I Always Think Of You
14 Capítulo 14 - Empregos e Aulas
Notas iniciais
POV Austin
Depois da minha queda humilhante, a Penny subiu para descansar e meu pai saiu para trabalhar. Ficamos só eu e a Ally na sala. Eu propus a ela que nós fossemos na Sonic Boom. Depois de um tempo ela ficou parada, como se estivesse pensando em alguma coisa. Eu a chamei uma três vezes e ela não respondeu. Aí eu fui para perto dela para despertá-la daquele transe, e acabou que eu que fiquei em transe. Eu já não tinha mais controle sobre mim, naquele momento que eu olhei para os seus lábios rosados, carnudos, mas delicados ao mesmo tempo. Eu só queria beijá-la. Na verdade eu guardo dentro de mim essa vontade desde o dia em que ela se sentou na minha frente no aeroporto, caramba! Mas será que ela queria me beijar? Será que ela sente o mesmo que eu? Eu ia beijá-la, mas a mãe dela apareceu, de susto eu cai do sofá, Cara hoje eu tô que tô para cair viu! Quando a mãe dela saiu, ela não comentou nada, fingiu que não aconteceu nada. O que me entristeceu muito. Fomos para a Sonic Boom, e o caminho foi em silêncio. A loja se encontra no shopping de Miami, fazia tempo que eu não ia lá, quando chegamos nosso pai estava nervoso atrás do balcão tinha muita gente ao seu redor e o telefone tocava muito, ele estava tentando atender todos os clientes, mas pelo jeito não tava conseguindo.
–Austin vamos ajudar! Ele tá muito atarefado. – Ela me falou, Nosso pai nos viu de longe e olhou com cansaço no olhar.
–Vamos Ally. – Eu a procurei, mas ela não estava mais do meu lado. Ela tava tentando falar com as pessoas, tentando acalmar a situação, mas não tava conseguindo. Foi ai que ela tomou uma atitude drástica. De um súbito, ela subiu em cima da bancada e gritou:
–CHEEEEEEGAAAAA! – Todos pararam e olharam para ela, meu pai a olhava tentando entender o que ela estava fazendo. – Vamos organizar as coisas aqui ok? – Todos assentiram- Quem quer ajudar para escolher os instrumentos levanta a mão! – Alguns levantaram– Ótimo, por favor, com calma procurem aquele loirinho ali – ela apontou pra mim, (gostei do loirinho)- Ele vai ajudá-los. – Ela piscou para mim, e eu assenti sorrindo, meu pai olhava para ela maravilhado – As pessoas que querem pagar os instrumentos já escolhidos levantem a mão. – Muitas pessoas levantaram. – Ok. Agora calmamente façam uma fila aqui no caixa que eu vos atenderei. -A fila foi formada e as pessoas vieram até a mim. Eu não estava acreditando! Em um minuto ela organizou tudo. Ela falou para o meu pai – Você agora pode resolver os problemas dos telefonemas. E piscou para ele, que sorriu feliz e assentiu.
–Bom vamos lá pessoal? O que desejam?- Eu perguntei as pessoas que estavam na minha frente.
E assim passamos duas horas trabalhando, Tudo bem organizado e sem nenhuma reclamação dos clientes. Quando ela atendeu a última pessoa no caixa, meu pai se pronunciou.
–Filhos muito obrigada, eu já estava ficando louco, com tanto barulho, e Ally filha, Que jeito de resolver a situação, fiquei orgulhoso!
–Nós percebemos que você tava ficando louco pai. – eu disse e todos nós rimos.
–Vocês não gostariam de trabalhar aqui comigo? Eu pago o salário de vocês.
–Mas Lester eu vou começar a escola segunda já, como vou trabalhar?
–Você pode vir à tarde Ally, e você Austin pode vir o dia todo. Você começa as 10 h da manhã e sai na hora que fecha a loja, às 5h da tarde.
–Eu aceito pai, começaremos quando?
–O mais rápido possível, bom, hoje é sábado e amanhã a loja não abre então vocês começam segunda ok?
–Nada disso- A Ally disse olhamos para ela sem entender, ela riu- e o trabalho que eu tive hoje não conta? – Todos nós gargalhamos- Estou brincando viu, começamos segunda então.
–Como o movimento acabou vocês podem ficar aqui mantendo a loja aberta porque eu vou buscar um lote de Guitarras novas. Tudo bem?
–Claro Lester, pode ficar tranquilo. – A Ally disse e piscou para ele.
–Tchau Pai! – Acenei para ele
–Tchau Austin
A Ally se sentou no piano e passou as mãos nele, com uma cara triste.
–Ally você se lembra que eu disse que iria te ensinar a tocar piano?- Falei sentando ao seu lado, seu olhar brilhou para mim.
–Lembro sim.
–E então, Quer aprender? – Ela abriu um sorriso de orelha a orelha, seus olhos demonstravam a sua alegria.
–Claro que sim! – ela batia palmas repetidamente, como uma criança que ganha um pirulito.
–Vamos lá então.
A tarde toda eu dei aulas a ela, ela tem jeito de quem vai aprender rápido. Ficamos no piano por mais duas horas. Nosso pai chegou, deixou as caixas lá numa sala que tinha no segundo andar. Ela tava muito bagunçada, mas era um bom espaço. Deixamos para organizar tudo na segunda e fomos para casa para nos arrumarmos para sair.
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