I Always Think Of You
33 Capítulo 33 – Caminhada no parque e 15.000 acessos
Notas iniciais
POV Ally
Manhã de sábado. Aqui estou eu deitada olhando pro teto sem conseguir dormir e sem coragem de me levantar. Que horas são? 5 da manhã. Olhei para o chão e o colchão da minha mãe não estava mais lá. Ela foi embora na quinta de tarde. Bom primeiro, ela e o meu pai não dormiram em casa na quarta. Na verdade Austin pegou os dois dormindo juntinhos na sala das aulas de piano na Sonic Boom. Minha mãe ficou passada de vergonha e Austin me disse que só fazia rir. O vôo dela saiu às 14h e eles se beijaram na nossa frente. Bem digamos que eles estão namorando agora. Tive aula de manhã e fui trabalhar à tarde depois de levar a mamãe no aeroporto. Bom nem tanto trabalhar, porque Austin me beijava de 5 em 5 minutos, ou talvez menos. O dia de sexta foi desse mesmo jeito, tirando o fato que só na sexta que tivemos a nossa aula de piano, agora não é mais tão aula porque eu já sei tocar um pouco, na verdade Austin ficou impressionado como em tão pouco tempo eu aprendi. À noite o Dez foi encontrar a Cassidy e o nosso pai ficou conversando com a minha mãe pelo computador antes de ir dormir cedo, é agora eles namoram a distância. Eu e Austin fomos assistir.
Flash Back on:
Estava tomando banho e eram 7 da noite na hora que sai do banho, Austin estava na porta me chamando:
–Ally posso entrar?
–Espera vou me trocar – peguei minhas roupas que estavam já em cima da cama e me vesti rápido – Entra. Ele abriu a porta e já estava tomado banho também, seu cabelo loiro estava molhado, e ele usava apenas uma bermuda azul. Fiquei paralisada secando o cabelo quando eu o vi assim. – Você não usa blusa não mocinho?- ele riu
–E você! Sabia que existe mais tecido pra esse short? – ele me olhou de cima a baixo com um sorriso torto e eu ri
–É que o calor tá muito grande.
–Eu sei foi por isso que eu não estou de camiseta, Ah eu vim te chamar pra ir fazer uma coisa muito legal! – ele disse se sentando na minha cama
–O que? – eu disse em pé penteando o cabelo e o olhava pelo enorme espelho da minha parede.
–Cozinhar pra mim. – eu revirei os olhos e ele riu – É sério Ally, o Dez saiu nosso pai tá lá todo apaixonado com a Penny pelo computador, e eu tô morrendo de fome. – eu gargalhei enquanto prendia meu cabelo molhado em um coque.
–Tá bom esfomeado, vamos ver o que tem pra comer lá. – Ele se sentou à mesa e eu comecei a cozinhar. Bom com o que tinha na geladeira eu fiz panquecas, tinha coca e alguns sanduíches. Enquanto eu terminava, Austin sintonizou a TV na maratona de Gente Grande, era uma sequência do primeiro e o segundo filme. Levei as comidas e nós assistimos os dois filmes bem abraçadinhos e morrendo de rir.
Flash Back Off.
Bom depois que terminou os filmes nós fomos dormir, e Dez tinha chegado um pouco antes, ele disse que a Cassidy tinha aceitado namorar com ele, e que ele foi pedir a permissão ao pai dela, que concordou muito feliz. Eu e Austin o parabenizamos e todos nós subimos.
E foram assim esses meus últimos dias. Agora estou eu criando coragem de me levantar, lembrei-me que na África uma vez ou outra eu acordava cedo para ir correr, colocava meus fones de ouvido e fazia meu percurso. Então me levantei e coloquei minha roupa de ginástica e calcei meus tênis, peguei meu celular e os meus fones. Todos ainda dormiam, então saí de casa sem fazer barulho e sintonizei na Playlist de Bruno Mars. Comecei caminhando, o sol raiava em Miami, tinha poucas pessoas na rua, todas provavelmente saindo cedo para caminhar. Peguei o ritmo e comecei a correr ao som de Locked Out Of Heaven. Corri por uns 20 minutos, sempre decorando o caminho para não me perder, e acabei encontrando um parque. Tinha árvores altas por todo o lugar, e um chafariz gigante no centro do parque. Os bancos de madeira eram espalhados pelo local e o caminho de pedras para caminhar tinha ao seu redor uma grama verde e viva. Avistei uma árvore grande e me sentei embaixo dela na Playlist tocava When I Was Your Man, Lembrei-me da primeira vez que Austin cantou para mim, e fiquei pensando como a minha vida mudou nesse último mês. Eu não tinha pai, agora eu tenho. Eu não sabia tocar, agora eu sei e ainda por cima componho. Eu não tinha namorado, e com Austin descobri o verdadeiro amor, e não aquelas paixonites bobas de escola, aliás, eu nunca tive isso. Estava concentrada na vista do lugar que dava para frente do parque, onde as pessoas passavam apressadas e outras caminhavam e brincavam, e onde o carrinho de sorvete começava a abrir. Fiquei por ali por um tempo, na verdade nem sei o quanto, pois o sol começou a ficar mais forte e a bateria do celular descarregou. Voltei para casa caminhando a passos largos quando entrei Austin estava na sala andando de um lado para o outro, seu rosto mostrava medo, e quando me viu sua feição mudou para aliviado e ele gritou:
–Meu Amor! Você por favor, quer me dizer onde estava?? Quer me matar de preocupação?? Como é que você sai a essa hora e não avisa a ninguém?? Eu quase morri Ally. – ele me abraçou forte e eu ri, mas achei fofo ele me chamar de amor.
–Amor, eu só fui correr. Tava sem sono e decidi caminhar um pouco, fui ao parque. – ele arregalou os olhos.
–AO PARQUE??? Ally é muito longe, e você não sabe andar por Miami, o que é que você tem na cabeça? Ah e custava deixar um bilhete avisando? Já são quase 9 horas Ally. – quem arregalou os olhos dessa vez fui eu.
–O quê?? 9 Horas? Eu achei que era mais cedo, eu sai daqui eram 5 da manhã. – eu o abracei e ele relaxou no meu abraço. –Desculpa, prometo que não faço mais isso, agora cadê o povo dessa casa?
–Bom. Nosso pai foi pra loja, ele disse que não precisávamos trabalhar no sábado, e o Dez ainda tá dormindo, que tal tomarmos café lá na casa da árvore?
–Amei a ideia, vamos. – Nos beijamos, e fomos para a cozinha. Fizemos sanduíches, panquecas e suco de laranja, colocamos tudo em uma cesta e fomos para a casa da árvore. Austin estava mais calmo do que da última vez que entrou lá. Nós rimos muito, e ele me mostrou os brinquedos dele de criança que estavam ali. Quando deram 10 horas nós descemos e escutamos Dez gritar:
–Auuuuuuustiiiiiiiiiiiiin! –corremos para dentro e encontramos ele na sala com o notebook no colo e sua feição era de muita surpresa, na verdade ele estava pálido até.
–O que foi cara? O que houve Dez? – Austin disse quando nós chegamos
–Olha. – foi só o que ele disse, Austin me olhou confuso e nós sentamos, Dez ficou no meio de nós dois. Na tela do computador passava o vídeo de Austin cantando na Beat estava no You Tube, mas não foi só isso que nos fez ficarmos iguais ao Dez, e sim o número de acesso embaixo do vídeo que dizia: 15.000 acessos em apenas dois dias.
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