I Believe

12 Capítulo 11 - part 2


Notas iniciais
Oi oi... Ontem tive um contratempo e não pude postar, mas aqui estou com um capítulo novo para vocês! Recomendo que ouçam Prototype da Viktoria Modesta no PDV da Callie quando for citada essa parte "respiro fundo e tomo a coragem necessária e chamo a loira para dançar comigo." Espero que gostem... Boa leitura!

PDV CALLIE

Pego um táxi até o bar do Joe's como havia combinado mais cedo com a Arizona, pois Teddy que nos levaria já que não sabíamos onde era o local. No meio do caminho sentia meu corpo ter algumas reações devido ao meu nervosismo, minhas mãos suavam frio e minha boca fica seca, fazendo-me engolir seco algumas vezes. Quando o caminho vai ficando cada vez mais menor e cerca de vinte minutos depois chego no local combinado. Ao entrar no bar sinto o ar abafado misturado com o cheiro de álcool do lugar. Caminho entre as pessoas que ali estavam até o balcão e peço uma Vodca Soda. Para espantar um pouco do meu nervosismo bebo metade do líquido em um único gole e a sensação do álcool queimando minha garganta me dá um certo alívio de princípio. Olho no relógio pendurado na parede atrás do balcão e os ponteiros marcavam vinte e duas horas e vinte e cinco minutos. Termino de beber meu drink e dou mais uma olhada no relógio e só se passaram cinco minuto desde da última vez que o olhara. Parecia que o tempo não passava naquele lugar e certa lembrança passou na minha mente e ao lembrar abro um sorriso singelo, que me deixa ainda mais nervosa, então apelo para um tiro de tequila isso seria a única coisa que não me deixaria nervosa quando a loira chegasse.

Joe coloca o tiro no balcão e assim que viro o copo da bebida servido escuto a mais doce voz me chamar, antes de me virar pago pelo que havia consumido. Assim que me viro me deparo com uma loira completamente sexy em seu vestido vermelho. Olho-a da cabeça aos pés rapidamente, mas memorizo cada detalhe do seu corpo a minha frente, boa parte de suas coxas estavam à mostra e os salto que ela usava deixa suas pernas bem delineadas. Meu corpo dá uma pequena travada antes de caminharmos para fora do local e parecia que meu cérebro demorou para processar a perfeição na minha frente.

–Hey Teddy. — comprimento a mulher ao entra no banco de trás de seu carro.

–Hey. — ela responde de volta. — Pronta para conhecerem a casa noturna mais badala de Seattle? — a loira pergunta dando partida no veículo.

–SIM. — eu e Arizona respondemos em uni sonoro bem animado.

O caminho foi bem tranquilo, surpreendentemente não havia transito, mas parecia que a balada já tinha começado para Teddy, pois ela ouvia uma batida eletrônica no carro e o som era alto o suficiente para as janelas do carro tremerem.

Enfim chegamos ao estacionamento do local assim que descemos do carro observo um fila gigantesca. Caminhamos um pouco até chegar a porta da entrada vip, dou uma olhada para cima e vejo o letreiro reluzente com o nome "Stompy's". O segurança nos reverencia dando-nos passagem.

Aceno com a cabeça e sou surpreendida por Arizona pegando em minha mão e puxando para o meio da multidão. Caminhamos pelo aglomerado de pessoas até encontrar uma mesa que ficava em um canto próximo ao bar resolvemos ficar por ali e nos acomodamos no sofá que cercava a mesa.

–Vai beber o quê? — pergunta Teddy sentada a minha frente.

–Cerveja. — respondo e dou um sorriso amigo.

–Ok, então eu vou buscar as bebidas. — diz Arizona se levantando.

Minutos depois Arizona volta com três garrafas de cerveja e atrás dela vem uma garçonete com uma bandeja na mão. Elas se aproximam da mesa, Arizona senta ao meu lado e a mulher morena com trajes sexy deposita seis tiros de tequila em cima da mesa.

–Agora que vai começar a diversão. — Teddy fala animadamente virando seu primeiro tiro.

–Que assim seja Teddy. — diz Arizona dando uma risada alta e depois vira seu tiro.

Reverencio as duas levantando meu tiro e viro rapidamente. A sensação de queimação na minha garganta que o álcool provocara me faz fazer uma careta. O tempo passou gostosamente naquele lugar e mais gostoso ainda era ter Arizona ao meu lado. Seu perfume entrava por minhas narinas me deixando levemente excitada e o álcool que corria em minhas veias me deixava com mais fogo ainda.

Teddy se levanta para ir ao banheiro e Arizona a segue e eu fico sozinha na mesa. Algum tempo depois as duas voltam e Teddy começa recolher seus pertences e deixa uma nota de cinquenta dolars em cima da mesa.

–Hey, o que aconteceu? — pergunto sem entender o que tinha acontecido.

–Acabaram de me chamar para hospital, é uma emergência e Cristina está em cirurgia, desculpa mas tenho que ir.- Teddy fala se despedindo rapidamente.

–Ok, então vamos. — falo já me levantando.

–Não vocês ficam e se divirtam por mim. — a loira fala firme e eu concordo acenando com a cabeça.

Ficamos na mesa por algum tempo bebendo e conversando coisas aleatórias. O álcool que corria nas minhas veias me fazia sentir uma forte onda de êxtase, me dando a sensação de liberdade e que estava ali para me divertir e extravasar tudo que tinha direito.

Viro o meu e o tiro da Teddy que ficou na mesa, Arizona vira o dela em seguida e me dá um sorriso lindo e sexy. Respiro fundo, tomando a coragem necessária e chamo a loira para dançar comigo, ela se levanta e eu pego sua mão para irmos para pista.

Entro rapidamente no ritmo da música e me solto completamente, vendo que a loira a minha frente fazer o mesmo. Meus movimentos estão todos no meu quadril que balançavam sem parar e aos poucos vou me aproximando da loira sensualmente. Colo nossos corpos sem deixar que espaço algum ficasse entre nós. Encaixo uma de minhas pernas no meio das suas e rebolo lentamente, a loira coloca uma mão na minha cintura e deixa que eu a guie no meu ritmo. Com o contato que nossos corpos tinham, eu sentia o meu corpo ter reações excitantes de uma forma incompreensível. Me solto ainda mais e começo percorrer minhas mãos envolta do seu corpo. Sinto sua respiração ficar ofegante quando me viro de costas e rebolo encostando minha bunda no seu centro, e com aquilo eu tinha certeza que a loira foi ao delírio, pois sua respiração ficou um pouco descompassada e ela apertou ainda mais seu centro contra o meu quadril. Me viro de frente novamente e colo nossas testas, fazendo-nos ficar tão próximas que sentia seu hálito contra meu rosto. Eu a seguro pela cintura, puxando-a mais pra mim. Seus olhos entram em contato com os meus e viajo naquela imensidão azul. Arizona afasta seu rosto do meu dando um beijo na minha bochecha, porém descola nossos corpos e pega minha mão, girando-me e parando-me de costas pra ela novamente. Sinto sua respiração no meu pescoço e abro um sorriso com o arrepio que passou por todo meu corpo. Dançar com aquela mulher estava me levando à loucura. Ela tomou partida da dança, me guiando com seu gingado lentamente. Arizona coloca uma mão no meu ombro e dá a volta no meu corpo parando em minha frente. Com a mão que ela segurava meu ombro, a loira as desliza em meu corpo conforme vai descendo e rebolando completamente sexy na minha frente. Fico de boca aberta com a desenvoltura da mulher, me surpreendendo ainda mais. "Parece que não fui a única que o álcool deu coragem pra se soltar totalmente, penso." Em meio a dança sensual que fazia pra mim, Arizona para de repente como se tivesse visto algo e sua feição muda.

–Aconteceu alguma coisa? — falo perto do seu ouvido por causa da música alta. -Eu te fiz alguma coisa? — pergunto.

–Não... não foi nada. — ela responde e volta seu olhar pra mim.

Arizona olha no fundo dos meus olhos, porém fora olha tão profundamente como se fosse me devorar ali e agora. A loira dá dois passos na minha direção, com seus olhos agora com um tom mais escuro. Ela coloca uma de suas mãos na minha nuca e me puxa para um beijo. O beijo foi cheio de desejo e ela me pede passagem com sua língua e eu concedo rapidamente. O gosto do álcool com o doce sabor da sua boca fazia uma combinação perfeita, me deixando completamente louca. Eu estava viajando com esse momento, não queria que esse beijo terminasse nunca, mas o ar falta nos nossos pulmões e precisamos nos separar.



***

PDV ARIZONA

Meu Deus como essa mulher é maravilhosa. A cada rebolada que ela dava na batida da música meu coração acelerava ainda mais. Engoli seco quando ela virou de costas e pressionou sua bunda no meu centro, confesso que perdi o um pouco do meu folego e senti meu centro latejar de desejo pela morena a minha frente. O álcool me libertava por completo, me deixando completamente ousada, deixando meus movimentos ainda mais sexy e me controlo ao máximo para não grudar a morena a minha frente. Enquanto dançava loucamente com a morena algo do outro lado da pista chama completamente a minha atenção. Forço um pouco mais minha visão para enxergar melhor e assim confirmo quem estava do outro lado. Não acreditava no que estava vendo, "se estando casada comigo ela dava esses tipos de saída para se divertir... imagine agora." Murmura meu cérebro ao ver Lauren aos beijos com uma mulher.

Callie me tira daquele transe momentâneo, murmurando no meu ouvido. Toda aquela vontade de beijá-la e agarrá-la que tinha me controlado ao máximo para não fazer deixo completamente de lado, já que Lauren podia seguir em frente ficando com outras pessoas... eu também posso. Deixo todo o desejo que senti durante a noite por Callie vir à tona, me aproximo já segurando em sua nuca e emaranho minha mão nos seus cabelos negros e, puxando-a para um beijo. O beijo é completamente quente e cheio de necessidade de possuí-la. Peço passagem com a minha língua e ela concede rapidamente, deixando nosso beijo completamente intenso. Mas sinto a necessidade de respirar, pois meus pulmões já começavam a arder por falta de ar e nos separamos.

– Acho melhor ir pra mesa, estou cansada e com sede. — fala morena se abanando com as mãos.

–Uhum, vamos sim. — respondo pego na sua mão e a guio fazendo o caminho de volta. — Vou pegar uma cerveja para nós, fica aqui que já volto.

Pouco tempo depois volto a nossa mesa já com nossas bebidas.A morena conversava comigo coisas que eu não conseguia responder se alguém me perguntasse o que ela falou, porque minha cabeça viaja com pensamentos impuros com a mulher a minha frente. A morena vai buscar mais cerveja e quando ela senta ao meu lado, não espero muito e já a beijo de surpresa. Minhas mãos começam a percorrer seu corpo. Passo minha mão na sua coxa e com a outra puxo seu cabelo para trás, fazendo sua cabeça pender e seu pescoço fica exposto, dando-me mais acesso a área desejada. Um gemido escapa da sua boca em aprovação com as leves mordidas que dava. As suas mãos depositadas no meu ombro agora davam uma pequena gravada de unhas fazendo arrepiar todo o meu corpo. A nossa pegação fica completamente intensa no local e a morena passa sua mão no interior da minha coxa subindo devagar chegando bem perto do meu centro. Sei que ela poderia sentir a umidade que surgia da região. Levanto rapidamente me recompondo.

–Acho melhor eu ir embora, amanhã meu plantão começara as três da tarde. — digo e a morena faz uma cara de chateada, fico um pouco sem graça, mas continuo firme na minha decisão.

–Quero aproveitar pra descansar um pouco.

–O meu também começa às três. — ela fala e toma um gole de sua cerveja. — Então vamos, porque ficar aqui sem sua companhia seria péssimo.

O álcool era tão forte em nossos organismos que nem sei como estávamos de pé ainda. Encostamos na lateral de um carro qualquer e começamos a nos beijar novamente. A cada vez que nos beijávamos meu corpo ficava ainda mais quente e desejava ainda mais em possuí-la.

Ficamos ali um bom tempo esperando um táxi, até que finalmente avisto um vindo. Dou sinal para que ele parasse e começamos um pequeno embate te quem pegaria o táxi primeiro. Foi ai que Callie deu a ideia de dividimos a corrida, no começo relutei, mas acabo cedendo porque ficaria mais um pouco acompanhada daquela mulher maravilhosa. Nós damos nossos endereços e o taxista faz um pacote fechado para os dois trajetos. Concordamos com o preço já que parece que não havia muitos táxis disponíveis naquela noite.

Nosso caminho para casa estava sendo completamente animado no banco traseiro do veículo. Minhas mãos apertava fortemente as coxas da morena que estava sentada ao meu lado com as pernas um pouco abertas. Tento resistir ao máximo, mas minha mão boba acaba adentrando um pouco mais. A morena beija meu pescoço me levando a loucura. O carro para e ouço o motorista pigarrear chamando nossa atenção para avisar que havia chegado ao destino de uma de nos duas. Descemos do carro e a beijo para nos despedir e a morena faz uma cara de desaprovação, pois ela queria tanto quanto eu terminar o que havíamos começado dentro do carro. Eu dispenso o táxi e decido ficar.

Notas finais
Gente, semana que vem provavelmente não poderei postar capítulo novo porque vou estar sem pc... Então teremos hiatus de uma semaninha ai! Até a próxima!