Hybrid Of The Hybrids
8 Capítulo VII - See You Be BRAVE
Notas iniciais
Tudo aquilo quase fez Juliana gritar de susto, todas aquelas pessoas, aqueles balões, aqueles sorrisos que vieram do nada.
– Uau... – Disse ela colocando uma mão no peito e recuperando o “fôlego”.
– Eu sei! – Disse uma loira contente indo abraçar Juliana. -... Eu me supero cada vez mais...
– O que significa tudo isso, Caroline? – Perguntou a Gilbert/Salvatore/Mikaelson.
– Você passou seu aniversário de 18 anos no cativeiro com dois monstros, o mínimo que podíamos fazer era organizar uma festa surpresa atrasada descente, não acha? – Disse Bonnie se aproximando para abraçá-la depois da loira.
– Tudo bem, posso entender isso, mas porque eu NÃO conheço metade dessas pessoas? – Juliana olhava as caras estranhas e sorridentes.
– Bem... A maioria das pessoas do colégio não estava pronta para vim visitar a garota que estava morta numa hora e em outra de volta a vida... – Elena surgiu do meio da multidão tentando explicar.
– Então, eu tive a brilhante ideia de hipnotizar alguns convidados! – Caroline terminou a explicação.
– Uau... – Juliana disse um pouco constrangida e magoada. – Quer dizer que agora as pessoas têm medo de mim ao ponto de precisarem hipnotizar desconhecidos para fazer uma festa surpresa para mim?
– Não é bem assim... – Disse Stefan. -... Muitas pessoas não ficam muito confortáveis e aceitáveis ao conceito de Catalepsia...
– OU seja, agora eu sou uma aberração para todo mundo... É por isso que vocês estão me prendendo em casa e me escondendo? Para que eu não saiba que as pessoas têm pavor de mim? – Juliana dizia.
– Como Stefan disse, não é bem assim... Você foi a garota que acordou minutos antes de ser enterrada... É normal que fiquem impressionados com isto por enquanto. – Alaric tentava ajudar.
– Eu virei a aberração da cidade, já entendi! – Ela berrou, depois abaixou a vista para olhar o chão antes que começasse a chorar, ela não chorou.
– Nada disso! – Damon disse se aproximando para consolá-la. – Eles são apenas humanos ignorantes, que vão se esquecer disso assim que aparecer na internet mais um cachorro dizendo I Love You, mas apesar de tudo, você é uma vampira agora, não deve se incomodar se temem você... – Ele colocou as mãos sobre os ombros de Juliana.
– Nossa! Isso era para ser algo reconfortante?! – Bonnie repreendeu Damon.
Juliana estava se enchendo de raiva, por causa dos colegas de colégio que se diziam seus amigos e agora não estavam ali para surpreendê-la, por causa de todos aqueles estranhos que sorriam para ela, Juliana enxergava mais como uma zombaria do que qualquer coisa, e por causa até das vozes de todos ali tentando acalmá-la. A garota começou a se sentir sufocada de ira, como se as paredes estivessem se fechando nela.
Então, dois estranhos se aproximaram com um bolo de aniversário, fazia parte da hipnose de Caroline. Foi o ápice da raiva dentro de Juliana, todo aquele bolo com glacê cor de rosa e velas lilases sendo carregadas por dois estranhos sorridentes que começavam a cantar um “Parabéns para você”, ela teve seu primeiro momento de descontrole que mais tarde ela mesma não compreenderia.
Juliana arrancou o bolo dos estranhos e o arremessou com bastante vigor na parede mais próxima acompanhado de um grito de ira. Os rostos que acompanharam o impacto do bolo na parede da casa Gilbert, que agora havia ganhado uma imensa mancha cor de rosa, tinham se voltado para Juliana com olhos bastante arregalados.
A própria garota arregalou seus olhos assustada pelo que tinha acabado de fazer. Tudo o que ela sabia é que após fazer isso, a raiva se evaporou, mas tinha dado lugar a confusão e a incompreensão do ato que acabara de realizar.
Ela não aguentou todos os rostos e a vergonha interior, Juliana olhou para Damon, e até ele tinha sido pego de surpresa pelo que ela fez. Juliana subiu as escadas correndo e entrou em seu quarto batendo a porta.
– O que foi isso? – Jeremy verbalizou o que todas as caras de interrogação não ousaram fazer após a saída dela.
– Eu vou vê-la. – Disse Damon.
[...]
– Juliana? Sou eu... – Ele bateu na porta até que ouviu um “pode entrar”.
Damon entrou no quarto e fechou a porta novamente, ele se deparou com a menina jogada sobre a cama e com a cara enterrada nos travesseiros.
– Você está bem? – Ele disse suavemente chegando perto da cama.
– Não! – Juliana exclamou dengosa, com a voz abafada pelos travesseiros.
Damon sentou na cama e tocou as costas dela.
– Vamos lá, converse! Eu sei pelo que você está passando... – Disse ele.
– Sabe? – Juliana levantou a cabeça. -... Porque eu não faço ideia... – Ela se sentou. Damon pegou uma das mãos dela e a segurou.
– Eu faço, meu anjo... – Disse ele.
– Então me explique, porque eu estou muito... Eu não... Sei... – Ela olhou para o vazio no horizonte.
– Não é tão complicado quanto parece... – Dizia Damon. -... Você só está muito... Contida...
– Como assim “contida”? – Ela olhou para ele.
– Meu bem... Não têm nem cinco dias que você se transformou. Todo vampiro novo entra num estado de explosão de emoções... De alegria a euforia, de tristeza a extrema depressão, de pequena irritação a ira, sem falar na imensa sede de sangue... E até agora você foi bastante controlada... Você deveria estar aprendendo todas as novas sensações do mundo, todo o seu sistema almeja isso... – Damon segurou o queixo dela e depositou um beijo em sua testa.
Ela ouvia atentamente.
– Esse seu pequeno momento de Angry Birds foi apenas um acesso, você vem se controlando demais, se não é voluntariamente, com certeza é inconsciente... – Damon continuava dizendo. -... Você não deve se conter tanto, ou você pode voltar a ter esses momentos intensos que não saberá explicar...
– O que você está tentando dizer? – Indagou Juliana.
Damon encostou seu nariz no nariz dela ainda segurando o queixo.
– Que você foi uma boa garota por muito tempo, está na hora de você ser um pouco má. – Ele disse dando uma piscadinha.
– Gostei disso. – Juliana sorriu maliciosamente observando os lábios de Damon que estavam tão próximos. – Mas eu acho que a Bonnie, não vai curtir muito...
– Ah! Quem liga pra Hermione?! Você é uma vampira agora, e parece que é meu dever te lembrar disso a cada instante, o mundo é seu, querida, não deixe ninguém, muito menos uma bruxinha te convencer do contrário, regra número 6 para sobreviver como um vampiro... – Disse Damon.
Juliana começou a rir, aquelas regras malucas e inventadas na hora outra vez.
– O que foi? – Damon disse fingindo-se de mal entendido, ele sabia exatamente do que ela estava rindo.
– Sim, agora me explique como eu vou me tornar uma vampira de verdade se tudo o que eu faço é olhar para as paredes dessa casa? – Perguntou Juliana olhando ao redor do seu quarto.
– Não seja por isso! – Disse Damon se levantando. -... Hoje é seu dia de sorte, você ganhou a corrida de mim e pediu um prêmio, pois então o terá, e agora!
– Sério?! – Ela quase pulou da cama.
– Muito sério! Enquanto você troca de roupa, eu me livro dos convidados hipnotizados da Caroline... E quando você estiver pronta vamos procurar a primeira festa do outro lado da cidade e eu vou te ensinar a hipnotizar e se alimentar sozinha. – Disse Damon.
Juliana pulou em Damon, abraçando-o, e em seguida foi correndo para o banheiro para tomar um banho.
[...]
Juliana vasculhou todo o seu guarda-roupa a procura da roupa perfeita, ela não sabia exatamente o que queria, só precisava ser algo preto. Havia montanhas de roupas sobre sua cama, e as únicas peças que a agradaram estavam bem no fundo.
Completamente pretas e compradas para Giuliana por Caroline. A garota se vestiu, se maquiou, arrumou seu cabelo e se perfumou. Juliana ficou diante do espelho e se achou bastante parecida com suas heroínas poderosas, ela só tinha dúvida de qual delas gostaria de ser.
Para falar a verdade ela tinha dúvidas entre a Mulher Gato de Halle Berry ou Selene de Anjos Da Noite. Juliana pensou um pouco e logo decidiu, ela queria ser Selene com toda a sua bagagem vampiresca, e claro, Damon seria seu Michael. Ela sorriu ao pensar nisso.

Inspirou fundo por reflexo e saiu do quarto, ela se sentia super pronta para o que aprenderia nessa noite. Depois de tanto tempo presa, todo o seu corpo explodia de vontade de experimentar as novas sensações que o mundo todo proporcionaria a ela, Juliana também mal podia esperar para beber sangue direto da veia mais uma vez.
Ela era realmente uma boa garota, não queria fazer mal a ninguém, matar seria algo fora de questão, sem falar que se isso acontecesse, ela provavelmente se culparia pelo resto da eternidade. A única coisa que ela queria agora realmente era se divertir.
Sua vida humana fora muito difícil, com certeza algumas coisas foram boas como seus amigos de verdade, parte de sua família e Damon. Mas fora isso, tudo sempre foi bastante confuso, triste e intenso. O início de sua vida vampira também não está sendo muito feliz com todo esse tédio dentro de casa e agora com seus colegas de escola a temendo, mas isso não iria se perpetuar, ela não iria permitir, de hoje em diante sua eternidade não seria um total fracasso.
Juliana iria sair com seu lindo namorado de olhos azuis, aprenderia a usar os seus poderes e se divertiria com eles para todo o sempre.
Ela descia as escadas e algumas caras aborrecidas a esperavam.
– Uau... – Disse Damon olhando-a. -... Vamos logo, antes que a minha namorada apareça!
– Engraçadinho como sempre... – Juliana chegou ao térreo.
– Esperem aí! – Disse Jenna antes que eles dois saíssem. -... Acho que Juliana deve um pedido de desculpa para todos nós que tentamos fazer uma festa com todo carinho... – As caras de Elena, Caroline e Bonnie estavam um pouco tristonhas.
– Damon e Stefan nos explicaram o seu acesso de raiva, nós entendemos... – Disse Elena.
– Mas Jenna está certa, eu quero me desculpar... Não tem justificativa para o que eu fiz, vocês tinham boas intenções, sinto muito ter perdido as estribeiras. – Disse Juliana.
– Nós te perdoamos. – Bonnie sorriu.
– Sim. – Disse Elena.
A loira ficou calada olhando para os lados.
– Caroline? – Perguntou Juliana.
A Forbes começou a falar emburrada, mas no final acabou rindo:
– Você vai ter que ir fazer compras várias vezes comigo para que eu consiga esquecer isso.
Juliana riu e segurou a mão de Damon, pronta para sair.
– Mais uma coisa! – Exclamou Jenna antes que eles cruzassem a porta novamente.
– Sim? – Juliana se virou.
– Eu detesto ter que bancar a adulta chata, mas não é justo que qualquer um de nós limpe essa bagunça, então ela vai estar te esperando, para que você limpe amanhã de manhã. – Comunicou Jenna.
– Okay. – Juliana inspirou fundo novamente, só que nesse momento foi para impedir que algum sentimento hostil crescesse.
[...]
Damon estava estacionando o carro, era uma festa do outro lado da cidade, eles não costumavam ir lá, para falar a verdade Juliana nunca tinha ido.
– Sério! Não acredito que você só me tirou de casa para me distrair enquanto estavam organizando aquele fiasco de aniversário surpresa... – Juliana tirava o cinto de segurança.
– Por um momento pensei que seria uma boa ideia... – Damon se explicou.
– Como convidados hipnotizados pode ser uma boa ideia? Isso é depressivo, isso sim! – Exclamou Juliana.
– Eu não sabia dessa história de hipnotizados, apenas a festa... Eu não concordaria com isso se soubesse. – Disse ele.
– Se você diz... – Disse ela.
– Agora chega dessa conversa... Está pronta para o verdadeiro início da sua nova vida? – Perguntou Damon.
– Sim! – Juliana disse sorrindo.
Damon saiu do carro e com a sua velocidade vampiresca, abriu a porta para a garota. Os dois adentraram no armazém com divisórias que abrigava a festa. A música estava alta, as luzes coloridas piscavam, e muitos jovens com pescoços suculentos estavam dando bobeira.
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