Hurts Like Heaven
21 Capítulo 21
Notas iniciais
– Isso foi corajoso — disse Anne, depois que Amélia terminou de contar o que acontecera — Estúpido, mas muito corajoso.
Elas, Charlotte e Lily estavam num corredor vazio do primeiro andar e elas estavam tentando explicar a princesa o que havia acontecido,
– É , e agora ela vai morrer — disse Lily
– Então, se eu entendi bem — começou Charlotte — Eu acabei de tomar o veneno era para matar minha mãe. Meu avó e Katherine também foram envenenados. Quem está por trás disso é Lady Melaine, ela está caçando Anne e os únicos adultos que sabem são Jonathan e Will?
As três meninas trocaram olhares e Anne deu de ombros.
– Algo assim. — disse — Mas Jonathan não é tecnicamente um adulto... ele tem 16.
– Isso é loucura — disse Charlotte passando as mãos pelos cabelos.
– É exatamente por isso que não contamos a mais ninguém. — disse Amélia — Soa como loucura.
– E digamos que não somos as pessoas mais confiáveis para dizer algo sobre Melaine. — disse Anne- Porque nós temos uma relação de ódio mútuo.
– Entendo — disse Charlotte
– Acredite em mim, você não sabe o que é ter de aguentar aquela vadia desgraçada o dia todo — disse Anne
– Enfim — disse Lily — O que faremos agora? Não podemos deixar todos morrerem.
– Ela tem razão ...
– Ela não vai morrer — disse Amélia
Todas viraram os rostos confusas para loira. Ela revirou os olhos.
– Lily, se lembra que eu disse que havia descoberto algo no seu livro? — perguntou
– Sim- respondeu a ruiva- mas você não quis dizer até que Anne chegasse e então a minha mãe apareceu....
– Isso. — interrompeu ela — Eu descobri o nome do veneno e como fazer o antidoto.
Charlotte suspirou aliviada.
– Ah, ótimo. Por um segundo eu realmente achei que ia morrer. — disse ela
– Isso significa que podemos salvar Katherine!- disse Anne
– Bem... -começou Amélia.
– Oh, não. — disse Lily — eu sempre aprendi que quando a minha mãe começa com "Bem..." significa que algo deu muito errado.
– Para fazer o antídoto precisamos de uma flor... — disse a loira
– Uma flor?- interrompeu Anne. — Esse tempo todo nós só precisávamos da porra de uma flor?
As outras meninas arfaram de surpresa.
– Anne!- repreendeu Lily — Você não pode sair por ai falando desse jeito.
– é — disse Charlotte — Você vai parecer uma garota vulgar.
Anne riu.
– Me perdoem — riu ela — mas eu vim de um lugar onde quase todas as garotas são vulgares.
– De onde você é?- perguntou Charlotte.
– West wind — respondeu Anne.
A boca da princesa se abriu em um 'oh" de surpresa.
– Que lugar é esse?- perguntou Lily
– É uma cidade para rejeitados da sociedade. — respondeu Amélia
Lily franziu as sobrancelhas. Anne suspirou.
– é basicamente onde moram ladrões, assassinos, pessoas taxadas de loucas, prostitutas , mulheres divorciadas e mães solteiras. — disse
A ruiva arregalou os olhos e encarou o nada por alguns segundos e depois assentiu.
– Tudo bem, — disse — mas qual o problema com a flor?
– O problema é que não é qualquer tipo de flor. — disse a loira, feliz por finalmente não ter sido interrompida. — O nome dela é Florem noctus e ela só cresce em terrenos frios. Mas eu achei um rio aonde elas nascem . Mas há um problema....
– Outro?- queixou-se Anne , fazendo Amélia lhe lançou um olhar de repreensão.
– Sim. Esse rio fica a dois dias de viagem daqui. — respondeu a loira.
Anne comprimiu os lábios.
– Você acha que eles vão aguentar todo esse tempo?- perguntou Charlotte.
– Eu não sei... — admitiu Amélia, cabisbaixa — Mas não vamos nos preocupar com isso agora, Precisamos encontrar os outros.
E , dizendo isso se virou para voltar para festa seguida por Anne, Lily e Charlotte.
O que elas não viram foi o homem parado no fim do corredor.
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O resto da festa foi um borrão. Melaine voltava para seu quarto pisando duro. Seu plano não havia funcionado como planejado. Novamente. E mais uma vez , Anne estava em seu caminho.
Ela precisava arranjar algum jeito de tira-la de seu caminho.
Seus pensamentos foram interrompidos pelo som de passos. No fim do corredor, Ian se aproximava correndo. Ela torceu o nariz. Ele era outra pessoa que andava lhe decepcionando frequentemente.
– O que? — ela perguntou quando se aproximou, tentando colocar todo seu mau-humor na frase.
– Eu tenho boas notícias. — disse ele
– Espero que sejam melhores do que a surra que você levou de uma garota com um terço da sua idade. — disse a Lady.
Ian fez uma careta. Ele era um homem muito orgulhoso e digamos que perder uma luta, por mais que o vaso tenha ajudado bastante, para duas garotas de 7 anos não fez muito bem ao seu ego.
– Eu as escutei falando sobre a antídoto. — sussurrou.
Melaine arregalou os olhos e lhe deu um tapa na testa.
– E como estas podem ser boas notícias? -perguntou irritada.
– A bos notícia — disse ele irritado- é que as flores para fazer o antídoto só crescem a dois dias de viagem daqui. O que significa...
– Que , se quiserem salvar o rei e Katherine , terão de mandar alguém até lá. — completou a lady, seguindo o raciocínio de Ian. Então, sorriu — Quero que você siga eles como uma sombra. Eu preciso descobrir quem irá.
– Como quiser- disse Ian se afastando.
Melaine sorriu para si mesma voltando a andar. O destino sorria a seu favor novamente. Ela não precisaria esperar.
Dependendo do escolhido, Anne já era carta fora do baralho.
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Lily tapou os ouvidos quando o barulho se tornou insuportável. Seus amigos haviam invadido o porão da padaria mais uma vez e discutiam sobre quem deveria ir. Ao seu lado, Harry estava arrancando os cabelos de nervosos.
– Falem baixo!- repreendeu ele — se meus pais acordarem eu não quero nem imaginar o que vai acontecer...
– Nós vamos apenas levar a surra do século com a vassoura. — disse a ruiva — De novo.
– Tudo bem ,mas precisamos fazer algo.
– Sim, mas não acho que você não deveria ir Anne... — disse Amélia
–Não quero nenhum de vocês em perigo...
– Eu sei, mas agora não adianta mais, né? — disse Lily — Ela já deve ter nos visto com você e Charlotte, e como a princesa anão caiu dura no chão...
– Seu pensamento não faz sentido, Lily — disse Gabe — Mas Amélia tem razão. Você é com certeza a primeira pessoa de quem Melaine vai desconfiar. Eu deveria ir.
– Não — respondeu Amélia rapidamente
– Pense bem, Mia. — disse o loiro — Eu sou o mais velho e aposto que ela nunca me viu muito com vocês...
– é muito arriscado..... — começou Amélia
– Eu acho uma boa ideia — disse Beatriz
A loira olhou para ela, incrédula .
– Acho que Gabe consegue fazer isso — continuou — Afinal , ele é mais velho e os únicos que já saíram de Redmont são Jerome e Anne.
E então Amélia retrucou, Jerome opinou, Lily tapou os ouvidos novamente e Alex quase dormiu três vezes. Ao fim da noite eles tinham um plano. Ou ao menos parte de um.
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Amélia batucava com o garfo na mesa , mordendo o lábio inferior. Era um péssimo plano, ela sabia disso. Oh, Deus. Por que concordara com isso mesmo? Oh, era verdade. Ela não havia concordado.
Ela fuzilava Anne , sentada a sua frente na mesa. A morena remexia no seu prato sem encara-la. Podia sentir de longe a energia negativa irradiando da amiga.
– Pare com isso, Amélia- disse por fim.
– Parar com o que? — perguntou a loira de mau humor.
– E me encarar desse jeito. Parece até que está pensando em qual o jeito mais doloroso de me matar...
– E quem te disse que não estou?
– Você é politicamente correta demais para isso — ela deu de ombros, fazendo Amélia revirar os olhos.
Alex não dormia na mesa. Nem Gabe nem Beatriz estavam na mesa. Jerome também não estava. Lily não viria para o castelo essa manhã.
Depois de alguns minutos , os três ouviram o som de passos no corredor. Melaine surgiu na porta. Ela examinou a sala por alguns segundos.
– Onde estão os outros? — perguntou se voltando para Anne
– Gabe foi tomar café com os amigos dele, Jerome ainda está dormindo e .... bem eu não sei onde está Beatriz. — disse Amélia.
–Não minta para mim, senhorita Amélia. — disse a lady se virando para ela. — Todos os outros protegidos já tomaram café e seu irmão não estava com eles.
– Bom, então talvez ele esteja dormindo...
– O quarto dele está vazio. — cortou-a a Melaine. — Onde está seu irmão, Amélia?
– E-eu....
– Onde está Gabriel? — perguntou a lady pausadamente.
– Eu não sei. — respondeu-lhe a loira , atropelando as palavras — Eu não sei. Por que isso é tão importante?
Ela não precisou responder. Nesse exato momento, Ian entrou na sala carregando Beatriz e Gabe pelo colarinho das vestes. Alex e Amélia trocaram olhares assustados, algo que não passou despercebido pela lady.
Era isso. Ela os pegara.
– Com licença, Milady — disse Ian. — Eu peguei esses dois tentando passar pelos portões quando o arqueiro Will deixava o castelo.
Melaine franziu as sobrancelhas.
– Por que o arqueiro Will deixou o castelo? — perguntou — Pensei que ficaria até a princesa ir embora...
– Ele não disse- respondeu Ian , dando de ombros.
"resolverei isso mais tarde" pensou. Então, se virou para Gabe e Beatriz.
– Muito bem. O que os senhores pensam que estavam fazendo? — perguntou, cruzando os braços.
– Sair do castelo.
– Eu sei disso, Senhorita Cortez...
– Primeiro, é la Cortez. E se sabia , então porque perguntou?
– Quero saber o motivo.
– Não é da sua conta.. — disse Beatriz, olhando a lady de cima para baixo.
Melaine inflou as narinas , nervosa , e estava prestes a repreende-la quando uma voz a chamou.
– Lady Melaine?
Ela suspirou dramaticamente, reconhecendo a voz.
– O que houve, Senhorita Mainwaring? — perguntou
Alyss estava parada na porta, esfregando uma mão na outra.
– Por acaso, a senhora não viu a capa do meu marido , viu? — perguntou
– Não. Porque? — as palavras foram automáticas. A lady não estava realmente ouvindo.
– Bem... — começou Alyss abaixando o tom de voz — Ele a perdeu e acho que está com vergonha de contra para Halt.
– Jura? Eu pensei que as capas são coladas no corpo dos arqueiros... -murmurou Beatriz.
Alyss semicerrou os olhos em repreensão e a morena abaixou o olhar.
– Espere. — Disse Malaine — Seu marido está aqui?
– Sim. — respondeu a loira
– Então se ele está aqui.... quem saiu do castelo esta manhã? — perguntou Melaine
Ela se virou para Anne. A garota estava sorrindo.
– Você — rosnou apontando o dedo para ela — Você fez isso!
– Eu ? — perguntou Anne , rindo — Eu não fiz nada.
– Onde está Jerome? — perguntou Melaine.
Ela deu de ombros.
– Não estava no quarto quando fui chama-lo hoje de manhã — disse a morena.
Melaine urrou de raiva e saiu da cozinha pisando duro. Anne começou a rir.
– O que você fez? — sussurrou Amélia para ela
– Enviei a última pessoa que Melaine esperava que fosse. — respondeu.
Amélia olhou pasma para a amiga. Aparentemente, sua cara só fez Anne rir mais alto.
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