Hurricane

30 Happy Birthday, Quinn.


Notas iniciais
Oiii gente, tudo bem? Aqui está o capitulo do aniversário da Quinn e espero que vocês gostem.

— Então Santana não achou ruim você ter contato a ela no último minuto?

— Não contei á ela no último minuto, Frannie. Contei na semana passada e sim, ela não achou ruim. – Quinn e Frances estavam se arrumando para a grande noite de seu aniversário e assim como esperado, ao contar e convidar Santana, a latina não se aborreceu, pelo contrário, ficou feliz pelo convite e mesmo sem contar que estava com medo de pisar na casa dos Fabray, Santana estaria lá. – Só... Estou preocupada com a reação do papai e da mamãe quando ela chegar.

— Luce... – Frances se colocava atrás da irmã, arrumando o cabelo da mesma. – Ela ficará bem. Prometo que ficarei de olho nela, está bem? Afinal, não é uma festa grande e tenho certeza que você também vai conseguir dar atenção a Santana.

— Você tem razão. Não convidei muitas pessoas, só algumas meninas das cheerios e o pessoal do glee clube.

— Convidou sua grande amiga de infância, Kitty Wilde? – Frances brincava.

— Não. Não faço nenhuma questão de tê-la aqui hoje.

— Lucy, — Logo a voz de Judy interrompia as irmãs, as fazendo olhar para a mãe. – Já está pronta? Logo seus amigos irão chegar, querida.

— Só estou terminando o cabelo dela, mãe, e já descemos.

— Oh, vocês estão lindas. – Judy sorria ao ver as filhas no espelho.

Frances usava um vestido preto a cinco dedos a cima de seu joelho — curto, com um cumprido decote abaixo de seu sutiã. O mesmo tinha detalhes bordados de flores pretas e beges, seu cabelo loiro estava solto, caído em seus ombros e em seus pés, usava uma linda sandália preta de salto alto. Sua maquiagem não era tão leve como a de Quinn, pois Frances adorava seus olhos avelãs escuros, e um batom vermelho em sua boca.

Já Quinn era o oposto de sua irmã. Enquanto Frances adorava seu estilo sexy, Quinn gostava do estilo delicado e usava um vestido branco de grossas alças regatas sem decote, com borboletas espalhas pela borda da saia do vestido. Frances tinha acabado de fazer uma mecha de trança apenas de um lado, prendendo com um grampo enquanto o restante de seu cabelo loiro caía em seu ombro. Sua maquiagem era leve, apenas uma linha de delineador, rímel, blush e um batom suave rosado. Ao contrario da irmã, usava uma anabella branca.

O tempo naquela noite estava ótimo, pois era primavera e já não fazia tanto frio como no começo do ano. A noite estava estrelada e Quinn montou sua pequena festa no jardim. Uma cumprida mesa de madeira com dois bancos um a cada lado estava no centro do jardim com a comida posta no centro, seguindo o cumprimento da mesma, enquanto luzes iluminava o local e uma mesa menor estava no canto separado para as bebidas – sem álcool.

Quinn e sua irmã passaram para o jardim ajeitando os últimos detalhes e não podia evitar o quanto estava nervosa ao receber Santana. Ela queria que sua namorada fosse bem tratada e esperava que seus pais não a afastassem ou a deixasse com medo, até porque, o verão começaria em algumas semanas e planejavam passar as duas primeiras semanas aproveitando cada minuto juntos antes de Quinn viajar para a casa da avó em Los Angeles, enquanto Santana viajaria para Nova York para ficar com sua tia Eva. Tudo que Fabray queria era uma noite perfeita e especial para seu aniversário ao lado de Santana.

Xxxx

— Tata? Está pronta? – Maribel entrava no quarto da filha encontrando a mesma sentada na cama, olhando para seu celular. – Tata? O que houve?

— Mamí, e se os pais dela não gostarem de me ver lá? E-eu não sou da mesma classe social que eles e. – Santana pausava respirando fundo.

— Tata, é a Quinn quem quer você lá. Foi ela quem te convidou e se os pais dela não estão felizes com isso que engulam, pois você, Santana Maria Lopez estará lá. – Maribel brincava fazendo Santana sorrir. – Não fique preocupada, mi amor, tenho certeza que ficará tudo bem. – Maribel colocava uma mecha do cabelo de Santana atrás da orelha.

— Gracias, mamí. E então, o que acha? – Santana se levantava, se colocando na frente da mãe mostrando sua roupa. – Estou bem assim? – Santana usava uma calça jeans, com uma blusinha baby-look branca, com uma sombra preta de uma ancora na mesma e um colete azul escuro de um tecido fino cumprido até seus joelhos. Em seu pé usava uma sapatilha preta, e seu longo cabelo cumprido estava amarrado em um rabo de cavalo.

— Mijá, você está linda... Sente-se aqui, deixe-me passar um pouco de maquiagem em você. – Maribel se levantava indo até a prateleira da filha, enquanto a mesma se sentava na cama, deixando que sua mãe a maquiasse. Maribel conhecia a filha, sabia do que Santana gostava e uma leve e delicada maquiagem foi feita no lindo rosto da latina.

— Mijá? – Alejandro entrava no quarto da filha, sorrindo ao vê-la pronta. – Você está linda, mijá.

— Gracias, pai.

— Ashley já está aí.

— Oh, ok. – Santana respirava fundo, pegando o presente de Quinn e seu celular.

— Tata, ficará tudo bem. Aproveita a festa e fique perto de seus amigos, está bem? – Maribel se aproximava da filha, depositando um beijo em sua bochecha.

— Ok, mamí. Nos vemos depois. – Santana depositava um beijo em seu pai e em sua mãe antes de finalmente ir para o aniversário de sua namorada.

Xxxx

— San, vai ficar tudo bem. Eu e Brittany ficaremos com você... E claro Rachel, Mercedes, estarão todos lá. – Ashley estacionava seu carro em frente a casa dos Fabray e Santana sentia como se fosse vomitar a qualquer momento.

Enquanto caminhavam na direção do deck, Santana sentia como se fosse desmaiar. Sua mão estava soando e as borboletas em sua barriga a fazendo se sentir zonza. Ela estava feliz por Quinn, claro que estava, era o aniversário da sua namorada e nada a deixava mais feliz em ser convidada para participar daquele momento, porém, a latina ficaria muito mais feliz se fosse uma pequena comemoração somente entre elas. No momento em que Ashley tocou a campainha e uma sorridente Quinn atendeu a porta, por um minuto, Santana se esqueceu de todo nervosismo que sentia.

— Feliz aniversário, Quinnie-bear! – Ashley abraçava sua amiga, depositando um beijo em sua bochecha a fazendo rir.

— Obrigada, Ashley... Pela décima vez. – Quinn saia do abraço da amiga e no momento em que seus olhos pousaram em Santana o sorriso em seus lábios aumentavam a fazendo sentir a urgência de beijá-la.

— Feliz aniversário, Quinn. Você está linda. – Santana falava carinhosa, entregando o presente para sua namorada.

— San, você não precisava ter me comprado nada, am... Mmm... – Quinn sorria, e Ashley revirava os olhos com a interação das amigas.

— Eu sei que não, mas eu quis te comprar um presente. – Sem dizer nada, Quinn se aproximava da latina lhe abraçando.

— Você também está linda, amor. – Quinn sussurrava em seu ouvido, se afastando. – Vem, entrem! Brittany já está lá no jardim e alguns dos rapazes do coral também já chegaram.

Santana olhava para Ashley por alguns segundos se certificando de que tudo ficaria bem, antes de entrar na casa e segui-las até o local da festa.

Xxxx

Alguns dos amigos do coral tinham finalmente chegado e Santana se juntava a eles. Claramente os pais de Quinn não ficaram muito felizes em vê-la e Santana pode sentir a forma seca como a receberam, ao contrário de Frannie que foi um amor.

A latina observava alguns olhares de algumas garotas da cheerios e se sentia desconfortável. Ela sabia que Quinn ainda tinha amizade com algumas delas e não se atreviam a machuca-la, mas ainda sim as olhavam com nojo, como se todas elas fossem queimá-la por estar ali. Era difícil não se importar, até porque, elas pareciam fazer questão em encará-la deixando claro que não estavam felizes com sua presença.

Santana fazia o possível para se distrair com o seu grupo do coral, mas ela não podia mentir, o único com quem ela conseguia mesmo ter alguma conversa era Jake, porém o rapaz não estava ali. A latina até o enviou uma mensagem perguntando se ele iria à festa de Quinn, mas Jake respondeu dizendo que não, pois tinha um compromisso... Tédio sem dúvidas era apenas o sobrenome daquilo que Santana sentia.

Quinn raramente lhe dava atenção, Ashley e Brittany ficavam entre o grupo do coral e as cheerios até chegar um momento em que as duas sumiram do jardim. Seus amigos do coral pareciam estar em outro mundo enquanto conversavam entre si e por mais que Rachel ainda tentasse coloca-la nos assuntos Santana muitas vezes se pegava sem saber como continuar dentro dele.

Ao se ver tão deslocada, Santana avistou uma das cadeiras no jardim e se sentou sozinha com um copo de suco em mãos, observando todos os grupos que conversavam espalhados pelo jardim até encontrar Quinn. A loira estava conversando com um grupo de garotas que Santana imaginou serem amigas de Frannie, mas que Quinn parecia ter muita intimidade. A líder de torcida sorria falando sem parar junto com a irmã e pareciam estar contando uma história engraçada já que as outras estavam rindo. Santana podia perceber o quanto Quinn estava feliz naquela noite e se pegou sorrindo sozinha, segurando a vontade de ir até lá e passar seu braço em volta da cintura de Quinn e ficar ao seu lado no resto da noite.

— Quinn? – A voz de Judy tirava Santana de seu transe, e ao olhar para Sra. Fabray e ver quem estava lhe acompanhando seu estômago revirou.

— Kitty? Puck? – Quinn arregalava os olhos se aproximando de sua mãe. – O que vocês estão fazendo aqui? – A voz de Fabray era seca e fria, e ao ver o sorriso cínico no rosto de Kitty sua vontade era de estapeá-la.

— Ora, Quinn, não seja rude. Seu pai e eu convidamos os Wilde para a sua festa. Kitty é sua amiga e não vejo o por que de não tê-la aqui. – Judy respondia e logo voltava para dentro de casa.

— Não está feliz em nos ver, Quinn? – Kitty fazia um bico suave.

— Puck, o que você está fazendo aqui?

— É o seu aniversário, Quinn... Kitty disse que não tinha problema em vir, que você não ia se importar.

— Eu o que? – Quinn franzia o cenho, confusa, não entendo o que estava acontecendo. Sem dúvidas estava acontecendo um grande mal entendido, pois ela não tinha convidado Puck.

— Pois é, não é engraçado? – Kitty comentava. – Quando sua mãe me convidou, achei que seria legal convidar Puck já que vocês agora estão se dando bem. Eu disse para ele que não teria problema em me acompanhar.

— Quinn? Está tudo bem? – Frannie aparecia ao lado da irmã, encarando Kitty.

— E-eu... Mmm... – Antes que Quinn dissesse algo, a mesma passou rapidamente pelos dois a sua frente, entrando para sua casa e correndo para seu quarto sendo seguida por sua irmã.

— Quinn, espera.

— Eu não acredito... Judy convidou a Kitty, Frannie.

— Quinn... Tente se acalmar.

— Me acalmar? Céus! Isso está parecendo mais uma novela lotada de dramas. Ela e Puck vão estragar minha festa, Frann.

— Não. Eles não vão. Não deixe que aqueles dois estrague sua festa. A mamãe já fez a idiotice dela, agora haja naturalmente. Ignora e tente aproveitar, está bem? Vai ficar tudo bem. Respira e vamos voltar lá pra baixo. – Frannie passava a mão no rosto da irmã tentava acalmá-la antes de arrastá-la novamente para o jardim.

Assim que voltou para sua festa, Quinn logo avistou Santana sozinha sentada com o celular quase colado em seu rosto e aquilo fazia seu coração apertar. Céus! Ela queria tanto poder dar toda sua atenção para sua namorada, mandar todos seus convidados embora e passar a noite apenas com Santana. Fabray fechou seus olhos por alguns segundos se aproximando da latina e se sentando na cadeira ao lado.

— Hey... – Quinn sussurrou e Santana levantava a cabeça para olhá-la.

— Hey, se divertindo? – A latina ajeitava seu óculos, sorrindo e Quinn precisou se segurar para não acariciar seu rosto.

— Não muito, estaria mais se pudesse ter você do meu lado.

— Gostaria de estar do seu lado também.

— Por que você está aqui sozinha? Cadê a Ashley e a Brittany?

— Quinn, elas não são minhas babás... Estou bem aqui sozinha.

— Mas não gosto de te ver aqui sozinha. – Quinn fazia um bico suave, franzindo o cenho.

— Daqui a pouco eu volto para conversar com o grupo do coral, está bem?

— Promete?

— Sim, prometo. – As duas ficavam em silêncio por alguns segundos até Santana se lembrar de algo que estava lhe incomodando. – Mm... Não sabia que você tinha convidado Kitty e Puck.

— Oh, San... Eu não os convidei! Foi minha mãe quem convidou a família da Kitty e essa idiota achou que podia trazer Puck como acompanhante.

— Oh...

— Jamais ia querer Kitty e Puck no meu aniversário, San. Aliás, eu não queria ninguém, só você já é o suficiente. – Quinn sorria e as duas agora se olhavam por alguns minutos se perdendo uma no olhar da outra.

— Não deixa eles estraguem sua noite, ok?

— Vou tentar.

— Lucy. – A voz de Russel as interrompia, fazendo Santana abaixar sua cabeça voltando a atenção ao celular.

— Sim, pai?

— Venha até aqui, por favor. – Quinn revirou os olhos e se levantou seguindo o pai para dentro da casa.

Assim que Quinn saiu, para a surpresa de Santana, outra pessoa sentou ao seu lado e no momento que levantou a cabeça e viu quem estava ali seu estômago começou a embrulhar.

— Olá, loser...

— O que você quer, Kitty? – Santana falava baixo, não querendo estragar o aniversário de Quinn.

— O que você está fazendo aqui?

— Perdão? Quinn me convidou e. –

— Nossa... Sempre soube que você era idiota, mas nunca imaginei que fosse tanto. – Kitty a interrompia, deixando Santana confusa. – Acredite, se eu fosse você, iria embora, pois Judy e Russel Fabray não estão nada felizes com você aqui.

— Bom, não me importo. Estou aqui pela Quinn. – Lógico que Santana se importava, mas ela nunca deixaria Kitty saber disso, até porque, ela estava ali por Quinn, sua namorada.

— Oh, pois deveria, porque eu aposto que Russel está lá dentro agora brigando com Quinn por sua causa. – Kitty apontava para dentro da casa e Santana ficava em silêncio. – Sabe o que Judy me falou quando ligou para me convidar? Ela disse que não entendia do porque eu e Quinn não sermos mais amigas e disse que não acreditava que sua adorável Luce tinha se tornado amiga de uma... Latina, que por sinal, é da parte baixa... Muito baixa da cidade.

— Posso ser da parte baixa, mas acredite, meu caráter é muito melhor do que o seu e os pais dela junto. Vocês quem deveriam ter vergonha. – Santana respirou fundo, se levantando e enquanto entrava para a casa a procura de um simples copo com água, podia ouvir a risada irônica de Kitty atrás de si.

Santana não era idiota, ela sabia que alguma coisa aconteceria no momento em que aceitou em vir no aniversário de Quinn. Ela sabia que nem todos os amigos de Quinn gostavam dela, e também sabia que os pais da sua namorada desde a primeira vez que a viu, deixaram escritos na testa o quanto não gostaram dela. Provavelmente Russel sabia de onde Santana vinha e aquilo só dificultava ainda mais sua permanência naquela festa. Estava cansativo todos os olhares de desprezo que recebia, a fazia se sentir dentro do próprio colégio, mas o que mais lhe machucou eram os olhares de nojo dos pais de Quinn. Como Santana pode permitir um dia Quinn se abrir para os pais sabendo que a garota poderia perder tudo? A latina pensou em talvez tentar causar uma boa impressão ao chegar naquela noite, pois queria que os pais de Quinn gostassem dela, mas Judy e Russel sequer a olharam nos olhos quando a cumprimentou. Ela sempre evitou esse momento, pois sabia que não seria fácil, e estar ali, sendo tratada daquela forma a fazia querer chorar. Seu estômago revirava e ao se aproximar da cozinha, podia ouvir de uma porta quase ao lado a grave voz de Russel. Ela não se atreveu a ir até lá e espionar, mas pelo seu tom de voz, Santana sentia como se Kitty estivesse lhe dizendo verdade... Russel estava dando uma bronca em Quinn por tê-la convidado.

Aquela situação apenas a fazia se sentir ainda mais inferior e insegura. Santana sentia como se estivesse estragando e dificultando a noite para Quinn. Se ela não estivesse ali Judy e Russel não ficariam tão desapontados com a filha no dia do aniversário da mesma... Um dia no qual Quinn tinha que comemorar com sua família, feliz. Ela sabia que essa noite correria o risco de ser um desastre.

Sem beber sua água, Santana voltou para o jardim no intuito de falar com Ashley, mas logo trombou com Puck.

— Hey, Santana... Está tudo bem? Você parece um pouco chateada. – O rapaz perguntava, preocupado.

— Mm... N-não, está tudo bem. Você viu a Brittany por aí? Ou a Ashley?

— Não, não as vi. – Puck continuava a olhando, mas Santana olhava para todos os lugares, menos para o rapaz a sua frente. – Você viu a Quinn? Precisava falar com ela.

— Mmm... Ela... E-ela está lá dentro. – Santana respondia e logo saia de perto de Puck, se afastando para um lugar isolado.

— Quinn. – Assim que Santana desapareceu, Puck logo encontrava com Quinn saindo de casa.

— O que você quer, Puck? – Não diferente de Santana, Quinn também parecia chateada.

— Hey... O que houve? – Puck pousava suas mãos no braço de Quinn, tentando acalmá-la. – Quinn, você sabe que pode me falar.

— Não é nada. Meu pai estava conversando comigo sobre alguns dos convidados.

— Oh... Bom, eu vim me desculpar, não quis ser intruso na sua festa. Kitty quem me convenceu a vir, pois ela falou que você ia gostar de me ver. – Puck sorria suavemente e por um segundo, Quinn sentia pena do rapaz.

— Está tudo bem, Puck. Só, toma cuidado com a Kitty, está bem?

— Seja lá o que seu pai te falou, ignora, Quinn. Você sabe que ele sempre vai querer que você faça o que ele quer. – Sem dizer nada, Puck se aproximou pousando suas duas mãos na bochecha de Quinn e depositando um beijo na testa da loira a pegando de surpresa.

Santana tirava seus óculos, passando a mão sobre seus olhos ao ver a irritante cena a sua frente. Ela estava tão cansada daquela festa e não tinha se passado nem três horas desde quando chegou... Mil coisas aconteciam ao mesmo tempo e sua vontade era de gritar tão alto que até mesmo sua tia a escutaria em Nova York.

Ela queria muito estar presente no aniversário da sua namorada, mas aquilo? Aquela casa, aquelas pessoas não eram para Santana. A garota não se encaixava em nada daquilo e a vontade de ir embora era tanta que até mesmo o medo de magoar Quinn parecia ter se escondido atrás da sua vontade de ir.

Saindo do seu esconderijo, Santana entrava para casa a procura de um banheiro para lavar o rosto quando esbarrou na pessoa que mais fugiu desde a hora em que chegou.

— Me desculpe, Sr. Fabray. – Santana sussurrava.

— Já está indo embora? – Russel friamente perguntava, fazendo Santana olhá-lo.

— Ah, não... Só estava indo procurar por um banheiro.

— Não sei se reparou, Santana, mas minha filha está muito magoada e tudo isso é por sua causa.

— Minha causa? – Santana franzia o cenho, confusa.

— Claro que sim. Se ela não tivesse te convidado, não estaríamos tendo problemas essa noite. Acredito que nesse momento minha Luce já deve estar te procurando para. -

— Santana. – Antes que Russel continuasse, Quinn apareceu atrás da latina. – O que você está fazendo aqui? Vamos, você não comeu nada e logo minha mãe trará o bolo. – Quinn sorria, ignorando seu pai, mas Santana não conseguia ignorá-lo, pois ela sabia o que sr. Fabray estava prestes a falar. O olhar de Russel poderia lhe matar naquele momento... E pensar que o mesmo brigou com Quinn por sua causa a fazia se sentir a pior namorada do mundo. Então, era isso que Russel discutia com Quinn? Ele queria que Santana fosse embora. Claro, Santana pensou. É claro que ele e Judy não a querem ali, assim como a maioria dos convidados da festa... Santana não entendia o que tinha feito para até mesmo os pais de Quinn lhe odiar, mas ela precisava ir embora ou então Quinn não teria paz.

— E-eu... Quinn, preciso ir embora. – Santana desviava seu olhar de Russel, olhando o olhar machucado de sua namorada.

— O que? – A loira sussurrava. – O que você disse a ela? – Quinn virava furiosa para seu pai.

— Eu não disse nada, querida.

— Quinn...

— San... Você não precisa ir embora. Seja lá o que meu pai falou, eu quero que você fique. – Quinn virava para Santana e os olhos da latina estavam cheios de lágrimas.

— Desculpa ter estragado sua festa. – Santana sussurrava, olhando para seus sapatos e logo passou rapidamente por Quinn e Russel, saindo de dentro da casa.

— O que você fez? – Quinn virava para seu pai, chorando.

— De novo: Não fiz nada, Luce.

Quinn saiu atrás de Santana, encontrando a latina andando as pressas pela calçada e logo Fabray começava a correr em sua direção a chamando.

— San... Espera! – Quinn puxava pelo braço da latina a fazendo se virar. – Não vai embora, por favor.

— Seus pais não me querem aqui, Quinn. – Santana chorava. – É difícil você ficar em um lugar onde as pessoas te olham diferente... Com nojo te fazendo se sentindo desconfortável como se você estivesse suja. Suas amigas das cheerios não paravam de me olhar e cochicharem... Seus pais pareciam que iam me matar por eu estar lá dentro. E agora chegou Kitty... Puck. E-eu não sou bem-vinda e tudo isso está te deixando estressada, está me deixando mal. Quero que você tenha uma ótima noite e que aproveite sua festa, está bem? Não precisa se preocupar comigo... – Santana levava uma de suas mãos para o rosto de Quinn, secando as lágrimas da loira.

— Não, amor... Essa noite só vai ser ótima se você estiver comigo...

— O que acha de você aproveitar essa noite com seus amigos e com a sua família e amanhã faremos algo só nós duas, huh? – Santana tentava aliviada a magoa da namorada. – Eu realmente queria ficar aqui com você, mas não consigo ficar em um lugar sabendo que todos me odeiam, Q. Sabe o quanto isso machuca? Ver que as pessoas me odeiam sem nenhuma explicação?

— Você promete? Amanhã eu e você? – Quinn sussurrava.

— Prometo. Eu e você amanhã. – Santana se aproximava, depositando um selinho nos lábios de Quinn.

— Me desculpe por te fazer passar por isso. Eu quis tanto você no meu aniversário que por um minuto imaginei que ficaria tudo bem... Que meus pais não agiriam daquela forma, que minhas amigas iriam te tratar bem... Realmente quis que você ficasse bem... É importante ter você comigo hoje.

— Amor, nós passamos a tarde toda juntas... Você merece comemorar com seus amigos agora.

— Mas não vai ser a mesma coisa sem você, Tana. – Quinn segurava no colete de Santana, mordendo o canto de seus lábios.

— É melhor você voltar, ou seu pai pode vir atrás de você. Te ligo depois, está bem? Feliz aniversário, Q. Eu te amo. – Santana falava carinhosa, depositando um selinho demorado em Quinn antes de se afastar de Quinn, ligando para seu pai busca-la.

Quinn voltou para sua casa furiosa e para ela, tudo tinha acabado. Ela não estava no pique para continuar em sua própria festa e não sabia que podia odiar tanto seus pais e Kitty como estava odiando naquele momento. Eles fizeram a pessoa mais importante ir embora, fizeram o amor da sua vida ir embora magoada e isso Quinn não perdoaria.

Ao entrar em sua casa, sua mãe estava a sua espera com um sorriso no rosto que irritava Quinn ainda mais.

— Querida,

— Acabou! – Quinn passava por sua mãe, subindo as escadas. – A festa acabou, mãe, pode mandar todos eles embora.

— Luce... O que aconteceu? – Judy seguia a filha até o quarto, percebendo o quão magoada estava.

— Só quero ficar sozinha, mãe, por favor. – Quinn soluçava, se sentando em sua cama, enquanto as lágrimas escorriam por sua bochecha.

— Filha, o que aconteceu?

— Nada, mãe! Não aconteceu nada, por favor, me deixa sozinha. Diz que não estou me sentindo bem e precisei me deitar, por favor. – Judy nunca viu Quinn implorando daquela forma e podia ver o quanto sua caçula estava chateada. A mesma pensou em abraçá-la, mas logo hesitou sabendo que Quinn não se sentiria a vontade com um gesto raro da mãe, então, decidiu fazer a única coisa que imaginou ser bom para a filha.

— Claro, meu amor. – Judy se levantou, passando a mão pelo cabelo da filha. – Vou avisá-los que a festa acabou.

— Obrigada, mamãe. – Quinn se deitou na cama e Judy saiu de coração apertado em ver sua caçula daquela forma e pela milésima vez, sabia que aquilo era apenas mais uma vez em que ela fez sua filha chorar.

Notas finais
Ahhhhhhh gente, espero que tenham gostado! Review? xxx
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.