Notas iniciais
Eu nem tenho mais cara de pedir desculpas por demorar, essa história tem 5 anos e até hj não terminei ela, pq sempre surge algo que me impede de escrever e dar um final a ela, então se ainda tiver leitores por aqui... Trago mais esse cap q acabei de acabar de escrever depois de mais de 1 mês escrevendo ele e não é por falta de vontade e sim de tempo msm. Esse cap tá bem água com açúcar e cheio de amor, afinal qdo a história está na reta final fica assim todo meloso msm kkkkk e vcs merecem e elas tbm depois de tanto sofrimento. Desculpa qualquer erro, eu nem revisei e já corri aqui pra postar. Boa leitura a todos.

Callie está na cozinha junto com Consuelo, a latina mais nova picava algumas batatas para poder assar junto ao frango que a mais velha já havia deixado temperado na noite anterior. Esses dias de folga que pegou junto com a esposa está sendo focado na loira e suas vontades, na manhã do dia anterior Robbins havia dito que estava com vontade de comer frango assado com batatas, então no mesmo dia durante a tarde ela foi ao mercado e comprou o frango e pediu para Consu tempera-lo para fazer no dia seguinte no almoço. As mulheres estavam realmente vigiando a loira, embora Arizona se irritasse as vezes, ela ama todo esse cuidado que está recebendo. Em falar em cuidado, Melody se mostrou prestativa e disposta com sua mãe loira. Depois da consulta que participou com as mães ela levou o cargo de ajudante a sério. A garota sempre está por perto lhe perguntando se está tudo bem ou se precisa de algo, a pequena Robbins virou praticamente a sombra da mãe. E isso era bom, pois a loira por duas vezes sentiu uma vertigem forte o suficiente para deixá-la área e com a visão escura, e foi Melody que a acudiu ajudando a sentar no chão do corredor da casa e foi chamar Callie para ajudar a loira.

–Mama, mama!!! — Melody entrou correndo na cozinha chamando por sua mãe morena. Callie rapidamente parou o que estava fazendo para dar atenção para a menina. -Mamãe disse que quer macarrão com muuuuito molho também. — sorriu sapeca deixando suas covinhas em evidência.

–Foi mamãe que disse mesmo ou é você que quer, hein? — perguntou, se abaixou cutucando as costelas da mais nova fazendo a menina se contorcer todinha por conta da cócega que sentiu.

–Mamãe quer, eu quero e o bebê também quer. — respondeu entre o riso.

–Consu, coloque a água no fogo pra mim? — pediu.

–Pode deixar. — Consuelo rapidamente foi até o armário pegando a panela e encheu com água e óleo para poder cozinhar a massa.

–Então quer dizer que vocês querem macarrão com muito molho? — disse retórica e a menina acenou positivamente com a cabeça — Vá até a sala e pergunte se sua mãe ainda vai querer o sorvete de sobremesa. — pediu e antes de Mel sair da cozinha, Callie lhe beijou o topo da cabeça.

A menina foi correndo ao encontro da mãe na sala, Arizona estava sentada com as pernas cruzados em cima do sofá, a cabeça apoiada no encosto e os olhos fechados, uma das mãos estava apoiada na barriga que já tinha volume suficiente para ser notada.

–Mamãe, a mama perguntou se a senhora vai querer o sorvete de sobremesa? — a loira que estava distraída tentando amenizar sua dor de cabeça, abriu os olhos e olhou para filha que lhe encarava esperando a resposta.

–Vou sim, meu amor. — respondeu e sorriu fraco. Alisou o abdômen avantajado ao sentir um chute.

Ao ouvir a resposta a Robbins mais nova correu novamente até a porta da cozinha e avisou a Torres.

–Mamãe disse que vai querer sim, mama. — lhe deu a resposta e voltou para a sala. Sentou no sofá ao lado da mãe e logo em seguida deitou sua cabeça no colo da loira, que imediatamente iniciou um carinho no cabelo da filha.

Os enjôos matinais não havia passado, ela se sentia exausta, uma dor de cabeça chata e insistente lhe acompanha todos esses dias, ela tomava um analgésico que aliviava um pouco, mas sempre retornava mais tarde. O bebê agora se mexia sempre sem parar, tinha dias que ficava tão agitado em seu ventre que de tanto chutar e se esticar, ela sentia uma cólica incomoda. Callie por sua vez tentava deixá-la o mais confortável possível, principalmente depois de Lucy contar sobre o que poderia acontecer se ela não repousasse, e com isso ela não deixa a loira fazer nada a não ser descansar e ficar com as pernas para cima, pois ela notou os pés da Robbins inchado e isso não era muito bom.

–Amor? — Callie chamou.

Arizona que estava novamente de olhos fechados e a cabeça no encosto do sofá, só que dessa vez ela tinha a cabeça da filha em seu colo enquanto fazia carinho. A loira abriu os olhos e sorriu ao ver a esposa parada a sua frente com uma roupa simples, um short jeans e uma blusa de alças, azul. A pediatra poderia olha-la por horas todos os dias que reação sempre seria a mesma, seu coração acelerava, como se seu peito fosse explodir de amor. Independente de tudo que aconteceu no passado, ela é grata por ter aquela mulher ao seu lado.

–Arizona? — chamou novamente. — Você está bem? — perguntou preocupada ao ver que a esposa a olhava e não esboçava nenhuma reação.

–Oi… estou, sim estou bem. — sorriu de canto — Apenas divaguei olhando para a mulher mais linda desse mundo. — concluiu. A morena sorriu envergonhada.

–O almoço está quase pronto, quer tomar um banho antes? — foi até a esposa e selou seus lábios nos dela.

–Só se você me fizer companhia. — acariciou o rosto da morena que sorriu em resposta. — Melody, meu amor. Deixa a mamãe levanta. — a menina sentou no sofá e encarou as duas.

–Deixa eu tomar banho com vocês? — pediu. As duas se entreolharam e conversaram com o olhar.

–Vamos fazer o seguinte, agora eu e sua mãe vamos tomar banho só nós duas e a noite você toma banho na banheira com a gente, pode ser?

–Vou poder colocar bastante espuma? — questionou.

–Quanta espuma você quiser, combinado? — Callie se abaixou e beijou a testa da filha. — Agora vá vê se a Consu precisa de ajuda na cozinha. — a menina levantou e a morena deu um tapa de leve no bumbum da menina que sorriu travessa correndo em direção a cozinha. — Agora é só nós duas, vamos?- estendeu a mão para a loira que a pegou, Callie a puxou, levantando-a e guiando para o quarto delas.

Já no quarto Callie ajudou a loira se despir, em seguida retirou as próprias roupas e as guiou para o banheiro.

–Vem, amor. — a chamou com o indicador — Água está uma delícia, do jeito que você gosta.- disse Callie para Arizona. A loira rapidamente entrou no box e deixou a água morna cair sobre seus ombros, enquanto seus braços ficaram em volta do pescoço da mais alta.- Vira, deixa eu fazer uma massagem em você. — pediu.

Robbins se virou prontamente de costas para a latina, enquanto a mesma já iniciou uma massagem em seus ombros. Fazendo com que a loira soltasse um gemido de satisfação ao sentir os dedos da outra tocando nos pontos certos. Callie após alguns minutos de massagem não resistiu a pele exposta do pescoço e beijou ali. Mesmo com a água morna Arizona sentiu seu corpo arrepiar com o contato dos lábios em sua pele.

–Você sabe que eu não resisto a uma massagem com beijos no pescoço. — disse olhando por cima do ombro.

–E você sabe que eu não resisto a você de qualquer forma. — respondeu lhe dando outro beijo no pescoço. Suas mãos deslizaram dos ombros para os braços até chegarem nas mãos e entrelaçando os dedos, com as mão da loira por cima das suas. — Eu posso olhar para você todos os dias ao meu lado e mesmo assim ainda parece que é um sonho. — sussurrou em seu ouvido.

Arizona guiou as mãos da morena até seu abdômen com volume e depositou-as ali.

–Mesmo eu estando gerando nosso filho ou filha, mesmo eu sentindo seu corpo no meu, eu tenho medo de acordar e tudo isso não passar de um sonho. — confessou. — E olha que essa criaturinha não tem me aliviado se quer um dia dos enjôos. — ambas riram com o comentário da loira.

Ambas tomaram banho nesse clima leve e descontraído. Callie ensaboou o corpo de Arizona com todo amor e carinho. Beijos e carícias foram trocadas enquanto elas trocavam juras de amor e promessas. Com a correria do dia a dia elas não tinha esse momento juntas fazia um tempo, e terem esses dias de folga para Arizona repousar estava ajudando na relação para terem mais momentos como esse.

IB

Callie e Arizona apareceram algum tempo depois já de banho tomado e com uma roupa nova e fresca. Uma Melody impaciente aguarda na sala.

–Eu achei que vocês nunca mais iam sair do banho. — ela levantou do sofá e foi até a mãe loira — Certeza que o bebê está morrendo de fome que nem eu. — resmungou com a boca próxima a barriga da mãe. Ela abraçou a mãe e apoiou a cabeça na barriga da mesma. — Vamos almoçar, por favor? — pediu manhosa.

As mulheres riram do drama da menina e seguiram rumo a cozinha. Ao adentrarem no local, Consuelo já havia posto a mesa com muito capricho, tudo estava impecável, como tudo que ela fazia dentro daquela casa. A mulher mais velha com o passar do tempo que habitava aquela casa se sentia cada vez mais acolhida e como se fizesse parte da família.

–Consuelo, eu disse que era para ficar apenas de olho nas panelas, que eu arrumaria a mesa para o almoço. — disse Callie para a mulher.

–A dona, Callie. Não foi nada, eu só quis ajudar. — respondeu. — E eu não fiz sozinha, eu tive uma ajuda especial. — concluiu apontando para a menina com o polegar.

–Okay, então vamos almoçar?- indagou a morena.

–Vamos, pois tem alguém com fome aqui. — a loira sorriu ao alisar a barriga e olhar para filha que havia se sentado em seu devido lugar. As mulheres se sentaram em seus lugares. — Hey, Consuelo? — chamou.

–Sim?! — respondeu parando o que estava fazendo.

–Não vai almoçar com a gente?

–Bom, eu achei que era um almoço em família…

–Você é da família, pegue um prato e sente com a gente para almoçar.

A mulher mais velha fez o que a loira pediu e se juntou a elas para comerem. Callie pegou o prato da filha e a serviu, fazendo o mesmo com o de Arizona.

–Você sabe que eu sei me servir, né? — provocou.

–Sei, mas não me custa nada lhe servir. — sorriu de canto.

O almoço entre elas foi tranquilo e descontraído, aproveitaram o momento para colocar as conversas em dia.

–Eu andei pesquisando sobre a possibilidade de fazermos amamentação compartilhada, o que você acha? — sugeriu a loira enquanto ela ajudava Callie a retirar a louça da mesa.

A morena parou o que estava fazendo para olhar a esposa e ter certeza que ela acabara de dizer aquilo que ouviu.

–O que foi? — perguntou a loira.

–Eu não… não sei. — deu de ombros e sorriu fraco. — Você deixaria eu participar dessa forma? — perguntou com insegurança.

–É claro. — disse firme. A loira retirou a travessa que estava na mão da outra e colocou de volta na mesa e em seguida segurou as mãos dela na sua — Desde o dia que vi no hospital ambas as mães de um paciente o amamentando que eu não paro de pensar sobre e resolvi pesquisar antes de lhe propor. — Callie sorriu e seu peito inflou de amor.

–Eu nem sei o que dizer… — o sorriso se alargou e uma lágrima de felicidade escorreu de seu olho, para logo outra brotar e seus olhos arderem por conta delas.

–Apenas me diga se aceita ou não. — a morena acenou positivamente e Arizona anulou a distância entre elas a abraçando e beijando seus lábios. — Eu acho mais do que justo você amamentar nosso filho junto comigo. — disse após finalizar o beijo e segurar seu rosto e olhar nos olhos castanhos. Arizona conseguia ler cada olhar de Callie e aquele nesse momento lhe dizia o quão grata ela estava por receber essa proposta tão inesperada, mas que ela desejou durante anos poder fazer.

–Muito obrigada por me fazer a mulher mais feliz desse mundo. — selou seus lábios no dela — Muito obrigada por me dar uma filha maravilhosa. — selou os lábios mais uma vez — Muito obrigada por está gerando nosso filho e mesmo assim permitir que eu me beneficie da maternidade enquanto você fica com a pior parte, que é carregar, sentir enjôo, sentir dores de cabeça,os pés inchados e entre outras coisas que ainda estão por vir. — selou outra vez os lábios — Eu vou ser eternamente grata. — concluiu.

–Não precisa agradecer, pois lhe ver feliz já me satisfaz e eu faria tudo só pra ver você sorrindo. — a loira encostou mais sua barriga com a da esposa para que consiga sentir o filho delas chutar. — E parece que alguém aqui também ama ver a mãe morena feliz. — a morena sentiu uma leve pressão em seu abdômen e sorriu ao imaginar por alguns segundos que o bebê estivesse em seu ventre e não no da loira.

–Mesmo assim, eu tenho que agradecer. — reafirmou ao acariciar a lateral da barriga da loira.

Notas finais
Olha qto amor, né? Eu resolvi trazer um pouco da minha experiência sobre amamentação compartilhada, pois foi o que eu e minha namorada fizemos qdo nossa filha nasceu e achei que super encaixaria na relação e situação do nosso casal nessa história... Bom é isso, deixa aí um comentário pra eu saber o que vcs acharam desse cap, bjs e até o próximo.