I Believe
28 Capitulo 25
Notas iniciais
PDV CALLIE
Foi dificíl pegar no sono noite passada, quando fechava os olhos a imagem do beijo vinha em minha mente, sentia arrepios por todo meu corpo, lembro dos labios macios de Arizona tocando os meus, suas mãos percorrendo meu corpo, o desejo de ter mais da loira, me deixa completamente louca, fazendo meu corpo queimar e uma excitação entre minhas pernas nascer. Ainda me pergunto, o que essa mulher tem pra me deixar desse jeito? Se ao menos me lembrasse de algo, porque o jeito que ela me olha, me deixa com as pernas bambas. Parece que meu corpo tem um imã que puxa cada vez mais pra ela, se nunca tivessemos nada, ela não ficaria do jeito que ficou no hospital em Seattle. Minha vontade nesse momento é ir ate seu quarto e beija-la e ter o maximo de contato entre nossos corpos possivel. Fico indignada comigo mesma por sentir algo por uma pessoa que mal conheço ou sera que à conheço e apenas não lembro? Sera que tudo isso que sinto foi por causa daquele sonho picante que tive com uma loira misteriosa? Essa loira sera que era Arizona? Os pontos de interrogações vive presente quando o assunto se refere a pediatra. Acho melhor perguntar pra ela se aconteceu algo entre a gente antes do tal acidente. Seria uma otima ideia, mas cade a coragem? Olha o ponto de interrogação ai de novo.
Vou deixar esse assunto pra depois, agora tenho que explicar pra Aria, o ocorrido de ontem. Sei que ela vai me compreender, ela sempre me entende, ela é uma ótima irmã, disso não posso reclamar, nossa relação sempre maravilhosa, era raro nos desentender, e quando ocorria não passavamos de dois dias brigadas. Passei um bom tempo sendo filha unica, quando soube que minha estava gravida sentir muito ciumes em saber que teria que dividir minhas coisas e meus pais e depois do seu nascimento demorou alguns meses para aceitar sua presença em casa, como meus pais viajavam muito e nos deixava muitas vezes com as babás, fui me acostumando te-la como companhia, e nas minhas brincadeiras de casinha, fazia de conta que ela era minha filha, e foi dai que surgiu nossa ligação e minha super proteção e zelo para com ela. E com base nisso sei que ela vai me entender e quem sabe me ajudar a descobrir algo, porque Aria era pior que detetive quando queria descobrir as coisas, aprendi isso na marra, por isso que hoje em dia preferia contar as coisas do que ela descobrir por si só, e quando ela descobria sozinha era mil vezes pior, a morena ficava extremamente furiosa.
–Bom dia princesa.- digo. Ao entrar no seu quarto, puxo seu pé, subo na cama e dou um beijo em sua bochecha.- Vim aqui pra gente ir tomar café juntas.
–Me deixa durmi Callie.- ela vira para o outro lado, coloca o travesseiro em sua cabeça.- Ainda esta cedo, preciso demais meia hora de sono.
–Aria ja são dez e meia.- tiro puxoo seu travesseiro.- Anda logo.
–Por que você não me contou que estava namorando?- a morena senta na cama e cruza os braços em frente ao corpo.
–Mas não estou.- murmuro.- Bom é meio complicado de explicar.- abaixo meu olhar para não encara-la.
–E por que você não tenta?- ela segura minhas mãos e alisa.- Poxa Callie é comigo que você esta falando, sua irmãzinha.- sorri.
–Okay, eu vou contar, não consigo esconder nada de você mesmo.- dou um riso nervoso.- Não sei por onde começar...
– Pelo começo seria muito bom.- riu alto. Dou tapa no seu braço.- Ta bom parei.- levantou as mãos em rendição.
–Bom... No dia que acordei no hospital, Arizona foi a primeira pessoa que vi e ela estava chorando, na verdade ela não parou de chorar por muito tempo, ate o momento que conseguia vê-la, ela chorava, eu estava assustada, pois não sabia onde estava e não sabia quem ela era e nem sabia como fui parar ali, papai apareceu logo em seguida o que me deixou mais tranquila, conversamos por algum tempo, ate que ele me contou que tinha perco a memória, eu nem sabia que era casada, pra mim foi um choque.
–Ser casada com o George é um bom motivo pra querer perder a memória, desculpa minha irmã, mas não suporto ele.- me interrompeu.
–Continuando...Nem quando o George apareceu no hospital senti o que sinto toda vez que á vejo, o tempo que fiquei em Seattle não sei se tive algo com ela, mas ela mexe comigo de uma maneira diferente, parece que tem um imã no meu corpo me atrai, que me faz querer ficar perto dela a todo momento. Minha cabeça esta uma bagunça total e toda vez que forço minha mente pra tentar lembrar de algo uma dor de cabeça forte aparece.
Contei tudo para Aria, mas tudo mesmo, depois da nossa conversa e minha irmã se arrumar descemos para o restaurante do hotel, e adivinha quem estava lá? Não, não era Arizona, ali estava a pessoa que não queria ver em momento algum, ate agora não sei porque casei com ele, mas tenho certeza que não tentarei salvar um casamento que acabou, pois se fui embora da cidade e ele não foi comigo, algo deve ter acontecido, eu me conheço muito bem e, Aria me dizendo que não gostava dele me deixava ainda mais intrigada, tem coisa errada no meio dessa historia, e eu vou descobrir. George vir em minha direção era uma coisa bem previsivel, agora o beijo eu não estava esperando e muito menos que Arizona aparecesse naquele momento, nós não tinhamos nada, mas se pudesse e soubesse que ela iria entrar naquele momento eu evitaria com certeza. Sua feição de desapontamento me deixou sem chão, o que aconteceu ontem, foi tão cheio de sentimentos sinceros, que me doía vê-la simplesmente virando as costas e saindo. Me soltei dos braços do meu marido, e fui atrás dela, mas uma mão segurando meu pulso me impede, ao me virar de volta vejo que era Aria quem me segurava, ela sussurou um: "agora não." Apenas concordei com a cabeça e fomos nos sentar em uma mesa. George ficava me fazendo caricias enquanto conversavamos, ele contava algumas coisas sobre nosso relacionamento, mas tudo que ele dizia parecia tão forçado, tão mentiroso e parecia que saia faíscas dos olhos de Aria e George quando se cruzavam, tanto um quanto o outro estava desconfortavél com a presença um do outro no lugar, tudo que o homem dizia Aria rebatia com algo, estava preste de sair uma discussão entre os dois e para evitar que aquilo ocorrece preferi encerrar aquele entro por ali mesmo.
–Você esta toda ofendida, porque não aceita que Callie se casou comigo, e ficou sozinha naquela casa. Admita que perdeu sua irmã para o cunhado aqui.- diz debochadamente.
–E onde você estava mesmo quando Callie foi embora para Seattle? E outra coisa, não existe ex irmã babaca, e também não à perdi, sempre mantivemos contato, mesmo quando ela foi para Seattle, ela ligou pra você quando estava lá?- rebateu. Aria deu um sorriso vitorioso. E parece que aquilo aniquilou qualquer resposta que George quisesse dar.
–Para vocês dois agora, por favor?- peço. Intercalando o olhar para os dois.- George, foi bom vê-lo e contar sobre algumas de nossas historias, mas mesmo assim não consegui lembrar de nada.-digo. Dou um sorriso forçado.- Aria vamos, ainda temos que arrumar minhas coisas para para voltarmos pra casa.- falo, ja me levantando da mesa.
PDV ARIA
Callie foi minha unica companhia por muito tempo, eu tive amigos na escola, e tenho ate hoje alguns, mas a ligação que tenho com Cal é diferente, ela me completa, alem do nosso laço sanguineo temos o laço da cumplicidade, amor entre muitas coisas, ciumes? Obvio que sinto não vou simplesmente negar, se tenho ciumes do meu estojo de maquiagem, de tudo que é meu, imagine da minha irmã, o que eu sou hoje devo muito à ela, meus pais viajavam muito e quem deitava comigo, cantava e contava historia para eu dormi era ela, então da pra comprender muito bem a nossa ligação, tenho certeza que no dia que minha maninha tiver um filho ela sera a melhor mãe do mundo, disso pode ter certeza. A unica coisa que ela fez na vida que não apoiei foi aquele casamento, tinha tantos homens por ai e ela foi casar justo com George, pior de tudo que casou escondido do papai, e ele so aceitou porque Callie havia tido aventuras com algumas garotas e por ser religioso não aceitava esse "pecado" em nossa famila e ele tambem tolerou por O'Malley ser filho do seu advogado mas quem sou eu para me entrometer? Eu realmente não gostei, no começo Callie estava feliz, radiante, sorria sempre, de algum tempo pra cá, ela não era mais a pessoa que conhecia, ela havia mudado muito, tinha tristeza em seu olhar e o sorriso fraco. Alguma coisa estava errada, o pior que eu pergunta se estava acontecendo algo e ela sempre dizia que era cansaço, que os plantões estavam sendo puxado demais, deduzindo sempre arrumava desculpa esfarrapada, fingia que tinha engolido aquilo, mas certa vez aconteceu algo que me deixou completamente intrigada.
***6 meses atrás*** ***Flash back on***
–Papai por favor deixa eu ir? Todos vão estar lá, e o senhor conhece muito bem a familia Ernandes.- peço, estava usando todos meu metodos para conseguir ir a festa.
–Eu não sei, peça a sua mãe!- diz meu pai sentado em sua cadeira de couro preta em seu escritório, olhando atentamente pra mim.
–Ah papai, eu acabei de pedir e ela disse para vir pedir ao senhor, por favor me deixe ir?-imploro mais uma vez. Junto minhas mãos como fosse rezar e faço cara de choro.- Los Angeles é ali do lado, diz que sim, sim?- faço olhar do gato do Sherk.
–Eu deixo, mas...- dou a volta em sua mesa e o abraço e distribuo varios beijos em seu rosto.
–O que o senhor quiser...
–Ligue para sua irmã e veja se ela vai estar em casa, assim você dorme na casa dela quando sair da festa. Você sabe que não gosto que fique perambulando pelo hotel quando está sozinha.- avisou
–Sim senhor!!- faço continência para ele com uma feição seria, mas ao final dou um sorriso demontrando ser apenas uma brincadeira e saio pulando de felicidade.
Como meu pai havia pedido liguei para Callie assim que sai de seu escritório, e graças a deus hoje ela não estava de plantão, então ate agora estava dando tudo certo para que eu fosse a festa de aniversario do Lucas Ernandes, um dos garotos mais lindo de Los Angeles, a familia dele era dona de uma famosa agência de modelos na cidade.
***
A festa foi incrivelmente fantastica, quando deu o que ja tinha pra dar na festa, fiquei com o gato do Lucas e antes que as coisas passassem do limite e o rapaz ultrapassasse a barreira me despedi e liguei pra Callie ir me buscar, ja tinha bebido alem da conta, nós as Torres sabemos nos divertir muito bem, e beber é a melhor parte delas, tequila é a nossa fraquesa temos um amor incondicional por essa bebida que nos deixa completamente alegre.
–Eu não tenho a noite toda senhorita.- ela grita de dentro do carro me chamando enquanto dava um um ultimo beijo no Lucas.- Aria ande logo, quero ir pra casa e voltar a dormi.
–Calma...- abro a porta e entro no veiculo. Dessa hora em diante me lembro apenas de borrões.
Sei que Callie me deixou na porta da sua casa, lembro dela resmungar quando o seu pager tocou, ela havia sido chamda para uma emergencia lembro de entra e seguur direto para o quarto de hospedes, a cama girava muito, sentia que estava em chapeu mexicano de tanto que rodava as coisas, fui me arrastando para o banheiro e entrei de roupa e tudo debaixo da agua fria pra melhorar o mal estar, não sei quanto tempo fiquei, e não lembro como fui parar na cama pois lembro apenas de ter sentado ali no chão do box e tudo ficar branco.
Um peso estava em minhas costas me incomodando, abro meus olhos lentamente ainda sonolente e embriagada, deitada de bruços enrolada apenas em uma toalha, mãos passeiam sobre meu corpo, beijos são distribuidos em minha nuca, no começo achei agradavel ate ter conciencia que não se trava de quem imaginava e sim George. Tento me virar e tirar ele de cima de mim, mas por ele ser homem tinha mais forças que eu, seu membro roçava em minhas nadegas e lagrimas rolavam dos meus olhos, aquele homem estava tentando me violentar, comecei a gritar e quando finalmente conseguir me virar parar empurra-lo um barulho foi ouvindo vindo do andar de baixo, o punho fechado vem de encontro com meu rosto me fazendo apagar no mesmo instante.
–ARIA, ARIA, VOCÊ ESTA ME OUVINDO?- ouço Callie gritar. Aos poucos a claridade vem de encontro com meu olhos e pude ver minha irmã chorando.- Graças a deus você acordou.- ela se aproxima e me da um beijo na testa e afaga meu cabelo. — Papai vai me matar quando ele ver a sua situação, mamãe vai me comer viva porque não cuidei de você.- diz com a voz cheia preocupação.
–O que...- tento falar, mas a dor em meu rosto faz um gemido de dor sair por minha boca.
–George me disse que estava descendo pra tomar agua e ao passar aqui pela frente do seu quarto ouviu um barulho e em seguida um grito, ele lhe chamou, mas você não reapondeu, e quando ele entrou encontro a senhorita caída no chão do banheiro.- explicou.- Você deve ter escorregado e ter batido o rosto no vaso e com o impacto mais a quantidade de alcool você apagou, ele te colocou na cama e quando ia me ligar, eu ja estava la embaixo.- concluiu.
Olhei na direção da poeta e o George estava ali parado com uma feição de preocupado, ele parecia nervoso tambem, e eu definitivamente não sei se aquilo ocorreu de verdade ou foi apenas algo da minha imaginação, se eu não lembro como fui para cama, e se ele realmente estava me colocando na cama? Mas não ele estava me beijando, como contarei isso pra Callie? Eu estava completamente bebada ele alegará algo, como: "foi um mal entendido ou interpretei a sua ajuda de maneira errada."
*** Flash back off****
Depois desse episodio na casa da Callie, nunca mais vi algo de bom em O'Malley, nada que vinha dele era algo sincero, ele era ambicioso, mas Callie dizia que o amava, e até hoje não tive coragem pra contar o que aconteceu e ahora com sua perda de memoria não seria boa ideia fazer isso.
No quarto do hotel eu arrumava minhas coisas pra ir embora, uma batida na porta me tira atenção no que fazia.
–Preciso de um enorme favor.- Callie joga as palavras assim qua abro a porta.
–Boa tarde pra você tambem. — respondo com sacarmos.- Entra.- dou passagem para ela entrar e fecho a porta atras.- Respondendo sua pergunta: depende do tipo de favor.
–Eu gostaria muito que minha irmãzinha que amo tanto, que é minha irmã favorita...- reviro os olhos ao ver a cara de cachorro que caiu da mudança.
–Callie sou sua unica irmã e corta todo esse joguinho e vai direto ao assunto.- peço.
–Chamei a Arizona pra sair e queria que você ficasse com a filha dela.- disse em um só folego.- Prometo que não vamos demorar.- ela junta as mão em frente ao rosto como se fosse rezar e me lança um olhar de suplica.
–Tudo bem.- ela me agarra e beija todo meu rosto.-Tambem te amo, agora me larga tenho que terminar de arrumar minhas coisas.- tento me soltar dos seus braços.
–Não precisa arrumar, pois não vamos mais embora hoje e nem amanhã.- ela me da mais um beijo e sai.
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