiando inteira, desejando-o naquele mesmo instante.
– É isso que quer Hermione? – perguntou ele naquela voz rouca e fodidamente sexy.
– Hum. – gemi, quando ele voltou a atenção para meus seios, mordendo suavemente por cima do tecido incomodo.
– Responda. A alguns instantes pensei que fosse ser estuporado.
– Vamos logo com isso. – respondi nervosa, o que o fez rir com malicia, de um jeito que me acendia por completo.
E então ele realmente foi “logo com isso”. Num só puxão ele arrancou a calcinha e o shorts de meu corpo, feito o ato foi até meu sutiã, estourando o mesmo e o tirando de mim, para então cair de boca em meus seios enquanto sua mão descia por meu umbigo, chegando até o topo de minha intimidade, mas sem tocá-la.
Meu corpo ansiava por seu toque. Draco acendia a parte mais devassa de mim, aquela que eu desconhecia até ele. Ele me fazia deseja-lo com todas minhas forças, da mesma forma que sabia que ele me queria. Empurrei meu quadril contra sua mão e ele se afastou de mim para sorrir de forma carinhosa. Aquele homem era tão frustrante!
Draco sentou sob seus calcanhares e ficou me encarando, mas sua mão continuava no mesmo lugar. Então, de forma suave e delicada ele desceu com sua mão para onde eu deseja, para o ápice entre minhas pernas que ansiava por tê-lo dentro de si. Ainda mais lentamente do que sua descida tortuosa ele deslizou um dedo para dentro de mim. Fechei meus olhos com a sensação esplendorosa que aquilo me trazia.
– Sabe o quão desejável fica dessa maneira, Hermione? – perguntou ele de forma aveludada, me fazendo ter aquela sensação de algo pesado cair no estomago. Aquela voz poderia me seduzir e me induzir a mais coisas que seus próprios toques.
– Eu te quero. – sussurrei desejosa. Enquanto ele facilitava mais um dedo para dentro de mim, fazendo movimentos circulares lentos, enquanto seu dedão apalpava suavemente meu clitóris. Não consegui evitar um suspiro de desejo. – Por favor. – Eu não deveria implorar por nada que viesse dele, mas eu não podia suportar a dor de não tê-lo já em mim.
Abri meus olhos e pude ver seu sorriso vitorioso.
– Mas eu ainda estou de roupa Mi. – disse ele, fazendo um pequeno bico, enquanto sua mão continuava seu trabalho em mim.
– Não seja por isso...
Levantei de supetão e comecei de forma desesperada a puxar a camiseta do loiro para cima, o que o fez rir. Depois de um tempo de batalha o arranquei dele, quando finalmente ele retirou seus dedos de mim, o que me fez ficar levemente aborrecida e me fez me sentir vazia.
Com urgência desabotoei suas calças e as puxei para baixo. Mas não retirei sua boxer. Me sentia uma depravada por isso, mas eu simplesmente não conseguia evitar de querer olhar aquele corpo perfeito somente com suas boxers. Ver aquele volume todo apertado somente por aquele tecido. E saber que seu prazer se devia a mim.
Sorri com aquilo e puxando Draco para mim, o empurrei contra os lençóis e me sentei sobre ele, arrastando meu corpo pelo dele, iniciei uma sessão de beijos por seu peitoral, aproveitando cada pedaço daquele lindo corpo. Chegando próxima ao umbigo, lentamente desci sua boxer branca e continuei com meus beijos.
Agora um pouco timidamente segurei em sua ereção, o fazendo soltar um gemido de aprovação e antes que eu perdesse de vez o resto de coragem, baixei ainda mais meu rosto e abrindo minha boca envolvi sua glande com meus lábios. No momento em que ouvi uma exclamação alta de prazer e um gemido Hermione, soube que aquilo era o que eu realmente queria.
Sorri por dentro comigo mesmo e então desci ainda mais meus lábios, colocando toda extensão dele que consegui em minha boca. Suavemente sugando, enquanto minha mão fazia o resto do serviço, masturbando-o. massageei lentamente seus testículos enquanto com minha língua, fazia movimentos circulatórios. Draco era somente gemidos e suspiros. Seus olhos normalmente sempre abertos para me observar estavam fechados.
Depois de longo minutos assim, tomei coragem e suavemente descobri meus dentes, arranhando suavemente seu membro. Draco imediatamente se levantou e com a boca aberta me encarou, puxando meu cabelo pela nuca, obrigando-me a parar.
– Se você quer me matar, está no caminho certo. – disse ele sorrindo fraco, com a voz claramente cheia de tesão. – Por mais que seja tentador Srtª Granger, não quero gozar em sua boca. Agora só quero me enterrar em você, se for possível. Preciso disso. – disse a ultima frase de forma calma, encarando-me nos olhos e me tirando o folego.
Quando eu seria capaz, nesse mundo ou em qualquer outro, de negar algo a Draco Malfoy, quando ele pedia dessa maneira?
– Sou toda sua Draco. – sussurrei e então ele me puxou para ele, me apertando em seu peito, seu beijo era sôfrego, desesperador, hipnotizante.
Me perdi naquele abraço, e quando percebi seu corpo cobria os meus, seus braços apoiados ao meu redor e seu corpo finalmente se encontrando com o meu. Ele me olhava de cima, seu olhar determinado e cheio de fúria gélida. De paixão incontrolável. Eu conhecia aquele olhar, pois eu sabia ser igual ao meu. Ele deslizava e saía de mim numa facilidade lenta, me fazendo desejar mais. Aquele ritmo era perfeito. Meus dedos traçavam linhas por sua barriga, seu peito, suas costas e braços, deixando traços leves de minhas unhas.
Em determinado momento Draco fechou os olhos e se enterrou com mais força dentro de mim, me fazendo gritar em nome de qualquer santo, implorando para que aquela tortura deliciosa tivesse fim.
– Dê para mim, meu anjo. – disse ele, baixando a cabeça até meu ouvido e dando um beijo ali, me fazendo arrepiar por completo.
E eu fiz como pediu. Gozei audivelmente ao redor dele, me desmanchando num dos maiores orgasmos que eu já tive. E logo em seguida ele veio. Desmanchando-se em cima de mim com um urro de prazer, um grito que envolvia meu nome parecendo ser uma prece. Aquilo era demais para mim. Eu sempre o desejaria.
Não conseguiria nunca viver sem aquilo. Nada e ninguém me faria ficar daquele jeito, me sentir daquele jeito.
– Não me vejo num mundo que eu possa viver sem isso. – disse, acariciando suas costas. Meu rosto agora apertado contra o peitoral dele, os seus dedos longos mexiam em meu cabelo despenteado e completamente bagunçado. Não pude deixar de notar que ele não respondeu. Mas não precisava. Eu sabia que ele não era o tipo de garoto que falava muito sobre sentimentos.
– Eu gosto do seu cabelo pós–sexo. Fica rebelde, como a da jovem Hermione insuportável. Eu gosto que seja tão teimosa e determinada. Adoro que brigue e discorde de mim. Confesso que isso me irrita muitas vezes, mas faz parte do que você é, e eu gosto de quem você é Hermione Jean Granger. Eu gosto que você seja aquela que tem coragem de me desafiar. Acho que isso que sempre me mais me chamou atenção em você. Você não tem medo de mim e nem do que poderia chegar a ser por ser filho de quem sou. Você não me julga.
Eu me voltei para encará-lo e responder, mas ele não permitiu. Antes que eu pudesse sequer cogitar abrir a boca, seus lábios carnudos estavam nos meus, num beijo urgente, um beijo quase doloroso pelo tanto que ele parecia querer dizer.
Eu não entendia o porque dessa angustia que eu sabia que ele estava sentindo. Mas eu queria fazer passar. Eu queria o fazer esquecer, pelo menos por aquele pequeno verão particular. E foi o que eu fiz. Mais uma vez nos enterramos um no corpo do outro. O amanhã chegaria para aproveitarmos o lugar. Agora eu só queria aproveitar ele.
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