I Believe
18 Capitulo 15
Notas iniciais
PDV ARIZONA
Mas o que você fez para pensar que estragou tudo?- Teddy me pergunta semicerrando os olhos.
–Talvez eu tenha dito que... Fiquei com ela porque tinha visto Lauren com outra na casa noturna. — encolho meus ombros e desvio meu olhar para o paciente.
–Arizona Robbins, não... Você não fez isso, eu não posso acreditar que você fez isso. — Teddy ficou completamente irritada. — Depois de tudo que a Lauren fez você ainda... Ai, não vou falar mais nada.
–Sei que fui uma anta, mas estou confusa, não sei se dou mais uma chance a Lauren ou sigo em frente. — digo me sentido completamente péssima por minha atitude de mais cedo.
–Em primeiro lugar, você nem deveria ter dado essa chance pra ela e em segundo ela deveria caçar o rumo dela. — Teddy realmente estava com raiva, só não sabia se era de mim ou pela situação.
–E Melody o que vou dizer para ela quando Lauren não estiver em casa com a gente? — meu tom de preocupação era evidente.
–Melody é uma garota esperta apesar da pouca idade. E você pode muito bem deixar Lauren visita-la ou passear com ela, assim como Nick faz. — a loira mais alta me da uma piscadela, como se tudo tivesse simplesmente resolvido. — Acabei. Consegui reparar todos os danos sem complicação alguma, agora é só fechar. — Teddy me dá aquele olhar de dever cumprindo.
–Vou pensar seriamente sobre o que me disse, até que pra uma solteira você tem ótimos conselhos amorosos. — sorrio e Teddy me olha fingindo estar magoada.
–Eu nem sempre fui solteira e talvez não ficarei por muito tempo.- Teddy empurra seu ombro contra o meu e da um olhar misterioso.
–Hum quer dizer que tem alguém lhe rondando Theodora Altman?- pergunto curiosa.
–Terminei de fechar, vamos tomar um café?- ela diz saindo da CO.
–Sim, e você não respondeu minha pergunta. — saio atrás da loira, parando a sua frente com os braços cruzados.
Nosso caminho foi tranquilo em passos lentos e conversando sobre seguir os conselhos de Teddy. Realmente não adiantaria dar mais uma chance a Lauren se ela sempre faz merda e sempre desperdiçava todas as chances que dava. Não vou ficar dando murro em ponta de faca porque meu casamento já acabou já faz algum tempo e apenas evitei enxergar. Minha única preocupação era como Melody iria reagir. Ela não iria perder nada, apenas a presença diária de Lauren, apesar que ultimamente a loira não estava tão presente assim, já não havia diariamente em casa, ela nunca dizia se iria sair ou dobrar seu plantão. Então de acordo com essa evidencia percebi que tomei a decisão errada e precisava pedir desculpa para Callie por minha atitude de mais cedo. Chegando a lanchonete do hospital pegamos nossos cafés e seguimos para o PS que estava um caos por causa dos acidentes e os internos não estavam dando conta porque a maioria dos feridos iria para o Merci West, mas como não havia mais leitos disponíveis o Seattle Grace era a segunda opção.
Nem coloquei os pés no PS e já fui chama no leito quatro, ouço um choro familiar, mas nego em acreditar que poderia ser quem estava pensando, abro a cortina e meu coração perde seus batimentos por alguns segundos, realmente estava certa, e era quem estava pensando. Melody estava chorando e se debatia não deixando April toca-la, assim que ela me viu seu histerismo cessou e apenas as lagrimas rolavam por seu rosto.
–MAMÃE!- grita a menina pulando da maca em minha direção.- Estou com muito medo, quero ir pra casa.
–O que aconteceu? Como você veio parar aqui minha princesa?- pergunto tentando controlar minhas lagrimas, mas é irrelevante.
Melody começa a me contar tudo desde o começo, desde quando foi ao aquário com o pai ate a hora do acidente. Meu coração se aperta quando Mel toca no nome da latina. E minha gratidão pela latina será infinita. Examino Melody da cabeça aos pés e fico aliviada por não ter sofrido nada grave, porem peço alguns exames para ter certeza absoluta. Como meu plantão ainda não havia acabado, quer dizer ele estava apenas começando, que pelo visto seria uma longa noite.
–Mamãe?- a menina me chama.
–Oi meu amor. — respondo.
–Eu estou preocupada com uma coisa. — sua feição fica seria. — A sua amiga Callie que me deu essa jaqueta, ela caiu no mar quando ajudava o papai... Tentei avisar o homem da ambulância, mas ele não prestou atenção no que dizia apenas me colocou no carro com o papai e mais uma moça e nos trouxe para cá.
Ao ouvir essas palavras meu corpo todo entra em choque, dou um sorriso forcado para Mel e peço para April chamar Alex para mim. Alguns minutos depois o homem aparece.
–Karev você precisa fazer um favor pra mim, pedi alguns exames para Melody quero que você fique de olho nela pra mim. — peço em um tom de ordem que deixou o homem sem intender direito.
–Ok, Dr:Robbins, mas você pode ao menos me explicar o que esta acontecendo?- ele semicerra os olhos querendo sua resposta.
–Apenas faça isso pra mim, confio somente em você com minha filha nesse momento.
Entro na ambulância que iria para o píer, precisava achar à latina, tinha que pedir desculpa e agradecer por ter salvado as pessoas mais importantes da minha vida. Ao ver aquele caos, não saberia dizer exatamente o que tinha visto naquele acidente anterior era pior do que estava vendo nesse exato momento, começo a procurar pela latina em meio à multidão de médicos, paramédicos, bombeiros e paciente, pergunto para algumas pessoas, mas ao lembrar-me do que Melody havia me dito vou em direção à beira do píer e vou correndo por sua margem de olho no mar na esperança de encontrar algum sinal da morena. Chegando ao final do píer avisto alguém boiando.
–CAAALLIEEE!!!!!!!-chamo desesperadamente.
PDV CALLIE
Medo era tudo que sentia, aquela escuridão me dava calafrios, ou "será por causa da água fria?" A única coisa que sei é que tenho que sair desse lugar escuro, "mas afinal onde estou?"
Começo a correr sem direção tentando apenas sair desse lugar escuro, por mais que eu corresse não chegava a lugar nenhum, apenas encontrava mais escuridão. Sento no chão fecho meus olhos e começo a chorar de desespero, abraço minhas pernas e clamo para que alguém apareça ou apenas consiga sair dali. Escuto o barulho de ondas indo e vindo lentamente e aos poucos à claridade começa a transparecer nas minhas pálpebras o chão estava mais fofo e certo calor passa por meu corpo, abro meus olhos lentamente e me surpreendo com a bela paisagem a minha frente. Levanto-me e começo a caminhar em direção ao mar, paro na margem e apenas sinto as ondas molharem meus pés, fecho meus olhos para sentir aquela maravilhosa sensação, porem não sinto mais a água e a areia nos meus pés, abro meu olhos e tudo que encontro novamente é escuridão. Mais uma vez o medo toma conta do meu corpo, por não saber ate quando isso irá durar, começo a caminhar lentamente no escuro e aos poucos uma luz vai surgindo. Um choro de bebê me chama a atenção, em um piscar de olhos estou dentro de uma CO, observo por alguns instantes e reconheço meu pai, ele estava jovem, com cabelos completamente negros e um enorme sorriso no rosto. Aproximo-me mais da mesa de cirurgia e deitada nela estava minha mãe, também completamente jovem, fico confusa em vê-los ali sem entender o que realmente estava acontecendo.
–É lindo o nascimento de uma nova vida, você não acha?- me assusto com a voz do homem ao meu lado.
–Como você apareceu ai?- pergunto para o homem de olhos azuis.
–Prazer, meu nome é Nicolas e você não respondeu minha pergunta. -Diz estendo sua mão para me cumprimentar.
–Desculpa. — peço. — E sim acho extremamente o lindo o poder nascimento. -Estendo minha mão para cumprimentar Nicolas. — E meu nome é... — sou interrompida.
–Calliope Iphegenia Torres- escuto ele dizer juntamente com a voz do meu pai e reproduzir todos os gestos igualmente, o meu espanto fica evidente e minha boca se abre em reação.- Sei mais sobre você do que você imagina. -Conclui colocando o indicador no meu queixo e fecha minha boca.
–Ai meu Deus. -Digo espantada ao perceber que a minha frente se tratava do meu próprio nascimento. — Aquela coisinha ali sou eu? Posso chegar mais perto?-pergunto animadamente curiosa.
–Hum...-ele exita um pouco.- Pode, mas mantenha certa distancia para você não tocar em nada, um toque em algo pode interferir todo esse momento.- diz Nicolas e me acompanha ate meus pais e a "mim."
Fico maravilhada em ver a aquela cena dos meus pais completamente felizes com a minha chegada a suas vidas, os olhos deles brilhavam mais que faróis e seus sorrisos enormes irradiavam aquele ambiente, ergo minha mão para acariciar o rosto do meu pai, mas um tapa em minha mão impede tal movimento.
–Eu disse nada de toque o homem diz bravo. — Acho que já esta na hora de você sair daqui.
–Não, por quê? Pra onde eu vou? Você pode me tirar daqui?- pergunto preocupada.
–Vamos dar um passeio, tenho algumas coisas para lhe mostrar. — ele segura minha mão e saímos dali.
Caminhamos por um corredor que parecia mais uma estrada de tão longa, minhas pernas já estavam doendo, ate que uma porta me chama atenção por uma data escrita na madeira e sem pensar duas vezes entro. Deparo-me com uma enorme mesa e sobre ela tem alguns enfeites, brigadeiro, beijinho, pirulito e no centro havia um grande bolo rosa com uma vela de cinco anos, aos poucos algumas crianças começavam a cercar a mesa, do lado oposto estava meus pais junto com minha avó, e em cima de um banco estava "eu" de pé com um sorriso enorme, meus olhos enchem de lagrimas ao ver meu aniversario.
–Essa foi uma das festas que mais gostei. — digo para Nicolas que já estava ao meu lado e sorrio.
–Você era muito fofa nessa época, adorava sua inocência e como ela irradiava o ambiente. — Diz olhando para a mesma direção que eu. — E seu sorriso continua o mesmo. — fala olhando pra mim.
–Olha a Beatrice, não lembrava que ela estava na minha festa. — digo apontando para a garotinha loira de vestido vermelho.
–Não dá para se lembrar de tudo que você viveu todos esses anos, algumas coisas são esquecidas e o cérebro pode enganar as vezes misturando as lembranças.
–Você esta me acompanhando ate agora, você sabe tudo sobre minha vida, me deu seu nome, mas não disse quem é realmente, afinal o que ou quem é você?- cruzo meus braços arqueio minha sobrancelha esperando sua resposta.
–Não posso dizer, quer dizer, eu posso, mas não quero. — Nicolas da uma risadinha e dois tapinhas nas minhas costas e sai pela porta.- Você não vem?- ele coloca a cabeça no vão e me chama.
–Já estou indo. — dou uma ultima olhada no lugar e saio.
Nicolas me guia novamente pelo corredor e entramos por algumas portas, como no meu primeiro dia de aula, minha primeira bicicleta, minha festa de debutante, fiquei ali ate o final da festa, adorei me ver dançar valsa com meu pai. A porta de quando entrei para a faculdade, fui entrando e absorvendo um pouco mais das minhas lembranças. Fiquei triste ao entra na porta do funeral da minha avó, mas logo em seguida entrei na porta do dia da minha formatura e a felicidade tomou conta de mim novamente.
–Acho que já esta bom, você já reviveu praticamente todo seu passado. Nicolas pega minha mão e começa a correr me puxando pelo corredor.
Em poucos segundo, como se fossemos um meteoro de tão rápido que Nicolas corria atravessamos uma porta e caímos na areia fofa, olho para frente e a visto o mar.
–Vem me pegar .-ele me chama. Observo atentamente o lugar e parecia familiar.
–HEY, NAO FAÇA ISSO VOCÊ PODE SE AFOGAR. -Grito em tom de aviso e corro em sua direção, acho que já estava com certo trauma do mar.
–ACHO QUE VOCÊ SABE MUITO BEM COMO É ISSO. — Ele grita de volta.
–Isso não é uma brincadeira, isso é uma coisa seria. — digo assim que consigo alcançar Nicolas e o segurar.
–Não se preocupe comigo, venho aqui todos os dias e hoje o mar está calmo. — diz o homem com um sorriso. — Brincadeira a parte, tenho uma coisa pra lhe mostra. — ele segura minha mão e começamos a caminhar na orla da praia com as ondas batendo aos nossos pés.
–O que você tanto quer me mostrar?- pergunto encarando Nicolas.
–Isso. — ele aponta para duas cangas estendidas na areia.
–Duas cangas, você esta falando sério?- minha irônia fica evidente em minhas palavras.
–Espere e verá. — conclui.
Assim que o Nicolas terminou de dizer, avisto Arizona sair correndo para fora do mar rindo descontroladamente, e atrás dela era eu que corria, como assim?" Parecíamos tão feliz ali que fiquei observando cada detalhe do que ocorria a minha frente, cada beijo, cada toque, como a loira ficava linda naquele biquíni azul turquesa e sua pele avermelhada por causa do sol.
–Vocês formam um lindo casal. — diz ele com um sorriso sincero.
–Olhando assim, também acho, mas é uma coisa impossível. — demonstro tristeza em minhas palavras.
–Eu não acho que seja impossível. Afinal estou mostrando o seu futuro.- Ele me da uma piscadela e abro um sorriso em troca.
–Hum... Quer dizer que esse poder ser meu futuro? — pergunto mais uma vez para ver se realmente tinha entendido. — Mas por que você esta aqui? Você esta morto ou você é um anjo?- pergunto mais uma vez curiosa.
–Digamos que sou seu anjo da guarda, e por um descuido meu você acabou se afogando. — Nicolas fala com tristeza em seu olha. -Me desculpe.
–Só lhe desculparei se me tirar daqui. — olho em seus tristes olhos azuis e dou um sorriso.
–Você sabe negociar muito bem. Até que é uma boa troca. — Nicolas fala dando de ombros e rolo meus olhos ao ver sua atitude.
–Não é uma troca, é o justo, porque você não me protegeu como deveria. — sorrio sarcasticamente.
– Ok, então vamos. — ele estende sua mão e eu a seguro. Nicolas anda em direção ao mar.
–Hey, por que você esta me levando para o mar?- pergunto preocupada e com o medo correndo minha espinha.
–Estou levando de volta, só assim você vai me perdoa pelo deslize que cometi. — Nicolas me um sorriso irônico, continuamos caminhando mar a dentro a agua já estava na minha cintura.
–Mas tem que ser pelo mar? Não tem nenhuma porta que me leve direto não?- pergunto apavorada, pois já não dava mais pé pra mim dentro da agua.
–Desculpa, mas essa é a única forma. -Nicolas me afunda na agua.
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