Notas iniciais
Olha quem está de volta depois de 84 anos, mas quem é vivo sempre aparece. Bom eu estou trabalhando nesse cap faz alguns dias, recebi ajuda pois estava enferrujada, mas o importante é que o cap saiu e eu estou super feliz com isso e espero que vcs tbm fiquem. Gente eu não vou colocar música, mas na cena da praia eu ouvi "Zaz - J'aime à nouevau" pra me inspirar e ela casou bem com a cena. E ouvi "Rihanna- Love On The Brain" já no final do cap qdo Callie chega das compras. Desculpa qualquer erros, assim que terminei vim aqui postar pra vcs.

Ao entrarem em uma das filiais da rede de hotéis que o pai da latina possuía pelo mundo, Arizona concluiu que ali naquela cidade maravilhosa iniciaria sua lua de mel. Seus olhos se fixaram em cada detalhe daquele luxuoso quarto, com cortinas brancas com alguns babados na cor vinho, uma enorme cama com lençóis impecavelmente alinhados. Tudo ali combinava, cada móvel combinava com algo. Ela pode concluir que Ária e Callie sabiam escolher um bom quarto de hotel ou simplesmente dona Lúcia: sua sogra sabe escolher e combinar cada detalhe, casar cada móvel com algum objeto decorativo. E bom suas filhas com toda certeza herdaram isso dela, deu para perceber por conta dos detalhes da decoração do casamento que Callie e Ária fizeram questão de escolherem, claro que a loira deu seu palpite e tudo ficou lindo por conta de seu ótimo bom gosto também, mas foi as irmãs Torres que souberam capturar suas ideias e colocar em prática na decoração.

Arizona estava parada diante da enorme janela que dava para a sacada; que pegava do teto ao chão, ela admirava o mar e algumas pessoas que caminhavam pela areia, Callie a observou de longe por algum tempo, a loira já não estava com seu vestido de noiva, vestia um vestido simples, soltinho de alças finas na cor azul marinho, assim como a morena, mas seu vestido era na cor verde claro, a latina caminhou na ponta dos pés e abraçou a loira por trás lhe assustando, fazendo com que Robbins desse um pequeno salto, a morena beijou o pescoço da esposa que sorriu em seguida, pois o gesto provocou um singelo arrepio.

Um beijo pelos seus pensamentos. — brincou Callie ao ver a mulher pensativa encarado o oceano diante delas.

Estava apenas tentando acreditar que eu realmente casei com você. — disse tombando a cabeça pra trás e beijando os lábios da ortopedista. — O mar deve ser ainda mais lindo vendo-o de manhã. — continuou a falar encarando novamente as ondas descansar na areia.

Hey, o que acha de tomarmos um banho agora? Prometo que amanhã iremos para a praia, temos muito tempo para aproveitar ainda meu amor. — disse puxando gentilmente a loira pela cintura até que elas estivessem no meio do quarto.

Arizona apenas sorriu e acompanhou a esposa até a suíte que dispunha no enorme quarto. Callie retirou seu vestido, deslizou sua calcinha lentamente, em seu rosto habitava um sorriso malicioso, a loira apenas observava com atenção cada movimento. A latina se aproximou e segurou na barra do vestido o tirando do corpo da sua mulher, assim que a peça foi retirada e jogada em algum lugar do local, Arizona depositou seus braços ao redor do pescoço da amada, depositou um selinho nos lábios carnudos da sua amada, um roçar de lábios se iniciou, mas nenhuma conseguia conter o sorriso que se formava tamanha a felicidade que emanava delas, um beijo lento e cheio de amor foi o que iniciou as carícias da morena pela corpo alvo, suas mãos percorria toda a extensão de suas costas, suas unhas curtas arranhavam lentamente cada polegada de pele daquela região. Callie segurou nas laterais da calcinha da loira e se abaixou retirando a peça de seu corpo, deu um beijo no baixo ventre antes de retornar sua posição anterior. Arizona por sua vez emaranhou suas mãos nos cabelos negros, segurou firme ali e aprofundou o beijo, desejo de se entregar uma vez mais a amada era algo inevitável, ela nunca havia amado alguém como ama Callie. A morena chegou na sua vida e mostrou algo que jamais alguém mostrou. Torres segurou firme em sua cintura e com um impulso puxou a pediatra para seu colo, Arizona entrelaçou as pernas envolta da sua cintura. A morena andou com ela até o box e ligou o chuveiro, a água morna agora caía sobre seus corpos enquanto elas trocavam carícias. Robbins foi imprensada contra a parede, Callie segurava firme em suas coxas, deixando marcas vermelhas… O beijo continuava e com os olhos fechados elas conseguiam sentir ainda mais os sabores da boca da outra, a água caía em seus corpos, os deixando arrepiados.
Callie colocou a esposa no chão, com as mãos em sua cintura abriu os olhos, se encararam por um momento, a loira passou os dedos no rosto da mulher a sua frente, tirando os cabelos molhados dali. Callie sorriu, Robbins amava como os olhos da morena se fechavam quando sorria.

Arizona pegou o sabonete líquido que estava ao lado, despejou um pouco nas mãos, Callie entendendo o que a esposa queria, se virou.
Os dedos da pediatra agora passavam pelos ombros da mulher, massageando, ensaboando.
As mãos foram parar nos seios, ali ela mexeu as mãos lentamente, Callie soltou um gemido baixo, deixando a cabeça cair para trás. Arizona continuou o que estava fazendo, passava as mãos nos lugares certos, lugares que ela sabia que provocava sua esposa.
Callie mordeu os lábios tentando conter um gemido quando os dedos hábeis da mulher chegaram ao seu sexo, depositou um beijo no ombro da outra.

Suas mãos já não continuam sabonete, ela continuou beijando os ombros da morena, enquanto a estimulava, uma mão estava nos seios de Callie e a outra em sua intimidade ela a penetrou lentamente enquanto seus dentes ia passando no ombro molhado da morena, ela mordiscava devagar, Callie segurou sua mão, a ajudando com o ritmo que ela queria acelerando cada vez mais. Precisava se libertar do que estava sentindo, tamanha era sua vontade de estar com sua mulher, de chegar ao seu limite, aquele formigamento familiar estava em seu ventre, ela sabia que não duraria muito.
Arizona tirou a mão que estava em um dos seios de Callie e levará para seu cabelo puxando um pouco para o lado dando total acesso ao seu pescoço, ali depositou um beijo, em seguida começou a chupar, uma chupada um pouco mais forte que a anterior levando sua mulher a gozar em sua mão. As respirações estavam descompassadas, Callie virou para sua esposa e depositou mais um beijo em seus lábios finos e rosados.

Obrigada. — colou suas testas, fechou seus olhos e acariciou o rosto da amada. A loira apenas aproveitou para sentir todo o carinho que foi atribuído a ela naquele momento. — Eu te amo tanto Arizona, e sempre vou te amar. — selou mais uma vez seus lábios.

Eu que agradeço por você entra na minha vida e me fazer feliz. — Arizona aproveitou e beijou a testa da esposa, retribuindo o carinho. — Vamos terminar nosso banho e ir para cama, pois alguém me prometeu ir a praia amanhã. — sorriu ao lembrar da promessa da esposa.



O casal terminou seu banho, se enxugaram e depois se enrolaram nos roupões brancos que estavam pendurados no banheiro e voltaram para o quarto, se trocaram colocando camisolas de um tecidos frescos, pois o clima do local era bem quente, mesmo com a brisa que vinha do mar para dentro do quarto, dava para sentir um pouco abafado pelo calor. As duas deitaram na cama, Arizona deitou de lado e Callie se aconchegou atrás da esposa, a abraçando colocando sua mão sobre o abdômen da mais baixa, os cabelos da loira caíram no travesseiro fazendo seu pescoço ter livre acesso para a morena depositar um beijo ali antes de pegarem no sono, aos poucos elas mergulhavam no perfume que a outra exalava as deixando ainda mais relaxadas, os olhos foram se fechando e a respiração ficando pesada, até caírem no sono profundo.



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O sol nem havia nascido quando Callie acordou, isso era algo extremamente raro, pois todos sabiam o quanto a morena gosta de dormir, mas algo mexia com sua mente, sua cabeça parecia uma locomotiva em alta velocidade, se ela fosse um desenho animado poderia ver fumaça sair de sua cabeça. Mesmo deitada de barriga para cima encarando o teto branco, ela não se encontrava nessa dimensão, sua mente a levou para longe dali, a levou para o passado não tão distante, mesmo sabendo que ela fizera a escolha certa naquela ocasião, um restinho de culpa invadia seu ser, e era sempre em momentos assim: momentos de reflexão, de pesar na balança a felicidade que ganhou ao lado de Arizona, sua mente sempre fazia questão de culpa-la por algo que ela não tem culpa. Mas algumas pessoas dizem que isso é castigo de Deus.

Hey Callie. — Arizona chamará a latina pela terceira vez.

Oi amor, desculpa. Eu… — sorriu

Você não estava pensando sobre aquele assunto novamente, estava? — a morena sorriu e desviou o olhar. — Callie eu já disse para você inúmeras vezes que você não tem culpa de nada, que foi uma fatalidade e isso não é castigo de Deus, porque você fez uma escolha que aos olhos de outras pessoas é errado, mas para você era o certo naquela época, okay? Promete para mim que pelo menos durante esses dias você não vai pensar sobre isso??? — a loira pegou a mão de Callie e beijou como um gesto de conforto.

Eu só estava pensando, porque eu sonhei essa noite, eu sonhei com o bebê que eu perdi, talvez se eu não tivesse optado pelo aborto, eu não teria o perdido, eu não teria sido castigada por Deus em não poder gerar nunca mais uma criança… — Arizona sentou na cama e puxou a morena para seu colo a abraçando forte.

Por favor meu amor, não se martirize desse jeito, eu estou aqui para tudo, eu queria tanto pegar essa dor para mim, mas eu não posso, mas eu posso lhe dizer que com toda certeza que você não tem culpa de nada, que a vida apenas foi muito injusta com você, pois você não merecia nada de ruim que aconteceu contigo, mas eu estou aqui para lhe dar todo o meu amor e tentar amenizar toda essa dor que você sente. — a pediatra beijos o topo da cabeça da latina. — Vem, respira fundo, pois temos um dia fantástico para aproveitar hoje, agora quero que você coloque um sorriso nesse rosto maravilhoso, que me faz te amar ainda mais, hum? — Callie não resistiu ao modo como sua esposa conseguiu anima-la e empurrar toda aquela melancolia para fora daquele ambiente, com isso um sorriso mega wait se abriu.

Como não amar uma mulher como você? — disse Callie olhando diretamente nas irises azuis de Arizona.

Eu sou uma Robbins, dificilmente as pessoas não nos amam. — respondeu dando um sorriso de covinhas. — Bom, eu vou levantar e colocar meu biquíni, pois uma morena linda, de curvas extremamente sedutoras me prometeu uma passeio na praia hoje. — a loira deu um selinho na esposa e levantou para ir tomar banho e se arrumar.

Callie se jogou novamente na cama e sorriu, pois ela sabia que Arizona estaria sempre ali para ela, seu dia poderia começar o pior possível, porém bastava algumas palavras e um sorriso mágico da atual esposa que tudo melhorava noventa e nove por cento do seu dia.



O casal caminhava de mãos dadas pela orla da praia, vestidas com suas saídas de praia, chapéus de palha segurando nas mãos opostas suas rasteirinhas, sorrisos eram dados a todo momento, elas estavam na sua bolha cor de rosa, seu mundo particular, o amor e a felicidade as envolviam da forma mais linda, qualquer pessoa que as olhavam podiam ver o quanto elas se amam, dava para ver nitidamente o amor exalar por seus poros. A água azul turquesa assim como a cor do biquíni da loira que contrastava com a cor de seus lindos olhos. Pararam em um certo ponto da praia, Arizona colou sua rasteirinha na areia, tirou seu chapéu e saída de praia, colou tudo junto ao seu calçado, beijou sua esposa:

Se você quiser mais beijos como esse vai ter que me pegar. — provocou e correu para o mar. Callie começou a se libertar de seus acessórios rapidamente e colocá-los junto com os da loira, ao terminar correu em direção ao mar.

Agora você pode me dar mais beijos. — disse a morena assim que conseguiu alcançar a pediatra dentro da água a abraçando por trás. Arizona pendeu a cabeça para trás e beijou o queixo da esposa. — Assim não vale, quero um beijo caprichado. — usou um tom mais sedutor. Arizona se virou de frente para ela com um sorriso singelo, porém com um resquício de malícia, colocou seus braços ao redor de seu pescoço se fitaram por algum tempo, aos poucos foram se aproximando com os olhares ainda conectado, às vezes eles iam para os lábios, até que finalmente elas selaram seus lábios, um selinho que foi ganhando forma, Arizona pediu passagem com sua língua e Callie cedeu, suas línguas entram em sincronia, suas mãos agora percorriam seus corpos fazendo carícias, pararam o beijo quando a falta de ar impedia que o maravilhoso beijo continuasse.



As duas continuaram naquele clima romântico e divertido dentro da água, ficaram tanto tempo ali na sua bolha cor de rosa que nem perceberam o tempo passar, depois de nadarem e brincaram de se perseguirem dentro da água elas resolveram sair, mas antes de se afastar Robbins empurrou Torres dentro da água fazendo com que ela mergulhasse, assim ganhava tempo para vencer uma corrida imaginaria que ela acabará de criar. Quando estava quase chegando na orla ela olhou para trás e viu Callie quase perto, soltou uma risada descontrolada ao ver a cara de brava da esposa. Callie não conseguiu ficar zangada por muito tempo, pois viu Arizona perder as forças de tanto que ria, ela aproveitou essa brecha para atacar a esposa, apressou os passos e segurou sua cintura, com agilidade a derrubou no chão subindo em seu quadril e começou a fazer cócegas.

Callie pare, por favor. — pediu em meio ao riso.

Eu só vou parar quando você confessar que você é a maior trapaceira de todas. — intimou.

Okay, okay, eu sou a maior trapaceira. — se rendeu. — Agora, por favor saia de cima de mim, as pessoas estão olhando, Callie.

Saio assim que você me der mais um beijo. — a morena se abaixou e selou os lábios em um selinho rápido, logo em seguida saiu de cima da esposa. — Vamos voltar para o hotel ficamos muito tempo aqui, olha para você; parece um camarão. — disse estendendo a mão para a loira pegar e se levantar.

Não é para tanto Callie. — disse um pouco emburrada, pois ela queria ficar mais um pouco na praia.

Oh Dios mio, estou vendo minha esposa bufar igual uma criança. — provocou. — prometo que amanhã voltaremos. — passou a mão no rosto da esposa e beijou sua testa. — você sabe que não sou uma mulher de quebrar promessas.

Eu sei. — Arizona começou a caminhar para onde estava suas coisas — Vamos? — estendeu a mão para a esposa a acompanhar.



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Callie e Arizona aproveitaram a lua de mel durante quinze dias, fizeram vários passeios pela lugar escolhido de sua esposa, ficou ainda mais encantada a cada vez que a morena falava espanhol para se comunicar com as pessoas, por mais que não entendia nada do que era falado, Callie fazia questão de explicar tudo depois. Realmente a loira gostaria de voltar outra vez ao México, suas praias era de uma beleza incrível, amou conhecer tudo que pode nesses dias. Elas ficaram em Cancún, mas isso não impediu de Callie levá-la para conhecer mais daquele país, a morena quis a lua de mel mais perfeita possível. Arizona teve o prazer de conhecer o museu submarino, parque eco- arqueológico e a ilha de Contoy, entre outros maravilhosos lugares que existe ali.

Mas hoje era sua última noite no lugar, no dia seguinte durante a tarde elas pegariam o vôo de volta para casa. Por conta disso Arizona resolveu contar algo que descobriu durante a viagem para a esposa.

A loira planejou um jantar no quarto enquanto Callie resolvia algumas coisas na cidade, a morena saiu para comprar os presentes que Ária e Melody havia pedido, durante esses dias que ficaram longe da menina elas ligavam todos os dias para saber como a criança estava, mesmo sabendo que a irmã/cunhada cuidaria muito bem da menina elas se preocupavam: coisa de mãe. Algum tempo depois Callie retornou com algumas sacolas, ao entrar no quarto viu uma mesa redonda no canto posta para dois, seu coração se inflou de felicidade, pois durante todos esses dias ela se dedicou em agradar a esposa, planejando sempre o passeio que fariam naquele dia, isso foi também uma forma de escape para não pensar no assunto que tanto a atormentava, por mais que tenha feito terapia, existem dores que nunca vão embora, elas amenizam, cicatrizam mas as vezes insistem em sangrar.

Callie colocou as sacolas perto das malas que já estavam arrumadas, elas adiantaram tudo hoje para no dia seguinte não terem que fazer nada correndo.

Amor? Cheguei. — chamou.

Estou aqui. — respondeu de dentro do banheiro.

Eu vi a mesa, o que a senhora Robbins-Torres está aprontando??? — perguntou chegando perto da esposa que estava na porta do banheiro agora.

Callie eu tenho que te contar uma coisa, mas eu peço que você me escute primeiro e o mais importante, espero que você fique feliz com a notícia o mesmo tanto ou mais que eu fiquei, okay? — Callie apenas afirmou com a cabeça. Arizona abriu a porta do banheiro e puxou de cima da pia um teste de gravidez e entregou para Callie. A morena franziu o cenho.

Eu não entendi, de quem é esse teste Arizona? — perguntou um pouco nervosa.

Meu. — respondeu. Imediatamente o rosto de Callie ganhou um ar de choque.

Como assim Arizona???- questionou em um tom alterado. — Você tem certeza? Pois eu não posso fazer um filho em você, ainda. A ciência ainda não evoluiu a esse ponto — bradou. A loira apenas pegou sua mão e a puxou até a pia mostrando os outros testes em cima da mesma. A morena respirou fundo, seu sangue começou a correr rápido em suas veias. — Acho melhor você me explicar direito isso.

Você prometeu me ouvir, então eu vou contar tudo. — saiu do banheiro e foi em direção a cama. — Senta aqui, por favor. — pediu com calma, sua voz era serena. Callie meio contra gosto se sentou ao lado da esposa e esperou ela voltar a falar. — Antes de você achar que eu lhe trair já vou antecipando que não, e que essa criança que está aqui é nosso futuro filho ou filha, sei também que assim que lhe contar tudo esse serzinho vai ser muito amado.

Arizona pegou uma lufada de ar antes de começar a contar para a esposa sobre a gravidez.

Eu tive essa idéia depois que você começou a contar sobre o seu pesadelo com o bebê que perdeu, isso foi um tempo atrás, sentei com Ária e conversei com ela e depois com seus pais, todos eles querem sua felicidade, assim como eu. E por mais que você tente apagar isso de você a culpa sempre volta, por mais que eu diga que você não tem culpa nenhuma, mas eu sim. Se você não tivesse se arriscado pra me salvar naquele dia do tiroteio no hospital, talvez você teria desistido do aborto ou não, porém não teria tido nenhum tipo de complicação que acabou a tornando estéril. Não fiz isso apenas porque acho que tenho uma dívida com você, eu apenas quero realizar o sonho da minha esposa de ser mãe, assim como você confessou pra mim o seu desejo em uma das nossas milhares de conversas antes de dormir. Eu guardei cada palavra dessa nossa conversa de quase oito meses atrás e há cinco meses eu amadureci essa idéia, pedi permissão para seus pais, eles autorizaram o uso de seus óvulos, Ária me ajudou na escolha do doador, comecei a tomar os hormônios e três meses antes de nos casarmos eu fiz a inseminação. E bom aqui estou eu agora… — sorriu tímida e culpada.

Você… você… — Callie levantou e começou a andar de um lado para outro nervosa e tentando assimilar tudo que a esposa disse. — Yo estoy en shock, estoy muy feliz también, yo no esperaba por eso, pero es la prueba de amor más hermosa que usted puede darme y excusa pensar que usted me traicionó. — Callie desembestou a falar em espanhol e Arizona sabia que quando ela falava em outra língua era porque ela estava muito nervosa. — Yo quiero matarte, pero estoy muy feliz de hacer eso, carajo te amo mucho Arizona!!!



Callie, por favor fale na minha língua. Eu sei o que esse carajo significa, então eu concluo que sua reação não está sendo boa. — ela levantou e foi até Callie segurou em seus ombros e olhou nos seus olhos. — Me desculpa, eu devia ter conversado com você antes, deveria ter pedido sua permissão, mas por favor, não me deixe. Eu te amo tanto. — disse com os olhos marejados. Callie vendo a reação da mulher de acordo com a reação que teve fez questão de selar seus lábios e logo em seguida abaixar até o ventre da esposa e beijar o local. Depois disso a única reação da Arizona era chorar de felicidade.

—Desculpa e obrigada.- disse emocionada. — Obrigada por me dar o melhor presente de todos, e desculpa por achar e pensar por alguns segundos que você havia me traído.–Eu jamais faria isso, pois não se trai quem se ama. — concluiu.



Depois de se acertarem e ficarem feliz com a pré chegada do novo membro da família Robbins-Torres, elas então foram desfrutar do jantar que a loira preparou para comemorar.

Após o jantar Callie explorou cada canto do corpo de Arizona, acariciou seus seios com cautela, chupou cada um com maestria, beijou seus lábios incontáveis vezes aquela noite. Perdeu a noção do quanto pode dar prazer a loira nesta última noite de lua de mel e Arizona apenas aproveitou cada orgasmos que sua amada esposa lhe proporcionou durante o amor que faziam.



Notas finais
Bom é isso, eu não sei se eu faço já um epílogo ou mostro mais um pouco da vida delas após o casamento ou mostro como foi a gravidez da Arizona. Dêem sua opinião, assim eu já trabalho no próximo cap... Contém pra mim se gostaram ou se falta alguma coisa, desde já agradeço a paciência que tiveram comigo para esperarem todo esse tempo.