I Believe
4 Capitulo 4
Notas iniciais
PDV CALLIE
Ainda me pergunto o que foi aquilo que aconteceu naquele quarto? Em minha mente passa constantemente aquela cena em minha cabeça, mas o que me deixa muito intrigada era aquele par de olhos azuis penetrantes.
Balanço minha cabeça negativamente para tirar aquele pensamento que rondava minha mente.
Ando pelo corredor do hospital ate chegar ao refeitório,pego uma bandeja e coloco alguns legumes e vegetais em meu prato, pego um suco de laranja para acompanhar na minha refeiçao. Começo a caminhar em direcão as mesas, noto que o lugar esta lotado.
–Ei, Callie venha sente-se aqui!.- escuto uma voz me chamar. Procuro a dona da voz, e encontro segundos depois, sigo meu caminho em direção a mesa sentando logo em seguida.
–Muito obrigada por me convidar para sentar-me com você, ei como você sabe meu nome?- pergunto para loira na minha frente.
–Nesse hospital sabemos de tudo.- responde a mulher.- Ha me desculpe não me apresentei ainda meu nome é Teddy Altiman sou da cardio.-fala a mulher esticando uma das mãos para me comprimentar.
–Callie Torres da orto, mas acho que você ja sabe.-digo estendo minha mão para retribuir o comprimento da loira, junto com um sorriso amigo.
Ela retribuiu o sorriso e começou puxar assuntos aleatórios, ate que me convidou para sair hoje ao termino de nossos plantões, resisti um pouco antes de aceitar finalmente. Meu page começa a tocar, levanto rápido sem perceber que tinha alguém próximo a mim e a trombada foi inevitavél, fazendo meu corpo imediatamente ir para atrás,sem reaparar no movimento que fiz com uma das mãos agarro algo para tentar não ir para o chão...tarde demais ao tentar me levantar sinto algo pesado sobre meu corpo.
Quando olho sem graça para a pessoa que esta em cima de mim, sinto as maçãs do meu rosto queimarem,fico completamente sem noção do que fazer, sinto um alivio sobre meu corpo quando o peso sai de cima de mim.
–Ei me dê sua mão aqui- diz a loira a minha frente estendendo sua mão em minha direção.
–Muito obrigada- agradeço e saio correndo, pois tinha uma emergencia para atender no PS.
Tenho que prestar mais a atenção por onde ando.Callie você anda muito dispersa, agora deu pra ficar trombando com as "pessoas" no meio do caminho?- adverte meu cerebro. Sigo correndo pelos corredores ate chegar no PS.
–Lucas Rossi 16 anos, bateu o carro durante um racha com os amigos.- uma enfermeira me atualiza, entregando o prontuário em minhas mãos. Dou uma verificada rápida nos dados do garoto, antes de examina-lo.
Ao examinar o jovem a minha frente constato uma hemorragia interna,,causada por uma de suas costelas que havia perfurado o pulmão. Peço para que avisem que estou subindo para SO com o paciente, entro no elevador e antes que a porta se feche duas loiras entram no local.
– Oi vocês estão indo pra SO também? — pergunto para as mulheres que adentraram no elevador.
–Sim -responderam ao mesmo tempo
Ai meu deus, como vou ficar com essa mulher dentro da SO? Ainda bem que não é um caso complicado, vou fazer meu serviço e me retirar do lugar o mais rápido possivél. Chegando ao andar da SO, saimos da caixa de metal em direção a sala 03, entro na anti-sala para me preparar e entrar na cirurgia.
Enquanto estou arrumando o tornozelo do garoto Teddy e Arizona tentava arrumar o estrago em seu pulmão feito por uma costela quebrada.
Uma hora ou outra olho para as médicas a minha frente, porém observo uma em especial, quando percebo que ela também olha, desvio o olhar para baixo, onde estava meu trabalho para fazer.
Sinto um calafrio em meu corpo quando fito a loira e percebo que ela fazia exatamente o mesmo que eu naquele momento,minhas pernas bambearam por alguns segundos, me recomponho rapidamente e termino o serviço ali, dou os primeiros passos para sair da sala quando o paciente tem uma parada, fazendo com que eu permaneça no local.
Teddy teve que abrir o outro lado do peito do garoto para ter melhor acesso ao seu coração para retirar os coagulos que envadiam seu coração, Arizona me olha de canto enquanto tentava estancar a hemorragia que surgiu do nada devido uma arteria que acabara de romper, vou em sua direção e fico bem proxima a ela para poder ajudar, coloco uma das mãos na cavidade para tentar de fato achar o foco da hemorragia, e encontro segundos depois, peço uma pinça para instrumentadora, que me entrega prontamente, pinço a arteria estancando o foco de imediato.
Depois dessa complicacação,o paciente segue estavél ate o termino da cirurgia, fazendo todas nos sairem aliviadas daquela sala.
– Callie não se esqueça do nosso compromisso de hoje a noite- diz Teddy caminhando com Arizona para o sentido oposto que eu caminhava.
–Pode deixar que não esquecerei Teddy- respondo já fazendo a curva do corredor.
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Depois daquela cirurgia a hora passou voando, tanto que faltava apenas 20 minutos para termino do meu plantão. Decido seguir meu caminho para o vestiario para me trocar, chegando ao lugar vejo Teddy toda sorridente falando com Cristina, ja sabia quem era a mulher, devido as fofocas que percorriam os corredores do hospital.
– Calliope Torres, a nova ortopedista do hospital.-f ala a asiática num tom meio ironico.
–Pelo menos essa não tem como você expulsar do hospital, principalmente por ela ser mulher- retruca Teddy zoando Cristina, não me aguento e sorrio alto, fazendo com que as mulheres olhem em minha direção.
Caminho ate meu armário para me trocar, retiro aquele uniforme, colocando minha calça jeans clara e uma blusa com um simples decote de cor preta. Já pronta fico aguardando Teddy do lado de fora, momentos depois ela sai acompanhada de Cristina rindo de algo.
–Tequila la vou eu, uhuu — diz a asiática completamente animada, eu e Teddy nos olhamos e rimos da mulher.
Caminhamos para fora do hospital até chegar do outro lado da rua e avistamos um bar com letreiros reluzentes escrito "Bar do Joe's". Ao entrarmos no local, sinto o cheiro do álcool invadir minhas narinas, fazendo com que me anime um pouco, pois fazia muito tempo que não bebia ou me divertia, andamos ate o balcão e pedimos três tiros de tequila pra começar. Faço meu caminho até uma mesa vazia, que ficava no canto do bar, me sento ali e observo o ambiente, em pouco minutos que estou ali chega a loira com a asiática com mais seis tiros de tequila e três cervejas, viro meu tiro de tequila e no estimulo das mulheres viro o outro em seguida, o álcool que corria por minhas veias me davam uma sensação de liberdade, levanto da mesa e sigo para pequena pista de dança para extravasar um pouco.
Danço ate sentir minhas pernas pesadas de cansaço, faço meu caminho de volta para mesa, olho na mesma e vejo que não havia nenhuma bebida, resolvo ir ate o balcão pegar algo que contenha álcool. Antes mesmo de fazer meu pedido escuto uma voz doce que me parece familiar, ao me virar bato minha mão em seu copo que no mesmo intante faz o mesmo ir para o chão derrubando todo o liquido.
– Ai meu deus, me desculpa por favor- peço diante a loira de olhos azuis penetrante, que abre um sorriso de covinhas e sinalizando estar tudo bem.- Acho que te devo uma bebida?- pergunto com sorriso meio sem jeito.
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