Há tempos

2 Capítulo 1 - Inicio e o fim


Notas iniciais
Oi, gente que ainda lê minhas fics ^^ Tudo belê? ahsuhaushuas Bom, capítulo fresquinho para você.... Espero que gostem... Boa leitura ♥

Capítulo 1 – Inicio e o fim

660 a.c. – Leste da Península de Kii

O dia estava quente aquela manhã e foi isso o que fez a pequena mulher deter seus passos. Havia passado a noite toda viajando e sem conseguir resistir as águas cristalinas do lago, a morena se livrou de todas as roupas, pulando na água.

Não pensou que aquela decisão a colocaria em tamanha confusão...

~~~~

Karakura, dias atuais

— Diz a lenda que no princípio dos tempos, a Deusa do sol, Amaterasu se apaixonou e teve um filho com o Deus da lua, Tsukiyomi e dessa poderosa, mas proibida, união, vários e vários descendentes diretos foram surgindo ao longo dos tempos. Assim, nasceu o misterioso imperador lendário, nosso primeiro imperador.... — ouvia a voz forte de Byakuya soar, enquanto o observava apresentar, pouco a pouco, artefatos da história japonesa a curiosos visitantes do museu. — Nessa câmara funerária, seus restos descansam junto a de sua imperatriz. Ainda não se sabe muito sobre suas mortes...

Desviou os olhos para o ruivo, que a encarrava descaradamente enquanto anotava algo em seu inseparável caderninho do outro lado da sala. Desde o dia em que se conheceram, notará o olhar dele sobre si. Era algo que parecia queimar dentro dela, causando sensações novas. Quando seus olhos se encontravam, era como se mais nada estivesse acontecendo a sua volta e isso a incomodava. Sentia como se ele tivesse algum poder sobre seus sentidos e odiava se sentir daquela forma.

Bufou ao desviar o rosto, mas ainda podia sentir aqueles olhos castanhos a observando de longe e aquilo era desconfortável, tanto que já estava a ponto de desistir de almoçar com seu irmão, quando o ruivo decidiu cortar a distância que existia entre eles, falando ao se aproximar:

— Acho que seu irmão não vai estar livre tão cedo.

— Hm — resmungou sem encará-lo, pois, sentia que se o olhasse, mesmo que de canto de olhos, aquela sensação estranha voltaria.

— Eu estou indo pegar um lanche... não quer vir junto? — perguntou Ichigo sentindo seu peito arder. Mesmo que ambos não soubessem, sentiam-se da mesma maneira. A grande diferença entre eles, era que o ruivo queria entender o que era aquele sentimento que queimava dentro dele.

— Não — Rukia rebateu. Se com seu irmão a poucos metrôs de distância já não se sentia à vontade com o Kurosaki, imagina sozinha com ele?

— E por que não? A lanchonete é na esquina — insistiu. Sabia que ela o evitava desde o primeiro momento, mas estava decidido a conhecer mais sobre a mulher que invadira seus pensamentos ao simplesmente, passar pela porta do museu, reclamando sobre a cidade.

— Não estou a fim — o encarou, zangada.

O que aquele homem queria dela? Já não bastava tudo o que sua presença a causara?

— Ei, não precisar sem mal-educada — disparou sentindo sua paciência, que já era pouca, se esvair com rapidez. — Eu só estava sendo gentil, nanica.

— Do que você me chamou? — O sangue de Rukia fervia de raiva ao ficar face-a-face com ruivo e como se o destino se repetisse, uma tontura a pegou, deixando tudo escuro a sua volta, fazendo-a cair nos braços de Ichigo, que a amparou.

O conto de fadas encontrara seu recomeço...

~~~~

660 a.c. – Leste da Península de Kii

A água estava fria, mas a mulher não se importou, precisava se sentir limpa como não se sentia desde que iniciara sua jornada em busca de liberdade. Há dias estava na estrada, caminhando as escondidas para fugir de seus perseguidores.

Sabia que se fosse alcançada, sua vida se transformaria em um inferno maior do que já era antes de sua fuga. Seu irmão nunca a perdoaria por aquela atitude e provavelmente, seria punida com a morte se voltasse.

Suspirou mergulhando fundo na água cristalina, as vezes pensava que encarar a morte fosse o caminho mais fácil, a dor seria passageira e no fim, só a escuridão do nada a esperaria, assim como o silencio que a envolvia sob as águas naquele momento.

Seus pulmões já reclamavam em busca de ar, mas ela continuou ali, até que sem aviso prévio, seu corpo foi envolvido por braços fortes, a levando de volta para a superfície.

Respirou com força, piscando os olhos a procura de um dos rostos conhecidos dos homens de seu irmão, pois tinha quase certeza de que eles a alcançariam cedo ou tarde; mas tudo o que conseguiu ver foi olhos castanhos a observá-la com preocupação.

— Minha senhora? Você está bem? — começou ele, parecendo ainda mais preocupado do que Rukia imaginava e ela não conseguiu deixar de sorrir para ele.

O rapaz suspirou aliviado a observando por completo, corando ao desviar o olhar logo em seguida e foi só então que a moça se lembrou que suas roupas ainda estavam na margem do lago.

Apressada, Rukia tentou se levantar, mas tudo o que conseguiu foi cair sobre o ruivo, que a observou ainda mais constrangido.

— Não olha — Rukia, disparou, colocando as mãos pequenas sobre os olhos do rapaz.

— Eu não estou olhando! — Ficou de pé, a ajudando logo depois.

— Hm... — resmungou o vendo se afastar ao encontrar suas roupas e em instantes, o rapaz alto vestido em elegantes trajes de batalha já se encontrava a sua frente com suas roupas na mão.

Esperou que ele as devolvesse, mas o ruivo apenas permaneceu com os olhos a encarar todo o ambiente, menos a moça nua a sua frente, parecia decidir sobre algo, então impaciente, ela perguntou:

— Não vai devolver minhas vestes?

— Só depois de me responder, o que uma dama delicada com você está fazendo em minha propriedade? — seus olhos a observavam de canto.

— O que? Como ousa? — a voz de Rukia soou irritada, enquanto ela tentava a todo custo, tampar a nudez de seu corpo magro. — Isso não lhe diz respeito...

— Claro que isso me diz respeito, senhorita. Como disse, você está em minha propriedade, ou seja, você é uma invasora, pois não lhe dei permissão para estar aqui...

— Ótimo. Devolva minhas roupas e eu vou-me embora — ela mandou, exaltada.

Toda a simpatia que sentira antes pelo rapaz que a “salvara” sumia aos poucos.

— Não. Responda minha pergunta. Você me deve isso por lhe salvar a vida — rebateu irritado com a resistência da mulher.

Será que ela não percebia que ele só queria ajudá-la?

— Meu herói — o desdém banhava sua voz, mas o ruivo decidiu ignorar ao vê-la lhe dar as costas, ainda nua, caminhando para longe dele.

— Para onde vai? — ele perguntou, seguindo-a.

— Estou indo embora — declarou. Não seria aquele homem que a prenderia ali, ela tinha outra peça de roupa na que bolsa de couro artesanal, que ainda estava na margem do lago e sumiria dali apenas com o que lhe restara.

Já estava a poucos passos da bolsa, quando sentiu seu corpo ser içado no ar pelos braços fortes do ruivo, que tinha a respiração descompassada como se estivesse fazendo um esforço gigantesco para manter a calma.

— O que pensa que está fazendo?! — gritou ao ser jogada no ombro do rapaz. — Me coloque no chão!

— Não posso. É contra meu código de conduta deixar uma moça sair sozinha e nua por esse mundo perigoso — declarou fazendo o máximo de esforço para não correr sua mão pela pele macia da moça em seu ombro.

Ele nunca se aproveitaria de uma mulher indefesa e só Deus sábio o quanto o homem dentro dele estava se controlando ao sentir o cheiro dela inebriar seus sentidos. Não conseguia parar de pensar no brilho que enxergara nos olhos violáceos da moça quando seus olhos se encontraram pela primeira vez e em sua boca vermelha, que se abrira em um sorriso surpreendente antes de começarem a discutir.

— Você não pode fazer isso. Eu sou livre...

— Sim, mas hoje você será minha convidada — a cortou ao se abaixar, com Rukia ainda em seu ombro, para pegar a bolsa da moça.

— Não me sinto como sua convidada e sim, sua prisioneira.... — resmungou frustrada.

Não conseguia entender como em tão pouco tempo as coisas começaram a dar errado naquele dia. Se arrependimento matasse, ela estaria estirada no chão, pois se arrependia amargamente de ter parado para tomar um maldito banho.

Sem desistir de se soltar, Rukia continuou se debatendo contra o ombro do rapaz, que riu do esforço da morena, que o socava nas costas naquele momento.

Respirou fundo, mesmo que fosse insensato de sua parte, ele não conseguia afastar a mulher.

— Você pode, ao menos, dizer-me seu nome? — ele perguntou, curioso, mas ela apenas se manteve em silêncio, ocupada demais em tentar ferir as costas dele. — Certo. O meu é Ichigo Kurosaki...

Todo o corpo de Rukia tremeu. Mesmo que inconscientemente, ela havia caído nas mais do inimigo e o bague daquela notícia fez seu corpo amolecer, talvez fosse a falta de comida também, mas como nada importava, a escuridão a levou para a inconsciência.

Mal sabia ela que ao acordar, a liberdade estaria ao alcance de suas mãos.

~~~~

Tóquio, dias atuais

O dia estava chuvoso na maior cidade japonesa, mas o homem não parecia se importar ao observar de cima um dos lugares mais movimentados do mundo, seu pensamento estava longe.

Seu peito pesava, sabia que eles haviam se encontrado mais uma vez, sabia disso. Mesmo que odiasse, estar ligado a aquelas almas era consequência da maldição que lançara a milênios atrás. Mesmo que tentasse esquecer, não podia. Sempre que o sentimento nascia no coração do casal, uma dor gigantesca estraçalhava o seu e um ódio rançoso o tomava, levando-o a loucura.

E daquela vez não estava sendo diferente....

— Aizen-sama — ouviu seu antigo nome soar a suas costas. — Aqui estão os relatórios das empresas — completou Hinamore, sua secretaria parada em frente a sua mesa de vidro temperado.

— Deixe-os ai e sai —mandou, olhando-a de canto.

— Sim, Aizen-sama — concordou ao iniciar seu caminho para fora da sala, mas cortou seus passos. — Grimmjow-san está querendo lhe falar. Parece que encontrou o que o senhor lhe pediu — avisou.

Todo o corpo de Aizen tremeu, finalmente poderia se livra daquele infortúnio e sua dor passaria por mais alguns anos.

Sorriu, voltando-se para a pequena mulher de olhos amendoados, dizendo:

— Mande-o entrar, Hinamore. Não passe mais nenhum telefonema por hoje. Irei tirar uns dias de férias....

— Quer que eu avise o seu piloto para preparar o jatinho? — indagou, ignorando a felicidade repentina de seu patrão.

— Ainda não. Ainda preciso descobrir meu destino. Não gosto de brincar com a incerteza.

—Sim, senhor — sorriu, deixando-o sozinho.

As coisas estavam caminhando para seu fim, ao menos era o que ele pensava, sem saber que o destino lhe pregaria uma grande peça....

Notas finais
E então, gente? Gostaram? Esse é só o inicio.... Tem muita coisa pra acontecer, muitas vidas para contar... Espero que vcs acompanhem a fic... Bom, é isso... Comentem, please Beijos e até os próximos capítulos
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.