Notas iniciais
Helloooooo people!!!! Gente, ando tão cansada que sequer consigo me concentrar para escrever, só penso em dormir, mas prometo que logo isso acaba e minha rotina volta ao normal :) Espero que aproveitem o capítulo de hoje.

Uma semana depois.

— Quinn? – A voz de Puck a tirava de seu transe, olhando para o garoto encostando ao armário ao seu lado.

— Oh, hey Puck. – A loira sorria educada, guardando seus livros e retirando sua bolsa do armário. – Aconteceu alguma coisa? – Fabray perguntava, já que fazia dias que o mesmo não se aproximava.

— Não. Nada. Só... Queria saber como você está. – Puck passava uma das mãos por sua nuca, desviando seu olhar de Quinn por alguns segundos.

— Mmm... – Quinn franzia o cenho, confusa. – Estou bem, e você?

— Bem também. É que... Bom, depois da nossa última conversa, imaginei talvez em te dar um tempo antes de tentar me aproximar novamente. – Puck sorria sem graça, claramente envergonhado deixando Quinn ainda mais confusa.

— Ok... – Fabray respondia lentamente.

— Você sabe, além de ser minha namorada, você também sempre foi minha amiga, Quinn. Sempre me ajudou a manter os pés no chão com essa cabeça dura que tenho, e achei talvez que pudéssemos pelos menos sermos amigos? – Amigos? Será que Quinn tinha ouvido direito?

Claro que Quinn tinha lhe perdoado, mas nunca tinha se imaginado nessa situação. Nunca imaginou que Puck fazia tanta questão em ser seu amigo mesmo depois de tudo que tinha feito. Apesar de estar confusa com a situação, conseguia ver nos olhos de seu ex que o mesmo estava sim sendo sincero. De que Noah Puckerman realmente queria ser seu amigo e parecia de alguma forma fazer questão a isso.

— Mm... Noah...

— Eu sei. É estranho tudo isso e você não precisa me responder agora, mas e-eu realmente quero voltar a fazer parte da sua vida, Quinn. Quero você fazendo parte da minha vida, porque apesar dos pesares você é uma ótima pessoa, e não faz ideia do quanto sinto por tudo que aconteceu, mas Quinn... Eu... –

— Noah, — Quinn o interrompia, ainda confusa. – Não precisamos falar disso de novo. – A líder de torcida sorria. – Olha, não vou mentir e dizer que confiar em você é fácil, Puck, porque não é, porém, para nos tornamos... Digo, para você conquistar minha amizade novamente, precisa conquistar a confiança que perdeu, porque não posso ser amiga de um rapaz que mentiu diante dos meus olhos e me machucou. Não acho que amizade nasce de um dia para o outro com um simples pedido, mas sim diante da confiança e da aproximação. Portanto se realmente quer isso, precisa mostrar que mudou, Noah. Te perdoar não significa que abri meus braços novamente para você, porque isso não aconteceu. Te perdoei, porque acho que o passado precisa ficar para trás e já seguimos em frente com nossas vidas. – Quinn sorria suavemente, e Puck assentia. – Você deixa essa pequena fresta na minha porta aberta e veremos se você realmente vai conseguir entrar a abrindo por completa.

— Claro Quinn, vou te provar que mudei e que me arrependo muito por tudo que aconteceu. – Puck sorria, e antes que Quinn percebesse os lábios do garoto pousavam em sua bochecha lhe dando um beijo.

— Oh, whoa. – Fabray falava surpresa, arregalando os olhos.

— Nos vemos depois, Fabray.

— Mmm... Okay... O que foi isso? – Ashley perguntava, fazendo Quinn olhá-la.

— De onde você surgiu?

— Eu estava virando o corredor quando me deparei com essa cena de Puck lhe atacando com aqueles lábios nojentos. – Ashley fazia careta, e Quinn começava a rir.

— Eu te conto no caminho para a próxima aula.

Enquanto Quinn e Ashley se afastavam virando o corredor, nenhuma das duas percebeu que Santana também estava lá – escondida. A mesma caminhava em direção a namorada, no intuito de lhe acompanhar para sua próxima aula, quando encontrou Puck logo a sua frente. A latina não podia ouvir o que conversavam, mas seu estômago revirou no momento em que Noah beijou a bochecha de Quinn com tanta intensidade. Seu coração apertou e sua mão apertava na alça de sua bolsa a fazendo fechar os olhos por alguns segundos, tentando bloquear todos os pensamentos negativos que – como de costume -, apareciam em sua mente tentando lhe dizer o quanto aquilo tudo era errado, mas Santana sabia que não tinha motivos para desconfiar de Quinn, e rapidamente correu para o lado oposto, na direção do banheiro precisando urgente sentir a água fria em seu rosto para lhe acordar.

Xxxx

Santana andava pelo corredor do colégio, matando uma de suas aulas na qual teria com Quinn e Ashley. A garota não sabia para onde exatamente estava indo, pois se esforçava tanto em bloquear os pensamentos ruins que não prestava atenção, até chegar ao auditório, empurrando a porta. As únicas luzes acesas eram do palco e mesmo assim Santana continuava caminhando, descendo as escadas lentamente até se sentar em um dos degraus, colocando sua bolsa ao seu lado e encarando o lugar vazio a sua frente, percebendo que dois violões e um piano estavam no palco. A mesma se levantou, subindo as escadas na lateral, até um dos violões acústicos. Um dos seus instrumentos favoritos.

Se sentando na beira do palco, seus dedos começavam apenas dedilhar, fechando seus olhos por alguns segundos antes de apenas sua voz e seu violão soarem naquele lugar tão deserto.

You're the direction I follow

To get home

When I feel like I can't go on

You tell me to go

And it's like I can't feel a thing

Without you around

And don't mind me if I get weak in the knees

Cause you have that effect on me

You do.

Everything you say

Everytime we kiss I can't think straight

But I'm ok

And I can't think of anybody else

Who I hate to miss as much as I hate missing you.

Ela estava tão concentrada, que sequer ouviu a porta do auditório se abrindo. Sua voz era suave, porém, o grave ao mesmo tempo era forte destacando ainda mais a música que cantava.

Months are going strong now, and now goodbye

Unconditional, unoriginal, always by my side

Meant to be together, made for no one but each other

You love me, I love you harder, so

Everything you say

Everytime we kiss I can't think straight

But I'm ok

And I can't think of anybody else

Who I hate to miss as much as I hate missing you.

Seu coração apertava e mesmo que quisesse bloquear todos seus pensamentos negativos, Santana sentia o medo de perder Quinn. De sofrer novamente, ou de Quinn machuca-la. Céus, Santana amava Fabray como nunca amou nenhuma outra antes, e imaginar de repente Quinn lhe deixando a fazia querer chorar naquele momento, fazendo por alguns segundos sua voz mudar com o choro que segurava em sua garganta.

So please, give me a hand

So please, give me a lesson on how to steal

Steal a heart, as fast as you stole mine

As you stole mine

Everything you say

Everytime we kiss I can't think straight.

— Sempre soube que você era ótima. – A voz de Ashley a fazia sair de seu transe, sorrindo.

— Obrigada. – Santana sussurrava, e Ashley se aproximava, se sentando ao lado da latina.

— Está tudo bem? O que faz escondida aqui? Quinn ficou preocupada no momento em que descobriu que você não estava na aula.

— Não é nada... – Santana balançava a cabeça, apoiando um de seus braços no violão.

— San, você sabe que pode confiar em mim. O que aconteceu? Você e Quinn se desentenderam?

— Mmm? Não, não, nós estamos bem.

— Então o que foi? – Ashley perguntava, preocupada, e Santana ficava em silêncio por alguns segundos, olhando para as cordas que dedilhava.

— Ash... Você acha que Quinn ainda sente alguma coisa pelo Puck? – Santana a olhava. – Eles namoraram bastante tempo e. –

— Okay, vou te para por aqui. – A garota a interrompia, sorrindo. – Primeiro: não, Quinn não sente nada por Puck a não ser desgosto. Segundo: Quinn Fabray só tem olhos para você. Faz ideia do quanto é cansativo ouvi-la falando o quão maravilhosa você é? – Ashley ria, fazendo Santana sorrir. – Não sei de onde isso veio, mas Quinn está apaixonada por você. Você. — Santana assentia, respirando fundo.

— É que... E os vi conversando essa manhã e. –

— Oh... Você viu o beijo nojento que ele deu nela, não foi?

— Foi.

— Acredite, ela não gostou tanto quanto você. San, acho que Quinn nunca realmente amou Puck. Eles sempre foram amigos e acabaram se aproximando. O fato de Puck ser o capitão do time de futebol e ela a capitã das Cheerios ajudou para que ficassem juntos e decidissem namorar. Quinn o tinha como um companheiro, e Fabray não queria ficar sozinha enquanto todas suas amigas estavam namorando. – Ashley sorria. – Nunca a vi olhar para Puck da forma como ela olha para você, San. A forma como os olhos dela brilham quando fala de você, ou quando simplesmente pensa em você, porque acredite, sei quando é você que está na cabeça dela, pois ela fica com uma cara de bobona olhando para o nada. – Santana ria baixo, e passava uma de suas mãos por sua bochecha secando a lágrima que escorria de seus olhos. – Quinn nunca amou Puck, da forma como ela ama você. Então pare de bobeira, porque conheço Quinn Fabray e ela não te machucaria, San. Pare de sofrer atoa, está bem?

— É só que... Ugh! Você tem razão. Eu sou uma idiota, confio na Quinn e não deveria me sentir assim. – Santana sorria, colocando o violão ao seu lado. – Obrigada, Ashie. Obrigada por de alguma forma, aliviar o que eu estava sentindo.

— Não há de que, e sempre que precisar sabe que estarei aqui. Gosto de você, Santana, e é fácil ser cativada pela pessoa maravilhosa que você é. Sempre me terá como uma amiga e vou estar aqui para vocês.

— Obrigada, Ashley. – Santana abraçava sua amiga, e mesmo não estando 100% bem, sabia que Ashley tinha razão e tudo o que precisava naquele momento era estar nos braços de Quinn.

Xxxx

— Tana? – Quinn encontrava Santana no caminho, sorrindo. – Onde você estava? Perdeu a segunda aula.

— Oh... Só não estava me sentindo muito bem e decidi passar um tempo na enfermaria, mas antes que pergunte e se preocupe, estou bem. – Santana sorria, e por mais que não quisesse mentir para Quinn, não queria que sua insegurança se tornasse qualquer tipo de drama entre elas.

— Fico feliz que esteja bem. Estamos indo para o refeitório, você vem?

— Claro. – Santana sorria, e as duas caminhavam juntas em direção ao refeitório, encontrando Brittany e Ashley as esperando, porém, antes de se aproximarem, a latina avistava Jake e Rachel se aproximando em sua direção.

— Olá, Santana. Quinn. – Rachel as cumprimentava.

— Tana! – Ao contrário de Rachel, Jake falava empolgado, abraçando sua amiga a fazendo rir a levantando do chão.

— Jake. Me coloque no chão. Oh céus! – Santana ria, enquanto Quinn sentia seu estômago revirar ao aquela cena. Ciúmes, Fabray? Droga! A loira pensava, sorrindo ao vê-los.

— Opa, desculpe. – Jake brincava, colocando Santana no chão e se afastando.

— Quinn, Santana, só passei para avisar que Sr. Schue pediu que todos trabalhassem em uma música para hoje. O tema é dos anos 90, então qualquer canção daquela época é bem-vinda.

— Oh, legal! – Santana comentava.

— Sim, pode ser dupla, individual, grupo, tanto faz.

— Obrigada por nos avisar, Rachel.

— Sem problemas. Agora precisamos ir avisar os outros. – Rachel sorria, e Jake depositava um beijo na bochecha de Santana e outro em Quinn a pegando de surpresa, fazendo as garotas rirem.

— Nos vemos depois, tiny. – Jake brincava com Santana a fazendo revirar os olhos.

— Wow, Jake realmente... Gosta de você, não é? – Quinn comentava, olhando para o chão, antes de levantar seus olhos para Santana.

— Se você se refere em gostar como uma amiga e irmã, sim, Q, ele gosta. – Santana sorria, carinhosa. – O que é isso, Lucy Q? É ciúmes que vejo em seus olhos? – A latina brincava, semicerrando os olhos, fazendo Quinn rir.

— Fica quieta, tiny. — Quinn mostrava a língua, e andava na frente de Santana, se aproximando da mesa. Apesar de sentir ciúmes, sabia que os dois realmente eram apenas amigos e ficava feliz por ver Santana se aproximando do grupo do coral daquela forma.

Xxxx

— Preciso ir para casa. Meus pais precisam de mim. – Quinn revirava os olhos, enquanto se despedia de Santana.

— Está tudo bem. Meu pai está na academia, então vou aproveitar para treinar.

— Mmmm... – Quinn passava seus braços em volta do pescoço da latina, fazendo um bico suave, encostando seus lábios ao da mesma lhe dando um selinho suave. – Trocaria qualquer momento tedioso com meu pai para passar com você.

— Eu trocaria qualquer treino para ficar com você. – Santana sorria, passado seus braços em volta da cintura de Quinn, enquanto ambas estava escondidas na biblioteca se despedindo.

— Nos falamos mais tarde?

— Mhm... Te ligo mais tarde antes de dormir.

— OK. Provavelmente iremos sair para jantar com algum amigo da empresa do meu pai. Ele só precisa de toda a família reunida nesses momentos. – Quinn revirava os olhos, deitando sua cabeça no ombro da latina, escondendo seu rosto no pescoço da mesma.

— Sabe que pode me mandar mensagem quando quiser, vou sempre estar aqui para te fazer companhia. – A latina segurava em uma das mãos de Quinn, brincando com os dedos da mesma.

— Eu sei, mas não tenho tanta certeza se vou conseguir manter meu celular por muito tempo. Ugh! Isso é um saco.

— Vai passar rápido e quando você menos esperar estará em casa. – Quinn apenas assentia, fechando seus olhos por alguns segundos, sentindo o perfume gostoso e delicado de sua namorada, antes de levantar a cabeça e olhá-la por alguns segundos, depositando um selinho demorado em seus lábios.

— Preciso ir, OK? Nos falamos mais tarde. Te amo. – Quinn sussurrava a última frase, fazendo as borboletas na barriga de Santana se alvoroçarem.

— Eu também te amo, Q. Até mais tarde. – Santana depositava outro selinho em Quinn, sorrindo, antes da mesma se afastar a deixando para trás.

Xxxx

— Frances, Lucy! Não me façam subir até aí. – Russel gritava no pé da escada irritado, chamando pela terceira vez suas filhas que agora, desciam correndo como crianças.

— Céus, já estamos prontas e no horário. – Frances respondia, e Russel apenas balançava a cabeça.

— Não se preocupe, meu amor. Chegaremos a tempo. – Judy falava suavemente, saindo de casa logo atrás das filhas.

— Sei disso, mas não gosto de chegar depois dos convidados.

— E para onde vamos? – Quinn perguntava ao entrar no carro.

— Estamos indo para o Waldorf. Encontraremos um casal de amigos que estão prestes a fazer negócios com nossa empresa. – No mesmo instante, Quinn e Frances reviravam os olhos.

— Céus, isso é tão tedioso. Por que não pode ir apenas você e a mamãe? Por que precisa de nós afinal? – Frances era a que mais enfrentava o pai e não tinha medo da reação do mesmo.

— Porque preciso da família reunida, Francesca.

— Oh, isso respondeu muito minha pergunta. Obrigada, papai. – Frances falava irônica, e Quinn sorria escondido, mordendo o canto da boca para não rir.

— Frances, minha filha, por favor, apenas nos acompanhe e se comporte. Isso já é o suficiente. – Judy falava suavemente, fazendo sua filha mais velha revirar os olhos.

— Mãe, a senhora fala como se fossemos crianças. – Agora era Quinn quem participava da conversa. – Sabemos muito bem nos comportar e não vamos estragar esse jantar. Sabemos o quanto provavelmente deve ser importante para vocês.

— Blá, blá, blá... – Frances fazia careta. – É exatamente isso que vamos escutar desse jantar essa noite. – Quinn soltava uma leve risada, e ambas podiam ver o olhar sério e irritado de Russel pelo retrovisor, já Judy, sorria de leve, sem que seu marido percebesse.

— Apenas se comportem e não façam nada para me envergonhar. – Foi tudo o que Russel disse antes que todos ficassem em silêncio no caminho até o restaurante.

Xxxx

— Estou exausta. – Santana jogava sua bolsa de treino no sofá, e antes que se deitasse no mesmo, seu pai a puxou.

— Não senhorita. Antes de deitar, por favor, mijá, leve sua bolsa para a lavanderia e só depois a deixo descansar.

— Aww papi... – Santana resmungava como uma criança, arrastando sua bolsa pela casa.

— Sem reclamar, Santana Maria!

— Só estou exausta, pai, só isso. Preciso muito deitar, meu corpo está todo dolorido. – Santana gritava da lavanderia, enquanto jogava suas roupas na máquina de lavar.

— Eu sei, mijá, pois também estou, mas sua mãe não vem para casa tão cedo e precisamos dar um jeito nisso aqui, está bem? – Alejandro falava suavemente, e Santana voltava pelo corredor, sabendo que não tinha como escapar. Teria que ajudar seu pai arrumar a jantar antes de finalmente deitar e descansar.

— Papi, não se preocupe. Ajeitei toda a casa antes de ir para academia e só falta preparar algo para comermos. Será que pode ser algo fácil, prático e rápido?

— Mijá, toda essa pressa é realmente para descansar ou para falar com Quinn? – Alejandro brincava, fazendo Santana sorrir. – Pelo sorriso no rosto, sei que a resposta é a Quinn. – Santana assentia. – E como vocês estão?

— Estamos bem, papi... Quinn é muito mais do que eu imaginei. Ela é carinhosa, engraçada, cuidadosa...

— Mas?

— Não sei se existe um “mas”, papi... – Santana observava seu pai tirando alguns ingredientes para salada da geladeira e logo se levantava a procura de uma grande tigela. – É só... Hoje vi ela e Puck conversando...

— Puck?

— Sim, o ex-namorado da Quinn.

— Oh... E o que tem de mal nisso, bug?

— Não sei. – Santana dava de ombros. – Mas ele a beijou na bochecha e tenho medo de que ele ainda a queira ou pior... Que ela ainda sinta algo por ele.

— Não acho que isso seja possível, mijá.

— E por que não?

— Porque a forma como ela olha para você, é a mesma como sempre olhei para sua mãe. – Alejandro respondia, fazendo sua filha sorrir. – Não se preocupe com isso, bug, mas se é algo que realmente te incomoda, talvez, seja melhor conversar com ela sobre isso. Ouvir da boca da Quinn pode te tranquilizar ainda mais.

— Eu sei... É só que... – Santana ajudava seu pai a lavar algumas folhas de alface e alguns vegetais. – Não quero ser a namorada chata e insegura, pai, e estou cansada da minha insegurança sempre me impedir de confiar nas pessoas.

— Entendo. Mas talvez Quinn possa te surpreender. Se ela gosta de você como diz, tenho certeza que vai ser paciente, mijá.

— Talvez... – Santana olhava atenta para o que fazia e pensava no que seu pai lhe dizia. Talvez o mesmo tenha razão, Quinn sempre demonstrou ter paciência com ela e sem dúvidas aquilo não seria diferente.

Xxxx

— Você pode, por favor, parar de mexer essa perna. – Frances sussurrava no ouvido de Quinn, pousando a mão na perna da irmã e segurando. – Sei que está ansiosa, Quinn, mas logo vamos embora.

— Já está ficando tarde, Frannie. Santana estará dormindo quando chegarmos. – Quinn e Frances estavam impacientes. Todos já tinham jantado e apenas Russel e Judy conversavam com o casal de amigos. Alguns assuntos foram direcionados a Frances e Quinn, mas logo ambas eram apenas companhias na mesa, enquanto os adultos interagiam.

— Talvez ela esteja te esperando também.

— Não sei. Ela sempre chega muito exausta dos treinos com Jamie. – Quinn brincava com o guardanapo entre os dedos, mordendo o canto de seus lábios.

— Céus, nunca te vi tão ansiosa para falar com alguém dessa forma. – Frances brincava, sorrindo para a irmã.

— Gosto quando nos falamos antes de dormir. – Quinn sorria. – Ela é especial, Frannie... Ela me faz sorrir o tempo todo e não consigo parar de pensar nela. – A caçula sussurrava sem deixar que os adultos as ouvissem.

— Fico tão feliz por você, Lucy. Você merece ser feliz, OK? – Frannie colocava uma mecha loira do cabelo da irmã para trás da orelha, sorrindo. Antes que continuassem os sussurros, ouvia algo que as fizeram sorrir ainda mais: Russel chamava a garçonete para finalmente pedirem a conta e irem para casa.

Xxxx

— Eles só falavam de negócios e tudo aquilo era tedioso.— Santana estava deitada em sua cama, ouvindo a voz de sua namorada.

— Sinto muito, Q. Queria poder ter ido com você. — A voz de Santana estava mais rouca que o normal, por ter acabado de acordar de seu pequeno cochilo.

— Tudo bem, amor... Só de estar podendo falar com você agora já é o suficiente. Como foi seu dia?

— Cansativo. Jamie me fez treinar mais que o normal e hoje parece que fez questão de me bater. – Quinn ria baixo. – Ele quis treinar meus movimentos de defesa, mas algumas vezes ainda conseguia me acertar e seu lugar favorito sem dúvidas era a lateral da minha barriga. Ugh! Amanhã estarei morrendo de dores. – Santana soltava um leve gemido, resmungando.

— Aw, prometo que amanhã cuido de você.

— Com direito a massagens?

— O que você quiser, amor.— Santana sorria, sentindo seu coração disparar todas as vezes que ouvia Quinn lhe chamando de amor.

— Me sinto em um sonho todas as vezes que você me chama de “amor”.

— É porque você é o meu amor, Tana.

— É você é o meu, Q.— Santana não podia vê-la, mas sabia que aquilo fazia Quinn sorrir.

As duas ficavam em silêncio por alguns segundos. Santana ainda não conseguia se livrar de sua insegurança e sabia que deveria conversar com Quinn e seguir o conselho de seu pai, mesmo com medo de estragar o momento em que estava. A latina sabia que não ficaria bem enquanto não colocasse tudo o que precisava para fora. Respirando fundo, Santana fechou os olhos por alguns segundos, sussurrando.

— Q?

— Mmm?

— Você... Mmm... Você ainda sente algo pelo Puck?— Santana perguntava, e Quinn ficava em silêncio por alguns segundos.

— O que?

— Você ainda sente algo pelo Puck? Você ainda gosta dele, Quinn? – A latina perguntava suavemente, deixando Quinn confusa.

— Santana... De- De onde isto está vindo?— Quinn perguntava, sentindo seu estômago revirar.

— E-eu... Eu os vi conversando hoje pela manhã e o beijo que ele te deu na bochecha... Não sei, Quinn, pela forma como ele te olhava e.—

— Santana, — Quinn a interrompia, respirando fundo. – O que Puck queria era apenas conversar e nada mais. Aquele beijo me pegou de surpresa e acredite não foi nada agradável. — Mesmo sem Quinn vê-la, Santana assentia com seus olhos enchendo de lágrima.

— Desculpa. Não quero te aborrecer com minha insegurança, Q.

— Tana, você não me aborrece, pelo contrário, é bom saber que você se sente na liberdade de se abrir comigo. – Quinn falava carinhosa, fazendo Santana engolir o choro, secando seu rosto. – Não sinto nada pelo Puck, OK? Nada. Tudo o que ele é pra mim é apenas mais um no colégio. O perdoei pelo o que fez, mas foi só, amor. Só isso. Eu gosto de você, OK? Não se esqueça disso.

— Desculpa. E-eu confio em você, Q. Só não confio muito nele, e o vi andando com a Kitty nos últimos dias, então imaginei que... Sei lá. Essa minha insegurança só me traz problema. – Santana começava a chorar em silêncio, tentando impedir que Quinn a ouvisse, mas não teve muito sucesso.

— Amor, você está chorando? Tana... Pare de se desculpar, OK? Pare de se desculpar por se abrir comigo. Eu amo você, e não Puck ou qualquer outra pessoa. Prometo que não sinto nada pelo Puck.

— V-você promete? – Santana perguntava, se sentindo uma boba por estar daquela forma.

— Prometo. Eu te amo.

— Eu também te amo, Q. Muito! – Santana passava a mão rapidamente por suas bochechas e ao ouvir as palavras carinhosas de sua namorada, sabia que aquela insegurança boba precisava ser ignorada. Quinn a amava e era nisso que Santana precisava focar..

Notas finais
Gostaram? Espero que sim!!! Review? Obrigadaaaaaa xxx