Há sempre Uma Chance para o Amor
1 Não tem como disfarçar o amor
Dado Villa-Lobos iria se casar com sua namorada, Vanessa, de 24 anos, que tinha conhecido numa viagem a trabalho. Eles estavam namorando a pouco mais de oito meses, mas Vanessa queria muito casar-se com Dado, ela dizia que o amava muito, e também falou que só perderia a virgindade depois do casamento (sim, ela ainda era virgem). Dado achava aquilo uma tremenda palhaçada ter que esperar até o casamento para transar. Mas como ele estava encantado com Vanessa, ele resolveu então casar-se com ela.
Como o casamento era no próximo sábado, e já era quinta-feira, Vanessa estava muito nervosa com os preparativos do casamento, como a maioria das noivas. Dado foi entregar então, os últimos convites, pois muitos dos convidados estavam viajando e só tinham voltado naquele dia.
O ultimo convite foi o mais difícil para entregar. Não por que os convidados moravam longe, ou algo assim. Mas, sim, porque os convidados eram Paula e Lui. Dado se sentia estranho em relação à Paula, ele sentia algo a mais por ela, só não sabia o que. Dado chega à casa de Paula.
- Oi Dado, tudo bom? Entra! – Diz Paula alegre por ver o amigo.
- Tudo bom. O Lui ta aí? – Ele entra e dá dois beijos em seu rosto.
- Não, ele saiu para resolver uns negócios aí, mas acho que ele irá demorar. É alguma coisa urgente que você tem pra falar com ele? – Um pouco curiosa.
- Não, na verdade não. Posso falar com você mesma. – Abre um sorriso amarelo.
- Ah, então fala. Senta aí, quer beber alguma coisa? – Começa a preparar um drinque.
- Não, não obrigado! – Senta-se no sofá.
- Você sumiu, hein, Dado? – Pega seu drinque e senta-se ao lado dele.
- Você que sumiu. Foi viajar com o Lui, e ficou três meses fora, sem dar notícia.
- É, eu sumi um pouco sim. Mas também estava muito cansada por causa dos shows e tal. Mas, me fala, o que você veio fazer aqui?
- Eu... Eu vou me casar!
- CASAR? – Dá um grito e susto — Mas como assim, Dado? Do nada se casar? Mas com quem?
- Com a minha namorada, né Paula?
Paula abaixa a cabeça e fica calada por não saber o que falar, fazer ou sentir.
- E também não foi assim do nada. Quer dizer, foi. Mas ou menos. Ela disse que se não casar não transa...
- E você vai casar só por que ta a fim de transar? – Se irrita com Dado.
- Também... Mas é que...– Começa a gaguejar.
- Ah, dado! Faça-me um favor!
- Olha, Paula. Ela é uma menina super legal, e talvez pode acabar dando certo. – Fica super sem jeito.
- Você ouviu o que você disse? \"Uma menina\", ela é apenas uma menina. É muito cedo pra vocês casarem, e também você não vai conseguir acompanhar o ritmo dela. – Ela tenta de qualquer jeito faze-lo mudar de ideia.
- Talvez, não Paula. E também eu já não estou mais na idade de ficar só namorando, né? Eu tenho que agir minha vida, quero casar, ter filhos.
- Mas não com ela dado. – Seus olhos se enchem d’água.
- Por que não? – Fica curioso.
- Por que eu... Eu... Sou sua amiga e quero o melhor pra você. – Tenta disfarçar seus verdadeiros sentimentos por ele.
- Mas agora não dá tempo de voltar atrás.
- Lógico que dá. – Pega a mão dele. — Vocês ainda não se casaram, ainda não colocaram a aliança na mão.
- Acho melhor ser assim. – Olha nos olhos de Paula, emocionado. — Talvez, se eu não fizer isso outros sentimentos se revelem e tudo pode se perder. Quero ter uma vida que nem a sua.
- Que nem a minha? – Indaga assustada.
- Sim. Olha, pra você. Você, é casada, tem um lindo filho, é uma cantora de sucesso. – Acaricia a mão dela carinhosamente.
- Sim, Dado, mas isso não justifica você...
- Por que você é tão contra ao meu casamento?
- Por que? É... É... Olha, eu não posso e falar... – Percebe que Dado está desconfiando sobre os sentimentos dela.
- Ok. Mas um dia pode ter certeza que ainda vou fazer você me falar. – Sorri, tentando aliviar aquele clima.
Paula dá um sorriso de canto.
- Aqui o convite. — O entrega na mão de Paula — Quero muito que você e o Lui estejam lá!
- Abre o convite — Nossa já vai ser nesse sábado? – Diz muito surpresa.
- Sim.
- Deu pra perceber que vocês estão mesmo com presa pra casar. — Coloca o convite em cima da mesinha de centro. -
- Olha, amor, digo, digo, Paula. – Corou de vergonha — Eu vou ter que ir agora.
- Mas já? Fica pra tomar pelo menos uma taçinha de champanhe. Ou então pra jogar conversa fora. – Querendo ficar um pouco mais com o homem que ela está apaixonada, sem querer admitir isso para si mesma.
- Não, não acho melhor eu ir. — Abaixa a cabeça — Por que senão eu posso te beijar a qualquer momento. Eu não resisto a você.
- O que? — Olha para Dado, pois não entendeu o que ele falou. -
- Nada não, só pensei alto. Mas eu já vou indo por que ta na minha hora. – Tentando desviar o olhar de Paula.
- Ta bom então. — Abre a porta — Tchau!
- Tchau. -Dá dois beijinhos e sai. –
Paula senta no sofá, pega o contive e fica olhando fixamente para ele, totalmente perplexa e arrasada. Ela é casada com Lui, mas sabe que sente uma forte atração pelo Dado. Sabe que tem uma quedinha por ele. Ela pensava até em confessar tudo o que sentia para o ele, mas agora com essa história de casamento, tudo foi por água a baixo.
Seu casamento com Lui já não estava tão bom assim. Ela e o Lui não brigavam, mas para ela o casamento estava muito sem sal, sem emoção, parecia que tinha perdido o encanto. As transas já não eram tão frequentes e já não tinham tanta excitação, já não eram tão prazerosas como antigamente. Até os beijos de Lui já tinham perdido o gosto. Paula queria algo diferente. Ou ela dava um jeito de inovar seu casamento ou então se conformava com aquela situação.
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