I Always Love You
24 Dor & Provocações
Notas iniciais
POV Ally
A tarde foi ótima, apesar do desaparecimento repentino da Skyler, foi ótima, só continuo sem perceber quem ou para onde ela foi.
Depois de escrever o final da música que havia começado, cantei para o Austin e lhe disse todos os meus sentimentos, como ele me havia feito. Quando cheguei a casa o meu pai me ligou e cheguei a pensar que nem amanhã saia dali, ele fez um interrogatório completo sobre o meu encontro com o Austin e ele o quer conhecer e falar com ele pessoalmente e quando eu disse que o Austin também o queria conhecer e disse que mesmo antes de o ver já gostava dele…
Bom, neste exato momento, estamos eu, Trish, Kira e Dallas no sofá da sala em minha casa a ver um filme qualquer, melhor dizendo eles estão. Enquanto eles assistem o filme eu fico encostada o sofá olhando nada em especifico enquanto fico a pensar nisto tudo.
Eu sou a pessoa mais sortuda nesta vida, ter o Austin como namorado é algo que nunca esperei depois de tudo o que lhe fiz e sim eu sei que ele não quer saber disso, não importa, mas eu ainda me sinto mal por ele e por tudo o que ele tem vindo a passar.
Eu o amo e isso nada nem ninguem pode mudar. Nem mesmo o Jake me fez sentir assim, agora mais que nunca sei que o Austin é a pessoa que sempre procurei. Ele é a pessoa que eu quero estar...não digo que para sempre, pois só o tempo dirá, mas em toda a minha vida sim.
Estava a começar a ficar com sono então me encostei mais no sofá e fechei os meus olhos adormecendo.
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–Ally!? — Ouvi alguém dizer. — Anda Ally acorda. — Ouvi mais uma vez e abri os meus olhos vendo Dallas e Kira na minha frente.
–Bom dia! — Disse me sentando.
–Bom dia! — Disseram os dois e eu me levantei e notei que Trish não estava no sofá.
–Onde está a Trish? — Perguntei.
–Na banheiro. — Disse e eu assenti.
–Vou tomar banho. — Disse e fui para o meu quarto. Nesta casa tinhamos quatro quartos. O meu, o de Dallas, o do meu pai e o de hóspedes e todos eles tinham banheiro. Fui para o meu quarto, preparei a roupa e fui para o banheiro, escovei os dentes as minhas higienes pessoais e tomei banho.
Quando terminei me vesti http://www.dis411.net/wp-content/uploads/2012/12/radio-disney-nbt-concert-laura-marano-dec-8-2012-2.jpg e desci até a cozinha onde já estavam todos a comer.
–Obrigado por esperarem! — Disse sarcástica.
–Não tens de agradecer. — Disse Dallas sorrindo sarcástico.
Comemos e depois fomos para a escola, a primeira aula era Ciências e sem o Austin foi a maior seca de todas, com as outras aulas foi igual, mais entediante é impossivel. Já estou tão habituada a estar com ele nas aulas e nos corredores, agora meio que sinto que sem ele alguém me pode fazer mal, não tenho o seu carinho, é completamente diferente e não vejo para as horas a passar.
Na hora de almoço, ficamos com Dez, Elliot e a Cassady, ela é uma boa amiga. Gavin e Brooke ficaram com as lideres de torcida e alguns jogadores de basquete. Depois do almoço até que estava animada, pelo menos teria música, não é uma aula entediante. Muito menos a de hoje. Depois de estarem todos os alunos na aula, a professora falou as notas da apresentação e o que iriamos fazer nas próximas aulas. O que é o mesmo de sempre!
Quando saimos da escola, Dallas me levou até casa do Austin e foi sair com a Kira o que não é novidade. Bati na porta e quem abriu foi Alex.
–Oi Ally. — Disse me dando passagem para eu entrar.
–Oi Alex. Oi Isa. — Disse olhando Isa que estava sentada no sofá.
–Oi Ally. — Disse.
–O Austin? — Perguntei sorrindo.
–Ele está no quarto a descansar mas podes ir lá. — Respondeu Alex e eu o olhei confusa.
–A descansar? — Perguntei confusa.
–Sim, ele está estranho, desde ontem á noite que está calado e hoje de manhã quase não comeu nada e há algumas horas disse que ia descansar e foi para o seu quarto. — Respondeu suspirando com um olhar triste.
–Se bem conheço o Austin, ele não é pessoa para ficar no quarto a descansar, ele mesmo ontem disse isso. Aconteceu alguma coisa aqui em casa com ele? — Perguntei e Alex olhou para a Isa que assentiu.
–Sim ontem aconteceram muitas coisas aqui em casa e eu acho melhor ser o Austin a te dizer. O quarto dele ao lado da sala de música e a loirinha também está com ele. — Disse e eu agradeci subindo as escadas e indo até o seu quarto.
Abri a porta devagar, pois se eles estivessem a dormir não os queria acordar, e entrei vendo Skyler deitada na cama do Austin a dormir pacificamente enquanto ele https://s-media-cache-ak0.pinimg.com/236x/7e/ce/74/7ece74ddc8fde786c21b2264a68e09af.jpg estava no seu lado da cama, mas no chão acariciando os seus cabelos. Ele tinha algo no seu pescoço que eu não consegui perceber o que era e parecia um pouco nervoso. Ele levantou a cabeça, olhou para mim e sorriu.
–Hey Ally. — Disse e eu fechei a porta atrás de mim e fui até ele.
–Hey Austin. — Disse e me sentei ao seu lado. Ele aproximou o seu rosto do meu e me beijou.
–O que aconteceu contigo? — Perguntei percebendo que ele tinha um penso no seu pescoço.
–Nada. — Respondeu e voltou a olhar para a Skyler.
–Não mintas Austin, eu sei que aconteceu alguma coisa ontem e quero saber o que foi. — Disse e ele continuou sem me olhar.
–Eu não quero falar sobre isso. O Alex não devia ter dito. — Disse e eu peguei a sua mão o fazendo olhar para mim.
–Isso não te faz bem, não deves guardar tudo para ti, eu sei que alguma coisa aconteceu mesmo antes de ele dizer que aconteceu. — Disse o olhando nos olhos e aquele brilho que ele tinha nos olhos, estava quase que desaparecido.
–Como sabes? — Perguntou olhando nos meus olhos.
–Austin eu não sou burra e já te conheço o suficiente para saber que para quereres descansar, não te alimentas-te devidamente ou quase não falas nada com ninguem, quer dizer que não estás bem, eu só te quero ajudar. Não importa o que digas eu não vou embora, não vou deixar de te amar como amo. — Disse sorrindo e ele também sorriu de canto.
–Eu sei, mas eu só não gosto de falar. — Disse e se levantou e caminhou até o outro lado da cama pegando a Skyler. — Eu já volto, só a vou levar para a cama dela. — Disse e eu assenti e ele saiu do quarto.
Me levantei do chão e me sentei na sua cama, eu nunca o tinha visto assim, ele está mesmo mal.
Nem dois minutos depois ele apareceu e se sentou do meu lado.
–O que aconteceu no teu pescoço? — Perguntei e ele levou a mão até lá suspirando.
–Tudo bem, eu te conto tudo o que aconteceu mas não podes interromper. — Disse e eu assenti. Então ele me contou tudo que aconteceu desde que ele chegou a casa, tudo sobre o pai, a policia tudo, palavra por palavra, ação por ação. Ele não merece passar por tudo isto, ele é boa pessoa. Neste momento eu tenho uma raiva tão grande do pai do Austin que eu era capaz de o matar. Talvez não tão longe, mas o faria pagar por tudo o que disse ao Austin, primeiro o Gavin e depois o pai, tudo no mesmo dia!
–Desculpa te dizer isto mas o teu pai é um monstro horrivel, como é que ele pode ser capaz de fazer isso, ainda por mais ao próprio filho. Eu acho que ele está é maluco! — Disse e Austin riu.
–Não tens de pedir desculpa, eu também penso isso, até já lhe disse na cara e ele me bateu, eu estou muito feliz que ele foi preso, porque senão eu não sei se aguentaria mais. — Disse e eu arregalei os olhos.
–Como assim? — Perguntei me virando para ele.
–Como assim o quê? — Perguntou confuso.
–O que queres dizer com que se ele não fosse preso eu não sei se aguentaria mais? — Perguntei e ele olhou para a suas mãos que estavam no seu colo.
–Se ele continuasse a estar aqui em casa eu provavelmente fugia ou ficava trancado no meu quarto. Se ele só viesse para fazer o que fez ontem eu nunca mais sairia do meu quarto. — Disse e eu olhei o seu rosto, estava vermelho e molhado das lágrimas que escorriam.
–Mas ele está preso e agora não tens de te preocupar com ele. — Disse e ele me olhou.
–Eu preferia que ele me tivesse matado. — Disse e eu o olhei incrédula.
–Nunca mais digas isso, não penses assim. O que aconteceria se ele te matasse? Já pensas-te como ficava o teu irmão? A tua mãe? A Skyler, ela ficaria com o coração despedaçado assim como eu e os teus amigos. Nós precisamos de ti e nós te amamos, cada um do seu jeito, mas te amamos. — Disse segurando a sua mão.
–Então porque ainda dói? Porque não para? — Perguntou chorando mais e aquilo estava a matar-me por dentro.
–O que dói? — Perguntei preocupada e ele levou a sua mão livre até o peito do lado onde se encontrava o coração.
–Aqui. Dói muito e eu já não aguento. — Disse e eu o abracei apertado sendo o abraço retribuído. — Isto dói muito. Só faz parar. — Disse e eu o apertei mais no abraço. A sua respiração estava a ficar curta e eu me separei rapidamente do abraço.
–Olha para mim. — Disse e ele olhou. — Tens de respirar com calma. — Disse e o voltei a abraçar esfregando as suas costas. — Isso. Está tudo em. É só continuares assim. — Disse e ao fim de uns cinco minutos ele se acalmou.
–Obrigado. — Agradeceu e se afastou do abraço limpando as lágrimas do seu rosto com as mangas da camisola.
–Sempre que precisares eu estou aqui. — Disse e ele sorriu assentindo.
–E como te sentes? — Perguntei me referindo a tudo.
–Melhor, bem melhor, obrigada por tudo, foi bom ter contado e deixado tudo isto sair. — Disse e eu sorri compreendendo.
–Com fome? — Perguntou e eu neguei. — Ok. — Disse e se aproximou de mim colocando as mãos na minha cintura e colando os nossos corpos.
–O que vamos fazer? — Perguntei colando as nossas testas, eu podia sentir a sua respiração e cheirar o seu hálito canela.
–Não sei, mas estou com saudades desses lábios colados nos meus. — Disse e eu sorri.
–Então o que tanto esperas? – Perguntei e ele sorriu de lado e me beijou.
Este beijo era lento e doce, os nossos lábios se encaixavam perfeitamente. Austin rodeou o braço em volta da minha cintura e eu passei a lingua por seus lábios pedindo passagem que logo me foi concedida, as nossas linguas exploravam cada canto do outro. Ele um ótimo beijador. O beijo começou a ficar quente. Austin me puxou para si até que eu estava sentada no seu colo e ele colocou a mão na minha coxa a acariciando. Austin foi se deitando até as suas costas tocarem a cama comigo por cima dele entre as suas pernas. Mordi o seu lábio inferior colocando as minhas mãos no seu peito e o olhei ofegante. Seu peito subia e descia conforme a sua respiração também ofegante.
–Wow, isto foi……quente! — Disse Austin sorrindo ainda com o braço em volta da minha cintura e a mão na minha coxa.
–E se foi! — Comentei e desci uma das minhas mãos pelo seu peito
–Não me provoques! — Disse e eu sorri vitoriosa.
–Eu? Te provocar? Pois bem a culpa é tua! — Disse encolhendo os ombros.
–Minha? Porquê minha? — Perguntou olhando o meu rosto em cofusão.
–Sim tua. Quem te mandou te deitares na cama? Porque a tua mão está na minha coxa? — Perguntei e vi as suas bochechas atingiram um tom rosa quase vermelho, mas mesmo assim ele deixou lá a mão, não que eu me importe.
–Isso foi o calor do momento e quem se sentou no meu colo? Quem colocou as mãos no meu peito? — Perguntou sorrindo.
–Bem, tu praticamente me puxas-te para o teu colo. Mas eu cedi, por isso a culpa é dos dois. — Respondi lhe dando um selinho
–Hey! Eu quero um beijo decente! — Disse aproximando o seu rosto do meu.
–Deixa eu pensar… — Disse e fingi pensar. — Não sei não, o meu namorado não vai gostar eu estar a beijar um loiro gostoso! — Disse e ele riu.
–Achas que sou gostoso? — Perguntou sorrindo convencido.
–Para mim és, mas o meu namorado não vai gostar é que ele tem muitos ciúmes, pois quando se tem uma namorada gostosa como eu, não se pode desperdiçar. — Disse sorrindo convencida.
–Gostosa e convencida não? — Perguntou levantando uma das sobrancelhas.
–Não, ele é só gostosa. — Respondi e rimos.
–Então este gostoso aqui quer um beijo urgentemente. — Disse e eu ri.
–Então esse loiro gostoso e convencido que espere. — Lhe disse e ele me olhou.
–Quanto tempo ele vai ter de esperar? — Perguntou quase fazendo biquinho.
–Ohh, talvez ele tenha direito a um beijo agora. — Disse e ele sorriu juntando os nossos lábios, desta vez formando um beijo calmo e cheio de amor.
–Te amo muito sabias? — Perguntei colando as nossas testas.
–Sabia e até o infinito fica pequeno quando se trata do amor que sinto por ti. — Respondeu sorrindo e eu sorri também.
–Para! — Disse e ele me olhou confuso.
–O que eu fiz? — Perguntou.
–Estás a ser um fofo e muito romântico. — Respondi e ele sorriu.
–Ok então. Você sabe qual é o motivo do meu sorriso todos os dias? – Perguntou e eu neguei. — A primeira palavra da pergunta que te fiz. — Respondeu e ao fim de alguns segundos eu percebi e lhe dei muitos selinhos.
–Eu disse para parar, não dizer mais coisas dessas. — Resmunguei com a cabeça no seu peito e ele riu.
–Não gostas? — Perguntou.
–Gosto, claro que gosto, mas eu não sei como te responder. Não sei onde vais buscar coisas como essas. — Disse e ele voltou a rir.
–Está tudo na minha cabeça. — Respondeu e eu levantei a minha cabeça o olhando.
–Ok, porque não me dizes algumas ou o segredo para seres assim que depois eu te retribuo essas lindas palavras? — Perguntei e ele negou.
–Se quiseres falar sobre o teu amor por mim ou por outra pessoa seja ela quem for, tem de vir do teu coração e da tua cabeça, é o que sentes, não o que eu sinto. — Respondeu e eu assenti compreendendo, ele tem razão.
–Como escrever músicas. — Disse e ele sorriu.
–Para mim escrever músicas é mais difícil que arranjar as palavras certas para descrever o quanto o meu amor é por ti. — Disse e eu neguei.
–Bem para mim é ao contrário. É muito mais fácil escrever uma música do que encontrar só uma ou duas palavras para dizer o quão grande é o meu amor por ti. — Lhe disse e ele sorriu.
–Somos o oposto, mas nos encaixamos, eu digo frases bonitas sobre o meu amor por ti e não sei escrever músicas, enquanto que sabes escrever músicas até de olhos fechados e não sabes encontrar as palavras certas sobre o amor que sentes por mim. — Disse e eu sorri concordando.
–Eu sei exatamente o que sinto por ti, mas o amor é tão grande que não há espaço em uma só palavra ou em uma só frase. — Disse e ele sorriu de orelha a orelha.
–Afinal consegues. — Disse e eu encolhi os ombros. — Ok vamos lá chega de conversa. Quero os meus beijos. — Disse e colou os nossos lábios me fazendo sorrir entre o beijo. O que pareceram horas foram uns simples minutos.
–A Skyler hoje não foi á escola? — Perguntei me lembrando que quando entrei no quarto ele estava a dormir na sua cama.
–Não, depois do que aconteceu ontem eu não era capaz de a levar. Ela estava tão assustada. — Disse tirando a mão da minha coxa e segurando uma das minhas mãos que estavam no seu peito e as encarou.
–Ela é pequena, vai conseguir superar isto e vais ver amanhã ou depois anda a correr pela casa inteira, toda feliz e contente. — Disse e ele riu.
–Correr pela casa não, ela é uma rebelde no que toca a fazer isso, a Sky pode parecer pequena mas é rápida, não mais que eu claro, mas sabe bem onde se esconder. — Disse e eu ri só de imaginar os dois a correr pela casa, um a fugir e o outro a pegar. — O que foi? — Perguntou.
–Só estou a imaginar vocês dois da maneira que descreves-te. — Respondi sorrindo.
–Não queiras, ainda este fim de semana ela acordou a pular na minha cama e passou a tarde toda a correr pela casa, se eu não a pegasse provavelmente iria durar o dia inteiro. — Disse e eu ri.
–E como foi a escola? — Perguntou e eu me lembrei que tinha de lhe contar sobre a nota da apresentação de música.
–Muito entediante. Já sei a nota que tivemos na apresentação de música. — Disse e ele me olhou.
–A sério? — Perguntou e eu assenti. — Então diz.
–Nós tivemos. . . . . . . . . . . .
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