I Am A Rock, I Am An Island
4 Fome de um pai
Se me perguntarem por que tantas vezes eu apelar à comida, ao invés de investir na minha saúde, não espere uma resposta sincera, pois cada um sabe a gula que o aflige.
Não importa o quanto o meu corpo alegar que ele está saturado, essa fome continua insaciável; prazer e punição são as garfadas mais excitantes de cada refeição.
A fome de um pai não se extingue e se confunde com um apetite habitual, afinal, tentar preencher um vazio inconsciente é tentar de todas as formas recorrer ao que está mais próximo, a comida e esta se encarregará de acariciar minhas entranhas quando eu mais precisar.
O apetite persistirá ainda que eu esteja satisfeito, eu vou compensar na comida todo o amor paterno que me falta.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.
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