I Always Love You
49 Surpresas & Amber e Ethan.
Notas iniciais
POV Ally
Eu e o Austin estamos abraçados, a ver a Sky, que está na água, que aqui parece um pequeno lago e dá para ela brincar, enquanto os nossos amigos estão na água.
O Austin está estranho e muito pensativo, mais cedo eu perguntei no que ele tanto pensava e a resposta que tive foi no futuro. Pensava em nós, nos nossos filhos e a Sky juntos, que podemos e vamos ser finalmente felizes. Só que não me parece que seja só isso, ele parece pensativo demais e não me parece mito feliz.
–Se você quiser também pode ir ter com eles.
–Não eu estou bem aqui morena.
–Ok.
Senti o meu celular vibrar e vi quem era. Tinha sido o Dallas a me mandar uma mensagem.
"Ao fim do dia deve estar tudo pronto, achas que conseguem continuar assim até lá?"
Eu respondi:
"Sim, eu acho que está a correr bem por aqui e que somos capazes de conseguir até o final do dia."
E alguns minutos depois ele respondeu:
"Ok, nós vamos tentar não demorar muito. Mais logo mando mensagem a dizer para virem."
E por fim eu respondi:
"Ok, eu fico à espera. Até mais tarde."
–O que fazes? — Pergunta o Austin a tentar ver o que eu estava a fazer no celular.
–Nada. Só a ver as horas.
–Ok.
–Eu estou com fome. Podemos ir comer?
–Claro, mas você já está com fome?
–Sim, qual é o problema, não posso estar com fome agora?
–Sim, sim, você pode ficar com fome, eu vou já buscar comida.
–Obrigada.
–E então o que queres comer? — Pergunta se levantando.
–Comida. — Respondo e ele olha com os olhos semi-cerrados para mim.
–Oh a sério, não me digas. Que tipo de comida queres?
–Qualquer coisa, eu vou com você.
–Ok. Você não podia ter dito isso mais cedo?
–Não, agora vamos eu estou mesmo com fome.
–Ok, vamos Sky, vamos comer e depois voltamos.
–Mas eu quero ficar aqui.
–Vamos Sky, se agora ficares aqui, depois não voltas.
–Está bem, eu vou. — Diz e veio até nós. Nós voltamos lá para cima e fomos à pequena esplanada. Nos sentámos numa mesa cá fora e um empregado veio ter connosco.
–O que vão desejar? — O Austin olhou para mim e eu olhei para o menu.
–Eu quero esta salada aqui. — Respondo a apontar para a imagem da salada no menu.
–Muito bem, o Sr. e a menina o que vão comer?
–Um bife com batas e arroz para os dois, mas para ela num prato mais pequeno por favor.
–Claro. O que vão beber?
–Dois sucos de laranja natural. — Responde e ele escreve no bloco que tem nas mãos.
–Eu quero um sumo tropical. — Digo
O empregado assentiu e saiu para preparar os pedidos. Alguns minutos depois ele trouxe os sucos e voltou para dentro.
–Você disse que estava com e fome e só vai comer salada?
–Sim, a salada tem vários vegetais e diferentes ingredientes. Tem bom aspeto e é o que me apeteceu. Mas porque você está a reclamar tanto?
–Eu não estou a reclamar, eu só perguntei. Porque você está assim tão agressiva e fria.
–Eu não estou agressiva nem fria, eu só respondi à sua pergunta.
–E eu só perguntei. — Diz e depois ficamos em silêncio.
–Porque estão a brigar? — Pergunta a Sky a olhar entre mim e o Austin.
–Nós não estamos a brigar. — Respondemos ao mesmo tempo.
–Estão sim.
–Foi (ele/ela) que começou. — Respondemos ao mesmo tempo outra vez.
–É feio mentir e dizer que a culpa é dos outros.
–Mas a culpa não foi minha..........Pare com isso..........Não pare você........Tudo bem eu paro......Ughhhhhhh. — Dissemos tudo ao mesmo tempo.
–Eu acho que o sol está a fazer mal a vocês. — Diz a Sky e eu tentei não rir.
–Eu acho que não e só o sol. — Digo.
–É eu também acho, você hoje está diferente.
–Olha quem fala. Você está distante, depois não diz nada, fica pensativo e depois ainda reclama por uma pessoa querer comer, até porque já é hora do almoço.
–Eu? Você é que está a falar mal para mim, eu sei que podem ser os hormônios e isso, mas não é preciso falar assim, eu pensei que hoje o dia fosse muito melhor.
–O que queres dizer com isso?
–Nada.
–Vê, você está distante, não diz nada. — Digo e o empregado aparece com o comer.
–Hey, que tal pararem de brigar e comerem? — Pergunta a Trish se sentando do meu lado com os nossos amigos. Eles tiveram de trazer outra mesa pois estávamos sete pessoa numa mesa para quatro. — E não tinha ficado mal se nos tivessem chamado também.
–A Ally estava com fome e queria vir comer.
–Agora a culpa é minha?
–Eu não disse isso, eu só disse que você estava com fome e queria vir comer.
–Não disse mas insinuou....
–Parem com isso! — Interrompe o Dez.
–Eu acho melhor comermos. — Diz o Austin e cortou o comer da Sky e depois começou a comer. Eu comecei a comer também e estava incrível. Esta salada estava muito boa.
O Dez, a Cassady, a Trish e o Gavin pediram o comer deles e depois de trazerem eles começaram a comer.
–Porque vocês estão assim? — Pergunta o Dez.
–Assim como? -Pergunto confusa
–Assim, vocês ouviram e perceberam o que estavam a fazer e dizer?! Vocês estavam a brigar por razões estúpidas.
–Eu não tenho culpa, ele é que me irritou!
–Agora eu é que te irritei, isso é muito bom de se saber. Eu vou apanhar ar. — Diz e se levanta da mesa começando a caminhar para longe.
–Mas você já está cá fora!
–Mas eu preciso de dar uma volta. — Diz e continuou a andar.
–Isso foi um pouco demais Ally. Principalmente hoje.
–Eu sei, mas estou um pouco stressada e preocupada com ele.
–Bela maneira de você se preocupar. — Comenta o Dez.
–Eu também acho que não foi justo o que você disse. Mesmo que hoje estejas stressada. Você sabe o porquê de ele estar assim, podias ter mais calma e tentar compreender. — Diz o Gavin
–Eu sei, mas o ver assim, me fez sentir mal e me sentindo assim me fez dizer aquelas coisas. Fiquem com a Sky que eu vou procurar o Austin e me desculpar. -Digo e me levanto da mesa caminhando na direção em que o Austin foi.
As nossas coisas estavam perto de onde estávamos sentados, dali dava para ver e por isso não nos preocupámos em guardar as coisas, só deixar as bolsas na sombra.
Olhei em volta e vi o Austin sentado onde havíamos estado com a Sky, virado para o mar e eu me aproximei dele.
–O que você quer? — Pergunta sem olhar para trás.
–Eu só quero pedir desculpa
–Mas eu não quero saber.
–Vá lá loiro, eu só quero pedir desculpa. Eu não gosto de te ver assim, dessa maneira e isso me faz sentir mal o que me faz dizer coisas friamente e sem pensar. — Desculpa. — Peço me sentando ao lado dele.
–Tudo bem, eu também tenho de pedir desculpa, eu sei que você está grávida e é normal estar assim, só que hoje o dia não está a correr muito bem.
–Tudo bem. Eu te desculpo.
–Eu também. — Diz me abraçando. Ele nos afastou e me beijou. Um beijo calmo e doce, como já não tinha à algum tempo. Bem desde hoje de manhã, mas para mim isso é muito tempo.
–Eu acho melhor voltarmos. — Digo e ele assente se levantando e me ajudando a levantar.
–Ainda estás com fome?
–Não, a salada estava ótima e eu já não estou mais com fome.
–Ok. — Diz e chagamos onde estavam todos.
–Então já resolveram as coisas? — Pergunta a Cassady.
–Sim, nós já estamos bem.
–E que tal nós ficarmos com a Sky a montar um castelo de areia e vocês vão dar uma volta pela praia, isso é uma coisa especial. Nós pagamos — Diz o Dez e eu o olhei feio.
–Sim, por mim tudo bem. — Diz o Austin e eu sorri. — Eu e a Ally vamos dar uma volta e você vai ficar com eles a fazer um castelo de areia ok Sky?
–Sim, eu quero fazer um muito gande. — Diz e o Austin sorriu.
–Então nós vamos dar uma volta.
Eu e o Austin voltamos para onde estávamos e começamos a caminhar à beira mar. O Austin segurou a minha mão e entrelaçou os nossos dedos. Eu sorri e apertei um pouco a sua mão.
–Hoje o dia pode não acabar tão mal como começou.
–O que queres dizer com isso morena?
–Que no final do dia talvez te surpreendas.
–Estás a me deixar ainda mais confuso. Não podes explicar melhor?
–Eu quero, mas não, eu não posso. — Digo e ele olha para mim com olhinhos de cachorrinho abandonado e beicinho. — Eu não vou olhar. — Digo tentando não olhar para ele.
–Váuá? — Pede com voz de bebé e eu olhei para o outro lado.
–Não.
–Porquê?
–Porque se eu disser eles vão se zangar comigo.
–Quem se vai zangar?
–Todos os nossos amigos.
–Porquê?
–Não interessa neste momento, agora chega de perguntas.
–Mas eu quero saber porque você disse aquilo?
–Aquilo o quê?
–Sobre eu me surpreender no final do dia. O que isso quer dizer?
–Eu não sei, antes sabia agora não sei. Eu só quero que saibas que nem tudo o que parece é e muita coisa pode acontecer hoje.
–Sabes que mais, é melhor andarmos, porque eu estou a ficar cada vez mais confuso.
–Eu acho que foi a melhor ideia que você já teve.
–AH!AH! Que engraçada.
Eu ri e nós continuamos a passear pela praia, talvez durante meia hora, mas foi perfeito, ficámos o caminho todo a conversar, bom, não foi bem conversar por de 5 em 5 minutos o Austin perguntava o que eu queria dizer com aquilo mais cedo, mas eu nunca lhe respondia. Não podia ou iria estragar tudo.
–Eles estão ali. — Diz o Austin a apontar para os nossos amigos com a Sky e um castelo de areia. — Está incrível. — Diz se ajoelhando ao lado da Sky.
Eu me sentei do lado deles e ficamos a conversar e a construir mais castelos. As pessoas que passarem por nós devem achar que somos loucos, normalmente as crianças é que fazem castelos de areia, mas quando se está quase de férias e não há mais nada para fazer. Umas duas horas depois voltámos para as nossas toalhas e eu ouvi o meu celular tocar, sim, eu o tirei do silêncio, pois caso não estivesse com ele ao meu lado, eu o conseguia ouvir, mas depois de o ouvir tocar, o peguei e vi que era uma mensagem do Dallas.
"Está tudo pronto, conseguimos acabar mais cedo, já podem vir para cá, mas deixa os outros chegarem primeiro."
Li e depois respondi:
"Ok, nós vamos agora para casa e quando os outros estiverem aí diz."
Alguns segundos depois ele respondeu:
"Ok, eu aviso. Até."
–Hey está na hora. — Digo para os nossos amigos percebendo que o Austin estava com a Sky e não o iria ouvir.
–Vamos embora.
–O quê? Mas porquê?
–Porque nós temos assuntos da escola para tratar. — Diz a Cassady.
–Assuntos da escola? Todos vocês?
–Sim todos nós.
–Oh....kay, vocês hoje estão estranhos.
Nós arrumámos as nossas coisas, nos despedimos deles, mesmo que nos iremos encontrar em alguns minutos, talvez uma hora ou assim, mas só eu é que sei.
Fomos para o carro e o Austin dirigiu até casa.
–Eu estou cansado vou tomar banho e me deitar um pouco. — Diz começando a caminhar para as escadas.
–NÃO! — Grito o impedindo de subir. — Nós vamos sair.
–Onde?
–Não posso dizer.
–Então eu não vou.
–Para de ser criança.
–Eu não estou a ser criança, eu só quero saber onde vamos.
–Mas eu não posso dizer. É pedir muito que te vás vestir e venhas comigo?
–Sim..........quer dizer não, mas porque tenho de me vestir, eu não estou nu.
–Sem dúvida ele hoje parece uma criança. — Murmuro
–O quê?
–Nada, nada. Vamos lá loiro, nós vamos sair e você vai com a roupa da praia. Ok, tudo bem, eu vou trocar de roupa e depois podemos ir.
–Ok, vai te preparar que eu vou vestir a Sky. Depois eu me preparo. — Diz e pega na Sky subindo as escadas. Subo para o quarto. Preparo a minha roupa e entro no banheiro, ligo a água e me dispo, depois entrei na banheira e tomei banho.
Quando terminei saí da banheira e enrolei a toalha no meu corpo indo para o quarto. Quando saí do banheiro o Austin entrou no quarto e olhou para mim.
–Você nem esperou!
–Eu pensei que irias demorar mais loiro.
–Tudo bem, eu vou tomar banho se precisares de ajuda diz. — Diz e eu assenti. Ele foi para o banheiro e comecei a me vestir.
Depois de me vestir (http://cdn01.cdn.justjaredjr.com/wp-content/uploads/headlines/2015/03/laura-marano-nkd-mag-march-issue.jpg ) o que não foi fácil, fiquei bastante cansada. Já que tinha terminado de me vestir fui ao quarto da Sky e a vi (http://ecameleca.vteximg.com.br/arquivos/ids/157247-2000-2000/CAT-uLOGO-INVERNO-2015-page-012.jpg ) ela estava muito bonita com aquela roupa.
–Hey Sky, sabes se o Austin sabe o que estamos a fazer? — Pergunto me sentando ao seu lado na cama e colocava a Sparkles nas minhas pernas.
–Ele não sabe de nada.
–Ok, eu ainda tenho de me pentear e maquilhar mas eu já volto. — Digo e ela assente. Eu saí do seu quarto e voltei para o meu.
–Onde você foi? — Pergunta o Austin a vestir os jeans.
–Fui falar com a Sky.
–Ok. — Diz e eu fui para o banheiro. Me penteei, maquilhei e quando terminei voltei para o quarto encontrando o Austin já vestido (http://vignette4.wikia.nocookie.net/austinally/images/b/bf/Ross_Shor_Lynch_183.jpg/revision/latest?cb=20130129191931 ) Ele está incrível.
–Você está linda. — Diz se aproximando de mim.
–Você também não está nada mal.
–Obrigada. — Agradece e me beija. — Desculpa, eu tenho estado um pouco insuportável hoje.
–Não tem problema. — Digo e ouvi o meu celular tocar, me afastei do Austin e peguei o meu celular vendo que era o Dallas outra vez.
"Já podem vir." Eu respondi um simples ok.
–Vamos? — Pergunto pegando a minha bolsa.
–Sim. — Responde e saímos do quarto. Entrámos no quarto da Sky a trazendo e descemos as escadas. Já eram 18:40, uau, o dia hoje passou mesmo rápido.
–Não é preciso levarmos o carro. — Digo assim que vejo o Austin tirar as chaves do bolso, ele assente e as volta a colocar no bolso.
Nós saímos de casa e eu fechei a porta, eu caminhei na frente pois o Austin não sabia para onde é que nós íamos.
–Porque estamos a vir para aqui? — Pergunta o Austin enquanto eu abro a porta de casa do Alex e da Isa. — E desde quando tens a chave de casa deles?
Eu não respondi, simplesmente abri a porta e estava tudo escuro, eu mandei o Austin entrar e fiquei com a Sky para trás. As luzes estavam todas apagadas, não dava para ver nada e assim que fechei a porta acendi as luzes.
–FELIZ ANIVERSÁRIO! — Gritaram todos aparecendo de trás do sofá e da mesa.
Eu olhei para o Austin e a sua expressão era engraçada, ele olha para todos, um a um. Abria e fechava a boca, mas não dizia nada e tinha um enorme sorriso.
–V-vocês fizeram i-isto tudo para mim?
–Sim, eu sou sua mãe, você acha mesmo que eu não iria fazer nada para o aniversário do meu filho?
–Eu não me esqueci do teu aniversário nestes anos todos, você pensava mesmo que eu não iria lembrar hoje? — Pergunta o Alex se aproximando do Austin.
–Sim, eu sei que você não se esqueceu estes anos, só e sempre no meu aniversário você me mandava uma carta. Só não percebo o porquê de você só mandar nesse dia, mas você podia não se lembrar hoje. Um dia ainda vou estar no cinema e ver vocês todos num filme de tão bom atores que são. — Comenta e nós rimos todos.
–Fala a pessoa que esconde tudo dos outros sem eles perceberem. — Comenta o Dez e nós concordámos.
–Eu odeio admitir isto, mas ele tem razão. — Diz a Trish.
–Sim, sim, vocês têm razão, blá, blá, blá. Vocês podiam pelo menos ter dito feliz aniversário esta manhã.
–Mas aí estragávamos tudo. Você não sabe o quão difícil foi ter de guardar esse segredo. — Diz o Dez.
–Eu acredito que foi difícil. Só não acredito que você guardou esse segredo e não os meus. Que melhor amigo que eu fui arranjar.
–Deixa de ser melodramático. Vamos, eu estou com fome e nós temos os presentes para te dar.
–Está bem. Mas obrigada, a todos vocês! — Agradece e um a um o abraçamos.
–Posso falar consigo? — Pergunta o Austin para o meu pai e ele assente. Eles se afastam e eu fui ter com a Trish.
–Que tal ele abrir agora os presentes e jantarmos?
–Sim, onde é que ele está?
–A falar com o meu pai. — Aponto para onde eles estavam.
–Sobre o quê?
–Não sei. — Respondo e ficamos a conversar mais um pouco até o Austin vir ter comigo.
–Vamos jantar?
–Sim, mas primeiro os presentes. — Digo e ele assente. Nos sentamos no sofá e em algumas cadeiras e começamos a dar os presentes ao Austin.
–Não era preciso comprarem nada, se lembrarem do meu aniversário já era o suficiente.
–Sim, sim você diz sempre isso, mas nós compramos na mesma, até porque você faz o mesmo então, agora abre. — Diz a Cassady e nós rimos. — Nós sabemos que você já tem em vermelho, azul e preto, mas você adora isso, então esperemos que goste. — O Austin abre vendo os ténis (https://s-media-cache-ak0.pinimg.com/736x/59/67/b6/5967b6d458f45f78e5f5958d34155416.jpg ) e depois olha para eles.
–Vocês estão a brincar, eu amei. — Agradece os abraçando.
–Ainda bem, porque nós todos compramos o mesmo. — Diz o Dallas lhe entregando o presente dele e da Kira. O Austin abre e estes eram diferentes. (http://www.canalmasculino.com.br/wp-content/uploads/2014/09/all-star-ct-as-specialty-malden-hi.jpg )
Quer dizer, seria estúpido gastarem dinheiro e lhe oferecerem ténis todos iguais. Mas bom eles são todos malucos, o que fazerem isso era possível.
–Os nossos são mais simples. — Diz o Dez e a Keyla entrega o presente ao Austin. (http://www.sportino.pt/artigos/0080010040293_3.jpg )
–Bem, eu não sabia que eles iam fazer isso, mas eu também comprei o mesmo. Os avós ajudaram a escolher. — Diz a Mimi e ele ri. Ele lhe entrega e ele abre (https://s-media-cache-ak0.pinimg.com/736x/6a/56/2f/6a562f8e580eb646c04cd7d8cae193ae.jpg )
–Uau mãe são incríveis. Obrigado. — Agradece abraçando a mãe e os avós e depois os amigos.
–O meu aniversário podia ser todos os dias assim receberia mais ténis. Vocês não me vão dar o mesmo que eles pois não? — Pergunta o Austin a olhar para mim, o Alex e a Isa.
–Não, eu vou primeiro. Foi a Sky que me ajudou a escolher. Ela diz que você adora isto, mas não são ténis. Alex, você pode trazer? — Pergunto e ele assente indo buscar o meu presente.
–Isso é grande. — Diz assim que o Alex lhe entrega. — E pesado.
–Abre. — Digo a sorrir e assim que ele abre e eu vejo o seu sorriso crescer, sorri mais.
–Você só pode estar a brincar.
–Não. É bem verdade e está aí bem na tua frente. — Digo e ele segura a guitarra (http://www.playtech.com.br/Imagens/produtos/15/800015/800015_Ampliada.jpg )
–É incrível queria mesmo esta guitarra, obrigada morena. — Agradece e me beija.
–Hey, hey, hey. Nós estamos aqui. — Diz o Alex e eu ri.
–Obrigada Sky. — Agradece ignorando o Alex e se baixando a abraçando.
–Bem, eu não comprei nada, eu não sei bem o que você gosta, mas a Ally disse que não tinha problema e que em parte a guitarra era da loja então o presente também era meu. — Diz o meu pai.
–Não tem problema, eu não me importo, a nossa conversa de à pouco foi um ótimo presente. — Diz e eu fiquei confusa, como uma conversa pode ser um presente?
–Espero que sim. — Diz o meu pai e o Austin assente a sorrir. Ok, agora é a minha vez de dizer que estou cada vez mais confusa.
–Ok, agora sou eu e a Isa, bem eu sei o quanto você queria isto desde pequeno, eu acredito que ainda queira, no teu oitavo aniversário eu iria comprar e te dar, mas isso acabou por não acontecer e esta é a melhor oportunidade para te dar. Espero que gostes, um é meu e da Isa, o outro é do Ryan e do Ryder, eles não puderam vir porque eles estão com o pai, mas disseram para te dizermos feliz aniversário por eles. — Diz lhe entregando uma caixa retangular pequena. O Austin abre e assim que vê o que está na caixa olha para o Alex.
–Onde você comprou?
–Isso não interessa, você gosta?
–Se eu gosto, eu amo, eu sempre quis um destes e agora tenho dois. — Diz e mostrou o que era (http://g01.a.alicdn.com/kf/HTB1xQ0OIpXXXXX6XpXXq6xXFXXXS/Black-font-b-gold-b-font-Stereo-carving-font-b-Guitar-b-font-font-b-pendant.jpg ) — Obrigada Alex, eu já procurei e nunca encontrei um colar destes desde aquele dia e a mãe não podia comprar. — Diz e o abraça. Ele coloca o colar preto e arruma o outro.
–Vamos jantar, eu não quero ir muito tarde para casa. — Diz a Mimi e nós assentimos. Ouvi um celular tocar e parecia o do Austin.
–Loiro não é o teu celular?
–Sim. — Diz e volta até o sofá o pegando e atendendo.
Ligação On
–....
–Pai? — Pergunta ao celular e todos nós olhamos para ele.
–....
–O-obrigado, mas porquê isto?
–....
–Sim, isso até pode ser verdade, mas não desculpa tudo o que fez.
–....
–Obrigado. Mas eu não posso dizer o mesmo para si, eu quero que você sinta e pague por tudo o que me fez passar, por toda a dor que senti. E sim, agora que você está aí eu posso e consigo ser feliz.
–....
–Não, você não tem, mas era só isso que queria?
–....
–Ok, então tchau. — Diz e desliga.
Ligação Off
–O que ele queria? — Pergunta o Alex.
–Dizer feliz aniversário. — Responde caminhando para a mesa. Esta mesa era grande e eles haviam trazido as cadeiras da cozinha.
–Porquê isto agora? — Pergunta e nos sentamos todos
–Ele sempre disse isso no meu aniversário e esse era o único dia em que eu ficava feliz, sem ele me fazer nada. Ele nunca se esqueceu.
–Pelo menos nesse dia. Mas hoje é suposto ser um dia feliz, então não se fala de coisas que não interessam.
–Sim, você tem razão. — Diz o Austin e ouviu-se um choro ao lado da Isa.
–Parece que alguém também está com fome. — Diz o Austin a rir e a Isa pega a Victória lhe dando de comer, nós esperámos ela acabar e depois começamos todos a comer. O Austin arranjou o comer da Sky e depois ele comeu. O jantar estava muito bom.
Quando terminamos, começamos a arrumar as coisas da mesa e senti uma dor forte na minha barriga. Eu a esfreguei sentido o Ethan e a Amber agitados, mas não estava a resultar. O Austin tentou fazer o mesmo, mas também não paravam.
–A-Austin. D-desta v-vez não e-estou a b-brincar, e-eu a-acho que o Ethan e a Amber querem vir a-agora. — Digo e ele olha para mim com os olhos arregalados.
POV Austin
Assim que entrei em casa do Alex e depois da surpresa que todos prepararam eu não podiam ficar mais feliz. Eu falei com o pai da Ally e pedi permissão para casar com a Ally, pela sua expressão ainda pensei que ele fosse dizer não, mas assim que ouvi um sim sair da sua boca, só faltou fazer a dança feliz! Eu abri todos os presentes e já tenho uma coleção de ténis, mas eu adorei todos. Assim como o presenta da Ally com a Sky e o do Alex com a Isa.
Depois disso nós fomos jantar mas o meu pai me ligou, eu não esperava que ele me ligasse muito menos que dissesse aquilo que disse.
Flashback On (Ligação On- Austin/Pai)
–Austin, sou eu.
–Pai?– Pergunto surpreso e todos nós olharam para mim.
–Sim, eu só queria dizer feliz aniversário.
–O-obrigado, mas porquê isto?
–Apesar de tudo eu sei quando é o seu aniversário e eu nunca fui um mau pai nesse aspeto.
–Sim, isso até pode ser verdade, mas não desculpa tudo o que fez.
–Eu sei, eu já percebi que o que fiz foi horrível e incorreto. Eu nunca me vou perdoar por isso. Só espero que você seja feliz.
–Obrigado. Mas eu não posso dizer o mesmo para si, eu quero que você sinta e pague por tudo o que me fez passar, por toda a dor que senti. E sim, agora que você está aí eu posso e consigo ser feliz.
–Eu mereço ouvir isso e por muito que me custe tenho de aceitar. Não critico você dizer isso, não tenho esse direito.
–Não, você não tem, mas era só isso que queria?
–Sim.....era só isso.
–Ok, então tchau.– Digo e desligo.
(Ligação Off) Flashback Off
Depois de jantar começamos a arrumar as coisas e a Ally não se estava a sentir bem.
–A-Austin. D-desta v-vez não e-estou a b-brincar, e-eu a-acho que o Ethan e a Amber querem vir a-agora. — Diz e eu arregalei os olhos.
–Estás a falar a sério? — Pergunto e ela assente apontando para as suas pernas e eu vi que estavam molhadas. Oh não! — Isto não era suposto acontecer agora. Ainda falta mais de um mês.
–Eu sei, mas por favor vamos para o hospital, isto dói mesmo muito. — Diz apertando a minha mão e eu assenti.
–O-ok, se vierem levem a Sky. V-vamos. — Digo a pegando estilo noiva e a levei para fora da casa do Alex e para o carro. — E-espera um pouco. — Digo e entro em casa, subo até o nosso quarto e pego o saco que a Ally tem estado a preparar com as roupas dos bebés. Eu peguei essa mala e desci de volta para o carro. — Já podemos ir. — Digo e ligo o carro dirigindo para o hospital.
–Ughh! — Geme segurando a barriga com dores.
–Tem calma morena. Respira fundo. — Digo olhando entre ela e a estrada.
–Eu não posso estar calma agora ughh e isto ughh dói tanto.
–Da próxima não me enganes!
–O quê?
–Nada, respira com calma, eu acredito que isso dói.
–Só para saberes não há mais filhos!
–O quê? Mas porquê?
–Porque isto ughh dói. Se queres tanto mais filhos, você fica com eles dentro de si.
–Isso é impossível.
–Eu não ughh quero saber.
–Mas eu quero mais filhos.
–Você já vai ter dois, não acha suficiente?
–Não. Eu quero uma família grande.
–Uh! Uma família grande! Você não Ughh não sabe o quanto isto dói.
–Não, eu não sei e não quero saber. Mas eu calculo pela sua expressão e gritos e gemidos.
–Ainda bem que Ughh não sentes Ughh. — Diz segurando o acento do carro com força. Eu estou a ficar bastante preocupado. É horrível a ver assim, em tanta dor e não poder ajudar.
–Para que foi esta conversa toda?
–Para você me responder, falar comigo e deixar de pensar na dor. Eu sei o que é pensar na dor, vai te consumir e te fazer sentir mais dor, porque pensas nela e eu não quero que você esteja assim. Ela encostou a cabeça no acento do carro e tentou respirar calmamente e começou a esfregar a barriga. — Isso morena, respira com calma. Continua a respirar.
–Isto não está a resultar. Ughh. Rápido loiro. — Diz ainda esfregando a barriga.
–Eu não posso ir mais depressa morena, eu já estou a ultrapassar bastante o limite.
–Eu não quero saber! Agora vai mais rápido ou não vais guiar mais na tua vida! — Diz e eu arregalei os olhos acelerando um pouco mais.
Em 5 minutos chagámos ao hospital, eu estacionei e saí do carro. Abri a porta de trás, tirei a mala com a roupa dos bebés e abri a porta da Ally a ajudando a sair. Fechei a porta, tranquei o carro a a peguei outra vez entrando às pressas dentro do hospital.
–Rápido loiro, isto dói tanto. Ughh. — Geme de dor e eu corri até uma enfermeira que passava no corredor.
–Por favor, eu preciso de ajuda, a minha namorada está grávida. — Digo e ela olha para a Ally.
–Aguente um pouco eu vou buscar uma maca e chamar um médico.
–O Dr. Reid se ele estiver disponível. — Digo e ela assente.
–Ela está louca, eu estou com muitas dores e diz para aguentar um pouco Ughh.
–Calma morena, é só para chamar o médico. Vai ficar tudo bem. — Digo me sentando numa cadeira.
–Então diz para se despacharem, porque isto.....dói muito e eu.....não estou a conseguir......respirar.
–Calma morena, estás a me assustar. Respira comigo. — Peço. Eu inspiro.......expiro e ela faz o mesmo. Faço isso mais algumas vezes e dou por mim a respirar pesadamente como ela. Não, isto não está certo. Primeiro ela tinha de estar a respirar como eu e não o contrário, e depois ela não devia de estar a não conseguir respirar.
–Austin! — Ouvi e olhei para cima vendo o Dr. Reid aparecer com a enfermeira e uma maca. Eu me levantei e caminhei até lá deitando a Ally na maca.
–Vai correr tudo bem Ally. — Digo segurando a sua mão.
–Temos de a levar já lá para dentro. — Diz o Dr. Reid e a enfermeira assente. Eles começaram a levar a maca e e os acompanhei sempre a segurar a mão da Ally. Quando chegámos a umas portas eles pararam.
–Eu peço desculpa, mas você não pode ir Austin.
–O quê? Não, ela é a minha namorada, eles são os meus filhos, eu tenho de ir. Eu não a vou deixar.
–E-eu vou.....ficar bem. — Diz a Ally com voz fraca e apertou a minha mão.
–Nós temos de ir rápido Austin!
–Eu te amo muito morena. — Digo beijando de leve os seus lábios.
–E também te amo loiro. M-muito. — Diz e eu assenti, eu larguei a sua mão e eles a levaram para lá das portas.
Eu voltei para a sala de espera e me sentei numa das cadeiras. pousei a mala do meu lado e alguns minutos depois apareceu a enfermeira de à pouco. Assim que a vi me levantei rapidamente.
–Como ela está, como estão os meus filhos?
–Eu não sei, eu só vim buscar a mala com as coisas dos bebés para depois. — Diz e eu lhe entreguei a mala. — Eu só trabalho com os bebés, por isso é que não sei nada da sua namorada.
–Mas não me pode dizer nada? Eu preciso mesmo de saber como ela está! — Peço desesperado.
–Não, o Dr. Reid só disse que tinham de ser rápidos, pois são gémeos e ainda falta mais de um mês, ele não sabe o que há de errado. Isso é só o que sei.
–Obrigada na mesma. — Agradeço e ela vai embora. Eu volto a me sentar na cadeira e enterrei o rosto nas minhas mãos. Senti movimento ao meu lado e alguém se abraçar à minha perna. Tirei as mãos do rosto e vi todos os meus amigos, o meu irmão com a Isa e a Victória e a Sky segurava a minha perna.
–Hey pequena. — Digo a pegando e sentando nas minhas pernas. O seu rosto mostrava que ela estava cansada. Eu a abracei e ela encostou a cabeça no meu peito, inclinei o corpo dela até ficar deitado nos meus braços, sobre as minhas pernas e ela fechou os olhos.
–A mãe foi levar os avós até casa, ela disse que amanhã vinha aqui. — Diz o Alex.
–Tudo bem.
–Como está a Ally e os bebés? — Pergunta a Isa se sentando ao meu lado com a Victória a dormir nos seus braços.
–E-eu não sei, e-eles não dizem nada, eu sinto que alguma coisa não está bem e eu não os posso perder, não posso! — Digo sentindo as lágrimas descerem pelas minhas bochechas.
–Vai ficar tudo bem Austin, vais ver, o parto é normal durar algumas horas. Até lá eles não vão dizer nada.
–Mas eu preciso de estar com ela. Eu preciso de estar lá. Porque eles não me deixaram entrar?
–Austin, a Ally está grávida de gémeos e ainda por mais ele estão a vir antes do tempo, um pouco antes do tempo, mais de um mês, isto é normal de acontecer.
–Mas eu tenho de estar com ela, eu tenho de saber como ela está.
–Vamos esperar, em algumas horas eles aparecem e dizem que já podes ir ver os teus filhos e a Ally. Tem calma.
–Primeiro penso que ninguém se lembra do meu aniversário, depois tenho uma festa surpresa e agora não sei o que está a acontecer com a Ally e o meus filhos. Como posso ter calma? — Pergunto sentindo mais lágrimas escorrerem dos meus olhos.
–Pensa numa coisa boa, eles vão nascer no teu aniversário, ele nascem no mesmo dia que você nasceu. — Diz o Alex se sentando do outro lado. Eu sorri entre as lágrimas percebendo o que ele disse, sem dúvida este é o melhor presente da minha vida, os meus filhos nascerem no meu aniversário. O mesmo dia que eu nasci.
Já se passou quase uma hora desde que a levaram e ainda não vieram dizer nada. Já eram quase 22h, a Keyla está a dormir encostada ao Dez, a Trish e a Kira estão no pequeno sofá a conversar, a Isa está com a cabeça nas pernas do Alex a dormir e a Victória está no carrinho também a dormir. O pai da Ally estava sentado numa das cadeiras a conversar com o Elliot e a Cassady, e o Dallas estava sentado ao meu lado.
Eu já não sei mais o que fazer ou pensar, eu tenho que ver a Ally, eu tenho de saber como é que ela e os nossos filhos estão, me levantei, deixando a Sky na cadeira, o Dallas a segurou e colocou a cabeça dela nas suas pernas acariciando os seus cabelos.
–Fica aqui um pouco com ela. — Peço e ele assente olhando para mim.
–Onde vais?
–Eu não posso ficar aqui parado. Já volto. — Digo e me aproximo das portas que me separam da Ally e os nossos filhos, vendo se não está ninguém perto que me possa impedir de passar.
Depois de ver que não estava lá ninguém, abri as portas e procurei pela Ally, todas as portas tinham uma pequena janela que dava para ver lá para dentro e isso me ajudava a ver onde estava a Ally, mas por todos os quartos que passava, em nenhum deles estava a Ally.
Havia alguns quartos vazios e outros tinham pessoas lá dentro, eu passei por um em que estava um casal lá dentro, cada um tinha um bebé nos braços, uma bela família. Vai ser bom quando eu puder estar com a Ally e os nossos filhos, sermos uma família feliz. Ao pensar nisso me fez voltar a perceber o que estava ali a fazer e me virei continuando à procura da Ally no corredor.
Estava quase no fim do corredor quando vi a Ally. Ela estava deitada na maca com os olhos fechados e várias máquinas ligadas a ela. Haviam vários médicos incluindo o Dr. Reid lá dentro. Eu olhava entre a porta e à minha volta para ver se não aparecia ninguém. Assim que ouvi um choro vindo do quarto olhei para lá.
–Já temos um e é o menino. — Diz uma das enfermeiras o enrolando numa toalha e se virando, não dando para eu o ver. Uns cinco minutos depois, eu os vi olharem preocupados para algo, mas não estava a perceber até começarem a falar.
–O que está a acontecer Doutor? Porque ela não chorou?
–Eu não sei. — Diz e eu fiquei preocupado. Eu não percebia o que estavam a fazer, só pedia mentalmente para a salvarem. — Vamos lá, reage! — Diz e alguns segundos depois ouvi um outro choro e percebi que era ela, a minha princesa. Eu sorri com o pensamento de os ter nos meus braços e ouvi o meu celular tocar e corri rapidamente para fora do corredor indo para a sala de espera outra vez, antes que percebessem que eu estive ali.
–Onde estavas? — Pergunta o Alex a olhar para mim.
–A ver a Ally e os meus filhos. — Respondo me sentando ao seu lado.
–Você está maluco? Você não podia entrar lá dentro.
–Eu não quero saber, eu tinha de os ver. Apesar de não ter conseguido!
–Você não os encontrou?
–Encontrei, mas só consegui ver a Ally.
–Ela está bem?
–Não sei, mas eles já nasceram.
–A sério?
–Sim, o Ethan nasceu primeiro e a Amber nasceu cinco minutos depois. Eu só quero estar com a Ally, ver os nossos filhos e estar com eles nos meus braços.
–Eu acredito, e vais ver que eles vão estar aqui sem perceberes. — Diz e eu assenti, me sentei na cadeira ao lado, me deitei ocupando três delas e fechei os olhos.
Que dia loucos hoje hein? Estou exausto, primeiro ninguém se "lembra" do meu aniversário, depois na praia as pequenas e estúpidas brigas entre mim e a Ally, depois ir para casa e para a festa surpresa, depois o meu pai me ligar, o jantar, a Ally entrar em trabalho de parto, a viagem até o hospital e agora, sim, hoje foi um dia de loucos e muito......
–Ele está acordado? — Ouvi a voz do Dr. Reid e rapidamente me levantei.
–Como está a Ally?
–Ela está bem, o parto correu bem, apesar de umas pequenas complicações pelo meio, mas está tudo bem agora. Ela e os seus filhos estão no quarto. Ambos estão a dormir, mas em umas horas a Ally irá acordar.
–As complicações que está a falar é por a Amber não ter chorado assim que nasceu? — Pergunto e ele ele para mim um tanto chocado e confuso.
–Como você sabe?
–Opss. E-eu não sabia. Foi um palpite.
–Eu não acredito nisso. Você foi lá dentro não foi?
–Sim, desculpe, eu sei que não é permitido ir para lá a não ser com autorização e a não ser para o quarto dos pacientes, mas eu tinha mesmo de os ver, eles são a minha vida, eu tinha de saber se eles estão bem ou não.
–Tudo bem, eu entendo, mas da próxima já sabe.
–Eu espero que da próxima vez, se houver, isto não tenha de acontecer.
–Sim. Até a Ally acordar só você, que é o pai, pode entrar. — Diz e eu olhei para todos os outros.
–Tudo bem Austin. Nós vamos a casa tomar banho e descansar, mais tarde ou amanhã nós voltamos. Vamos levar a Sky connosco — Diz o Alex e eu assenti. — Até mais tarde. — Diz e eles saíram.
–Eu não posso entrar, eu sou o pai da Ally, eu só a quero ver e aos meus netos. Posso?
–Eu acho que sim.
–Eu só os quero ver, depois disso eu vou embora.
–Sim, tudo bem. O Sr. pode ir. Eu levo vocês ate o quarto. — Diz o Dr. e nós o acompanhámos. — Apesar de eles terem nascido antes do tempo, eles estão saudáveis, a Ally me contou o que aconteceu com você e depois de hoje, posso dizer que os seus filhos são iguais a você. Têm uma força de vontade imensa.
–Obrigada. — Agradeço e entramos no quarto. A Ally estava deitada na maca e com os olhos fechados assim como a havia isto antes, mas desta vez não tinha tantas máquinas ligadas a ela. Do outro lado da cama estavam o Ethan e a Amber. Eu sorri e me aproximei deles os vendo pela primeira vez. Não é por serem meus filhos, mas eles são lindos. (http://prematuridade.com/wp-content/uploads/2014/02/prematurosresgatados1.jpg )[As mangas são mesmo assim para cobrir as mãos, mas imaginem que não tivessem cobertas.]
–Eles são tão lindos. — Diz Lester e eu sorri.
–Você pode pegar neles se quiser.
–Não, que quero que a Ally seja a primeira. Se o Lester não se importar. — Digo e ele nega. Eu puxei a cadeira até perto de onde estavam os bebés e me sentei nela, toquei uma das mãos de cada um e ambos seguraram o meu dedo pois as mãos deles eram muito pequeninas para segurar a minha mão toda.
–Eles são tão pequeninos.
–Eles são, mas também é normal. Em alguns minutos virá uma enfermeira para você preencher os nomes dos bebés. Agora eu tenho de ir. — Diz o Dr. Reid, eu assenti não tirando os olhos do Ethan e da Amber, e ele saiu.
–Eu queria ficar aqui até ela acordar, mas eu estou bastante cansado e amanhã tenho de ir cedo para a loja por causa de uma reunião para conversar sobre novas maneiras de vender os instrumentos sem ser na loja.
–Espero que consigam resolver isso. Eu digo à Ally que esteve aqui.
–Sim. Obrigada. Amanhã eu volto. — Diz e eu assenti. Ele abriu a porta e conforme saiu entrou uma enfermeira com alguns papeis nas mãos.
–Eu vim para preencher os papeis com o nome dos seus filhos.
–Amber Dawson Moon e Ethan Dawson Moon. -Digo e a enfermeira assentou o que eu disse.
–Nomes bonitos para bebés bonitos.
–Obrigada. — Agradeço e ela sai. Me soltei das mãos deles e me aproximei da cama da Ally e segurei a sua mão. — Oi morena. Mal posso esperar para você acordar e ver os nossos filhos, eles são perfeitos, assim como você e apesar de agora o cabelo ser escuro eu acho que eles vão ser loiros, pelo menos algo meu. — Digo rindo, desviando o meu olhar para eles. Senti um aperto na minha mão e percebi que era a Ally. Olhei para o seu rosto e vi os seus olhos se abrirem.
–L-loiro?
–Sim, eu estou aqui morena. -Digo segurando a sua mãos com as minhas duas mãos. — Eu estou aqui. — Ela olhou para mim e sorriu. Depois colocou a outra mão sobre a barriga e arregalou os olhos.
–Os bebés, o que aconteceu com eles? — Pergunta se sentando na cama e o Bep da máquina começou a acelerar.
–Calma morena, eles estão bem, eles estão e são perfeitos. Eles estão aqui. — Digo apontando para eles e ela se acalmou.
–Eles são tão lindos.
–Eu sei. Ainda não lhes peguei, eu queria que você fosse a primeira. — Digo e ela sorriu.
–Você sabe que para me dar o Ethan e a Amber, você vai ter de lhe pegar, pode ser por uns segundos mais vai pegar, certo?
–A sério? Porque eu não pensei nisso mais cedo? Isso quer dizer que eu já podia ter pegado neles.
–Bem, podemos pegar ao mesmo tempo. Eu pego um e você pega o outro.
–Ok, pode ser, você consegue pegar a Amber aí sentada?
–Sim, ela está perto da cama, então sim. — Eu sorri e enquanto ela pegou a Amber eu peguei o Ethan.
–Eu mudei de ideias, acho melhor você pegar os dois. — Digo entendendo o Ethan para a Ally, mas ela não pegou.
–Não, porque você não o quer pegar?
–Porque ele é muito pequeno e frágil. E se eu o deixar cair? Ou o segurar com força demais e o magoar?
–Para com isso loiro, eu sei que você não deixaria isso acontecer. E você segurou a Skyler quando ela era bebé. — Diz e eu me sentei ao seu lado na cama.
–O teu pai esteve aqui, mas como você não estava acordada e eu queria que você segurasse primeiro os nossos filhos, ele saiu e disse que voltaria amanhã.
–Tudo bem, os nossos amigos?
–O Dr. Reid disse que você estava a dormir e não que eles não podiam entrar então eles foram para casa e que amanhã voltavam.
–Tudo bem, hoje foi um dia bastante cansativo, eu acredito que eles estejam cansados.
–Eu tenho a certeza que se me deitar agora só acordo amanhã de manhã e se calhar só no dia a seguir. — Digo e ela ri. — É bom voltar a ver você assim.
–Assim como?
–Feliz. Foi horrível te ver daquela maneira e não te puder ajudar.
–Eu acredito, eu também já passei o mesmo com você muitas vezes. — Diz e a Amber começou a chorar. — Awn, o que foi Amber? Está tudo bem. — Diz a Ally e o Ethan também começou a chorar.
–Deixa eu o segurar e você segura a Amber. — Diz e eu segurei a Amber e lhe entreguei o Ethan.
–Shhh, está tudo bem. — Digo e passei a mão pelos seus poucos cabelos. Ela se acalmou assim como o Ethan e a enfermeira que nos ajudou quando chegámos, apareceu.
–Oi. — Diz fechando a porta atrás de si.
–Oi. — Dizemos e ela se aproxima de nós.
–Eu os ouvi chorar. Eu acho que eles têm fome! — Diz e ajudou a Ally a alimentar o Ethan. Depois de a Ally perceber como se fazia e se acostumar a enfermeira saiu.
–Isto faz cócegas. — Diz rindo e se ajeitando na cama. — Sabes uma coisa que eu me lembrei agora?
–O quê morena, não te apetece comer nada esquisito não é?
–Não loiro.....Eu acho que ele já terminou. — Diz afastando o Ethan e o estendendo para mim. — Você cuida dele enquanto a Amber come. — Diz fazendo como a enfermeira lhe ensinou e começou a alimentar a Amber.
–O que eu faço?
–Você tem de o fazer arrotar, depois ou fica com ele nos braços ou o deita.
–Ok. — Eu fiz o que ele disse e depois de ele arrotar eu o deixei a dormir nos meus braços.
–Mas como eu ia a dizer, eu me lembrei que hoje é o teu aniversário e eles nasceram hoje, isso quer dizer que.....
–Eu sei. — Digo a interrompendo. — A Isa me fez perceber isso depois de perguntar como vocês estavam e eu estar desesperado para saber se estavam bem ou não.
–Eu disse que ia ficar bem loiro.
–Eu sei, mas eu tive de ver com os meus próprios olhos. Você não estava acordar, mas eu ouvi o primeiro choro deles. — Digo a sorrir. A Ally sorriu e baixou o vestido do hospital e bocejou ajeitando a Amber nos seus braços. Eu me levantei e coloquei o Ethan na sua ama e me aproximei da Ally. — Você tem de descansar. — Ela me entrega a Amber e se deita. Eu coloquei a Amber ao lado do Ethan como estava antes e os cobri. Depositei um beijo no topo da cabeça de cada um e me sentei na cadeira.
–O que estás aí a fazer?
–Vou dormir!
–Não, você não vai dormir aí. Isso não é nada confortável.
–Eu não me importo.
–Mas eu importo, vem para o meu lado, até porque eu quero dormir abraçada a ti. — Diz e eu sorri me levantando. Tirei o meu casaco, o colocando na cadeira e tirei os ténis. Me deitei ao seu lado, nos cobri, ela se aconchegou a mim e eu a abracei.
–Obrigada,morena, este sem dúvida foi o melhor presente de aniversário. — Beijei a sua bochecha e fechei os olhos adormecendo.
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