I Am Not Strong.
3 The new town and the girl annoying.
Acordei com o Fê me catucando e pedindo para acordar.É ja estava na hora de me levantar. Fui para o banheiro e escovei meus dentes e tomei um banho. Escolhi uma roupa confortável, afinal é uma viagem não é ? Peguei minha mala e desci as escadas e a deixei na sala. Voltei para cima e fui ver o Fê. Ele observava seu quarto com uma cara meio triste. Bati em sua porta e entrei.
– Ei Fê, vai tudo melhorar ok ? Confia em mim. — falei e o abracei. Peguei a sua mala e descemos.
Elizabeth estava na porta com nossas passagens em mãos e só fez nos entregar e nos botar pra fora de casa. Finalmente vamos em bora desse inferno. O táxi nos esperava em frente da casa dela e nós entramos e ele nos levou até o aeroporto.
Chegando lá fizemos o check-in e ficamos esperando até dar a hora do nosso vôo. A moça veio até nós e nos avisou que já era a hora, seguimos ela até o local de embarque e fizemos todo o procedimente de bordo. Quando entramos no avião, Fê segurou no meu braço e apertou bem forte, é porque é a primeira vez dele em um avião e ele ficou meio assustado. Sentamos em nossas poltronas e eu pedi umas cobertas para a aeromoça e ela me trouxe, cobri o Fê e ele logo cochilou em meus braços. Meu irmão é a coisa mais preciosa da minha vida, é por ele que eu continuo vivda, porque se fosse por mim, não estaria mais aqui narrando a minha história. Eu não conseguia dormir, não sei se por nervosismo ou por ansiedade. Fiquei observando as paisagens que passavam pela janelinha do avião e admirando aquela beleza de céu azul ensolarado. Acabei cochilando.
Acordo com a aeromoço nos avisando que iríamos pousar. Apertei bem meu cinto e o do Fê e ficamos esperando para a hora do pouso. Quando descemos do avião para pergarmos nossas malas o Fê ficou elétrico e toda hora olhava para o lado em que as pessoas/parentes ficavam para esperar os outros viajantes. Quando peguei nossas duas malas e botei em nossos carrinhos Fê ficou me perguntando se eu estava o vendo. Até que o avisto e ele não mudou nada. Continua com aqueles mesmos olhos azuis fortes e bonitos e sua corpo magro com sua barba mal feita de sempre. Aponto para o Fê o John. E ele vai correndo até ele e o abraça bem forte, vejo o Fê chorando de alegria. Meu irmão ficava bem vermelinho quanco chorava. John é o nome de meu pai, mas não costumos chama-lo de pai desde o dia em que ele se separou da Elizabeth e dos dias de torura que passava com ele e a Elizabeth.
Ele olhou para mim e perguntou educadamente .
– Olá Lucy, como vai ?
– O que você acha ? — sorri irônicamente.
Fomos em direção de seu carro, que por falar nisso era puro luxo. Era bem confortável dentro. Fê ficou o caminho todo até a casa do Jonh perguntando como ele estava e sua vida como era e etc ... Fiquei o tempo toda calada, como ele eu não queria papo. Quando chegamos em sua casa que ficava em um condominío, ela era particularmente muito bela e organizada. Desci do carro e esperei o Fê descer para podermos entrar. Quando entramos dentro de sua casa ele nos disse onde ficavam nossos quartos. Só fui seguir sua explicação e cheguei em meu quarto. Ali seria meu novo recinto de leitura, onde poderia ler o meu Harry Potter todas as minhas noites solitárias. Botei minha mala no chão e procurei uma roupa, eu não ficaria nessa casa olhando para a cara do John o tempo todo. Escolhi uma roupa e fui tomar um banho. Depois que terminei meu banho, vesti a minha roupa e fui até a sala. Onde estava o Fê, Jonh e mais duas mulheres desconhecidas. John me parou imediatamente e falou :
– Mary essa aqui é a minha filha, Lucy. — ele falou e a tal da Mary se virou e começou a me encarar. Ela tinha cabelos castanhos escuros e usava muita maquiagem e aquilo ja estava me dando náuseas.
– Muito bonita. — ela deu um sorriso forçado.
– Eu sei que não sou bonita e não precisa mentir ok ? — sori irônica. John me olhou feio e engoliu em seco e logo falou :
– Lucy essas são Mary minha esposa e Brigit sua filha. — A tal da Brigit começou a me olhar agora, ela tinha cabelos castanhos escuros iguais ao da mãe e ela não era feia, mas também era entupida de maquiagem e provavelmente era uma patricinha.
Brigit se levantou e mostrou sua mão em forma de cumprimento, apertei e dei um sorriso forçado.
– Ok, agora que se conhecessem já podem começar a conversar. — John falou isso e eu sai de casa sem nem dar chance dele falar algo. Não vou ficar lá aguentando patricinha mãe e filha falando merda em meu ouvido não. Fiquei andando por aquele condominío e as casas de lá eram bem luxuosas e bonitas . Quando me deparo com um parquinho e vejo umas criançinhas brincando em um balanço, e um flashback vem em minha cabeça .
FLASHBACK ON .
– Mais forte papai ! — falava rindo .
– Lucy, assim você vai cair. Quer voar é filha ? — papai falava rindo .
– Papai esse ventinho é muito bom, eu sou a rainda daqui. — falei rindo. — Te amo papai .
– Também te amo Lucy . — papai falou sorrindo.
FLASHBACK OFF
Quando volto ao mundo vejo uma pessoa passando sua mão em frente ao meu rosto, tentando me fazer sair do transe.
– EEEI ? To falando com você. — era um menino de cabelos cacheados e de olhos verdes com um sorriso perfeitamente lindo.
– Oi ? — respondo.
– Você está legal ? — ele perguntou sorrindo.
– Sim. Obrigada por sua atenção e tchau.- falei e dei as costas para ir em bora.
– EEEEEI, posso nem saber seu nome ? — ele falou me alcançando.
– Lucy ...
– Prazer Harry. — ele falou com um sorriso galante, vish.
Andei um pouco mais rápido e ele voltou a tona.
– Então, a gente se vê por ai ? — ele parou de andar e esperou uma resposta. Virei de costas e fiquei de frente a ele e dei de ombros e voltei a andar, voltar para casa.
Cheguei em casa e vi meu pai com o Fê na sala jogando video-game e tento passar por eles, sem que percebam. Mas ...
- Amanhã suas aulas começam. Você está na turma da Brigit. — John falou e me encarou sério. Assenti e fui para meu quarto, ops meu recinto.
Me deitei na cama e peguei meu livro e comecei a ler. Até que alguém puxa meu livro e o toma de minha mão.
- Que sua vida comece a ser um inferno agora garota. — Brigit falou isso e jogou meu livro no chão e começou a rir. É, sabia que minha vida aqui seria pior.
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