I Always Think Of You
37 Capítulo 37 – Chorando e Dormindo juntos
Notas iniciais
Oiiiiiiiiii Voltei cedo, arrumei um tempo gente, obrigada as que comentaram aqui está mais um. Pensei em colocar o John Delucca como o Jake, acho que ele é perfeito pra isso. Me digam o que acham beijoooooos Enjooooooooooooy
POV Austin
–Eu, Eu sou seu pai Austin.Eu ainda tava parado na porta estático, sem mexer nem um músculo ainda processando o que essa frase me dizia.–O-oi? – Foi só o que eu consegui falar–Me desculpe contar assim, mas faz tanto tempo que eu te procuro filho, eu, eu já tinha perdido as esperanças.–P-peraí como a-assim pai? – eu tentava entender e a esse momento e todos naquela sala estava quase tão perplexos quanto eu.–Eu sei que é difícil de você entender isso, mas eu não podia te perder de novo, — meu pai se levantou e caminhou até a porta sua expressão era de pura fúria.–Você é o Mike?–Sim sou eu, Meu nome é Mike Albert Moon.–Saia da minha casa, você não é bem-vindo aqui. – Acho que os que assistiam aquilo nem respiravam, e eu tentava piscar, milhões de pensamentos passavam na minha mente. Como assim ele é meu pai? E como assim ele estava me procurando? E porque meu pai ficou tão furioso com ele? Tá eu sempre soube que o tal do Mike e a mamãe não se entendiam bem, mas como eu não gostava de falar sobre ela, eu nunca perguntei ao papai o que tinha realmente acontecido com eles. Aliás quando a minha mãe morreu eu era criança e não entendia nada direito.–Calma senhor, quem é você? – o Mike perguntou e pela primeira vez olhei analisando seu rosto, e o pior é que eu sabia de quem eu tinha me lembrado quando eu o vi. Ele lembrava a mim mesmo. Sua aparência é de uns 40 anos mais ou menos, ele parecia ser um homem bem cuidado, mas sua aparência não estava das melhores. Tinha olheiras visíveis e rugas também.–Eu sou o pai do Austin, o verdadeiro. – meu pai falava totalmente irritado e eu não estava conseguindo raciocinar direito. Minha vista embaçou e eu senti lágrimas querendo cair. Eu não via nada e minha cabeça doía, eu apenas saí dali.POV AllyComo assim Pai? Que história é essa? Tudo tava tão bem, os dias passaram tão rápido e o sucesso do Austin só aumentou e do nada agora surge essa bomba? Meu Deus!Meu coração doía ao ver o meu loiro olhando pro chão parado entre os ‘’dois pais’’ e eu sabia que ele não tava nada bem. Eu o conheço, de repente ele correu pra fora de casa enquanto todos chamavam por ele, meu pai quis ir atrás.–Não pai, deixa que eu vou. – Ele assentiu e eu corri atrás dele.POV AutoraLester estava a tempo de explodir de raiva vendo aquele homem que tanto fez mal a sua esposa, nunca tinha o visto, mas simplesmente ele não acreditava que ele tinha mudado e que procurava o filho todos esses anos.– SUMA DA MINHA CASA E DEIXE MEU FILHO EM PAZ!! – ele gritou tão alto que fez com que Dallas, Elliot Trent e Dez se levantassem para apartar uma briga caso ela existisse.–Você não pode me privar de conhecê-lo, a Mirela simplesmente sumiu! E eu não vou deixar meu filho de novo, por falar nisso onde ela está??? – o homem falava alterado, mas controlando o nervosismo.–ELA MORREU! E FOI POR SUA CULPA! –Lester estava vermelho de raiva–MORREU??? COMO ASSIM? – o homem estava perplexo com a notícia. – NÃO FOI MINHA CULPA. – ele disse por fim–Saia da minha casa e não ouse se aproximar do meu filho de novo, senão eu não respondo por mim.–Eu vou embora sim, mas eu voltarei, ele é o meu filho e você não pode me impedir de conhecê-lo, passar bem. – o homem falou e saiu deixando Lester tremendo de raiva, e todos ali na sala foram em direção dele para acalmá-lo. Cassidy pegou um copo de água para ele enquanto os outros o tranquilizavam. Ally procurava Austin na rua deserta, ele por estar tão atordoado não a escutava gritar seu nome, e tudo que passava repetidamente na sua mente era a frase:Eu, Eu sou seu pai Austin.Ele caiu de joelhos no chão enterrando o rosto entre as mãos chorando desesperado. Ela chorava como ele, e se ajoelhou em sua frente e delicadamente tirou as mãos do seu rosto, fazendo com que aqueles olhos castanhos que agora estavam profundamente tristes, a olhassem.–Meu amor calma, — ele chorou ainda mais e enterrou seu rosto no pescoço da sua namorada, tudo o que ele queria naquele momento era ela- Eu estou aqui,- ela falava chorando e os dois estavam abraçados chorando juntos.–Mas como assim Ally? Meu pai? Eu nunca tive pai! ELE NÃO EXISTIA! E agora aparece? Eu estou muito confuso.- ele chorava a olhando e ela tirava seu cabelo encharcado de lágrimas e suor do seu rosto.–Austin eu sei o quanto é difícil, afinal eu passei pela mesma coisa, sei como é você pensar a vida toda que alguém te abandonou e essa pessoa simplesmente aparecer, e eu estou aqui para apoiar você em qualquer decisão que tomar meu amor, mas por favor, se acalme. — ela chorava e seu peito doía por ver o amor de sua vida sofrer tanto.Então ele a beijou instintivamente, fazendo com que os soluços e lágrimas cessassem. Não sabiam ao certo quanto tempo estavam ali, mas os dois tinham se acalmado.–Vamos? – Ally perguntou e Austin apenas assentiu, os dois caminharam de mãos dadas em um silêncio profundo de volta pra casa.POV AustinSó a minha Ally para me acalmar mesmo, voltamos pra casa e eu encontrei meu pai sentado e sua feição era de preocupado e de quem já tinha chorado. Aposto que a minha cara estava do mesmo jeito, quando ele me viu na porta correu ao meu encontro e me abraçou forte, e era tudo que eu precisava naquele momento.–Filho você está bem?–Não. Mas eu irei ficar. – eu disse por fim – Gente vocês me desculpem, mas eu preciso ir pro meu quarto, minha cabeça está latejando vocês se importam? – eu disse a galera e a Kira falou por eles
–Claro que não Austin, não se preocupe, nós já vamos, qualquer coisa nos chame ok? – Assenti e olhei para trás, a Ally estava com os olhos vermelhos e um pouco inchados de chorar.–Você pode vir comigo? – perguntei, ela assentiu e eu estiquei a mão para ela que a pegou prontamente. –Eu também vou pro meu quarto, filho eu... – ele ia falar alguma coisa, mas a Ally o interrompeu–Pai eu acho melhor vocês conversarem amanhã, não acha? – ele assentiu e nos abraçou e sussurrou um ’’ vai ficar tudo bem’’ em meu ouvido.–Austin, eu vou levar a Cassie em casa ok? – Dez falou–Claro cara, até mais Cassie! – eu falei pra ela e eu e o Dez fizemos nosso cumprimento, mas até isso soou triste. – eles saíram e meu pai já tinha subido, estávamos só eu e a Ally na sala.–Vem -ela me chamou pra cozinha, procurou alguma coisa no armário , e me deu um comprimido para dor e um copo de água.–Obrigada, eu não sei o que seria de mim sem você.- eu disse colocando o copo na pia.–Não agradeça meu amor, vamos. Subimos pro quarto e eu tirei o tênis, o casaco e a camiseta me deitando na cama. Ela pegou o edredom e me cobriu apagou a luz e ia saindo.–A-ally? – Falei com a voz embargada do choro, ela me olhou preocupada- Você pode ficar comigo aqui? – eu disse chorando–Claro. -Ela tirou os saltos e se deitou mais acima da cama cobrindo-se também com o cobertor, fazendo com que eu a abraçasse e apoiasse a cabeça em seu peito. –Vai ficar tudo bem. – ela disseMas eu não estava bem. Não sei como ficar bem em saber que você tem pai depois de tantos anos. Eu sei parece uma coisa tão estúpida chorar por isso. Mas não é estúpido quando você sabe que esse tal pai, maltratou de algum jeito que eu não sei, a minha mãe que eu tanto amava, a minha mãe que está morta. Não choro porque ele apareceu, Choro porque ao invés dele, queria que fosse a minha mãe a estar naquela porta pra me abraçar e dizer: ‘’ Filho, meus parabéns, eu estou tão orgulhosa de você, eu te amo.’’ Só quem cresceu sem a mãe por perto sabe o quanto é difícil procurar a mulher que você mais amaria no mundo e não estar ali. E era apenas um garoto! Sofri provocações na escola e humilhações do tipo ‘’ Eu tenho mãe e o Austin não tem’’ ou ‘’Pelo menos a MINHA mãe é viva’’. E é por isso que eu não gostava de falar sobre ela, e agora ele aparece do nada? Eu não sei o que vou fazer. Estava chorando no colo da Ally e acho que foi assim que nós dois dormimos.POV AllyFicamos lá deitados e aos poucos ele foi parando de chorar, até que no quarto escuro eu só escutava seus soluços. Adormeci junto a ele. Acordei com o barulho de um chuveiro, olhei pro lado e Austin não estava, deduzi que era ele que estava tomando banho. Bati na porta:–Austin?–Oi pequena. – ele falou diminuindo o barulho.–Eu vou tomar um banho tá? –Tá certo. – ele falou–Tudo bem?–Sim, está sim, você toma café comigo hoje?–Claro vou indo então, bom dia.–Bom dia. – ele respondeu e eu fui pro meu quarto, o Dez estava deitado na minha cama, com certeza ele preferiu ficar aqui já que o Austin não estava bem. Olhei o despertador, eram 7h da manhã. –Dez?–Mais 5 minutos mãe. – ele murmurou–Dez sou eu a Ally, vamos, eu te levo para a cama do Austin. – ele disse alguma coisa que eu não entendi e eu o ajudei a levantar, o guiei pelo corredor e bati na porta de novo–Austin, eu posso entrar?- ele gritou um ‘espera’ e depois um ‘agora pode’. – Ele vestia apenas uma bermuda preta, e nos pés suas sandálias brancas, e secava o cabelo com uma toalha. Deitei o Dez na cama e ele me ajudou a cobri-lo.–Tadinho dele, dormiu aonde? – Austin perguntou–Tadinho?? Ele dormiu na minha cama. – Austin riu e eu agradeci a Deus por aquele sorriso. – Bom agora eu posso tomar meu banho.–Espera. – ele falou enquanto eu me virava e ele segurava a toalha branca com as mãos e fitava o chão. – Obrigada por tudo, por ficar aqui comigo.–Eu já disse, você não precisa agradecer, eu, eu só não quero ver você sofrer Austin. – eu o abracei, ou seja, ele me aninhou em seu peito. – Bom eu vou tomar banho.- ele me deu um selinho e eu saí.POV AustinEu não consegui dormir a noite toda, meus sonhos sempre me despertavam com aquela frase e com o rosto dele nítido a mim. Toda vez que eu acordava eu ficava pensando no que fazer agora, e tudo mais. Tomei um banho e depois de tanto pensar cheguei a uma conclusão. Desci e encontrei meu pai na cozinha preparando o café.–Quer ajuda? – eu disse, ele sorriu e me olhou preocupado.–Quer uma camisa? Filho eu sei que você malha, não precisa se gabar. – eu gargalhei e ele me acompanhou. Enquanto ele terminava de cozinhar eu montei a mesa.–Pai depois de passar a noite quase toda em claro pensando, eu tomei uma decisão. – ele me olhou apreensivo, — E-eu quero conhecê-lo.
Notas finais
UUUUUUUUUUUUUUiiiiiiiiiiiiii comentem.... Beijos
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