I Always Wanted You

2 Capítulo 2-Amizades...


Notas iniciais
OOOI eu peço desculpas pras pessoas que eu não pude por na fic ... espero que não me deixem...

POV's Isabella

Tédio, é tudo que posso sentir nesse exato momento. Pela primeira, vez em toda minha vida eu estava torcendo pra que as férias acabassem logo. Definitivamente, era terrível ter que passar todo o verão tendo que respirar o mesmo ar que a minha “irmãzinha” Dayse, mas o que escolha eu tinha, certo? Era obrigada a tolerar aquilo pela felicidade do meu pai, que amava muito Morgan, que era mãe da Dayse. E como muitos dizem, tal mãe, tal filha.
Meu pai se casou novamente quando eu tinha 10 anos, naquela época se passara cinco anos desde que mamãe havia falecido. Pelo fato de eu ser filha única, os mimos para a não faltavam à mim, só que, infelizmente naquela época eu ainda era ingênua o suficiente para considerar que esse segundo casamento de meu pai não seria uma boa ideia, mas não, eu estava empolgada com o “crescimento da família”. Tudo que eu pensava era em como aquilo seria maravilhoso, finalmente teria alguém com quem brincar. Crianças, sempre tão sonhadoras. A partir do momento em que aquela mulher foi morar dentro da nossa casa, minha vida se transformou em um verdadeiro inferno. Ela tinha um poder enorme de manipular meu pai, claro, ele a amava e, de repente, tudo que eu tinha foi tirado de mim e entregue àquela garota extremamente arrogante.
Acredito que mesmo tendo que viver dessa forma, nesses sete anos convivendo com elas dento de minha casa, confesso que acabei me acostumando, ainda mais tendo a rotina de acordar, ir para o colégio e depois ir pro trabalho, em seguida ir para o cursinho, voltar para casa e dormir. Minha vida era assim, por pior que pareça, ao meu ver era relevante, afinal, isso evitava que eu encontrasse ambas durante a semana. Mas somente nas férias conseguia minha tão sonhada paz de espírito desejada durante todo o ano, adorava passar o verão junto de minha avó em Vancouver, aquele lugar me faz um bem tão grande, estar lá, é tudo tão parecido com a minha mãe, que mesmo que eu tenha poucas lembranças sobre ela, quando estou lá, posso sentir que estou em seus braços mais uma vez e isso clareava minha mente, então eu conseguia me lembrar do quanto ela era doce e o quanto ela me dava carinho e me amava, do quanto ela amava meu pai; ele a amava e amava mais do que ama aquela perua detestável que agora me atormenta.
Nesse exato momento, eu daria tudo para estar em Vancouver, mas, claro, minhas férias estavam arruinadas desde que meu pai e sua esposa decidiram se mudar, ou seja, tínhamos que economizar o máximo possível para que não pudéssemos ter prejuízos com a mudança, afinal, estávamos indo para um condomínio fechado, para uma casa maior, pois Morgan já estava se sentindo muito desconfortável em morar em uma casa tão pequena e velha. Ora, como essa mulher ousa falar da casa onde eu nasci, onde eu pude viver com a minha verdadeira família feliz? Definitivamente aquela mulher não tinha noção do perigo. Claro que bati de frente com meu pai, me recusei a deixar a casa, mas com aquele ser desprezível sempre vence, dessa vez não seria diferente. A única coisa que eu espero é ter um pouco de sorte nessa nova casa, ou nova vida, interpretem como desejarem.

POV's Brenda

Ok, perfeita não era a palavra certa pra definir minha vida, pra isso eu precisaria de um namorado bem bonito e que me amasse muito, afinal, melhores amigas incríveis eu já tinha. Não havia nada melhor do que nossas festas do pijama malucas na casa da Layne, por sorte, o pai dela não é rigoroso e mal humorado como o meu , então ficávamos mais tranquilas em caso de algum vizinho chato chamar a polícia. O único problema era seu irmão ,o Dennis, que morava com a mãe dela, em um lugar próximo ao condomínio, mas recentemente ele teve alguns problemas com uma ex-namorada e como perder é algo que ele não aprecia muito, decidiu morar com a mãe. O fato era que ele era incrivelmente bonito, mas infelizmente lhe faltara conteúdo da mesma forma que lhe sobrava beleza, sem contar o prazer que ele tinha de implicar conosco. O fato é, em matéria de flertar, ele tira dez com as duas mãos amarradas nas costas. Depois que chegou aqui no condomínio, fez várias vítimas; claro que ele tentou comigo e com todas as meninas, quer dizer, ainda tenta, mas Lany, já deixou bem claro que ele só gosta de brincar com as garotas e que ele quer mesmo é destruir nossa amizade, então, hoje nenhuma de nós mais dá atenção para as coisas que ele faz e fala, o que o deixa muito frustrado.

– Ei, meninas, o que nós vamos fazer amanhã? Cinema, compras...? Já estou começando a ficar sem ideias pro que podemos fazer agora nesse final de férias – Disse Catarina, se jogando na cama.

– Podemos dormir e acordar apenas no primeiro dia de aula, o que acham? Assim, quem sabe a gente não fica com mais disposição de estudar – Brinquei. Imediatamente todas começaram a atirar almofadas contra mim e logo começamos uma guerra, que foi interrompida pela voz de Dennis.

– Ei, suas loucas, o que pensam que estão fazendo? Mais um pouco e perfuram o teto. – Disse ele com tom de deboche. Definitivamente ele era detestável.

– Não enche, garoto, você quer alguma coisa? Se quiser, diz logo e não perturba mais. – Disse Lany irritada com o irmão mais velho, que mais parecia uma criança.

– Me desculpe, irmãzinha, só estava tentando avisar que tem gente se mudando pra casa aqui da frente, vocês que são as curiosas e fofoqueiras do condomínio iriam gostar de saber disso.
Apenas fingimos não ouvimos o que ele havia acabado de dizer e nos dirigimos para a janela do quarto de Lany para confirmar o que ele havia acabado de dizer. E era verdade, havia mesmo pessoas se mudando para a tal casa, mas não conseguimos ver se algum novo morador estava por lá, apenas o pessoal da mudança.

– Ei, Dennis, eu soube que essa casa , e a casa ao lado da Cath haviam sido vendidas, é verdade ? – Perguntou Lany, aos gritos, pois seu irmão estava na sala e ela em seu quarto.

– Não, apenas a casa da frente foi vendida, parece que a outra casa era de uma família que se mudou pra Inglaterra e agora o filho mais velho dessa família vai se mudar pra cá com alguns amigos e vão morar nessa casa.

– Oba! Carne nova chegando – Comemorou Cath, definitivamente ela era a atrevida em relação a garotos de todas nós. Atiramos almofadas nela, que ria e se queixava ao mesmo tempo.

– Meninas, chega de tanta bagunça, já é tarde, vão dormir logo! – Gritou o pai da Lany. Como ele havia dito, nós o fizemos, afinal, ele era sempre tão simpático e receptiva com todas nós, não podíamos pisar na bola com ela.

POV's Isabella

Por mais que eu já estivesse acostumada, eu odiava do fundo do meu coração acordar cedo, mas não tinha outro jeito, não é? Naquela manhã estaria de mudança pra casa nova e, definitivamente não tinha grandes esperanças que minha vida melhorasse, mas as vezes fazia bem pra autoestima pensar positivo.
Arrumei o restante das minhas coisas, coloquei no caminhão de mudanças e, aquilo que era mais pessoal, optei por levar junto comigo em meu carro.
Quando desci com as últimas coisas, nem Morgan, nem Dayse estavam mais lá, apenas meu pai. Parecia um sonho, até o ar estava mais agradável de se respirar. Eu poderia ficar ali, conversando com meu pai, mas já fazia um bom tempo que nós havíamos perdido toda a intimidade um com o outro.

– Bom dia, pai. – Disse sem encará-lo.

– Bom dia, querida, olha... – Disse ele, mas parou.

– O que foi?

– Olha, sei que você não é muito a favor dessa mudança, mas tente ficar feliz, isso vai fazer bem para Morgan, ela está muito empolgada com tudo isso; e eu lhe garanto que você vai gostar, a casa é muito bonita e bem grande também, é bem melhor que essa...

– Escuta, pai. – Interrompi. – Realmente, não queria nem um pouco me mudar daqui, então, por favor, não me peça para fingir algo, você sabe que eu não sou boa com essas coisas, ainda mais pela Morgan, você também sabe que desde que se casou, ela só vem atormentando minha vida e tem mais uma coisa, não volte a falar dessa casa, pra mim ela sempre será melhor, não importa que a outra seja dez vezes maior, foi aqui que eu pude viver o pouco tempo que tive com a minha mãe, então ela significa muito pra mim, entendeu?

– Sim, me desculpe, querida. – Respondeu, um pouco desapontado.
Respirei fundo e fui para meu carro. Senti uma pontada de remorso por ter falado daquela forma com meu pai, acabe me deixando levar pela irritação e fui muito rude com ele, afinal, ele só estava tentando me animar, pois ele sabia o quanto eu estava infeliz com aquilo tudo. Mas já era tarde de mais para voltar atrás.

Entrei em meu carro e comecei a dirigir. Antes que pudesse notar estava chorando. Droga! Só Deus sabe o quanto eu odeio chorar, eu me sinto tão fraca, mas naquela ocasião, era inevitável, o fato é que ao deixar aquela casa, eu não estava deixando apenas minha curta história ao lado da minha mãe para trás, mas também alguns fatos do meu passado, que eu queria mesmo esquecer. Por causa disso, respirei fundo e passei a acreditar que essa mudança não seria apenas de uma casa, mas também de um rumo pra minha vida.

POV's Catarina

O barulho estava realmente perturbador para tal horário, era impossível dormir com tudo aquilo.

– Ei, ei, mais alguém está acordada? – Perguntei, mas foi perda de tempo, Lany e Bêh dormiam pesadamente, talvez o barulhos estivesse incomodando apenas a mim.
Decidi ir até a rua para ver o que estava acontecendo. Me troquei e o fiz.
Chegando lá, vejo um monte e homens carregando coisas, mas entre eles consigo enxergar um porsche preto e ao lado dele uma garota, provavelmente seria uma das novas moradoras daquela casa, me dirigi até lá para tentar me enturmar.

– Ei, olá. Por acaso você vai morar aqui? – Parei em sua frente com um sorriso receptivo.

– Olá. Sim, infelizmente, a partir de hoje eu morro aqui. – Respondeu a garota, um pouco desanimada, foi quando percebi que ela estava chorando.

– Me desculpe, não me apresentei, eu sou Catarina,Catarina Bernadez, mas pode me chamar só de Cath, assim que todos me chamam. E bom, você não parece estar muito bem, olha, a casa não é minha, mas a dona dela não iria se importar em receber a nova vizinha por lá como visitante. – Tentei ser simpática.

– Obrigada pelo convite, mas acho que não vou aceitar. À propósito, meu nome é Isabella Scallice, mas pode me chamar de Isa.

– Vamos, Isa, aceitei meu convite, vamos até lá, é sempre bom fazer novos amigos, não acha? Não vai doer nada. – Insisti um pouco.

– Bem, está certo, mas não vou demorar, detesto incomodar as pessoas.

– Você não está incomodando ninguém, querida. – Disse satisfeita, enquanto a puxava para a casa de Lany.

POV's Layne

Acordei e instantaneamente percebi que Cath não estava no quarto, levantei e a procurei no banheiro, mas ela não estava lá também. Acordei Brandaa para saber se ela havia visto alguma coisa.

– Bêh, Bêh! Acorda, a Cath sumiu. – Disse enquanto a sacudia para que ela acordasse.

– O quê, quem sumiu? O que tá acontecendo? Por que tá me acordando, Lany? – Disse ainda meia sonolenta, fazendo biquinho de decepção por ter sido acordada.

– Deixa disso, levanta da cama e vamos atrás da Cath, preguiçosa.

– Tá bom, tá bom, mas eu acho que é besteira isso, a dona Catarina sabe muito bem cuidar do próprio nariz. – Protestou.
Fizemos nossa higiene matinal, nos vestimos e quando estávamos saindo à procura de Cath, a encontramos na sala de estar.

– Viu? Eu disse que era desnecessário procurar a Cath!

– É, mas você viu que tem alguém com ela? Anda, vamos lá pra gente ver quem é.
Fomos até a sala de estar, onde Cath estava com uma garota que nós provavelmente ainda não conhecíamos.

– Ei, meninas, que bom que vocês acordaram! Deixe-me apresentar pra vocês a Isa, ela é a nova vizinha, vai morar na casa aqui da frente. – Disse Cath um tanto empolgada com isso.

– Olá, Isa, eu sou Layne, mas pode me chamar de Lany e essa é Brenda ,pode chama-lá de Bêh se preferir...– Disse, para ser educada.

– E eu você pode chamar apenas de Bêh.

– Muito prazer, meninas, na verdade meu nome mesmo é Isabella, mas como vocês já sabem, chamem apenas de Isa. – Disse, um pouco tímida. – Obrigada por me receberem tão bem. – Sorriu verdadeiramente grata.

– Sabe, estamos todas aqui juntas e eu estou com a impressão de que estou me esquecendo de alguma coisa. – Disse Cath, pensativa.

– Provavelmente deve estar sentido a falta da Suelen, não se lembra que ela foi pra casa dos avós dela com a família? – Lembrou Bêh.

– Droga, droga, droga, droga, era isso! Ontem, antes de vir pra cá, a Susu me ligou e disse que seu pais vão ficar mais um tempo na casa dos avós dela, mas que ela estava vindo embora, então ela me pediu pra buscá-la no aeroporto.

– Quando? – Perguntei.

– Hoje, às 11 horas da manhã, que era o horário do voo dela desembarcar aqui.

– Mas que merda, em, Catarina, você só se lembra disso às 10:30 da manhã. Agora como vamos buscá-la? Não temos carro pra fazer isso. – Disse Brandaa irritada.

– Sem querer me intrometer, mas eu tenho carro, posso dar uma carona pra vocês, se quiserem, é claro. – Disse Isa.

– Isa, Isa, Isa! Sua linda, você acaba de salvar nossas vidas! Vamos ser gratas a você pelo resto da vida. – Comemorou Cath, enquanto abraçava e beijava Isa agradecida.

– Que eu saiba, o aeroporto fica a quase uma hora daqui, eu não estou com muito combustível, vou ter que parar em algum posto pra reabastecer, então temos que ir agora, para que a amiga de vocês não fique esperando. – Disse Isa, enquanto se levantava e se dirigia a porta.

– Tem razão, vamos então, meninas! – Disse Cath. Eu e Brandaa apenas as seguimos, até o carro.


Notas finais
proximo cap os outros personagens aparecem... me desculpem qualquer erro... AA ee gente eu esqueci de falar........ gluglu.... os meninos na fic não são famosos... ok ?! não me julguem