I Always Love You
54 Socorro & Tiros.
Notas iniciais
–Eu já volto. — Diz e sai fechando a porta. Quem poderão ser? Eu não tenho inimigos. Ele diz que gosta de mim, por tanto não é meu inimigo e por mais que pense não consigo pensar quem possa ser.
Só espero que o Austin me consiga encontrar, ele parecia mesmo triste. Pelo menos ele tem os nossos filhos e.......
–Estamos de volta Ally. — Diz como eles se aproximaram de mim e eu arregalei os olhos.
–Vocês?!
POV Ally
–Pois é querida Ally, somos nós.
–Porquê?
–Eu já disse, porque te amo.
–Isso não é amor, é obsessão.
–Não não é.
–Porque ela também está a fazer isto?
–Ela quis me ajudar e porque ela gosta do Gavin. Nós planeámos isto tudo desde o dia em que ele se foi desculpar a vocês. Agora que já te temos ele vai voltar para nós e para ela.
–Vocês são loucos!
–Não, loucos não. Nós simplesmente lutamos por aquilo que acreditamos.
–O Gavin tinha razão, vocês estão piores que nunca. Eles nunca irá gostar de você! — Digo e ela me dá um tapa.
–Para! Acho melhor saíres daqui.
–Está bem. — Diz e saiu batendo a porta.
–Estás bem?
–Claro que não.
–Queres alguma coisa?
–Sim, sair daqui.
–Tenho pena Ally, mas isso não vai acontecer.
–Então podes ir embora, porque a próxima coisa que quero é que não estejas aqui!
–Ok, eu vou, mas só vou para ir buscar comida.
–Vai e vê se pelo caminho morres e vais para o inferno.
–Acho que isso não vai acontecer querida Ally.
–Infelizmente. — Ele se aproximou e tentou me beijar mas eu desviei o meu rosto. Ele suspirou e foi embora.
–Por favor Austin. Vem depressa!
O que vai acontecer se ele não me encontrar? Nunca mais o vou ver, nem a ele, nem aos nossos filhos. Como é que o Austin vai ficar? Só afastado dos meus pensamentos por gritos vindos de fora da sala onde estou.
–COMO É QUE ELES NOS ENCONTRARAM?
–VOCÊ ACHAQUE EU SEI? A CULPA É TODA DAQUELES IDIOTAS QUE NÃO SABEM FAZER O TRABALHO COMO DEVE SER.
–QUANDO EU OS ENCONTRAR, NÃO SEI O QUE LHES FAÇO!
–PARA A PRÓXIMA ESCOLHE MELHOR AS PESSOAS COM QUEM VAIS TRABALHAR. O QUE FAZEMOS AGORA?
–NÃO SEI BROOKE, SE EU SOUBESSE JÁ TINHA FEITO ALGUMA COISA NÃO ACHAS?
–NÓS TEMOS DE FAZER ALGUMA COISA OU ENTÃO VAMOS PRESOS. — Isso quer dizer que a polícia está lá fora e eles conseguiram me encontrar.
–ISSO NÃO VAI ACONTECER. — Eles entraram na sala e se aproximaram da janela e olharam através dos espaços entre as tábuas.
–Eles são muitos.
–Eu sei disso, eu tenho olhos e consigo ver.
–Não precisas de falar assim. Eu estou do teu lado!
–Eu sei é só que.....Vem cá, olha isto. — Ela foi e depois viraram-se para mim.
–Sabes quem está aqui Ally? — Pergunta a Brooke a caminhar até mim e eu neguei com a cabeça.
–O teu irmão, o teu namoradinho e mais um dos vossos amigos que eu não consegui ver. — Diz e eu sorri. — Não sorrias, isso é péssimo.
–É péssimo para vocês!
–Não, porque se algum deles se meter no nosso caminho eu não vou hesitar matá-los. Até terei prazer em fazer isso! Principalmente o Austin! — Diz segurando uma arma e alguém bateu a porta.
–Vai ver quem é!
–Porquê eu?
–Porque eu estou a dizer! E avisa os homens para estarem prontos.
–Sempre a Brooke, sempre a Brooke! — Resmunga saindo para ir ver quem era à porta.
–Você fica calada! — Diz segurando a arma contra a minha cabeça. Se ele diz que me ama, não seria capaz de disparar, mas ele é louco então é melhor ficar calada.
Ouvi a porta se fechar e depois a porta daqui se abrir e a Brooke entrar.
–Então, quem era?
–Isso é uma pergunta estúpida não achas.
–Sim, certo, o que eles queriam?
–Perguntaram quem eu era, se esta casa era minha, se eu estava sozinha e se eu havia visto a Ally.
–O que você respondeu?
–Respondi quem era, que a casa era minha, o que não é mentira, que estava com um primo e que não via a Ally desde que a escola terminou!
–Ok, eles desconfiaram?
–Não sei, mas tenho a certeza que o Austin e o Dallas vão dizer quem sou e não vão desistir!
–Pois, mas eu também não vou! Os homens estão prontos?
–Sim, eles estão...... — Eles são interrompidos por coisas se partirem fora da sala. A Brooke pegou uma arma e começou a caminhar até a porta.
–Espera, tenho a certeza que não é a polícia. Eles não podem entrar assim na casa das pessoas e eles não têm pista nenhuma que a Ally está aqui, por isso só pode ser um dos amigos dela, o Austin ou Dallas. — Ela recuou e ficou atrás mim.
–SOCORRO! — Grito e a Brooke colocou a mão na minha boca me impedindo de gritar mais. De repente abrem a porta e entra.....
–Morena!
POV Austin
–Austin?! — Ouvi o Alex e olhei para ele assustado.
–A-Alex e-eu.....
–Porquê Austin? Porquê? — Pergunta se aproximando de mim.
–Porque eu já não aguento mais!
–Mas porque não viestes falar comigo? — Ele tira a lâmina das minhas mãos indo até o banheiro e trazendo uma toalha!
–Não sei, eu só.....eu não sei! O que acontece se não encontrarem a Ally? Eu não posso viver sem ela! — Digo chorando, como ele coloca a toalha no meu braço. Limpando o sangue dos dois cortes que havia feito. — Desculpa por isto, eu sei que prometi, mas foi mais forte que eu!
–Você não tem de se desculpar. Eu tenho uma boa notícia!
–A sério?
–Sim, eles conseguiram localizar a Ally e....
–Estás a brincar?
–Não, não estou, eles já foram para lá!
–E você só me diz isso agora!
–Sim eu devia ter vindo mais cedo sem dúvida. O importante é que eles vão trazer a Ally de volta! — Eu me levantei limpando as lágrimas do meu rosto, pegando um casaco, o vestindo e saí do meu quarto.
–Austy?!
–Sim Sky? — Pergunto parando no topo das escadas e me virando para ela.
–Onde vais?
–Buscar a Ally!
–Eu posso ir?
–Não pequena, você fica aqui com o Luke.
–Está bem! Tenho fome.
–Vai acordar o Luke e diz ao Alex para vos arranjar o jantar ou qualquer coisa para comer ok? — Ela assente e foi para o quarto. Voltei a virar para descer as escadas e ouvi chorar do quarto do Ethan! Suspirei e andei até lá.
–O que foi garotão? Tens fome? Vamos te levar à tia Isa porque o pai tem de ir buscar a mãe. — Digo o pegando e a Amber também começou a chorar.
–Você também vai princesa. — Peguei a chupeta http://www.polyvore.com/cgi/img-thing?.out=jpg&size=l&tid=56503372 dela e lhe dei ela parou de chorar, eu peguei a do Ethan http://www.polyvore.com/cgi/img-thing?.out=jpg&size=l&tid=1803853 lhe dando. Eu escolhi a do Ethan e a Ally a da Amber.
A peguei e desci as escadas. Fui até a cozinha e a Isa estava com a Victória,a Kira e a Trish também estavam aqui a conversar.
–Podem segurar neles? — Pergunto e as duas assentem os pegando.
Fui até o armário, peguei duas mamadeiras e fiz o mesmo que algumas horas antes com a Isa. aqueci a agua, depois coloquei o leite em pó e chocalhei entes de dar à Trish e à Kira, que deram ao Ethan e à Amber.
–Não se importam de ficar com eles um tempo? — Elas negaram e eu saí da cozinha. Fui para a sala, peguei as chaves do carro e de casa, o meu celular que estava no chão. Por sorte não partiu, vi um papel na mesa onde antes estavam as máquinas e computadores e percebi que era a localização da Ally. Li e fui para a porta, mas assim que a abri alguém me impediu de sair.
–Onde vais?
–Ter com a Ally.
–Nem penses.
–Não me vais impedir Alex, tenho a certeza que se fosse a Isa você fazia o mesmo.
–Sim, isso até pode ser verdade, mas você também me tentaria impedir ou então ir comigo e é isso que vou fazer.
–Não, eu vou sozinho.
–Estás doido? Não, eu não te vou deixar ires sozinho!
–Mas eu vou, eu disse à Sky que ia buscar a Ally, eu quero que fiques com ela caso demorarmos muito.
–Não estou a gostar desse demorarmos muito.
–Não te preocupes. — Digo e saio de casa. Vou para o carro e entro. Ligo o carro e alguém abriu a porta e se sentou do meu lado.
–O que estás a fazer?
–Vou com você.
–Eu disse que ia sozinho.
–Pois, mas eu conheço você o suficiente que isso não é uma opção.
–Tudo bem. — Ele fechou a porta e eu dirigi até o local da casa abandonada, eu ia a mais de 100 Km/h mas não quero saber. Só não vou mais rápido porque ainda estava a chover um pouco.
–Queres nos matar?
–Não, quero chegar à Ally o mais rápido possível!
–Mas podes fazer isso sem nos matar.
–Você quis vir não foi? — Ele assente. — Então pronto!
Assim que estávamos perto, dava para se ver os carros da polícia. Estacionei quase ao lado do deles e rapidamente saí do carro e quando vi o Dallas fomos até ele.
–Dallas! — Chamei e ele olhou para nós.
–O que fazem aqui.
–Você acha que eu mesmo que eu não iria vir?
–Não. Até achei estranho ainda não ter chegado aqui.
–O Ethan e a Amber tiveram de comer primeiro. Mas agora que estou aqui o que aconteceu?
–Ainda nada, um dos policias foi lá bater à porta.
–E?
–E nada, ele ainda não voltou. — Respondeu e eu fui até o oficial Mason.
–O que fazes aqui garoto.
–Buscar a minha namorada.
–Você não pode estar aqui.
–Eu não quero saber. — Digo e o policia que estava antes na porta estava agora perto de nós. — Então, o que disseram? — Perguntei.
–Foi uma mulher que me abriu a porta, ela disse que se chamava Brooke e que esta casa é dela e que está aqui com um primo. Eu perguntei se ela viu alguém passar aqui com a Ally e ela disse que não a via desde que a escola acabou.
–A Brooke está aí? — Pergunta o Dallas.
–Sim, esse é o nome da mulher. — Eu passei por eles e fui em direção à casa.
–Onde pensas que vais garoto? — Pergunta o policia se colocando na minha frente.
–Salvar a minha namorada e não há nada que me vá impedir. — Respondo passando por ele. Ouvi tanto o Dallas como os outros gritarem o meu nome, mas eu os ignorei e assim que cheguei à janela aberta, entrei tentando não fazer barulho.
–HEY! — Ouvi e olhei para o lado vendo uma homem todo de preto, mas este não era igual aos outros.
Ele veio até mim e tentou me socar mas eu fui mais rápido e soquei o seu estômago, logo seguido pelo rosto, vi uma garrafa de vidro na mesa e a peguei a atirando à cabeça do homem. A garrafa partiu e ele caiu inconsciente no chão. Peguei a outra garrafa que era mais pequena e peguei a que estava partida no chão.
Sai do que parece a cozinha e fui para uma sala, onde encontrei outro homem, ele estava de costas então bati a garrafa na sua cabeça com toda a minha força e ele caiu no chão também inconsciente. Larguei as garrafas e..
–SOCORRO! — Ouvi a Ally gritar e fui para uma outra sala, abri a porta e encontrei a Ally.
–Morena! — Comecei a caminhar até ela, mas sou impedido quando vejo que alguém tem uma arma apontada à cabeça dela. Segui o meu olhar até essa pessoa e não podia acreditar.
–Jake?
–Pois é Austin!
–Você é louco.
–Sim, já ouvi isso muitas vezes hoje.
–Porque você faz isto?
–Porque eu amo a Ally.
–Você ama a Ally, mas tem uma arma na cabeça dela. Que amor!
–Isso não problema teu!
–É sim, ela é minha namorada. — Comecei a me aproximar deles mas a Brooke veio até mim, colocando a arma contra o meu peito.
–Se te moveres eu disparo, se me tentares tirar a arma eu dispara, se a conseguires tirar, o Jake dispara contra a Ally e ninguém fica a ganhar.
–Vai embora Austin. Por muito que eu queira que você me viesse salvar, eu não quero que você fique magoado.
–Nem penses nisso, eu morreria por você lembra?
–Eu sei, por isso é que eu estou a dizer para ires embora.
–Pois, mas eu não vou.
–Awn, que lindos. Tanto amor. É uma pena isso ter de acabar.
–O-o que queres dizer com isso?
–Vamos lá Ally, achas mesmo que eu vou deixar ele viver? Pensa melhor. Enquanto ele estiver vivo, vai atrapalhar o nosso amor e eu não posso deixar isso acontecer.
–Por favor Jake, não faças isso!
–É a melhor coisa a se fazer Ally, quando ele não estiver mais aqui, vamos conseguir ser finalmente felizes juntos.
–Porquê você não entende que é o Austin que eu amo e não você?
–Porque isso não é verdade e eu vou provar. Preparada Brooke?
–Sim Jake, há muito tempo!
–Então vá em frente!
–PARA! — Gritou alguém aparecendo na porta e todos olhámos para lá.
–G-Gavin?
–Sim Brooke. Eu nunca pensei que você fosse capaz de fazer isto. — A Brooke baixou a arma e o Jake foi até o Gavin. Assim que a Brooke se afastou de mim eu corri até a Ally e começou a tirar as cordas dos seus pulsos.
–O que você está aqui a fazer?
–Impedir que vocês os magoem!
–Que ridículo! — Tirei a corda dos seus pés e a ajudei a levantar.
O Gavin se afastou da porta e começou a caminhar pelo lado das janelas e tanto o Jake como a Brooke olhavam para ele ainda a falarem uns com os outros. Quando estavam afastados o suficiente, a ajudou a ir até a porta.
–PAREM! — Grita o Jake e nós parámos nos virando para ele. — Uau, estou impressionado, que jogada excelente, mas não foi bem sucedida. Inteligente da você parte nos distraírem e tentarem levar a Ally, mas não resultou e agora vão pagar por isso. Você primeiro por tentar levar a Ally de mim. — Diz apontando a arma para mim. — Últimas palavras?!
–Vai para o inferno! — A Ally colocou se na minha frente. — O que estás a fazer morena?
–Impedir que ele faça alguma coisa.
–Não faças isso! Eu nunca me perdoaria se ele te acertasse.
–E eu nunca me perdoaria se ele te acertasse, havendo uma oportunidade de isso não acontecer.
–Parem com isso ou irei disparar contra os dois de uma vez. — Diz o Jake e eu me coloquei na frente dela a prendendo atrás de mim com os braços. Ela está bastante fraca para lutar e tentar se afastar de mim.
–Não faças isto loiro.
–Eu amo você morena. Eu gostava de ter casado com você antes de morrer, mas se isso salvou a tua vida então morrerei feliz.
–Não digas isso loiro, por favor. — Diz encostando a cabeça nas minhas costas e eu senti o meu braço ficar molhado, e percebi que ela estava a chorar. — Diz aos nossos filhos que eu os amo.
–Já se despediram? Ainda bem! — Diz e eu fechei os olhos. Ouvi o som do tiro e esperei que a dor viesse. Mas nada. Será que morri? Só pode ser, por isso é que não senti dor!
–NÃO! — Alguém gritou, mas não consegui perceber quem. Abri os olhos e vi que estava no mesmo lugar, antes de fechar os olhos. Vi a Brooke se baixar em minha frente e olhei para baixo vendo o Gavin no chão, segurando o estômago.
Três policiais entraram e dispararam contra o Jake, acertando no seu ombro, quando ele tentou disparar contra eles. Eles prenderam-no e prenderam a Brooke também.
Me virei para a Ally e ela ainda chorava contra as minhas costas. Assim que ele sentiu que eu me estava a mover, abriu os olhos e olhou para mim.
–Loiro....como...? — Eu simplesmente segurei o seu rosto e a beijei. Beijei com amor e urgência, com saudade e alegria. A beijei com tudo!
–Chamem uma ambulância temos um rapaz ferido. — Diz um dos policiais se baixando ao lado do Gavin e o outro saiu com um celular na mão.
Eu me soltei da Ally e também me baixei ao lado o Gavin. Ele estava a perder muito sangue e eu coloquei as minhas mãos, fazendo pressão, sobre o ferimento.
–Ughh! Isto dói tanto!
–Porque você fez isto Gavin?
–Porque s-sim Austin, e-eu não podia d-deixar o-o Jake disparar c-contra você...V-vocês os dois t-têm uma família j-juntos e i-isto era o mínimo q-que eu podia f-fazer d-depois de todo o mal q-que já te c-causei.
–Shh, não fales tanto.
–O-obrig-gada A-Austin.
–Por?
–P-por t-tudo. — Ele começou a fechar os olhos, mas eu o abanei fazendo com que ele os abrisse outra vez.
–N-não. N-não vás. Eu não sei como agradecer o que você fez por mim hoje e se você morrer eu nunca me vou perdoar.
–F-faz a Ally a m-mulher m-mais feliz, t-trata dela c-como e-ela merece. Ela é-é c-como uma i-irmã p-para mim, eu s-só a queria p-proteger ,e-e você a f-fazer f-feliz é-é a m-melhor m-maneira de me a-agradecer.
–Se depender de mim ela será feliz para sempre.
–O-obrigada. — Diz colocando uma das mãos sobre a minha e fechou os olhos.
–N-não! Acorda! — Os paramédicos entraram e o levaram numa maca até a ambulância. Me levantei e os segui com a Ally ao meu lado. Estava a chover mais do antes e a Ally se abraçou a mim. Eu tirei o meu casaco e coloquei sobre os seus ombros.
O Dallas correu até nós e a abraçou, eu suspirei e cai, deixando os meus joelhos baterem no chão duro. Olhei para as minhas mãos e fechei os olhos. Ele salvou a minha vida, colocando a dele em risco e isso eu nunca irei esquecer.
–Austin, estás bem? — Pergunta o Dallas e eu olhei para cima.
–Sim.
–Hey garoto.
–Hey!
–O nosso trabalho está feito e tão cedo não irão ver aqueles dois.
–Obrigado.
–Não tens de agradecer garoto, é para isto que aqui estou. — Diz e foi embora.
–Vem, vamos para o hospital, ou vocês preferem ir para casa?
–Nós vamos para o hospital. — Responde a Ally e eu me levanto. Fomos para o meu carro e eu dei as chaves para o Dallas. Me sentei atrás com a Ally e ela me abraçou. — Está tudo bem? — Pergunta a olhar para mim.
–Sim.
–Tens a certeza?
–Sim, eu só estou um pouco cansado.
–Está bem. — Ela encostou a cabeça no meu peito ainda me abraçando e eu coloquei os braços em volta da sua cintura tentando não lhe tocar com as mãos já que elas estavam sujas de sangue.
Rapidamente chagámos ao hospital. A primeira coisa que fizemos foi perguntar pelo Gavin, mas só nos disseram que ele estava em cirurgia. Em seguida eu fui ao banheiro e lavei as mãos. O que não foi fácil, as minhas mãos ficaram vermelhas, mas com o tempo isso sai. Voltei para a sala de espera onde estava a Ally sentada no pequeno sofá e o Dallas a falar no celular.
–Com quem ele está a falar?
–A Kira, ele ligou para dizer que estava tudo bem e se eles podiam vir para cá. — Respondeu e eu a abracei. — Como estão os nossos filhos?
–Neste momento não sei, mas antes de sair eles ficaram a comer com a Kira e a Trish. E o Luke vai dormir lá em casa hoje.
–Estás a falar a sério? — Pergunta surpresa.
–Sim, porquê?
–Nada. Só espero que o Gavin fique bem e que não demore muito para sair da cirurgia, eu quero ir para casa e ver os nossos filhos, depois me deitar na nossa cama e dormir abraçada a você.
–Por muito que eu queira ficar, acho melhor voltarmos para casa. Eu estou bastante cansado.
–Ok, vamos avisar o Dallas primeiro.
–Me avisar primeiro sobre o quê?
–Nós vamos para casa. Estamos muito cansados.
–Tudo bem. Eles também já estão a chegar. — Nos levantamos e assim que fiquei de pé tudo em minha volta começou a girar.
–Está tudo bem?
–Sim....eu....está tudo bem!
–Assim que souberem alguma coisa do Gavin, liga ok?
–Tudo bem Ally, eu irei ligar.
–Obrigada Dallas. O pai sabe o que estava a acontecer?
–Não, eu só lhe ia contar amanhã.
–Ok. Vamos loiro? — Eu assenti e o Dallas me devolveu as chaves do carro.
–Você consegue dirigir?
–Sim, claro. — Eu lhe entreguei as chaves e fomos até o carro. Entrámos e ela dirigiu até casa. Quando chegámos, abri a porta e entrámos.
–Ally! Estou tão feliz que você está bem! — Diz a Isa se aproximando de nós e a abraçou.
Fui para a sala e vi o Luke e a Sky a dormirem no sofá. Sorri e caminhei até eles. Peguei o Luke e o levei para o quarto da Sky, o deitei e desci voltando para a sala e pegando a Sky. Cheguei ao quarto dela e a deitei na cama, cobri os dois e beijei os topo da cabeça de cada um e estava prestes a sair do quarto quando...
–Austy? — Ouvi a Sky e me virei para ela.
–Sim pequena.
–Porque só vieste agora?
–Porque nós ficámos a falar com o pai da Ally.
–Está bem. Boa noite.
–Boa noite pequena.
Saí do quarto e encontrei o Alex a subir as escadas.
–Hey, está tudo bem?
–Sim. Só estou um pouco cansado.
–É normal. Você esteve bastante stressado hoje e depois ainda andou à chuva, deves estar a ficar doente.
–Sim, deve ser isso. A Ally?
–Ela está a comer. Eu e a Isa vamos para casa.
–Sim, obrigada por tudo hoje Alex, por me ajudares, por estares aqui para mim e por me impedires de fazer um erro muito grande.
–Não tens de agradecer. Sempre que precisares eu vou estar aqui, se fosse ao contrário, tenho a certeza que também irias fazer o mesmo por mim. — Assenti.
–Até amanhã.
–Até amanhã Austin.
Ele desceu as escadas e eu fui ao quarto do Ethan. Mais uma vez ele e a Amber estão a dormir aqui. Sorri e acariciei o cabelo deles.
–Eles são lindos.
–É, eles são.
–Só de pensar que podia nunca mais os ver.
–Eu sei. Mas agora estamos aqui.
–Sim, nós estamos. Vamos dormir?
–Sim. — Depositámos um beijo na bochecha de cada um e fomos para o nosso quarto. Vestimos o pijama e nos deitámos na cama.
–Estou tão feliz que você está bem! Eu fiquei com tanto medo. — Diz deixando algumas lágrimas escorrerem pelo seu rosto. — Eu não sei o que seria de mim sem você, ou saber que você não estaria mais aqui. Eu só.....por favor, não faças mais isso! — Ela envolveu os seus braços em volta de mim e chorou no meu peito.
–Acho que já não preciso de o fazer mais. Mas se isso acontecer mais alguma vez, eu não irei hesitar em morrer por você morena. Eu amo tanto você.
–Eu também amo muito você loiro. Eu só espero que o Gavin fique bem.
–Eu também, ele salvou a minha vida! Eu nunca me vou esquecer disse, nunca.
–Nem eu loiro, nem eu.
Eu beijo o topo da sua cabeça, acariciando os seus cabelos. Ao fim de alguns segundos e ela está a dormir e eu faço o mesmo.
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