Hurricane
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Notas iniciais
— Você perdeu! — ele exclamou me apontando um dedo acusadoramente. — Não tente me enrolar.
— Eu sou péssimo em FIFA, isso é injusto. — reclamei.
Nate me olhava com os olhos acusadores.
Era infantil apostar no videogame quem lavaria a louça, mas éramos infantis a esse ponto.
— Eu deixei você escolher o jogo! — ele riu. — Não tenho culpa se você não sabe escolher.
— Eu só podia escolher entre FIFA e aquele de super herói qualquer que eu nem sei o nome. Sou péssimo em qualquer jogo de videogame. Escolhi o menos pior. — me fiz de vítima e ele continuou rindo da minha cara. Traidor.
— O nome é Injustice e é muito bom. — ele esclareceu e se levantou, pegando minha mochila que ainda estava jogada no chão. — Enfim, você perdeu, a louça é sua. Além do mais, eu fiz o jantar.
Eu odiava lavar louça tanto quanto odiava perder.
— O que você trouxe? — ele perguntou parando no caminho para o quarto. Minha mochila sopesa nas mãos. — Está leve demais para alguém que "abandonou o lar".
Revirei os olhos.
— Eu queria sair rápido, peguei qualquer coisa. — levantei aceitando meu destino. O encarei e arqueei uma sobrancelha, sugestivamente. — Mas posso andar sem roupa se você quiser.
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