Notas iniciais
Oioioioioio
Demorei ?
Sim , demorei para burro! E bota burro nesse celeiro!
Mas eu ( modestia parte ) achei que esse cap ficou bom, já que eu andei meio inspirada ultimamente.
Espero que gostem.

Anne estava sentada em um dos galhos mais altos da árvore no pátio do castelo de Redmont. O sol já estava se pondo e ela observava a cidade ser banhada pelos últimos raios de sol. Do bolso ela tirou o livro de histórias genovesas que ela havia “ pegado emprestado sem permissão” da biblioteca do castelo. Ela folheava as páginas devagar , relendo uma história antiga que já fora passada por sabes sê-la quantas gerações. Era uma explicação para como o mundo fora criado. Involuntariamente, Anne acabou se lembrando da primeira vez que sua mãe lhe contara essa história.

------------ Flashback------------

Julieta estava colocando os cobertores em sua filha quando esta lhe deu um leve puxão no braço quando fez menção de ir embora.

- Por favor mamãe! – pedia Anne – Não me deixa sozinha! Bianca disse que o bicho papão vem me pegar!

Julieta sorriu para a pequena menina de três anos e afagou seu cabelos.

- Tenho certeza que ela só estava conseguindo te assustar. –garantiu.

- Pois conseguiu! – admitiu a menina – Por favor mamãe! Fique aqui até eu dormir!

- Está bem! – cedeu a mãe se sentando na beirada da cama. – Então, o que você sugere que eu faço nesse meio tempo?

- Me conte uma história! – pediu a garotinha – Tia Christina me disse que você sabe muitas delas!

- Sei apenas velhas lendas que minha mãe me contava...

- Então , me conte as lendas!

- Está bem! – disse Julieta suspirando. – Bem ... a primeira história que minha mãe me contou foi essa...

“No início dos tempos, os deuses do universo, Brianna e Arthur , deram a luz a duas filhas: Helena, bruxa da inveja, do rancor, da maldade; e Pandora , bruxa do amor, da felicidade, da bondade.

Juntas, as irmãs criaram Johanna, bruxa da terra; Aurora, bruxa do sol; Miranda, bruxa da água; Âmber, bruxa dos ventos; Jade, bruxa do fogo e Luna , bruxa da lua. Junto de suas criadoras, formavam o um grupo conhecido pelos mortais como bruxas. Seus filhos com mortais eram chamados de feiticeiros que , apesar de terem poderes, não eram imortais.

Assim nasceram Morgana, filha de Helena, e Merlin , filho de Pandora. Os dois travaram, por décadas , uma batalha pelo equilíbrio das forças do bem e do mal. Mas Merlin estava ficando fraco. Decidido a não deixar as forças do mal vencerem, ele treinou 7 jovens. Cada qual com uma virtude: Joyce era coragem, Muriel era força, Sophia era inteligência, Yoko era delicadeza, Eudora era justiça, Makin era audácia e Gustave era criatividade.

Junto de seu mestre, eles lutavam contra Morgana e os seguidores do caos. Porém , um dia , Morgana conseguiu vencer. Quando descobriu que os seguidores de Merlin eram meros mortais e que estes já lhe haviam vencido várias vezes antes, Morgana ficou ofendida. Em um ato de vingança junto de sua mãe, Morgana os amaldiçoou eternamente com as maldições que ficaram conhecidas como ‘as sete maldições de Helena’. E então , a terra mergulhou em uma era de trevas.

Mas a felicidade de Morgana durou pouco. Em um acordo feito com as outras bruxas, Pandora prendeu Morgana em uma caixa ,onde ficaria pela eternidade. Helena, mortalmente ofendida por terem prendido sua filha, amaldiçoou a própria irmã dizendo que sua filha iria voltar e que, quando esse dia chegasse, haveria um mar de sangue inocente para mostrar a Pandora quem realmente era a traidora. Mas dizem que ainda há uma tarefa para os escolhidos...”

- Esse é o final? – perguntou a menina com um quê de desapontamento na voz.

- Lendas não são como contos de fadas minha filha. – explicou gentilmente a mãe – A maioria não tem finais felizes.

- Mas... Ela acaba assim?

- Realmente eu não sei. Minha mãe me dizia que a ultima página de todos os livros que continham essa história foram rasgadas e que ninguém sabe qual é a nova missão dos escolhidos.

- Então... O que você acha? Acha que eles vão votar e impedir que Helena mate as pessoas? – perguntava Anne.

- Penso eu que sim. Há quem diga ainda que apenas haverá um escolhido, que irá se sacrificar pelos outros.

- Que horror! – exclamou a pequena menina.- Espero que nenhum deles tenha que morrer.

- Eu também. – disse Julieta beijando a sua testa , fazendo a menina adormecer.

--------- Flashback---------

Foi mais um instinto que despertou Anne de seu devaneios do que o barulho em si. Ela virou a cabeça na direção da porta do castelo, vendo-a se abrir e Alex passar por ela. Ele parou e se sentou bem debaixo da árvore onde Anne estava, olhando para alguma coisa que trazia na mão.

A curiosidade acabou vencendo e Anne se pôs a descer a árvore. Em um dos últimos galhos , a menina se pendurou pelas pernas e ficou de cabeça para baixo, com a intenção de assustar o amigo.

- O que você está fazendo? – perguntou , fazendo Alex dar um pulo de susto.

- Bruxa! – gritou.

A garota cruzou os braços e fez uma careta, o que ficou estranho notando que ela estava de cabeça para baixo.

- Não sou bruxa! – disse – Estava aqui a muito tempo! Você que não me viu!

O garoto lhe lançou um olhar confusa, se perguntando se era tão burro de não reparar em uma menina se aproximando.

- Não fique assim.- disse Anne – Raramente as pessoas olham para cima.

- Mas bem que você não queria ser vista , não? – perguntou o menino enquanto ela descia da árvore.

- Isso não vem ao caso. – disse – O que você tem ai?

Alex suspirou e voltou a sentar encostado na árvore. Desta vez , Anne sentou-se ao seu lado.

- É um colar. – explicou- Era do meu pai. Acho que é a ultima coisa que tenho dele. Nem me lembro de como ele era. Cheguei aqui com apenas 2 anos. Minha morreu no parto , então, nunca cheguei a conhece-la. O barão me disse que ela era uma mulher muito bonita e muito corajosa. Disse que eu tenho os olhos dela.

- Tenho certeza de que ela tudo isso e muito mais. – disse Anne olhando para a corrente com pingente de espada do amigo.

Os dois trocaram sorriso tímidos e foi então que a cabeça de Anne começou a funcionar. História genovesa. Musica . Assinatura. Aquela espada. O sonho.

- Ai deuses! – exclamou a menina se levantando – é isso!

- Isso o que? – perguntou Alex se levantando também.

- Vem comigo!- disse a garota que pegou o braço de Alex e começou a arrasta-lo em direção ao castelo.

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Lady Melaine estava em seu escritório, absorta em uma pilha enorme de papeis quando alguém bate na porta.

- Entre – diz ela sem ao menos levantar seus olhos da papelada.

A porta se abre com um leve rangido e entra na sala o mesmo homem de mais ou menos um ano atrás, mais magro e maltrapilho do que nunca. Ele anda a passos incertos para mais perto da mesa da Lady carregando um pequeno pacote na mão. Percebendo que a mulher atrás da mesa ainda não reparara em sua presença, o homem pigarreia alto. Lady Melaine levanta os olhos do papel.

- Já não era sem tempo. – disse a lady finalmente levantando os olhos do papel.

- Trouxe o que me pediu. – explicou com frieza o homem sacudindo o saco para a madame.

- Na quantia certa, eu espero.

- 6. Como foi mandado.

- Perfeito. – disse a lady abrindo uma das gavetas de sua mesa e tirando um saco de moedas. E mas algo que o homem não percebeu... – deixe-me vê-los.

Ainda hesitante, o homem estendeu o pequeno saco a lady, que o apanhou. Dentro dele, ela pode observar, haviam 6 pequenos frasquinhos com um estranho liquido de cor esverdeada. Feliz em constatar que estava tudo em ordem , Melaine se aproximou do homem e lhe entregou o saco de moedas.

- Você fez por merecer. – disse.

O homem, mais do que rapidamente, começou a contar o dinheiro enquanto Lady Melaine o rondava como um urubu.

- Você parece bem maltratado.... deve ter passado por maus bocados para conseguir esses frascos... – comentou a mulher parada as suas costas.

- Os caras que vendem esses frascos não confiam em qualquer um. – respondeu o homem.

- Acho que ninguém do mercado negro poderia ser de ouro jeito... Mas ter aceitado essa tarefa devia estar realmente desesperado por dinheiro...- continuou a lady se aproximando do rapaz.

- Estou desempregado já a algum tempo e as despesas com as crianças estão começando a pesar...

- Entendo. – respondeu e , sussurrando no ouvido dele terminou. – só espero que tenha valido o preço.

O homem de repente ficou com o corpo rígido e os olhos arregalados. O saco de moedas caiu de suas mãos e ele caiu de joelhos, depois de cara no chão da sala. A lady girava nos dedos a faca, agora ensanguentada, que escondera na manga do vestido.

- Eu sinto muito. – disse para o cadáver- mas eu não podia correr o risco de alguém saber , não é?

Ela contorna o homem caído e se dirige a sua mesa. Lá, abre a mesma gaveta de onde tirou a faca e a guarda novamente, dessa vez trancando.

- Ian! – chama. Da porta surge um homem alto, de porte atlético, com olhos e cabelos negros. Ele entra olha para o homem no chão e depois para a lady com as sobrancelhas erguidas, pedindo uma explicação.

- Não se preocupe com ele. – diz ela. – Eu dou um jeito nisso mais tarde... Preciso que você me faça um favor. Quero que suma com a família dele- explicou apontando o homem – expulse-os, mate-os... pouco importa. Só faça com que eles não se tornem problemas futuros.

- Como quiser , milady. – respondeu Ian. – E o que é isso? – perguntou indicando o saco com os frascos.

- Nossa grande chance.- respondeu a lady com um sorriso cruel nos lábios.

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Anne subia as escadas puxando um Alex ofegante.

- Vai... devagar... – pedia ele.

- Pare de ser molenga! – disse a menina abrindo a porta do quarto das meninas.

-Você não quer que eu en.. – perguntava o menino antes de ser empurrado para dentro do cômodo.

Para o alivio de Alex no quarto havia apenas uma Amélia que se assustou lendo um livro que quase caiu da cama. Ela olhou para Anne , depois para Alex e depois para Anne de novo.

- O que ele está fazendo aqui? – sibilou a loira.

- A por favor! Pare com isso Mia! Eu vim aqui para mostrar uma coisa... a vocês dois. – respondeu Anne se ajoelhando de frente ao seu baú e procurando algo lá.

- Este é o dormitório das meninas Anne! O que significa que meninos não podem entrar aqui!

- Deixo bem claro que contra todas as fibras do meu ser estar aqui. – disse Alex com as mãos para cima em sinal de rendição. –mas ela me arrastou.

Anne se limitou a rolar os olhos e voltar a procurar o que estava procurando.

- Afinal de contas o que é tão importante pra você arrastar esse estrupício até aqui? – perguntou Amélia.

- É. Ei! Eu não sou estrupício ! – protestou o menino.

- Achei! – berrou Anne erguendo alguma coisa no ar. Uma caixa de musica.

- Não berre! – repreendeu Amélia – Vai dar para escutar você lá da Escandinávia!

Anne deu de ombros e colocou a caixinha no chão fazendo um gesto para que os amigos se aproximassem. Era uma caixinha de madeira com tampa de vidro onde se via o que parecia um toca discos com um disco dourado. Na parte da frente também havia um vidro onde podia se ver uma miniatura de salão de baile que, quando a era dada corda na caixa, as pessoas dançavam.( le link: http://profphatima.files.wordpress.com/2013/05/caixinhademc3basica.jpg )

- Ganhei essa caixa no meu quarto aniversário. – explicou Anne quando os amigos se sentaram ao seu lado.

- E... – disse Alex.

- E que eu pedi que todos os presentes assinassem a caixa. – disse mostrando a eles as escrituras entalhadas nas bordas – E olhem só isso...

Ela virou a caixa e mostrou á eles uma assinatura já conhecida: a que viram no livro que Anne ‘pegara emprestado sem permissão’ das biblioteca.

- E você sabe de quem é agora, suponho. – disse o garoto.

- Era de uma amiga da minha mãe. O nome dela era Miranda la Cortez. Ela tinha uma filha que era minha amiga, Bianca... Que caras são essas? – perguntou Anne ao reparar nas caras de espanto dos amigos.

Eles se entreolharam e , tomando uma decisão, Amélia disse:

- Você sabe que la Cortez é o sobrenome da Beatriz, não é?

Foi a vez de Anne fazer uma cara de espanto.

- Vocês não acham que...

- Que essa mulher é a mãe dela? Sim.- completou Alex.

Anne agora estava tomada por seus pensamentos. Comparando os rostos de Miranda e Bianca com o de Beatriz. O queixo dela quase foi ao chão quando notou que , realmente , eles eram bem parecidos. “Como eu não reparei nisso antes?” Perguntava a si mesma. Talvez fosse porque os olhos de Beatriz atraiam muita atenção ou porque Anne realmente foi distraída, mas nunca lhe acorrera o quanto Beatriz se parecia com Bianca e com Miranda. Principalmente Bianca.

“ Bianca.. “ pensou “Se realmente Miranda for a mãe de Beatriz, então Bianca é sua irmã? Quer dizer era..”

Bianca. A Bianca, sua amiga de infância que deu a vida pela dela. Já não fosse ruim o suficiente, ela ainda era a irmã mais velha de sua amiga.

- Anne. Anne!- a voz de Alex a trouxe de volta á realidade. – Anne você está bem? Você está... chorando?

Anne se apressou a limpar a lágrima estupida que rolava por sua face.

- N-não foi nada. – respondeu com a voz ainda embargada. – Só acho melhor termos certeza antes de falar algo com Beatriz, não acham ?

Os dois amigos assentiram.

- Onde estávamos? – perguntou Anne.

- Você estava contando da onde vinha a assinatura do livro. – disse Alex.

- Mas eu não sei como isso pode nos ajudar. – disse Amélia. – Ok, sabemos de quem é a assinatura e mais nada. Não foi um grande progresso...

- Mas tem mais! – disse Anne. – Alex, olhe isso e veja se você não reconhece.

Alex se aproximou para olhar um pequenino desenho entalhado: uma espada, idêntica a que ele carregava no pescoço.

- É.... igual... minha. – balbuciou.

- Sim, é- concordou Anne. – e ainda tem mais. Adivinhem qual musica que a caixa toca?

- A mesma daquela história que você vive falando? – pergunta Amélia.

- Exato. E ainda tem mais. – respondeu a garota com a caixa de musica.

- Mais? – perguntou Alex sem acreditar.

- Sim. – concordou – a mais ou menos um ano , eu tive um sonho muito estranho. Sonhei com um castelo em que havia uma sala do trono.

- Não vejo nada de anormal nisso....- disse Amélia.

- A questão é: a sala não tinha nem um nem dois tronos. Haviam 7. Cada um feito de um jeito diferente, com um material diferente e com um símbolo diferente na parte de cima. Na época não achei importante, mas agora eu consegui entender!

- Sem querer parecer burro, mas o que exatamente você conseguiu entender? – perguntou o garoto.

- Os símbolos que haviam nos tronos simbolizam cada um uma virtude de cada escolhido da história: Justiça, Força, Delicadeza, Inteligência, Audácia e Coragem!

- E... – disse Amélia.

- E que Miranda costumava me contar essa história e ela costumava fazer um jogo de palavras comigo. E , se eu não me engano- disse Anne pegando o livro com a história , correndo para pegar uma caneta e começando a rabiscar nele. – o resultado deve ser esse.... aqui!

A menina virou o livro para os amigos verem a mensagem formada. Ela havia pegado as letras grifadas em vermelho e formado palavras com elas assim:

PORTA DO DEMONIO A MEIA NOITE

COBRAS VENENO

Amélia estava dando repetidos tapas na sua testa.

- Mente estupida que só pensa em coisas estupidas e não presta nem para desvendar o mais bobo dos enigmas.

- Para com isso Amélia por um instante! A mensagem diz que algo relacionado á veneno de cobra vai acontecer na porta do demônio á meia noite! – disse Anne.

- Mas como vamos saber o dia? E eu não entro lá! – disse Alex.

- Detesto ter de dizer isso, mas eu tenho que concordar com ele. – disse Amélia.

Anne parou por um segundo para pensar. Onde ela estava com a cabeça? Atravessar uma porta sinistra na calada da noite que ela não sabia onde ia dar? Isso era loucura! Mas eram tantas perguntas sem respostas... O que havia atrás daquela porta? Por que tinha aquele nome nada lisonjeiro? Por que deviam atravessa-la justamente á meia-noite? Por que seu sonho tinha ligação com uma antiga lenda? Por que aquela mensagem falava sobre veneno de cobra?

Devo estar ficando louca se por um segundo pensei que conseguiria responder tantas perguntas de uma vez...” pensou Anne. “ ou é capaz de eu ficar louca tentando responde-las. Mas mesmo assim...”

- Mas... e se realmente houver algo a mais que Mirando quisesse dizer deixando sua mensagem nesse livro? – perguntou.

- O que você quer dizer com isso? – perguntou Amélia.

- E se, ela quisesse usar a história para nos dizer algo mais? – perguntou Anne.

- Você quer dizer ... como uma metáfora? – pergunta Amélia.

- Acho que sim. – respondeu.

- Até que faz algum sentido... – disse a loira se sentando ao lado da amiga – Mas o que exatamente essa história conta?

- Isso. O que exatamente conta a história? – repetiu Alex sentando do outro lado de Anne.

- É uma história complicada...-suspira a menina.

- temos bastante tempo até o jantar...- disse Alex

Anne suspirou mais uma vez e começou a contar a história aos amigos.

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Lady Melaine estava em seu quarto , terminado de pentear os cabelos na sua penteadeira. Ela para e olha para o pequeno pacote em cima de sua cama.

- Não pode ficar ai...- diz ela para si mesma.

Ela se levanta e pega o pacote nas mãos. Olha ao redor , procurando um bom legar para esconde-lo. Seus olhos fixam no grande espelho pendurado na parte oposta da parede.

- Pode servir. – diz ela inclinado a cabeça ligeiramente para o lado.

Ela anda em direção ao espelho e aperta o desenho esculpido no topo: um circulo com uma lua minguante de um lado e uma crescente do outro. Com um leve rangido , a parte do espelho se solta da moldura revelando uma espécie de compartimento secreto. Dentro dele havia um livro de couro com o mesmo símbolo do espelho na capa. A lady coloca o pacote ao lado do livro. Antes de fechar o espelho , porém, ela tira um dos seis pequenos frascos.

Ela fecha o compartimento e se dirige novamente a penteadeira. Ela abre uma gaveta e tira uma corrente. Ela a prende no frasco e a pendura nos pescoço, escondendo-a dentro da roupa.

Neste instante alguém bate na porta.

A lady senta-se novamente em frente a penteadeira e diz:

- Entre.

A porta se abre e revela uma Katherine muito sorridente.

- Desculpe incomoda-la Lady, mas é importante. – disse a menina.

- Se tão importante não deveria demorar tanto para conta-la , Senhorita O`carrick . – disse Melaine.

O sorriso de Katherine sumiu de seu rosto.

- Vim avisar que a princesa decidiu passar o aniversário da filha em Redmont. – respondeu com mais frieza.

- Toda família real virá? – perguntou a Lady fingindo curiosidade.

- Sim. – disse Katie simplesmente. – Com licença.

Dizendo isso saiu do quarto.

Assim que ela fechou a porta , Melaine juntou as mão como se quisesse bater palmas e sorriu de orelha a orelha.

- Você não podia me dar noticia melhor senhorita O`carrick! – disse – Você não podia!

E rindo contente, saiu de seu quarto em direção á cidade. Ela precisava contar as novidades á Ian.

O que ela não percebeu foi uma Beatriz confusa e desconfiada olhando para ela no final do corredor , se perguntando o que teria lhe causado aquela felicidade toda.

Notas finais
E então?