Gerard

Sai do trabalho e fui à casa de Frank, os pais dele não estavam em casa, então nós sempre ficávamos juntos nesse pequeno espaço de tempo.

-Hey meu pequeno, como você esta?

-Oi amor – selamos nossos lábios – estou bem. Tenho uma novidade pra lhe contar.

-Então diga amor. – entramos, ele se sentou no meu colo.

-Bom, sabe aquela faculdade de moda lá no Japão? Eu fiz prova pra lá... Hoje. – sorriu

-Que ótimo amor, fico muito feliz.

-Só que tem um problema... Eu acho que eu não quero ir.

-Por quê?

-Ah... Eu não quero...

-Não é por minha causa, é?

-Na verdade... É sim. Eu na quero passar quatro anos lá, sem te ver, sem sentir você amor... poxa... Meu coração dói só de pensar nisso. – Frank me abraçou forte e eu retribui o abraço tentando o passar segurança.

-Own meu pequeno, não fique assim. No que depender de mim, eu vou todo final de semana pra lá.

-Mas você não pode amor...

-É realmente... Se você quiser posso ir com você.

-Você faria isso? – seus olhos brilhavam.

-Vou tentar o máximo. Quando sai o resultado?

-No sábado que vem...

-Vou dar um jeito. – pisquei fazendo-o sorrir.

-Eu te amo amor muitãão. – Sorri

-Eu também te amo pequeno, e muito mais.

-Nossa! Já esta na hora dos meus pais chegarem...

-Por mim eles podem vir... – sorri

-Por mim também. – sorriu

-Mas eu tenho que ir, por que tenho uma tarefa importante a fazer... convencer a meus pais a morar com você lá.

-Amor, o resultado nem saiu ainda.

-Mas para convencê-los uma semana é muito pouco. Agora tenho de ir bebê. –nos beijamos – Se cuida. – eu disse saindo, e o deixei no sofá.

Cheguei em casa, e os reuni para tentar falar sobre ir com Frank para o Japão. Foi inútil. Meus pais não deixaram, e criaram o maior escândalo. Passaram-se Segunda, Terça, Quarta, quando neste dia resolvi que deveria fazer o que a muito tempo estava em minha cabeça. Só que de cinco dias pra cá... muita coisa mudou. Nós quase não nos vimos, e eu acabei fazendo a coisa que Frank me fez prometer que nunca mais ia fazer...

“Tenho de falar com Johnny. Ele é a pessoa que mais vive com meu pequeno e saberá me dizer o que fazer.”

Pensei comigo mesmo, indo até a escola dele, que era também a escola do meu irmão mais novo, Mikey. Cheguei e vi os dois conversando vindo a caminho do portão da escola. Eles ficaram surpresos de me ver e tal. Então resolvi-me manisfestar.

-Oi! Vim buscar vocês.

-Gee... a gente não é mais criança não, esqueceu disso? – Mikey cochichou comigo, fazendo Johnny rir.

-E ai cunhadão, como é que ta?

-Ah... Bem, ne...

-O que houve? – eu olhei pra Mikey, e ele já sabia do que se tratava. – Vamos tomar sorvete? Ai eu explico tudo.

-Ta bem. – ele respondeu então fomos à sorveteria que tinha perto da escola deles.

-Agora sim cunhadão, diz o que ta se passando... Você e o Mi se olhando esta me deixando preocupado.

-Bem... – suspirei pesado — eu fiz de novo a pior merda da minha vida. – ele arregalou os olhos e eu comecei a contar...

[...]

-Putz Gerard... Você sabe que meu irmão vai se decepcionar com isso, ne...

-Eu sei. E é por isso que eu to falando com você. Você vive com ele e deve ser a pessoa que ele mais confia.

-E sou. – disse ele comendo o 2° sorvete.

-Então, eu queria pedir sua ajuda. O que eu faço John?

-Olha véio, a melhor coisa a se fazer é você contar pra ele. Só conta com jeito... por favor.

-Okay... e vou ir no meu amigo Ray, que é medico...

-É ele vai saber o que fazer cara.

-Ah! Tem mais uma coisa que eu quero fazer.

-Aquela coisa, maninho? – Mikey sorriu

-Sim. Aquela coisa.

-Ei, ei. Conta ai poxa... Vão ficar fazendo suspense?

-Então... é assim... – comecei a contar tudo que tinha em minha cabeça. – venho pensando isso a tempos... Mas na tinha coragem de fazer.

-Pode contar comigo. – Johnny apertou minha mão.

-E comigo também claro. – Mikey sorriu tomando milk shake.

-Vocês acham que ele vai gostar?

-Eu não acho... Tenho certeza cunhadão. É tudo que ele quer, garanto. – eu sorri

-Agora vamos pra casa antes que nossas mães tenham um treco. – sorri me levantando, eles fizeram o mesmo. Deixei o Johnny em casa, e fui pra casa com o Mikey, fiz o almoço, tomei banho e sai de novo. Agora precisava falar com Ray.

-O Dr. Raymond esta? – disse a recepcionista.

-Sim senhor Gerard. Irei chamá-lo. – ela se levantou, foi ate a sala de Ray, e disse que eu poderia entrar – E ai Ray!

-E ai Gee, tudo bom? – ele me abraçou

-Mais ou menos, tenho coisas pra te falar...

-Ruins?

-É... mas tem boas também.

-Então comece a me contar. – comecei a contar tudo que tinha falado para os meninos de manha, passo-a-passo.

-Gerard... que merda hein...

-Pois é... me ajuda Ray, por favor.

-Olha, a solução vai ter de ser aquela mesma da outra vez, não tem jeito.

-Droga...

-Mas calma, vai ser um pouco menos pesado.

-Ah, okay.

-E diante daquela outra coisa, vou lhe ajudar também. Irá ser na sexta, ne?

-Sim.

-Então ta. Na hora que você disse, e no lugar que marcamos.

-Exato.

-Então okay. Vou avisar o Bob e tal.

-Está bem. Agora to indo, tenho que agilizar as coisas.

-Okay. – ele se levantou e nós batemos as mãos – Gerard só faz o favor de contar pra ele, ta? E antes disso.

-Eu vou fazer isso, pode deixar.

Sai do consultório de Ray, e pra minha felicidade meus pais viajaram e só iriam voltar na sexta. Isso seria perfeito.

Notas finais
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