Hurricane
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Notas iniciais
Senti a cabeça de Nate encostar em meu ombro. Ele pegou em minha mão e brincou com a aliança em meu dedo anelar.
Estávamos juntos há cinco anos. Nate tinha entrado no curso de medicina com louvor, eu tinha começado administração e desistido no meio do caminho. Era um costume muito ruim, é claro. Ao contrário do que eu poderia imaginar, não foi algo passageiro. Nathaniel Allen tinha segurado a habena da minha vida, me virando do avesso, mas — alerta de cliché — o avesso era meu lado certo.
— Eu amo você. — ele disse e eu o encarei. Seus olhos continuavam no mesmo tom de azul de cinco anos atrás. Seus cabelos estavam maiores, mas ainda tinham o mesmo tom de loiro, seu sorriso ainda era perfeito pra mim.
— Eu também amo você. — respondi encostando nossos lábios. Ouvi um toque baixo e Nate pegou o celular, lendo algo nele.
Antes de me dizer o que era, gargalhou.
— Se eu recebesse essa mensagem há cinco anos, eu me internaria. — riu novamente e me mostrou o aparelho. Na tela, uma mensagem do meu pai aparecia:
“Venham para casa no domingo, é dia dos pais, não se esqueçam de mim.”
Sorri.
Tudo estava bem.
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