I Believe
23 Capitulo 20
Notas iniciais
PDV ARIZONA
Volta para casa, depois de perde Nick não foi algo tao difícil de se fazer. Encarar Melody e voltar ao hospital e saber que ele não estará mais lá é a parte extremamente difícil. Tentar explicar a uma garotinha que ela nunca mais ira ver seu pai, isso sim é difícil, se eu ainda não acreditava no que havia acontecido, mesmo ele morrendo em minhas mãos, como conseguirei faze-la acreditar? A dor da perda esta mais uma vez em meu peito, mais uma vez terei que superar o insuperável, a dor de perde alguém que ama é uma dor completamente insuportável que te mata aos poucos e te consome lentamente, as pessoas dizem que isso passa, pode ter certeza que elas estão mentindo, dizendo apenas para te confortar, tudo que eu menos queria na minha vida era sentir a dor da perda novamente. Quando Tim morreu fiquei completamente devastada, tive começo de depressão que só não ficou profunda porque Nick estava comigo, e agora quem estará comigo? Quem vai me confortar? Quem vai mentir pra mim, dizendo que tudo vai passar? Essa dor apenas doía ainda mais, acho que era acúmulo de perdas em meu peito que fazia sentir tudo isso, tenho certeza que fui destinada a esse mundo para perder pessoas que amo e sofrer.
– Vem meu amor.- chamo minha filha com ternura. Sentada no sofá coloco ela sentada no meu colo e tiro seus calçados.- Que tal você tomar um banho de banheira com bastante espuma?- pergunto e dou um sorriso fraco para não transparecer minha dor.- Então vamos para o banheiro, que vou colocar a banheira para encher. — sigo para o local com Melody atrás de mim. Ligo as torneiras e coloco a mão na água para medir a temperatura. — Mel você está com fome?- pergunto e ela afirma com a cabeça. Desligo as torneira, pois já tinha água suficiente para ela se banhar, retiro suas roupas e coloco dentro da banheira. — O que você gostaria de comer? — peço que ela escolha, queria deixar ela confortável o máximo possível para explicar o havia acontecido mais cedo.
–Pode ser pizza? — me pergunta com um sorriso frouxo e o olhar caído de tristeza, isso me doía tanto, ver minha filha sofrendo tão cedo, tão nova, uma criança não deveria sofrer e perde alguém importante.- Mamãe? Quando vou ver o papai de novo? — aquelas palavras foram como chutes no meu estômago, um nó se forma em minha garganta e meus olhos embaçam com as lágrimas que começam a se formar.
–Que tal eu ligar para a pizzaria e pedir a nossa pizza?- mudo de assunto, porque não conseguiria encara-la para dizer a verdade nesse momento. Saio do banheiro trilhando o caminho para meu quarto, queria apenas não mostrar minha fraqueza perante minha filha.
Entro no meu quarto e me jogo na cama com o rosto no meu travesseiro e solto um grito de dor abafado, para tentar amenizar o que sentia, e resolveu no momento, enxugo as lágrimas que ainda insistiam em sair dos meus olhos. Recomponho minha postura, ligo para a pizzaria e faço meu pedido. Volto para o banheiro e a imagem de Melody sentada abraçando sua pernas com o olhar vidrado para o nada, me deixa pior que já estava. Caminho até a borda da banheira e me abaixo para olha-la nos olhos.
–Mamãe vai te dar banho, esta bem?- digo passando a mão em seu cabelo. Sento na beirada da banheira e começo a banhar minha garotinha.
Depois de comer, já ter banho tomado e com seu pijama vermelho de bolinhas brancas, estava na hora de explicar o que aconteceu para Mel, hoje ao invés de colocar "Pequena Sereia" como normalmente acontece, resolvi colocar um filme que ela já havia assistido muitas vezes e entendia perfeitamente o que acontece no filme e poderia me contar com todos os detalhes. Entendendo um pouco de psicologia infantil e quebrando também algumas regras, coloquei Melody em minha cama, a arrumei o mais confortável possível, peguei o dvd do filme "Rei Leão" e coloquei no aparelho, depois de tudo pronto, deitei ao seu lado para ver o filme abraçada com ela.
–Mel você sabe o que aconteceu com o pai do Simba, o rei Mufasa? — pergunto, ela me olha com seus olhos cor de céu iguais aos meus e percebo que ele não tinha o brilho de antes.
–Ele morreu por causa do irmão malvado dele, que armou uma armadilha usando Simba como isca.- fico completamente boba com a resposta inteligente da menina.
–Exatamente, mas tirando a parte da armadilha e do irmão malvado... — exito em falar, pois um nó se forma em minha gargante e não consigo encontrar as palavras certas para explicar.- O que quero lhe dizer é que assim como o Simba perdeu o pai... — tentar dizer essas coisas doí tanto, passo a mão por seu cabelo fazendo um carinho. — A unica cousa que quero que você saiba é que mesmo quando a gente perde uma pessoa, podemos continuar amando essa pessoa, a mamãe por exemplo perdeu um irmão, o seu tio Tim e mesmo assim ainda o amo muito. E assim como o Simba ama o pai dele, mesmo depois que ele faleceu, você pode amar seu pai mesmo que ele não volte mais. Ele agora virou um anjo que vai cuidar da gente lá do céu, assim como Mufasa faz com Simba.- ela presta a atenção em tudo que eu dizia com lágrimas nos olhos com sua feição triste, ela respira fundo e vira de costas pra mim sem dizer absolutamente nada.
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–Teddy eu não sei o que faço, ela simplesmente parou de falar, ela regrediu muito de ontem pra hoje. — digo tristemente, pois realmente não estava adiantando ser uma cirurgiã "pediatra," pois não conseguia entender minha própria filha.- Hoje acordei toda molhada, porque Mel fez xixi na cama, sabe quanto tempo isso não acontece desde que ela saiu das fraldas?- pergunto retoricamente.- Mas o que mais me intriga é essa falta de diálogo, você sabe que ela sempre foi uma criança animada e que não se calava por nada, sempre perguntando ou contando alguma coisa.- minha preocupação é eminente.
–Sei que é algo difícil Ari, mas dê espaço para ela sofrer o próprio luto.- a loira fala e esfrega minhas costas para me passar certo conforto.- Hoje o Derek deu alta para a Callie, todos estão indo se despedir, eu estou indo dar uma passada por lá agora, você quer me acompanhar?- Teddy pergunta com um sorriso amigo, afim de me animar um pouco.
– Acho melhor não, tenho que ir até a sala do chefe, preciso pedir minha licença para poder ir viajar. — dou uma desculpa para não ir. Realmente precisava falar com o Webber, mas a verdade é que não queria mais despedidas.- Nos vemos depois?- ela afirma positivamente com a cabeça e segue para o lado oposto ao meu.
Encostada no balcão das enfermeiras na ala da pediatria, anotando algumas coisas no prontuário de alguns dos meus pacientes, uma enfermeira morena de olhos verdes e estatura mediana se aproxima me saldando com um prontuário em mãos. Ali estava todas as informações sobre o histórico de Nick, meu coração se aperta ao ver que sou a unica responsável por ter que reconhecer seu corpo no necrotério do hospital. Respiro fundo e apenas afirmo com a cabeça que iria até o local fazer o reconhecimento do corpo para a liberação. Termino de fazer minhas anotações nos prontuários e sigo para a sala do chefe Webber.
–Chefe? — chamo batendo na porta
–Entre Dra. Robbins.- diz o homem mais velho, autorizando minha entrada.- Sente.- me oferece a cadeira em frente sua mesa.
– Obrigada. -agradeço e sento na cadeira.- Dr. Webber... — me atrapalho um pouco ao tentar falar por causa do meu problema com autoridades.- Eu vim perguntar se o senhor me daria uma licença de uma semana para poder organizar algumas coisas e também preciso viajar, infelizmente fiquei a responsável por levar o corpo de Nick de volta para o Colorado.- assim que tomei coragem despejei tudo de uma vez.
–Claro Arizona, agora você terá que deixar alguém responsável para ocupar seu lugar, enquanto estiver fora. — pede.
–Deixarei o Karev, ele pode ser um pouco grosseiro as vezes, mas é um ótimo profissional é dedicado ao que faz.- digo, deixando minha opinião e minha certeza que deixaria o homem me substituindo.- Acho que é só isso chefe Webber, obrigada.- agradeço me levantando e estendendo minha mão para cumprimenta-lo antes de sair.
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Aquele lugar frio e sombrio me dava arrepios. Depois que Nick faleceu não consegui ficar mais no hospital naquele dia, apenas peguei minha boneca e fui pra casa, tentei adiar essa parte do meu dia, mas era realmente necessário fazer isso. Morgan o legista de plantão me entregou todos seus pertences em um saco plástico transparente e em seguida caminhou até a enorme geladeira, abrindo a quarta porta da segunda fileira e puxando a gaveta que estava o corpo do meu amigo. Me aproximo lentamente do corpo pálido e frio do homem sem vida e olho rapidamente, pois nao queria obter essa imagem em minha memória, me afasto voltando para a mesa onde o legista, um homem alto, moreno jambo e cabelo já com um tom grisalho escrevia em alguns papéis, ele me entrega o atestado de óbito em minhas mãos, começo a ler no mesmo instante. Ao ler a real causa de sua morte percebo que a culpa nao foi minha por ele não ter sobrevivido, devido uma massa que se formou em seu coração era impossível ter salvo o homem, o câncer estava em um estágio agressivo, que mesmo ele tendo feito a cirurgia alguns dias antes para fazer a retirada de algumas delas, as massas surgiam rapidamente em seus órgãos. O peso da culpa pode ter saído, mas a dor da perda contínua. Assino a papelada necessária para a liberação do corpo e saio correndo pelos corredores daquela ala sombria, precisava de ar, pois aquela dor estava me sufocando, aperto o botão do elevador e espero alguns segundos ate as portas se abrirem, com a raiva de ter perdido mais uma pessoa que amo dou socos e pontapés contra a parede de metal. A caixa para e antes que a porta se abra recomponho minha postura. Assim que a porta se abre sigo para a porta principal do hospital, saio do local, ando um pouco mais adiante e me sento em um banco solitario, abro o saco com os pertences de Nick, tinha um cartão com o numero 212 com o nome do hotel que ele estava hospedado, começo a retirar tudo de dentro, sua carteira cai aberto no chão e uma foto escorrega dentre um dos bolsos da carteira, pego o objeto para olhar a foto, abro um sorriso ao lembra do dia em que aquela foto foi tirada, a imagem me da certo conforto, ao ver eu sentada na cama com a camisola do hospital, ainda na maternidade segurando uma menininha vestida toda de rosa com uma faixa da mesma cor na cabeça, que nao tinha nenhum fio de cabelo, porque tinha apenas dois dias de nascida no colo e ao meu lado estava Nick com um sorriso bobo no rosto vestido com seu traje militar, ele tinha acabado de desembarcar quando soube que Melody tinha nascido, isso fez ele correr para o hospital sem trocar de roupa ou deixar as malas na sua casa. Lauren odiou tirar aquela foto, porque ela disse que "pareciamos um casal," e desde desse dia o ciumes dela com Nick só alimentava. É inevitável não chorar ao ver aquela foto e viajar no tempo e relembrar todos os momentos felizes que tivemos, o "trio sacana" nao existia mais, os meus melhores amigos simplesmente me abandonaram como poderia acreditar em Deus dessa forma? E ainda dizem que Deus é pai de todos, pra mim Deus não é pai e sim padrasto e ainda daqueles carrascos, que te castiga por tudo. Lembrar da minha felicidade apenas me fazia sentir mais ódio de Deus, por tirar o que mais amava, ver minha filha sofrendo, me fazia odia-lo, como Deus poderia deixar uma criança sofrer com a perda de um ente querido, ou poderia deixar alguém com câncer? Assim como muitos de meus pacientes.
Uma voz doce me tira dos meus pensamentos contra Deus, ao olhar para cima meus olhos se encontram com a imensidão castanhos-chocolates da latina que descobri que eu estava completamente apaixonada. Ela veio se despedir de mim, porque nao fui ao seu quarto, ela sentiu minha falta? Poucas palavras foram trocadas, foi uma despedida rápida, mas foi o suficiente para saber que estava perdendo mais uma pessoa que "amo," ela estava indo embora, me deixando assim como Nick e Tim, esse seu esquecimento me deixava completamente péssima, queria muito que ela se lembrasse de mim, assim como me lembro dela, e da noite maravilhosa que passamos juntas. Seu abraço foi a melhor coisa que aconteceu hoje, seu perfume adocicado entrando nas minhas vias respiratórias me deixou com a melhor lembrança de despedida que se pode ter.
Assim que a latina foi embora juntei todos os pertences e decidi ir pegar o restante das coisas de Nick no hotel que ele estava hospedado. Caminho pelo estacionamento a procura do meu carro, estava tão atordoada com a situação que me encontrava que nem lembrava onde tinha estacionado, retiro a chave do meu bolso e aperto o botão do alarme para destravar o carro, ouço o barulho das travas se abrindo duas fileiras á frente, assim que encontro meu veículo, entro no mesmo, fecho a porta e coloco a chave na ignição dando partida em seguida, engato a marcha ré e saio da vaga.
Vinte minutos depois estava no quarto do hotel onde Nick estava hospedado, começo a guardar todas suas peças de roupas em algumas malas que estavam em um canto do closet, recolho tudo que era dele, mas uma pasta em uma gaveta me chama a atenção, pois estava escrito meu nome na frente do objeto. Abro a pasta e dentro dela havia varios papeis, que julgo ser documentos importantes, junto com os papeis tinha um cartão de uma empresa de advocacia. Peguei meu celular e liguei para saber de onde era e tentar saber do que se tratava os documentos. Expliquei o que havia acontecido com o homem em questão, e que estaria indo para o Colorado ainda hoje.
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–Obrigada Teddy por levar a gente até o aeroporto.- Agradeço a boa vontade da minha amiga depois de um longo plantão, fazer essa gentileza.
–Deixa de modéstia Ari, voce sabe que faço qualquer coisa por você.- murmura a loira com um sorriso.- E Melody ainda esta em silêncio ?- pergunta preocupada.
–Ela não falou uma palavra se quer, comigo ou com as monitoras da creche, a unica pessoa que ela conversou foi Zola e bem pouco.- falo com tristeza em minha voz.
–Lauren sabe que vocês estão indo para o Colorado?- a loira mais alta me pergunta enquanto colocavamos as malas dentro do porta malas.
–Não, e também não tive tempo e nem cabeça pra isso.- pois sabia que a mulher ia fazer uma tempestade.- Eu nao fui me despedir de Callie e voce acha que irei falar qualquer coisa com a Lauren?
–Verdade, por que você nao foi? — pergunta curiosa.
–Voce quer a verdade, verdadeira?- pergunto e ela afirma com a cabeça.- A verdade é que não queria ter que perder mais ninguém na minha vida, e de certa forma eu ja a perdi, pois ela nem lembra quem eu sou.- murmuro derrotada. A ultima mala foi guardada, coloquei Mel no banco de trás e entramos no carro rumo ao aeroporto.- Tentei evitar, mas nao adiantou nada, porque ela me achou do lado de fora do hospital.- concluo e Teddy abre a boca em espanto.- Só sei que tive esperança que ela se lembre da gente, porque ela sentiu minha falta quando eu não fui me despedir.- falo com sorriso mais animado em meu rosto.
Por comprar as passagens em cima da hora, nao consegui um voo direto para Denver-Colorado, tive que que pegar o vôo que faz escala em São Francisco-Califórnia. Com esse "acidente" de percurso, um vôo que duraria duas horas e meia se fosse direto para o Colorado, mas como teria que fazer escala demoraria umas quatro ou cinco horas para chegar. E pior de tudo foi que comprei as passagens de volta pra fazer escala também, superei meu limite de burrice.
Se passaram apenas dez minutos de vôo, Melody encarava a janela com o seu silêncio, e eu apenas pensava em como conseguiria seguir em frente novamente, quando Tim morreu tinha Nick e quando Nick estava em combate tinha Lauren, quer por mais que ela tenha aquele jeito soberbo, ciumenta e petulante havia doçura em alguns momentos, ok esses momentos normalmente eram com Melody. Mas mesmo assim ela me ajudou muito em alguns momentos na vida, tirando a parte que ela queria me controlar. Acho até que ficamos muito tempo juntas, para duas pessoas com personalidades fortes, até que duramos. Meus pensamentos não param um minuto se quer, e a dor que eu sentia muito menos, nao é qualquer pessoa que carrega em sua bagagem um caixão, e nessa hora sei exatamente como Nick se sentiu quando trouxe o corpo de Tim. As lagrimas descem por meu rosto sem que eu perceba, noto meu choro quando um soluço abafado sai por minha boca.
– Soldado?- a voz do meu pai ecoa por meus ouvidos.
–Coronel?- chamo com certo alivio, pois estava em casa.
–Hey, minha filha, deixa eu dar uma olhada em você ?-a loira mais velha se aproxima me olha da cabeça ao pés.- Você esta muito magra, quando chegar em casa tacarei comida em você.-minha mãe fala apertando minhas bochechas, reviro os olhos.
–E voce minha princesa, venha com o com o vovô.- meu pai chama Melody e ela simplesmente abre um sorriso e pula em seu colo, fiquei feliz por ve-la mais animada.
–Vamos?- minha mãe chama.
–Ainda não poderei ir, tenho alguns papeis para assinar antes de liberar...- exito em falar, fazendo sinais para que só meus pais entendam que eu falava da liberação do caixão de Nick.- Mas voces podem ir e levar a Mel, eu pego um taxi depois.
Estava cansada da viagem, do dia que tive e ainda essa enrolação para liberar o corpo de Nick me deixava ainda mais frustrada e me sentindo péssima. Meia hora de chá de banco e uma das responsáveis pela liberação aparece no saguão e me chama.
–Sinto muito mais nao poderemos libera-lo, porque voce não tem nenhum grau de parentesco com o falecido.- a mulher me informa, sinto como um balde de agua fria é jogado contra meu corpo.
–Mas eu o trouxe para cá, eu embarquei ele, como vocês nao pode liberar a pessoa que eu embarquei?- pergunto irritada.
–Desculpa, mas nao posso estar fazendo a liberação.- a mulher informa e sai.
Lembro então do advogado que havia conversado mais cedo, pego meu celular e ligo novamente para o homem e explico o que estava acontecendo. Não demorou muito para o homem chegar. Entrego a pasta que continha os documentos que constava que era responsável pelo corpo ao Dr. Verçosa, graças aos seu conhecimentos conseguimos a liberação e finalmente poderia ir embora.
–Senhorita Arizona, gostaria que você comparecesse ao meu escritório amanha.- o homem de estatura mediana me convida.- Tenho algumas coisas que gostaria de lhe mostrar.
–Tudo bem, eu aparecerei amanhã no seu escritório.
Entro no taxi e passo o endereço para o taxista, cerca de trinta e cinco minutos depois adentramos a cidade de Lafayette, as ruas iluminadas e o ar seco da cidade me trazem boas lembranças, mas tudo que eu queria no momento era chegar na casa dos meus pais, tomar um banho e dormir. Alguns quarteirões sao deixados para tras, ate encontrar uma casa familiar, com algumas flores cercando a casa, com um balanço na varanda e a porta da entrada vermelha. Saio do veiculo e trilho meu camilho pelo gramado do quintal, abro a porta lentamente, o silencio era notável, entro em ponta dos pés para nao acordar ninguem, mas sou surpreendida por meu pai que estava sentado na poltrona na sala.
–Estava ficando preocupado com sua demora.- diz preocupado.
–Desculpa, nao pensei que demoraria tanto.- tento me explicar ao Coronel.- Pai, me desculpa, mas poderemos conversar amanha ? Estou extremamente cansada.- pergunto em um sussurro, mesmo ele sendo meu pai, autoridades me dão medo.
–Claro, Melody esta em seu quarto dormindo.- o Robbins mais velho me da permissão para subir.
Já passava das duas horas da manha, deitada em minha cama, completamente relaxada depois de um ótimo banho, meus pensamentos não chegam a ganhar forcas, pois o sono não demora muito em envolver-me.
"Amanha o dia sera cheio."
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