I Believe
52 Capítulo 48
Notas iniciais
Era sábado de manhã; Callie estava se preparando para ir ao hospital para trabalhar, hoje ela faria uma cirurgia muito importante.
—Você está bonita. — a morena sorriu carinhosamente para a esposa que acabava de sair do banheiro.
—Por que você diz isso? — Arizona uniu as sobrancelhas e imediatamente começou a chorar.
Com a visão de sua esposa chorando, Callie rapidamente se aproximou para tentar consolá-la, mas foi recebida com a porta do banheiro batendo em seu rosto.
—Ari ... me desculpe ... eu… — ela podia ouvir Arizona chorando atrás da porta. Ela não tinha ideia de como se desculpar porque não tinha ideia do que tinha feito para a esposa chorar daquela forma.
—Apenas vá embora.- A loira chorou. Arizona podia ouvir Callie sacudindo a maçaneta e tentando abrir a porta.
—Arizona ... eu não posso. Por favor, saia … — forçou mais uma vez a maçaneta tentando abrir a porta — Apenas me diga o que eu fiz? — a morena implorou.
—Você me chamou de bonita.- a loira continuou a chorar. Os hormônios da loira a deixa sentimental na maioria do tempo, que nem ela compreendia a maioria das vezes, pois na gravidez de Melody, ela não ficou assim… Isso era novidade para ela também.
Callie fechou os olhos e encostou a testa na porta.
— Eu não deveria ter lhe chamado bonita …- Callie falou com a esposa pela porta. — Eu acho que… — a latina resmungou em confusão “Por que era tão ruim em chamá-la bonita?”
— Então por que você disse isso? — Arizona soluçou mais uma vez.
—Porque você é muito bonita, Ari. Eu ... eu quis dizer isso como um elogio — explicou — Foi um elogio, por favor ... eu te amo. Por favor, abra a porta. — Callie soltou um suspiro frustrado enquanto continuava a implorar a sua esposa. Depois de um tempo de constante imploração de Callie, Arizona abriu a porta devagar. A loira saiu e Callie rapidamente a envolveu em seus braços — Me desculpe. — a ortopedista sussurrou no ouvido de sua esposa.
—Não, me desculpe. Eu estou uma enorme bagunça. — fungou — Meus hormônios estão uma bagunça. — Arizona chorou um pouco quando ela saiu do abraço e fungou. Ela vinha criticando muito Callie ultimamente.
— Tudo bem, meu amor. Não fique assim…- Callie deu um beijo suave nos lábios da esposa e depois secou as lágrimas das bochechas. -Por que você ficou tão chateada? — a médica perguntou com uma risadinha.
—Porque você sempre diz que eu estou cada dia mais bonita, sexy ou gostosa e eu não estou… — pausou para fungar — Parece apenas que diz apenas para me agradar. — a loira embaraçosamente admitiu enquanto continuava fungando.
Callie sorriu quando colocou a mão esquerda sobre o coração e ergueu a mão direita.
—Okay, eu juro solenemente nunca mais te chamar de bonita. — a morena brincou. Arizona sorriu e revirou os olhos, mas se derreteu no abraço que Callie mais uma vez a puxou. — Você é perfeita para mim, okay?
—Eu te amo. — a loira sussurrou.
—Eu também te amo.- retribuiu
Callie estava atrasada agora, então ela deu um beijo de despedida em sua esposa e depois foi até o quarto de Mel para apenas dar um beijo de despedida, hoje não teria o de bom dia, pois o tempo que gastaria acordando a filha usou consolando a mulher e seus hormônios que a deixava confusa.
—Mamãe? — Melody preocupada, gritou quando entrou no quarto das mães. Ela finalmente acordou e não viu nenhuma de suas mães por perto. Nenhuma das duas havia ido acordá-la hoje.
Arizona estava no banheiro enxaguando a boca e o rosto dela, ela continuava com a praga da manhã. Embora a loira não soubesse quem era o gênio que decidiu chamar de enjôo matinal, porque ela agora tinha em todos os momentos do maldito dia!
—Bom dia, baby. — Arizona respondeu e sorriu para a filha através do espelho. Melody ainda estava de pijama.
—Onde está mami?
—Hospital. — Arizona respondeu quando ela se virou para encarar sua filha, a menininha assentiu em reconhecimento.
—Eu estou com fome.- Mel afirmou.
—Okay, vamos descer e fazer um café da manhã.
—Eu ajudo.- a criança alegremente se ofereceu. Sua mãe morena lhe disse em uma conversa alguns dias atrás para tentar ajudar sua mãe loira o máximo que pudesse.
Arizona sorriu para a filha e começou a sair do banheiro.
—Espera! — Melody pulou no caminho de Arizona, efetivamente impedindo-a de andar — Eu tenho que dizer bom dia para o bebê — Arizona soltou uma pequena risadinha enquanto sua filha beijava sua barriga através de sua camisa — Bom dia, baby… sou eu, sua irmã mais velha. — acariciou a barriga da loira -Seja boa para a mamãe hoje.
—Sim, você ouviu isso? Seja bom para mim. — Arizona advertiu quando ela juntou as sobrancelhas e apontou um dedo ameaçador para sua barriga. Ela e a filha compartilharam um sorriso.
Enquanto se sentavam à mesa e tomavam o café da manhã, Arizona tentava acompanhar a filha… Ela estava especialmente tagarela e cheia de energia naquela manhã.
—Mamãe, você me ouviu? — perguntou pela terceira vez.
—Humm ... me desculpe querida. O que foi? — Arizona se desculpou declaradamente. Ela tinha uma enorme dor de cabeça e estava extremamente cansada, ela não tinha feito nada durante o dia e já se sentia péssima. Ela não aguentava mais essa gravidez, isso porque tinha acabado de entrar no segundo trimestre.
A loira estava atualmente deitada no sofá com uma bolsa de gelo na cabeça, enquanto Melody estava deitada entre as pernas da mãe com a cabeça apoiada sobre o seu ventre, na tv passava um desenho infantil com o som baixo.
A dor de cabeça de Arizona piorou progressivamente. Dores de cabeça constantes estavam atormentando a loira ultimamente. Eles começaram a acontecer há algumas semanas por causa da gravidez, provavelmente devido ao aumento de hormônios em seu corpo e o estresse adicional que veio junto com a gravidez. Acrescentando o fato de que ela não podia tomar qualquer remédio ou beber cafeína, para ela estava se tornando difícil demais, até executar a mais simples das tarefas em alguns dias. O bloco de gelo que ela estava usando era um especial que Callie havia comprado para ela, feito para mulheres grávidas. Era uma máscara de rosto que você poderia colocar no congelador e retirá-lo quando necessário. Você usaria sobre seus olhos ou testa, dependendo de onde você sentisse mais alívio.
—Mãe? — chamou, mas não teve resposta. Melody olhou para cima e viu que sua mãe havia adormecido, ela levantou devagar para não acordar a mãe e se direcionou até a cozinha, a criança estava com fome e justo hoje Consuelo estava de folga, então ela teria que se virar sozinha, ela não queria acordar a mãe, ela viu o quão mal a mãe estava.
A garota começou a vasculhar na geladeira, armários e despensa, ela não tinha autorização para mexer com facas, fogão ou qualquer coisa que fosse perigoso, no máximo poderia mexer no microondas. Respirando fundo e se conformando em preparar apenas um sanduíche com pasta de amendoim e suco de laranja, ela iniciou o preparo pegando duas fatias de pão de forma, uma colher, pois suas mães e Consuelo a ensinaram que poderia fazer a mesma função de passar o creme no pão com a colher, assim ela não necessitaria de usar uma faca. Pegou uma cadeira e colocou perto do armário para pegar seu copo de plástico com desenho de personagens infantis. Por mais que ela quisesse que sua mãe estivesse fazendo aquilo para ela nesse momento, a menina estava degustando um pouco da independência e estava adorando isso. Resolveu preparar uma para a mãe, para quando ela acordasse, ela sempre ouvia sua mãe morena falar que sua mãe loira tinha que se alimentar bem, para que o bebê crescesse forte; ela colocou em um parto a parte e guardou no microondas. Depois de concluir a tarefa ela sentou no banco que ficava em frente o balcão e iniciou seu lanche.
—Você está de parabéns! — a menina se elogiou ao morder o primeiro pedaço do seu sanduíche.
Arizona começou a se mexer quando sentiu o estômago roncar, estava com muita fome. Ela tirou a máscara de olho, grata por sua dor de cabeça ter desaparecido. Ela sentou-se um pouco depressa demais e uma onda de náusea a atingiu. A loira levantou a mão para cobrir a boca enquanto corria para o banheiro mais próximo.
Sério, por que eles chamam de enjôo matinal? A loira pensou para si mesma enquanto jogava um pouco de água no rosto.
Depois que ela não sentiu mais náuseas e teve certeza de que não ficaria enjoada de novo, Arizona voltou para a sala. Enquanto andava de volta, ela olhou para o relógio que ficava na parede. Era um pouco depois de uma da tarde. Ela estava dormindo por algumas horas, ela nem tinha feito o almoço para a filha.
— Ótimo, agora deixo minha filha passar fome. — murmurou irritada.
****IB****
Callie chegou em casa durante o fim da tarde, ela ficou muito preocupada depois do ocorrido com a esposa e seus hormônios aflorados durante a manhã. Hoje foi um dia que ela não conseguiu trabalhar tão tranquila, a todo momento seus pensamentos iam para a esposa, era tão difícil ver a mulher que ela ama tanto naquele estado de vulnerabilidade. Arizona por outro lado se sentia insegura, ela já havia ganhado quatro quilos, sua barriga havia crescido, seus seios já havia aumentado um pouco de tamanho também. Ela estava ficando enlouquecida com tantas coisas acontecendo com seu corpo, ela não lembrava de ter ocorrido isso em sua primeira gestação. Mas a verdade era que ela nem havia notado tanto seus hormônios enlouquecidos naquela época, pois seu foco era a recente perda do irmão. Os mais velhos dizem que uma gravidez não é igual a outra e eles tem toda razão.
Callie estava decidida em fazer sua esposa se sentir amada, desejada e maravilhosamente perfeita para ela. A morena ligou para a irmã durante o trajeto de volta para casa, explicou seu plano para a Torres mais nova que concordou rapidamente em ajudar a irmã. Passou o caminho todo planejando cada detalhe com Ária, desde de onde poderia levá-la para um jantar romântico até o que poderia se fazer após o jantar quando chegassem em casa. A latina mais nova estava tão entusiasmada em poder ajudar a irmã, que sua cabeça confabulava cada detalhe do que ela poderia fazer para organizar uma maravilhosa noite romântica. Callie sabia muito bem a quem pedir ajuda, pois a irmã tinha uma criatividade excelente.
—Mamá!!! — a menina gritou ao ver a mãe entrando pela porta, correu imediatamente para abraçá-la.
—Hey, minha princesa. — respondeu a saudação e pegou a menina no colo. — Boa noite, meu anjo. — encheu a menina de beijos — Daqui a pouco não vou mais conseguir pegar você no colo, você está crescendo rápido demais. — a morena falou com a menina em seu colo, enquanto seguia o caminho para dentro de casa. — Cadê sua mãe?
—Está na cozinha. — respondeu descendo do colo da morena. — Mamãe não está em um bom dia — avisou. A morena parou seus passou e arqueou as sobrancelhas tentando descobrir o que a filha queria dizer. — Ela chorou porque eu fiz um sanduíche para ela. — a menina deu de ombros. Para ela era algo tão simples, ela apenas pensou na mãe e como o bebê tinha que se alimentar também.
—Vejo que você está se tornando uma mocinha. — beijou o topo da cabeça da filha sentindo-se orgulhosa e seguiu para a cozinha.
—Estoy. — respondeu sorrindo com o ego inflado pelo elogio.
—Hey baby, tudo bem? — Callie ainda estava insegura de como lidar com Arizona por conta das suas oscilações de humor, por causa dos hormônios aflorados da loira.
—Sim. — sorriu fraco. A morena se aproximou e lhe envolveu em seus braços. — Eu deixei Melody com fome, porque eu dormi demais. — desabafou — Essas dores de cabeça e os enjoos estão acabando comigo. — fungou. — Ela fez um sanduíche para mim. — Callie apenas ouvia o desabafo enquanto acariciava suas costas — Ela está crescendo tão rápido... — a loira que estava com a cabeça encaixada no pescoço da latina se afastou para olhar a esposa nos olhos. — Desculpe, mas eu estou uma bagunça.
—Não tem com o que se desculpar, okay? — Callie colocou as mãos em seu rosto e limpou as lágrimas com os polegares. — Hoje vamos fazer algo especial, só eu e você. — beijou a testa da esposa que sorriu um pouco mais animada.
—Mas a Mel… — a latina colocou o dedo silenciando a esposa.
—Isso também já foi resolvido. — mirou diretamente no oceano a sua frente — O que acha de jantar comigo? — a loira apenas concordou com a cabeça, pois seus olhos marejados e o nó na garganta não permitiu que ela respondesse com palavras. — Tome seu tempo, vá se arrumar que eu termino de organizar aqui. — disse com calma enquanto acariciava o rosto da esposa.
Arizona subiu para tomar banho, enquanto Callie organizava as coisas na cozinha e sala com a ajuda da filha.
—Sua tia daqui a pouco vai chegar, quero que se comporte e a obedeça, okay? — Callie conversava com a filha que já estava arrumada e de banho tomado.
—Mamá, eu sempre me comporto. — a menina respondeu um pouco exausta pelas vezes que a latina repetiu o que poderia ou não fazer na ausência das mães. — Mas a senhora deveria dar sermões na tia também, pois ela que sempre puxa às brincadeiras que deixa a casa uma bagunça. — provocou.
—Ela não vai escapar dos meus sermões, não. — a morena bateu o polegar na ponta do nariz da filha. — Você arrumou todas as suas coisas na mochila?
—Uhum. — murmurou.
A campainha tocou e a Torres foi atendê-la.
—Boa noite, irmã. — saudou.
—Boa noite, pirralha. — a morena mais nova rolou os olhos. — Entre, fique a vontade. — beijou a irmã no rosto — Eu vou me arrumar, tenho apenas quarenta minutos para ficar pronta e sair a tempo.
—Pode deixar que tudo vai na perfeita ordem por aqui. — piscou para a irmã.
Trinta e cinco minutos se passaram e um casal simplesmente magnífico surgiu no corredor deixando Melody é Ária de boca aberta com tanta beleza.
—Uau!!! Vocês estão um arraso!!! — a menina disse de joelhos no sofá enquanto se apoiava no encosto.
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