Huntress Of The Heavens
20 Capitulo 19 Não nasci para o Cup Song
Notas iniciais
POV Dean Winchester
–JÁ FAZ QUASE 3 MESES SAMMY – disse eufórico – 3 meses!
–Eu sei Dean, mas talvez Cass esteja ocupado eu, eu não sei o que ele quer que fazemos...
–Nós não sabemos nada da vida dela, nada alem do que ela nos contou, não sabemos se é verdade, não sabemos o que fazer! Não podemos simplesmente tirá-la da cidade e carregar como se fosse uma bagagem.
–Eu sei –disse de cabeça baixa – Talvez se tentarmos contatar Castiel ele nos diga o que fazer já que no final das contas a filha é dele.
–Não adianta Sammy eu já tentei fazer isso, ele... Simplesmente não responde.
Sam pareceu pensativo por alguns instantes até solta “A” idéia.
–E se... Ele não responde – ele vacilou e olhou para os lados abaixando o tom de voz – Por causa dela. Talvez ele não queira vê-la ainda.
–Mas isso vai acontecer um dia ou outro Sam...
–Eu sei que vai, Dean, mas talvez... Eu disse talvez ele não estivesse pronto.
–É eu acho que você tem razão – disse cabisbaixo.
POV Ashley Johnson
Já faz duas semanas desde o acontecido com o Ia... Argh não consigo nem pronunciar, um nome tão pequeno e tão nojento. Bruna tentou a todo custo me animar até deixou com que eu a “transformasse” do meu jeito, como ela diz “colorido e rosa” o resultado ficou bom, mas é claro e a Transformação não durou mais de meia hora. Mas admito que me animei ao vê-la desesperada em busca de um demaquilante. Eu a repreendi e disse que ela tinha de ser um pouco mais vaidosa com ela mesma, mas ela não me escuta de jeito nenhum.
Cá estamos nós agora jogadas na cama conversando sobre qualquer coisa.
–Ash? Posso te perguntar uma coisa?
–Não – disse simplesmente e a olhei, não pude evitar de rir da careta que ela fez – eu to brincando Bruna, fala.
–Okay – Ela sentou na cama e eu fiz o mesmo, parece que vai ser uma longa conversa...
–Então?
–Quais são os benefícios e os malefícios de ser metade anjo?
Ela parecia extremamente curiosa.
–Eu não sei – Franzi a testa com uma expressão pensativa — nunca parei pra pensar nisso não.
–Então pensa agora!
–Bem, malefícios ser seguida por demônios a vida toda, hãm... Ser meio... Esquisita? Bruna, eu não faço idéia – ri de leve.
–Tá então os benefícios – olhei pra ela cansativa – a vai, Ash por favorzinho?
Maldita cara de cachorrinho sem dono. Acabei concordando como era de se esperar
–Hum... Ser perfeita – sorri satisfeita e ela me tacou um travesseiro. Rimos – Não, é sério. Quer dizer eu nunca precisei ir ao medico ou dentista, nunca tive que usar óculos ou cuidar da pele pra não ter espinhas, coisas assim entende?
Ela assentiu para que eu continuasse.
–Acho que meus pais sempre souberam que eu era... Diferente até porque quando a Carly pegou catapora a casa inteira pegou exceto por mim. Uma vez fui ao medico e ele se assustou com a minha, digamos assim “saúde perfeita.” Acho que é isso.
–Sério? Tu não tem nenhum... Hum... Poder? – ela pareceu mais entusiasmada que o normal, e acredite quando eu digo que isso é perigoso.
–Não, eu... Espera teve uma vez que, eu mexi um livro eu acho era muito pequena, e eu estava na pré-escola um menino chamado Carter me viu e ficou gritando pra sala toda ouvir que eu era uma bruxa, eu estava tão zangada que quando gritei pra parar, as janelas se quebraram.
Ela pareceu pensar, ela se levantou e olhou seriamente pra mim.
–MEU DEUS COMO VOCÊ NUNCA ME CONTOU ISSO, ISSO, ISSO É FANTASTICO, INCRIVEL! UAU – disse Bruna pulando.
–Posso terminar?
–Deve! – ela se sentou.
–Ok, depois desse episódio meus pais foram buscar e horas depois a policia apareceu lá em casa junto com a professora e os pais do aluno e sabe o que eles fizeram comigo? –ela negou com a cabeça e fez um gesto para que eu continuasse – eles me internaram, em um sanatório, uma clinica psiquiátrica, um hospício. Chame do que quiser, pois foi pra lá que eu fui, uma garota de sete anos internada por ser estranha, pra não dizer louca, maluca, INSANA! – já pude sentir meus olhos se encharcar – eu fiquei presa lá por três anos e quando sai de lá minha mãe me mandou para um internato de meninas até eu completar quatorze anos. Eu sai daquele lugar como uma dama, como minha mãe queria, ela fazia questão que eu aprendesse a me portar na frente das pessoas por isso eu fui mandada pra aquele maldito lugar lá eles te ensinavam etiqueta e se você não aprendesse na primeira vez era castigada.
Bruna pareceu muito atordoada com aquilo como se tivesse mexido mais com ela do que comigo, como se ela tivesse vivido algo parecido ou coisa assim.
Ela me puxou para um longo abraço e algumas lagrimas se escaparam.
–De qualquer modo – puxei o ar pelo nariz com força – eu nunca mais tentei mexer uma folinha se quer, tive medo.
–Entendo – ela sorriu docemente – mas agora você é outra pessoa, completamente diferente da Ashley que eu conheci a dois meses atrás eu acho que agora você é capaz de qualquer coisa, é só acreditar em si mesma!
Eu sorri.
–Você tem razão – levantei e fui em direção a cozinha.
–Vai fazer o que?
–Cup Song – sorri e ela me olhou como se eu fosse maluca antes de entender e rir.
...
–Vamos lá Ashley não é difícil é só se concentrar – falava a mim mesmo enquanto tentava mexer um copo que estava posicionado com a boca virada para baixo na minha frente.
Nada. Absolutamente nada to aqui a que uns 15 minutos e nada acontece. Nem uma brisa, nada.
Vi que Dean entrou na cozinha mas nem sequer olhei pra ele, estava muito ocupada pra isso.
Ele me analisou por uns instantes e deu de ombros antes de abrir a geladeira e pegar uma cerveja. Estava indo pra sala, mas vacilou e por fim falou:
–Ta’ fazendo o que?
–Tentando mexer o copo – disse sem olhá-lo
– Ah... Por quê?
–Porque eu tenho esse poder... Eu acho.
–Ah... Essa eu quero ver.
Ele sentou na cadeira de frente pra mim tomando sua cerveja e olhando para o copo. Sam chegou logo depois analisou a nossa situação e indagou
–Por que você não a serve? Ela parece estar com sede – ele disse alterando os olhares entre a cerveja de Dean e o copo a minha frente.
–Não ela ta só tentando mexer o copo – ele disse sem ironia alguma, imagina!
–Ah... Ahn?
–Não me pergunte...
Esse falatório não está ajudando a nada! Agora foi a vez de Bruna chegar.
–E ai já conseguiu? –ela disse em um salto. – Ash?
–Acho que ela está concentrada Brubs – disse Sam
–A bom, Dean?
–Eu? – ele disse tomando mais um gole de sua serveja.
–Ela já conseguiu?
–Não, e eu ach...
–MAS SERÁ QUE DA PRA CALAR A PORRA DA BOCA ASSIM EU NÃO CONSIGO ME CONSENTRAR – falei em seguida um estrondo ocorreu pela cozinha, todos inclusive a mim ficamos estáticos encarando onde o copo DEVERIA estar, mas no seu lugar só havia pedaços de vidros estilhaçados. –E-eu fiz isso? – disse olhando para os três de uma vez.
Eles assentiram aterrorizados.
CONTINUA...
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