Hybrid Of The Hybrids

12 Capítulo XI - The Only One That Makes Me Laugh


Notas iniciais
Olá gente, Tava viajando por uns dias e depois tive bloqueio de inspiração mas já consegui escrever muitos capítulos. . . *Esse capítulo possui link(s) camuflado(s), podendo ser música(s) ou imagem(ns)*

Damon havia ficado ao lado de Juliana noite passada até que ela pegasse no sono. O dia chegou e ela acordou bastante cedo, realizou seus hábitos matinais rotineiros e apressou-se para limpar a sujeira do bolo que tinha arremessado na parede da sala de estar Gilbert.

Após não ter deixado nenhum vestígio de glacê cor de rosa no papel de parede, ela viu Jeremy e Elena acordarem e iniciarem suas preparações para partirem para o colégio, Juliana decidiu que deveria ir também, ela teve um lapso de coragem e enfrentaria a rejeição dos colegas de cabeça erguida e provaria que era superior a isso.

É claro que ela não contou nada sobre sua ida ao colégio para nenhum dos moradores da casa, ela sabia que nenhum deles concordaria com isso, então deu uma desculpa para sair, disse que passaria na casa de Damon e realmente passou.

[...]

Damon dormia tranquilamente, perdido nos seus sonhos. Juliana adentrou o quarto bem sorrateiramente, aproveitando-se de sua atual condição vampira para conseguir ser o mais suave possível.

Como uma felina manhosa e determinada, ela começou a engatinhar de uma forma bem macia sobre os lençóis de Damon. Ele permanecia adormecido, enquanto ela tinha vontade de rir por causa da sua missão tendo um desenvolvimento bem sucedido, mas se mantinha forte e conseguia se segurar.

Logo Juliana já estava se sentando de uma maneira bastante branda sobre as coxas de Damon, ela foi gatuna o suficiente para que ainda assim ele não acordasse. Ficou por alguns instantes admirando aquela cena, ele parecia bastante sereno e frágil daquela forma adormecida, e ainda assim era terrivelmente sexy para Juliana. Ela inspirou fundo para afastar o comichão que levemente crescia em seu ventre, e o conseguiu.

Ela se inclinou vagarosamente, deitando seu corpo, sem encostar-se ao peitoral dele, Juliana se apoiava em seus cotovelos, a vampira ficou rosto com rosto com Damon, ele permanecia adormecido realmente tranquilo e sereno.

A garota não acreditava em sua própria vitória, ele permanecia um belo adormecido. Ficou uns instantes ali face com face, mas controlava tudo, para não tirá-lo do sono, até mesmo sua própria respiração.

Ela finalmente decidiu acordá-lo, assoprou levemente sobre o rosto dele. As pálpebras de Damon tremeram por um instante e se abriram.

– Bom dia. – Ele disse e deu um sorriso tão doce que foi capaz de derreter completamente o coração da nova vampira.

– Bom dia. – Ela respondeu abobalhada.

– Como você pode vir me acordar assim? Sem eu nem ter passado um blush ou coisa e tal... – Damon era Damon, estragar a fofura de um momento com suas ironias era como respirar para ele.

Juliana riu brevemente.

– Perdão... Quer que eu volte mais tarde?! – Ela saiu de cima dele e começou a se mover para sair da cama.

Damon segurou o braço dela e a puxou, ficando por cima da garota desta vez. Juliana esperou que ele se pronunciasse, mas tudo o que ele fez foi ficar olhando para ela com um olhar terno ignorando toda a ironia que ele tinha expelido há poucos segundos atrás.

A garota começou a ficar sem graça.

– O que foi? – Ela disse sorrindo.

Ele sorriu também.

– Nada... Eu só... – Damon riu de uma forma também abobalhada.

– O que? – Ela ainda sorria.

–... Estou muito contente. – Ele desabafou com mais um sorriso que dessa vez transparecia tanta inocência.

– Por quê? – Ela riu derretendo-se no sorriso dele.

– É só... Eu e você... Na verdade é tudo!... Para mim está tudo tão bom... Eu estou verdadeiramente feliz, como há muito tempo não me lembro de ter estado. – Ele explicou recolocando novamente no final o sorriso inocente.

Juliana surpresa parou de sorrir por um instante e pousou uma mão no rosto de Damon, acariciando-o. Depois ela voltou a sorrir.

Quem visse de fora iria achá-los os maiores bobões, graças a essa quantidade excessiva de sorrisos, mas de qualquer forma nenhum dos dois ligaria.

– Que bom... – Juliana disse. -... Já que você está assim, por que não se empolga e me faz aquela pergunta que você disse que faria?

Damon caiu em gargalhadas do lado dela na cama.

– Você é esperta, não é?! Querendo me pegar num momento sensível... A resposta é NÃO... Eu não vou perguntar NADA... AINDA... – Ele disse ainda rindo.

Juliana fechou a cara emburrando-se.

– Ah, por que não? – Ela colocou o queixo em cima do músculo do grande peitoral de Damon.

– Já disse... Você tem que se acostumar a ser vampira primeiro... A pergunta pode mudar sua vida, dependendo da resposta, claro. – Disse ele apertando o nariz dela.

Ela continuou enfezada, com uma testa enrugada.

– Você pelo menos poderia dizer qual é a pergunta, só pra eu saber se é mesmo o que eu estou pensando... Ou se você só está me trollando. – Ela disse.

– Ah, e qual é a graça? O bom é o suspense... – Damon disse e a garota o olhou fuzilando-o. – Mas vamos para o assunto principal: A que devo essa visita surpresa maravilhosa?

A feição dela se alterou, de irritada foi para constrangida. Juliana se sentou na cama dizendo:

– Acho que nós devemos conversar.

– Oh, Deus!... – Damon botou as mãos no próprio coração fazendo charme, ele também se sentou na cama. -... Essas cinco palavrinhas são sempre decisivas para um relacionamento, e geralmente o que vem depois não é legal...

– Para de drama, é sério, Damon. – Juliana parecia desconcertada.

– Ok, sério... Pode falar, joga a bomba. – Damon fechou os olhos fingindo que estava se protegendo. Juliana deu um empurrãozinho no ombro dele, para que ele parasse, estava deixando-a mais nervosa.

– Deveríamos falar sobre aquela faísca que aconteceu entre nós ontem à noite na boate. – Juliana disse ficando rosa.

– Faísca? Aquilo tava mais para um incêndio num Parque Nacional, não acha?! – Damon sugeriu. Foi o suficiente para o tom do rosto da garota chegar ao tom de vermelho pimentão.

– Não importa como formos metaforizar, devemos falar sobre isso apenas... – Juliana desviava o olhar para os lados.

– Tudo bem... – Damon resolveu levá-la a sério realmente, parando de provocá-la intencionalmente. – Eu devo começar a falar ou você quer?

A Juliana constrangida disse.

– Pode ser você. – Ela ainda olhava para qualquer canto exceto os olhos de Damon. Ele riu dela discretamente.

– Bem... Nós... Somos pessoas bastante atraentes... Nossos corpos sensuais são como imãs um para o outro apesar de você lutar contra isso... – Damon dizia até Juliana esquecer-se de sua timidez e começar a olhá-lo nos olhos como se fosse fuzilá-lo novamente.

– Está bem... Está bem... Pulando a parte em que somos extremamente sexy... Você é uma vampira transformada recentemente, e sua libido aumenta drasticamente segundo sua versão humana... – Ele dizia outra vez.

– Isso eu sei, Caroline me explicou... – Juliana disse.

– Ok, então sobre o que você quer falar? – Damon ficou um pouco confuso.

– Ah, sei lá... Como você se sente? Tipo... Eu me sinto envergonhada, já deu para perceber... – Ela agora foi interrompida por ele.

– Você não deve se sentir assim, meu bem, não mesmo... Olha, quando coexiste amor e paixão entre um casal, é perfeitamente normal que aconteça o sexo, e eles coexistem entre a gente... O sexo só nunca aconteceu, porque... Bem... Você é romântica, eu gosto disso. – Damon disse alisando um dos antebraços dela. -... E sei que você só espera por um momento certo, eu concordo com você... EU quero que a sua primeira vez seja muito especial, assim como você é para mim... Sabe, quanto aquela “faísca” de ontem a noite, eu prometo que vou me segurar...

– E se EU não me segurar? – Juliana indagou. – E se EU te atacar novamente?

– Não se preocupe, EU me segurarei por nós dois, até que o momento seja o mais especial possível... Você merece algo melhor do que um armazém de uma boate clandestina. – Damon afirmou docemente beijando a testa dela.

– Sabe, Damon, eu acho que AGORA é um momento MUITO especial. – Juliana disse dando uma olhada de cima a baixo nele.

Damon ficou paralisado e analisando-a, ela parecia bastante séria em seu ponto de vista.

– Isso é um teste, não é?! – Ele engoliu a seco.

Juliana olhou-o novamente de cima a baixo e disse começando a rir dele:

– Era.

– Muito obrigada, Damon. – Ela disse ao parar de rir, depositando um beijo rápido nos lábios dele.

– Onde você pensa que vai? Eu ainda nem te prendi sensualmente na cama hoje. – Ele disse ao vê-la saindo da cama.

– Resolvi escutar sua regra número seis ou sete de como sobreviver como um vampiro e não deixar que me impeçam de fazer o que eu deveria fazer. – Disse ela.

– E o que isso seria? – Ele questionou curioso.

– Ir para a escola, tchauzinho amor. – Juliana disse. Damon pensou eu impedi-la, mas talvez fosse exatamente o que ela deveria fazer, ele tinha certeza que ela se sairia bem, então a deixou partir sem tentar convencê-la a não o fazer.

Notas finais
Este é o primeiro de 2014 e espero que eu tenha começado com o pé direito e que tenham gostado muito *-*