Notas iniciais
oiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii! O nyah! voltou! Amém, obrigada meu Gzuis! Enfim, este cap está pronto desde sexta passada!E eu fiz ouvindo Phillip Phillips enquanto comia chocolate. Sintam inveja u.u Aproveitem um cap cheio de drama , meus leitores queridos.

Anne estava no telhado observando Beatriz olhar para o nada. Estavam ali ao que pareciam 10 minutos e nada disseram. “O que será que ela quer comigo? “ se perguntava.

– Como ela era?- perguntou Beatriz de repente.

– Como?- perguntou Anne assustada com a atitude repentina da amiga.

– Miranda. Como ela era?

– Bem... ela tinha cabelos pretos, mas eram cacheados. Os olhos também eram azuis e ... bem... ela conseguia ser mais pálida que você.

– E , me dia uma coisa. – disse Beatriz timidamente. – ela não tinha uma filha , tinha?

– Tinha. –respondeu Anne – e o nome dela era ...

– Bianca. – completou Bia.

Seguiu-se um silêncio constrangedor em que nenhuma das duas sabia o que dizer.

– Por que ela fez isso? – murmurou Beatriz, finalmente – escolheu uma filha e abandonou a outra?

– Ei! Tenho certeza de que foi duro para ela te deixar aqui! Além do mas, deve haver alguma razão para ela ter feito isso! – disse Anne.

– E ... quando foi a ultima vez que você a viu? – perguntou a garota de olhos azuis mirando o nada.

– Eu tinha três anos quando minha mãe me disse que ela havia desaparecido e que Bianca e o pai dela viriam morar conosco.

– Você conheceu meu pai também?- perguntou Beatriz incrédula – e como ele era?

– Parecia você. Não parava de fazer experiências malucas! Ele e o pai de Jerome!

Beatriz riu por alguns instantes antes de qualquer vestígio de sorriso desaparecer de seu rosto e ela perguntar séria:

– Ele sumiu junto com minha mãe?

– Não. Ele ... bem, depois de algum tempo, menos de um ano, ele resolveu procura-la. Ele saiu mas... nunca mais voltou.

Novamente, seguiu-se um silêncio, dessa vez, quebrado por Beatriz.

– Afinal, você se dava bem com ela? Digo... Miranda? – perguntou a menina evitando usar a palavra “ mãe”.

– Sim. Ela e o Robert eram muito amigos da minha mãe e da família de Jerome. Ela era madrinha dele, sabia?

– Ah , não. Não me diga que tenho algum laço familiar com vocês dois? – brincou a menina.

As duas riram.

– É... acho que somos... quase primas? Ou algo assim? – perguntou Anne.

– Eu não sei... que eu saiba era o Jerome que era afilhado de Miranda , e não você! – retrucou Beatriz. – Mas ... acho que só amigas já o suficiente.

As duas riram mais um pouco.

– Vamos. – disse Anne por fim – Eles devem estar esperando por nós lá em baixo. Acho que Gabe já deve ter voltado...

– É da conversa com a Mary. – disse a menina como se o nome fosse um insulto.

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– Meu Deus- murmurou Beatriz- Como eu nunca vi esse lugar antes?

– Devia estar muito ocupada fazendo suas “ bruxarias” – disse Alex.

Como resposta, Bia deu um soco no ombro do garoto.

– Não faço bruxaria. – retrucou a menina.

– Não conheço nada com outro nome que faça um buraco no chão... – murmurou o garoto longe o suficiente para que Beatriz não o ouvisse.

–Mas esse lugar é realmente impressionante...- disse Gabe.

– Você ainda não viu nada Gabe! – disse Amélia- conte a eles Anne ! Conte!

Anne havia aberto a boca para contar aos amigos sobre a maquina quando foi interrompida por Amélia.

– A maquina pode rever memorias! E tem mais! Eu já usei! Gabe , eu vi os nossos pais... – disse Amélia para o irmão.

– Nunca mais fale neles, entendeu? – falou Gabe com a voz repentinamente fria.

– Mas Gabe! Eu vi eles! Eu vi você ! E também vi uma outra garota! Quem era ela , Gabe? – perguntou Amélia.

– Eu não sei!

– Como não sabe? – perguntou Amélia visivelmente frustrada – Você não se lembra de nada?

– Lembro dos rostos deles e do dessa menina e de seus nomes....- disse Gabe.

Amélia ficou estática.

– Sabia o nome de nossos pais esses anos todos e nunca me contou? – perguntou ela quase para si mesma.

– Amélia... – começou ele.

– Qual eram o nome deles? – interrompeu ela.

– Eu não vou te contar. – disse o irmão firmemente.

– Por favor , Gabe! Pelo menos o nome da minha mãe!

– Amélia, não! Você não entende que eles nos abandonaram?

– Como pode ter certeza disso se você lembra de apenas rostos e nomes? – perguntou a garota com lágrimas começando a rolar pelo rosto.

– É uma relação lógica, Mia! Olha onde viemos parar! E se estiverem mortos? Que diferença faz?

– Faz muita, Gabe! Eu não quero morrer sem ao menos saber o nome dos meus pais! E é muito egoísmo da sua parte guardar isso só para você! – disse a menina que saiu correndo para fora da torre.

–Mia! Amélia! Volte aqui! – berrou Gabe que tentou alcançar a porta mas foi barrado por Beatriz.

– deixe ela. Acredite em mim, é o melhor que você pode fazer agora.

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Amélia correu o mais rápido que pode pelo bosque. Precisava pensar. Precisava arejar a cabeça. Precisava de mais tantas outras coisas....

Seu irmão escondera algo que , para ela , era mais importante que qualquer outra coisa. O nome de sua mãe, de seu pai, daquela garota ... Pode até parecer pouco, mas imagine crescer sem saber nada de onde você veio, do que você era e , de repente , descobrir que seu próprio irmão escondeu que sabia algo? Amélia estava sem chão.

Ela podia tentar ver o ponto de vista dele, ver que era doloroso para ele ficar remoendo o passado... Mas não naquele momento. Naquela hora ,Amélia estava pensando nas noites que passara em claro , chorando no quarto , quando soube da verdade sobre seus pais. Gabe não podia ficar com ela e Katherine nem mesmo chegou a saber disso. Mas a menina chorou todas as noites , durante uma semana. A única que pessoa que podia e fazia algo era Beatriz. A garota se sentava na borda da cama de Amélia e apenas a observava. Um dia, ela chegou á perguntar a amiga se ela não iria dizer nada.

E isso vai adiantar alguma coisa?” responde-lhe Beatriz.

No começo, Amélia pensou que sim, ajudaria. Mas depois entendeu: realmente não havia nada que ninguém pudesse lhe dizer naquele momento. Não algo que a fizesse parar de chorar.

Mas algo tirou Amélia de seus devaneios: ela colidira com algo. No inicio, pensou que fosse uma árvore, mas ao olhar para cima, percebeu que se tratava de um menino.

– Amélia? – perguntou Harry – O que estava fazendo nesse bosque? E... você está chorando?

A garota olhou em volta, confusa. Havia chegado na borda do bosque e nem percebera. Ela voltou os olhos para o menino a sua frente que continuava esperando uma resposta.

– Me tire daqui, por favor. – pediu a menina vendo que vários curiosos olhavam para os dois.

– Ah, claro. – respondeu ele acompanhado o olhar da loira. – venha.

Harry pegou Amélia pelo pulso e a guiou até a frente da padaria de seu pai. Eles se sentaram na calçada e ele perguntou.

– E então? O que houve?

Amélia suspirou e contou o que aconteceu , gaguejando quando resolvia olhar nos olhos do garoto. Ao final de tudo , Harry deu um suspiro.

– Acho que você está certa de ficar extremamente chateada com seu irmão, afina, ele deveria ter lhe contado sobe seus pais. – disse – Mas não posso deixar de achar que você está sendo um pouco injusta com ele. Deve ser difícil para ele lembrar deles, assim como para você é difícil não saber nada sobre o assunto.

Ele deu uma pausa para que Amélia pudesse refletir sobre suas palavras. Aparentemente , elas tiveram o efeito esperado , pois as próximas palavras da loira foram:

– Você tem razão. Eu fui realmente uma idiota. Eu devia ter pensado mais no jeito como ele se sentia... mas , agora que sei que ele sabe, não posso deixar de saber!

– Por que vocês não fazem assim: — disse Harry, após pensar alguns instantes – Ele te diz os nomes de seus pais e vocês nunca mais voltam a tocar no assunto?

– Acho que é uma ótima ideia! Obrigada, Harry!- disse loira abraçando-o e correndo de volta ao bosque, deixando para trás um Harry sorridente, imaginado o que ela iria fazer ali.

Instantes depois , saiu da padaria uma garotinha muito ruiva que se sentou no lugar onde antes estivera Amélia.

– Eu aprovo ela. – disse Lily.

– O que? – perguntou Harry.

– Sua namorada. Gostei dela.

– Primeiro: ela não é minha namorada. Segundo: quem disse que preciso de sua aprovação? Eu sou o mais velho!

– Um minuto não faz diferença, Harry! Somos gêmeos , se lembra?

– Faz muita diferença se você for o que nasceu primeiro, Lily – riu o garoto, fazendo com que sua irmã risse também.

–--xxxx---

Amélia correu de volta á torre, mas não achou ninguém lá. Voltou ao castelo , mas Gabe também não estava no jantar. Ela acabou se conformando que só conseguiria falar com o irmão na manhã seguinte... Mas quem disse que conseguiu dormir? Ficou se xingando em seus pensamentos por ter sido tão egoísta.

Na manhã seguinte , nem esperou o café. Assim que viu Gabe sair do quarto foi atrás dele.

– Gabe! – chamou – Preciso falar com você...

– Eu também. – respondeu.

– Me desculpe por ontem. Você? Não tem porque se desculpar... – disseram os dois ao mesmo tempo.

– eu fui muito egoísta e injusta com você, afinal, deve ser difícil lembrar de nossos pais....

– Você? Eu fui injusto com você, Amélia. Estes anos todos! Não devia ter escondido isso de você...

– E se fizermos assim : Você me conta sobre nossos pais e eu nunca mais toco no assunto? – perguntou a loira.

– Nunca mais? – perguntou o garoto, meio desconfiado.

– Nunca mais. – confirmou Amélia.

– Tudo bem...

– Quais eram os nomes deles?- perguntou a menina, não se contendo de curiosidade.

– Nossa mãe se chamava Georgia e nosso pai Arthur.

Amélia sorriu para si mesma.

– O nome da garota era Amanda. Acho... que era ... nossa irmã ou... não sei...

– Você se lembra de mais alguém? – perguntou Amélia , esperançosa.

– Sim – confessou o menino – uma tia. O nome dela era Giovanna.

Amélia pensou em fazer mais perguntas sobre a tia e a suposta irmã, mas resolveu parar por ali. Ela conseguia ver que , para Gabe estava sendo duro lembrar disso. Então, ela apenas o abraçou e murmurou “obrigada”. O garoto, aproveitando a oportunidade, pegou a irmã e colocou-a nos ombros.

– Gabe! – berrou a loira – Gabe, me ponha no chão!

– Quem sabe um dia! – respondeu o menino, descendo as escadas em direção ao refeitório.

Notas finais
E então???? Mas agora eu tenho uma notícia triste para dar á vocês: estou em semana de proas T.T Pelo menos são as ultimas não? E , como sou uma aluna exemplar, não preciso mais ir para a escola depois disso u.u Também irei viajar na primeira semana de Dezembro, mas acho que até lá eu posto outro cap, ok? Bjs