I Became the Villainess of my Favorite Otome Game!

1 Capítulo I – Um Sonho Especialmente Estranho


Notas iniciais
Talvez – e apenas talvez – eu tenha adquirido um certo vício por manhwa's isekai recentemente. Tendo isso em mente, depois de ter tido praticamente uma epifania eu cheguei a conclusão de que seria engraçado dar uma chance ao plot em que a protagonista é transformada na vilã de um otome game (Bem no estilo "Villains Are Destined To Die" ou "I Fell Into a Reverse Harem Game!") e é claro, porquê não dentro do universo do otome game que me introduziu a esse universo: Amor Doce. Admito que sempre tive um fraco pela Ambre, embora nem eu saiba exatamente o porquê – talvez em decorrência de um crush reprimido da adolescência..? – então essa foi a oportunidade perfeita de exercer meu favoritismo em sua mais pura forma. Antes de tudo tenham em mente que essa fanfic é praticamente uma piada sem muita verossimilhança. Eu não pretendo dar muita profundidade a história, até porquê eu ainda não tenho boa parte dela planejada, mas eu realmente espero que vocês se divirtam com tanto quanto eu com o processo! ;P

Sempre havia tido dificuldades em acordar pela manhã, o que não era surpresa para alguém tinha curtas noites de sono com certa frequência. Mas, nessa manhã em particular, a cama macia me parecia especialmente convidativa.

Já não tinha muita certeza do que havia lido na noite anterior, provavelmente algo relacionado a performance de softwares ou análise de sistemas, não importava. Já não conseguia nem mesmo fingir que me interessava por aquilo, estava certa de que havia cometido o maior erro da minha vida ao cursar Ciência da Computação logo após terminar o ensino médio.

Mesmo eu que nunca havia tido grandes dificuldades com matemática havia sido introduzida a uma nova categoria de terror psicológico no curto período de um semestre. Mas já havia ido longe demais para desistir, restava sobreviver a mais um ano sob a provação de inúmeras avaliações e do fantasma constante do TCC.

Mas... Já não estava em período de provas...?

Me levantei, de súbito, como se houvesse sido atingida por um raio. Não deveria ter caído no sono, não naquela noite, quando a prova que teria no dia seguinte era da exata mesma matéria que havia faltado a repetidas aulas ao longo de todo o semestre – era simplesmente tentadora demais a idéia de ignorar a primeira aula do dia quando sabia que o professor suplente não avaliava presença dos alunos.

Mas ao abrir os olhos, me vi deitada sobre uma cama no centro de um quarto maior do que todo o loft do meu apartamento. As paredes haviam todas sido decoradas usando uma paleta suave de tons pastéis, com alguns móveis brancos e pequenas pelúcias espalhadas pelo quarto.

Por um momento me senti chocada demais para sequer pensar em algo. Duvidava seriamente da hipótese de um sequestro, uma vez que sabia que se saísse de casa sem documentos era praticamente uma indigente. Mas ainda assim, a situação já era absurda o suficiente por si só.

Coloquei os pés no chão e olhei ao redor com mais calma, era um quarto confortável demais para ser chamado de cativeiro. Poderia jurar que aquele era o quarto de alguém que havia empreendido horas na decoração daquele espaço.

Haviam até mesmo alguns porta-retratos em meio a estante de livros próxima a janela, a maioria dos quadros carregava a foto de duas crianças de cabelos dourados que pareciam ser da mesma idade.

Talvez houvesse passado mal no dia anterior e sido socorrida por um vizinho que havia a levado para casa? Ainda soava absurdo, não importava o quanto tentasse, não conseguia ver lógica alguma naquela situação.

Dei um passo em direção a penteadeira coberta de uma pilha de papéis espalhados pela superfície. Havia uma grande variedade de maquiagens, perfumes e alguns brincos discretos jogados sobre ela.

Se quer tive tempo de pegar um dos papéis que haviam chamado minha atenção quando fui surpreendida pelo reflexo desconhecido que espreitava através do espelho trincado como um fantasma.

Aquele não era meu rosto, muito menos o de alguém que conhecesse na vida real. Tentei mexer a cabeça e os braços na ordem mais complexa e o mais rápido que conseguia, tão confusa quanto um filhote que era confrontado pela primeira com próprio reflexo, mas ele refletia meus movimentos de forma impecável.

Não consegui me impedir de encarar com certo medo o rosto feminino que parecia devolver meu olhar apesar das rachaduras. Mesmo que seu rosto tivesse um ar natural de orgulho e prepotência, havia algo de atraente naquelas feições. Ela tinha olhos grandes e cílios longos, com íris de um verde-turquesa profundo que contrastava perfeitamente com o louro-dourado de seus cabelos.

Era um semblante de tirar o fôlego e facilmente poderia contemplar aquela imagem por horas, ou até mesmo por dias, se não fosse pelo olhar vazio naqueles olhos que pareciam encarar as profundezas da minha alma. Um arrepio súbito percorreu minha espinha, perdido bem no fundo daquela imensidão turquesa havia um toque de humilhação, desesperadora e sufocante.

A imagem que era caoticamente refletida pelos diversos fragmentos espelhados despertou em mim uma aversão irracional, quase desesperada, por aquela visão. Instintivamente minhas mãos correram em direção aos fios de cabelo dourado, levemente ondulados, que caiam despojadamente sobre meus ombros.

"Como se não bastasse a humilhação... "

O pensamento veio como um raio de forma intrusiva. Me obriguei a desviar o olhar e dar um passo para trás, mesmo que todo o meu corpo tremesse, me afastando do espelho para que não cedesse ao impulso violento de quebra-lo em pedaços ainda menores e espalha-los enfurecidamente por todo o quarto.

Não conseguia entender que sentimento era aquele, nem mesmo tinha certeza a quem ele pertencia e aquilo me perturbou ainda mais do que a idéia de estar em um lugar desconhecido.

Na melhor das hipóteses ainda estava sonhando e na pior delas havia enlouquecido.

— Ambre. — mal ouvi as batidas insistentes do outro lado da fora enquanto remoía meus pensamentos frenéticos.

Ambre? Quem era Ambre?!

— Entra, mãe. — as palavras sairam de meus lábios sem que me desse conta. Me apressei de volta para cama, me esforçando ao máximo para controlar o estado de espírito quase alucinado em que me encontrava. Nem mesmo sabia porquê me dava ao trabalho de disfarçar, mas meu corpo parecia agir naturalmente.

Uma mulher alta com cabelos loiros lisos entrou no quarto. Seu rosto era incrivelmente semelhante ao que havia observado não muito tempo atrás no espelho, embora parecesse bem mais velha.

Seu olhar – também turquesa – imediatamente foi atraído para o espelho quebrado, distorcendo seu elegante rosto em uma expressão enfurecida que me fez suar frio. Surpreendente, ela não pareceu se importar com aquilo ou pelo menos não se deixou demonstrar.

— Seu cabelo está lindo. — ela disse diretamente para mim de forma cortez, embora sua voz dura fosse simplesmente incapaz de soar gentil. Inexplicavelmente fui tomada por uma timidez inesperada que me fez desviar o olhar para o chão aliviada e sorrir — Mas você já está atrasada.

— Me desculpe. — respondi, era simplesmente uma reação automática aquelas palavras, mas não parecia ser aquilo que ela esperava ouvir.

— Eu entendo que o que aconteceu ontem tenha te deixado perturbada, mas você não deve deixar ninguém ver o quanto isso te afeta. — ela se aproximou e colocou suas mãos em meus ombros, me olhando profundamente, com tal intensidade que me vi incapaz de desviar o olhar enquanto sentia meu rosto empalidecer — Eu ainda posso falar com a diretora e pedir que expulsem aquela garota. Eu só não quero que falte a aula por cause disso.

Seu olhar parecia queimar sobre meus cabelos com uma raiva desconhecida. Não tinha a menor idéia do que havia acontecido, mas me senti reconfortada pelo fato de saber que ela estava disposta a fazer aquilo por mim. Ainda assim, a última coisa que eu queria era gerar uma confusão cujo o motivo eu desconhecia.

— A senhora não precisa se incomodar.

— São nesses momentos que eu gostaria que você discordasse de Nathaniel, exatamente como você faz em todas as outras ocasiões possíveis. — ela suspirou e se virou para sair do quarto. Nathaniel? Havia algo de familiar naquele nome — Troque de roupa e desça para o café.

Me levantei da cama e fui em direção ao armário como se estivesse em piloto automático. Não sabia onde estava, quem era ou como havia chegado aquele ponto, mas algo parecia me encorajar a agir como se não houvesse nada de errado.

Quando acordasse as coisas certamente voltariam ao normal e logo me esqueceria daquele sonho bizarro. Até lá, aproveitaria a breve oportunidade de me esquecer das responsabilidades comuns a todo estudante universitário.

Aquele dia seria simplesmente perfeito.

Notas finais
Sintam-se livres pra contribuir com idéias para a história, eu realmente não tenho a menor idéia de qual dos garotos seria o ML ainda. J̶u̶r̶o̶ ̶q̶u̶e̶ ̶v̶o̶u̶ ̶t̶e̶n̶t̶a̶r̶ ̶c̶o̶n̶t̶r̶o̶l̶a̶r̶ ̶o̶ ̶m̶e̶u̶ ̶f̶a̶v̶o̶r̶i̶t̶i̶s̶m̶o̶ ̶p̶e̶l̶o̶ ̶L̶y̶s̶a̶n̶d̶r̶e̶ ̶