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Notas iniciais
Aconselho a ler essa fanfic enquanto escuta a música. Ela está nas notas finais do capítulo.
Boa leitura.
OBS:. Eu passei a música inteira para o masculino por conta de ser no foco do Suzuno e tal.

O céu que derrama luz
Eu estou embaixo dele
Voando como se estivesse sonhando
A minha vida é uma beleza.

Suzuno estava sentado no chão de seu apartamento, depois de um longo dia. Trabalhava como um garçom em uma lanchonete à tarde, enquanto de manhã ia para a escola. A noite era o único momento em que ele poderia parar e respirar, por mais que não dure muito tempo.

Como nesse momento, ele tinha que tomar banho e dormir, mesmo sendo véspera de final de semana. Estava exausto, e amanhã ia trabalha no turno da manhã.

Levantou-se ao se lembrar disso, com dor em todas as juntas do corpo e foi tomar um bom banho. Olhou um recado em cima da mesa de sua tia dizendo que ela ia madrugar no trabalho hoje e respirou fundo, amassando a folha e tacando em uma lixeira próxima do local, indo diretamente para o banheiro.

Ao entrar, olhou-se no espelho e respirou fundo. Desde quando ele ficou com um sorriso forçado no rosto? Ah, ele tinha crescido. Não era a criança de antigamente que, mesmo parecendo sempre de cara fechada, era feliz do seu jeito. Com seus amigos grandiosos que, nesse momento, apenas se lembra de rapidamente deles indo embora após o Ensino Médio.

Uma história em que ouvi muitas vezes em algum lugar
O patinho feio é cisne
Uma borboleta antes de voar
As pessoas não sabem
Elas não veem as asas
Um novo mundo que pode ser cruel
Mas um garoto forte¹, você sabe que nasceu para voar
Lágrimas que derramamos
Toda a dor que você sentiu
É o que vai te preparar para o dia que você irá voar ainda mais alto
Todo mundo vai vê-lo em breve.

O céu que derrama luz
Eu estou embaixo dele
Voando como se estivesse sonhando
A minha vida é uma beleza.

Enquanto a água corria por seu corpo, ele se lembrou dos momentos felizes de sua vida. No momento em que conheceu seus amigos, que começou a jogar futebol e até mesmo quando conheceu Endo. Por mais que achasse Endo um pouco irritante, ele se lembrou do garoto com uma alegre memória que, no qual, nunca mais ia poder ver.

Saiu do banho assim que o terminou e colocou o roupão. Pegou as roupas sujas, colocando dentro do cesto e saiu do banheiro, indo para o quarto colocar uma roupa. Estava descalço, e assim que colocou o pé para fora do banheiro cheio de fumaça por conta da água quente, sentiu um leve arrepio em seu corpo.

Seu quarto era a segunda porta a direita do banheiro. Entrou e ligou a luz, fechando as cortinas do quarto e mexendo no guarda-roupa, pegando o primeiro pijama que viu e uma cueca, fechando-a. Tirou o roupão, e começou a colocar a roupa.

Após terminar de se vestir, foi a cozinha e abriu a geladeira, vendo um prato com macarrão e tampado. Na tampa, tinha um bilhete de sua tia dizendo para comer aquilo e não ramem. Suzuno fez uma careta e levou o macarrão ao micro-ondas por dois minutos.

Após aquecer, o garoto comeu rapidamente e lavou a louça, voltando ao seu quarto e desligando as luzes, assim se deitando de baixo das cobertas e refletindo mais sobre a vida que levava e como ela era antes.

Adormeceu no mar de memórias, rindo de leve das boas e chorando nas despedidas. De olhos fechados e adormecendo, o garoto deixou cair uma única lágrima.

Esquecido sonho, desenho ele novamente em meu coração
Me recolho, todas as vezes que eu me retirei e recolhi
Pequenas lembranças me acordam uma por uma
Me abrem como se fossem ocupar o mundo inteiro.

Passou a noite
Embarcar para uma viagem de novo
Porque não?
Neste mundo, uma palavra que desperta o meu coração.

Passou a noite, e lá estava ele correndo para o trabalho na cafeteria. Ao chegar e colocar rapidamente o avental amarrado na cintura escutou o seu chefe começar a reclamar com ele por ter chegado meia hora atrasado por conta do engarrafamento.

— Idiota, está meia hora atrasado! Poderia ter lotado a cafeteria inteira. E aí? Como eu ia cuidar de tantos clientes? — disse o homem, batendo de leve no balcão. Os dois clientes que tinham o olharam de leve e voltaram as sua atenção ao que estava fazendo em suas mesas. O albino se curvou rapidamente pedindo desculpas.

— Teve um acidente e ocorreu um... — Suzuno foi cortado.

— Não tente se desculpar. Vá recolher o pedido daquele casal, eles acabaram de chegar. — Suzuno viu o homem o tacar o seu bloco de notas e uma caneta azul.

Após se abaixar para pegar o bloco de notas que tinha caído no chão, respirou fundo para não se irritar e o pegou. Foi até uma mulher com uma criança de dez anos, rindo de alguma coisa que o homem, provavelmente marido, tinha dito.

— O que vão querer? — falou com uma voz gentil, e sorriu forçado novamente.

O casal o olhou, sorrindo e rindo de leve. A mulher fez sinal para Suzuno ignorar, e o garoto riu de leve do momento entre os dois.

— Nós queremos um café americano e... — a mulher olhou para a criança.

— Quero um joelho e um suco de uva. — a menina disse sem dúvidas.

Suzuno anotou os pedidos e fez sinal que eles já iriam vir, destacando a folha do pedido e entregando ao chefe. Respirou fundo e viu um homem ruivo cheio de folhas na mão entrarem no local, e o albino se curvou rapidamente ao homem.

— Boa tar... — ele parou e o garoto. — Oh! Nagumo.

O ruivo de olhos cor de âmbar olhou o menino de orbes azuis e sorriu alegremente. Depois de alguns minutos, o ruivo deu um grito que fez todos da cafeteria o olharem. Suzuno apenas se surpreendeu quando o garoto tacou as folhas em uma das mesas da cafeteria e o abraçou.

— Eu estava tentando falar com você, Suzuno! — Nagumo disse, e depois se soltou do garoto.

— Bem, está falando comigo. — Suzuno comentou. — Quanto tempo.

— Sim, quanto tempo... — disse Nagumo. — Eu e Hiroto estávamos pensando em viajar esses dias, já que está em época de férias, e reencontrar o pessoal da Academia Allen. Vamos ficar uma semana em uma casa perto da praia. E estávamos pensando se você queria ir, afinal... Qual sentido seria chamar todos menos o capitão da Diamond Dust? Vamos hoje à tarde, umas seis e quarenta.

Suzuno ia aceitar, se fossem em outros momentos. Ele sorriu e olhou o chefe, que apenas fez sinal que ele teria que trabalhar a próxima semana, e o garoto desfez o sorriso ao se lembrar do trabalho. O ruivo o olhou, já imaginando o que ele ia dizer.

— Eu não irei poder ir. Tenho trabalho.

— Aphodit tem razão. Você agora apenas estuda e trabalha, não tem vida social. Você se afastou de seus amigos. — Nagumo sussurrou enquanto pegava as folhas, no qual Suzuno percebeu que era provavelmente alguma matéria da faculdade de Nagumo que ele tirou Xerox de alguém.

Suzuno o olhou. Tinha escutado, mas deu apenas um leve sorriso de canto.

— O que disse?

— Nada. — Nagumo falou, desanimado. — Eu quero apenas um cappuccino. E para viagem.

Suzuno anotou rapidamente e entregou ao seu chefe. Viu o mesmo entregar uma bandeja com os pedidos do cliente anterior ao Nagumo e levou a eles.

— Aqui está. Espero que gostem. — Suzuno falou com um sorriso no rosto, voltando e vendo que o Cappuccino de Nagumo foi pronto rapidamente.

Depois daquela conversa, ele entregou o cappuccino para viagem a Nagumo, que apenas deu um breve aceno e foi embora. Suzuno olhou a porta se fechar atrás do garoto. Pela a janela que tinha, viu o menino entrar no carro e ir embora.

Provavelmente Nagumo não era mais seu melhor amigo, como antigamente.

Ontem, eu estava sozinho
Olhares inúmeros
Lágrimas caindo
Eu suportei outro dia novamente.

Era cinco horas da tarde, e Suzuno estava se sentindo sufocado pela as palavras de Nagumo. Estava sufocado por ele ter falado o que era verdade, enquanto o garoto queria que fosse mentira. Estava dentro do banheiro de funcionários, passando a água no rosto por querer parar de chorar.

— Pare de chorar. Pare de chorar. — dizia a si mesmo, olhando o reflexo no espelho. Começou a contar baixinho, se virando de costas ao espelho e pegando um bolo de papel para secar o rosto.

Lembrou-se de rapidamente da cena de sua formatura. Estava entrando no carro de sua tia, com a beca no corpo e o chapéu e o diploma na mão, e quando ia entrar no local, escutou uma voz o chamando. Suzuno se virou, e viu Nagumo acenando a ele e dizendo a ele alegremente com um grito:

Não se preocupe! Veremos-nos amanhã e depois de amanhã e assim por diante, até mesmo nos momentos que tivermos ocupados! É uma promessa, ok? E você tem que cumprir.”

E Suzuno Fuusuke percebeu o motivo de tanto sorriso falso, de tantas lágrimas e tristezas em sua vida. Não era por ter crescido, e sim por ter se esquecido de quem realmente era. Não era apenas Suzuno Fuusuke, era Gazel. Era o menino frio que Nagumo adorava irritar, mas os dois tinham uma amizade enorme.

— Idiota. — o garoto disse, passando a mão no rosto enquanto a outra tacava o papel na lixeira.

—SUZUNO FUUSUKE! Você morreu ai dentro? — disse o chefe, e o albino percebeu que precisava dar um basta naquilo.

Olhou o avental, apertando a bainha dele. Iria fazer algo que sempre quis fazer e nunca teve coragem. Algo que ele já deveria ter feito.

Ontem, que foi por um triz
Todas as palavras que derramaram
Ele me abraçou, eu tremia mais uma vez.

Suzuno saiu do banheiro andando em passos rápidos até o chefe, que brigava com ele pelo o garoto estar muito avoado hoje. O albino desamarrou o avental preto da cintura e tacou no balcão e na frente do homem.

— O que é isso? Que atitude é essa? — o homem disse. — Se continuar assim eu irei o demitir!

— Muito bem. — Suzuno disse, com um sorriso no rosto. — É isso que eu quero. Mande o dinheiro do salário pelo o correio, ok?

Suzuno pegou o seu casaco que estava no balcão e o colocou, dando um breve aceno aos clientes que assistiam a cena e ao chefe, que estava gritando o seu nome até o garoto sair da cafeteria, fechando a porta atrás de si.

Ele logo pegou um taxi que passava e entrou. Deu um Bom dia ao taxista e abriu a janela do carro.

— Qual é o destino, meu jovem? — perguntou o homem.

Suzuno sorriu, dando o endereço ao motorista do táxi, que começou a dirigir ao local mandado.

Começando a acelerar, Suzuno colocou as mãos no bolso da calça e pegou o seu celular, escrevendo uma mensagem de texto ao Nagumo. Tanto tempo que não usava o telefone que já tinha até esquecido de como usar, o fazendo rir de leve ao ter entrado na galeria ao invés de ir até “Mensagens”. E assim escreveu “Ainda posso ir?” ao ir ao local certo.

Logo sentiu o celular vibrar. Uma mensagem de Nagumo, no qual consistia em duas carinhas felizes e uma mera palavra que fez Suzuno sorrir de leve:

Sim.

O céu que derrama luz
Eu estou embaixo dele
Voando como se estivesse sonhando
A minha vida é uma beleza.

Suzuno entrou no seu apartamento no segundo andar. A sua tia estava em casa, vendo televisão. O garoto tirou o casaco e correu ao quarto.

— Oh, Suzuno! — a mulher disse, e foi correndo atrás dele para o quarto. Ao entrar no quarto do mesmo, se assustou com a mala de viagem de Suzuno aberta e em cima da cama, enquanto o mesmo pegava roupas e colocava dentro dela.

— Eu irei sair com os amigos da Allen, vamos viajar e colocar o papo em dia. Iremos para uma casa perto da praia. É as seis horas, eu preciso correr. — Suzuno falou rapidamente a mulher, que riu da animação do garoto. — O que foi?

— Nada, apenas estou feliz por você ter finalmente você percebeu que estava deixando de ser você mesmo.

Ela começou ao ajudar a arrumar as coisas e não se esquecer de nada, e o mesmo foi correndo tomar um banho rápido. A tia pegou as chaves do seu carro e colocou a mala na sala, esperando Suzuno sair do banho.

Quando Suzuno saiu colocando outra blusa, a tia o entregou a chave de seu carro, que fez Suzuno se assustar de leve. Ela nunca tinha o emprestado aquele carro para ninguém.

— Vai logo, vai se atrasar.

Fuusuke deu um beijo na bochecha da tia, e assim pegou a mala e seu celular, colocando no bolso. Abriu a porta de casa e saiu novamente, pegando o elevador rapidamente e apertando o botão para ir à garagem.

Olhou um adolescente com fones de ouvido cantarolando uma música qualquer e sorriu de leve, e assim o assistiu sem ao menos o garoto perceber e ir embora normalmente. As portas se fecharam, e por fim o elevador foi até a garagem.

Quando a porta se abriu, Suzuno correu até o carro prata da tia e colocou a mala no banco traseiro. Fechou a porta e deu a volta no carro, abrindo outra porta e se sentando no banco do motorista. Viu o endereço que Nagumo mandou a ele da casa na praia, girou a chave, deu ré e saiu da garagem.

Mesmo com a mente em outro mundo, ele prestava atenção no transito e sorria ao ver que estava tudo limpo e sem nenhum engarrafamento. Estava sem pressa, mas queria aproveitar o máximo possível. E quanto mais rápido chegar, mais tempo para aproveitar, certo?

Sorriu ao sentir o vento que vinha da janela aberta do carro batia em seu rosto de leve. Pela a primeira vez depois de muito tempo, ele não estava se preocupando com trabalho ou faculdade.

E Suzuno Fuusuke estava apenas sendo ele mesmo.

***

As pétalas das flores murcham
Eu tive momentos difíceis
Mas segui mais uma pequena luz
Dia distante
Deixe-o ir para longe
Eu voo esplendidamente

O céu que derrama luz
Olhos renovados (olhos renovados)
Voar para longe (voar alto, voar alto)
Beleza que pertence só a mim

No momento em que eu fecho os olhos
O tempo para
E eu me levanto novamente.

Notas finais
Música da fanfic: https://www.youtube.com/watch?v=hCiwh3bzQR4
Como disse, eu passei a música ao feminino em uma parte da letra que dizia "ela", "garota forte", como pode ser visto.
Bem, eu escolhi o Suzuno pq... Slá, ia ser no foco do Nagumo, mas eu lembrei que a minha OS Tower já é sobre o Nagumo e é dramática e tal... Por isso coloquei o Suzuno, e até achei que ficou melhor.
Espero que tenham gostado e comentem o que acharam e tal! ♥
XOXO
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!