Notas iniciais
Necessário este cap. embora não tenha taaaanta coisa importante nele. Só precisava mostrar como era a relaçao de alguns personagens com outros. Mil desculpas pela demora, fiquei uma semana sem PC ;-; Mas aí está, então bora ler! ~Boa Leitura o/

Por Logan/Demon

Três dias passam tão rápido que não te deixa sequer piscar. Graças a alguém que gosta de mim lá no céu, neste domingo de manhã consigo andar tranquilo pela rua. Longe de pestes, longe de Richard e principalmente longe do colégio. Não que eu não goste da Hunters&killers, pois eu amo aquele lugar, mas o problema era o estresse que passava ali. A maravilhosa notícia que tivemos na última sexta-feira foi que o colégio se tornaria um internato. O fato de o prédio ser uma gigante construção que tinha uma boa parte fora de uso, só ajudou a aumentar a vontade do diretor. Seria destinada aos quartos.

Todavia, fui impedido de pensar muito no lado bom das coisas como, por exemplo, ter minha mãe cuidando hoje dos chatos dos meus irmãos. O motivo desta caminhada só tinha um nome: Manson. Depois daquela noite na ponte ele começara a faltar às aulas, isso por que praticamente nem teve um primeiro dia no colégio. Mas que coisa! Tinha que ser tão infantil? Por mim deixava tudo como está e sorriria milhões por me encontrar livre, mas ‘nãaaaaaao! O diretor Ronald implicou para que eu fosse “investigar” o que estava havendo com o vampirinho. E quando ele me questionou se sabia sobre o motivo, logicamente eu não iria ir dizer na maior calmaria: ‘– Ah, é que ele me beijou, eu não gostei e então simplesmente ele não quer mais dar as caras’.

Neste momento, seguro um papelzinho com o endereço dele e tropeço em meus próprios pés por um motivo desconhecido e que de certa forma irritava. Finalmente pude usar um moletom com mangas tamanho extragrande (Não literalmente, tá?) que conseguiam cobrir minhas mãos por inteiro. Calças do mesmo tecido e tênis. Posso estar parecendo um favelado com este cabelo bagunçado e as roupas amarrotadas, minha própria mãe disse isso. Todavia nem liguei. A vida é minha mesmo...

Cheguei ao local descrito e... É aqui mesmo que o Manson mora?

Era uma casinha afastada das outras; ao lado de uma floresta (Florestas é o que não faltam na minha cidade). Era de madeira, ou pelo menos uma imitação bem realística. Distribuída em dois andares, não era muito grande e nem muito pequena. Não posso dizer nada já que a minha era um aperto e só.

Caminhei até a entrada, subindo as escadas da varanda. Quando fui bater na porta, percebi que esta estava entreaberta. Manson, seu descuidado... Entrei mesmo sem ser convidado. O hall e acho que a casa inteira se encontrava numa escuridão tremenda. Só não estava um breu por causa da pouca luz que escapava das janelas. Logo de cara, no canto direito havia escadas que levariam para o segundo piso. Passei os olhos mais uma vez pelo cômodo, sentindo cheiro de coisa velha e avistando várias teias de aranha no teto. O engraçado era que aquela casa não era suja. Era até que bem limpa e organizada. Só acho, então, que as aranhas e cheiro ancião só eram mais uma esquisitice do vampirinho.

— Manson? — Chamei. Nenhuma resposta — Você está aí? Vou entrar.

Por instinto subi as escadas na procura dele. Todas as portas desse andar se encontravam abertas, com a exceção de uma, que foi justamente a qual eu escolhi para adentrar. Aquele cômodo só poderia ser o quarto do Manson. Cama de solteiro no centro – Praticamente intocada –, guarda-roupas embutido na parede e a janela coberta pela cortina blecaute preta. Agora, além do cheiro velho, consegui sentir um forte cheiro de sangue. Foi então que vi as várias gotas vermelhas que manchavam o chão de madeira escura e algumas paredes lisas. Fiz uma careta. Repugnante.

— Manson onde você está?

De certa forma eu sentia sua presença naquele lugar. Fiquei em silêncio absoluto por um momento e fui capaz de ouvir sua respiração. É; é bom ter seus sentidos mais apurados por ser um exorcista. O som tranquilo vinha de dentro do guarda-roupa. Que original. Abri as duas portas e observei a cena com as mãos na cintura. Era o moreninho em sua forma humana, dormindo de cabeça para baixo. O cabelo “flutuava” no seu ponto de vista por causa da gravidade que fazia seu trabalho. Como este era muito pequeno, conseguia caber ali sem sequer encostar a cabeça no chão. Parecia uma espécie de anjo pela visão de quem não o conhecia.

— Ér... Manson? — A voz quase nem saiu, eu estava com dó de acordá-lo. Mas quer saber? Dane-se — MANSON!

— AAAHH! — Gritou ao se assustar e cair no chão. Sentou-se e esfregou a cabeça que havia batido — Demon! O que você está fazendo aqui?!

— Te procurando oras! — Ele se levantou, ficando parado defronte a mim.

— Pois já me achou. O que quer?

— Você faltou na Hunters&killers e deixou o diretor preocupado. Vim ver o porquê disso.

O vampirinho se sentou em sua cama, colocando suas mãos entre as coxas e esfregando-as no lençol. Depois respondeu com cara de paisagem:

— Como se você não soubesse... — Andei até as cortinas e as abri. Estava muito escuro ali. Manson deu um pulo na mesma hora, se escondendo atrás da cama como se fosse um gato assustado com um trovão. Ah é. Esqueci-me que vampiros não são famosos por gostar da luz do Sol... — F- fecha isso aí! — Revirando os olhos, obedeci.

— Sabe, é a primeira vez que vejo um vampiro dormindo de ponta-cabeça sem ser em desenhos animados. Aliás, tinha dúvidas se vampiros dormiam.

— Lógico que eu durmo para passar o dia. Nem todos fazem isso.

— Com nem todos você quis dizer que só você, né? — Sorri debochado.

— Há, há, há. Muito engraçado — Respondeu-me sarcástico — E sim. Durmo de ponta-cabeça, pois é, em minha opinião, mais gotoso...

— Se você diz — Sentei-me na beirada oposta de sua cama, apoiando as mãos no colchão e jogando a cabeça para trás, encarando o teto. — Estou exausto. Parece até que viajei meio-mundo para chegar aqui.

— Hm... — Era impressão minha ou Manson estava mais contido hoje? Sei lá, parece até que não é o mesmo pervertidinho de sempre — Está com frio?

— Que?

— Suas roupas... Está frio lá fora? — Suspirei, como chegamos a esse assunto?

— Um pouco. Por que você mesmo não vai lá ver?

— Seu idiota! Não posso ir lá e dar de cara com o Sol.

— A Ash é uma vampira e nem por isso deixa de sair de casa de manhã — Ele ficou em silêncio por um instante, como se estivesse pensando.

— Hey, ér... Essa Ash... Você gosta dela? — Perguntou um pouco tímido.

— Ã? A Ashley...? — Eu gostava dela? Tínhamos uma grande amizade, isso era certo. Porém nunca pensei nada mais além disso.

— É. Ela parece gostar muito de você. No primeiro dia eu percebi que essa garota gosta de falar com você. Ficar perto...

Tenho que admitir que eu ficasse um pouco perplexo com isso. Pude até sentir minhas bochechas avermelharem.

— Ela é uma boa amiga com todo mundo, Manson. Não deve ser diferente comigo — Aquilo foi para mim mesmo na verdade. Tentando-me autoconvencer de que a loira só me deixaria na zona da amizade, talvez não querendo me iludir tanto por causa de uma fonte nem-tão-confiável.

— Não Demon — Ele se virou para me encarar, acabei fazendo o mesmo. Seus olhos brilhavam emareados — Eu sei que ela gosta de você porque conheço os sintomas. Já sofri com isso também, afinal — Voltou a abaixar suas íris chamativas. Que situação complicada que fui me meter. Fico até sem palavras. E aquilo deveria estar sendo mais difícil ainda para ele, por estar contando para mim. Só não quero que ele chore...

...Isso irrita.

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Por Dark Lord/Luke Armstrong

Começo a manhã bem. Odeio o dia e odeio ficar em minha forma humana, e é exatamente isso que está acontecendo agora. Encaro-me no espelho antes de criar coragem para sair de meu apartamento. Observo aquela figura sendo refletida no vidro. Um garoto de cabelos loiros e bagunçados de olhos azuis com dezoito anos de idade. Tenho um sorriso branco e torto que nunca deixo de mostrar, afinal, minha especialidade era ser o palhaço da vida. Passei a mão pelo cabelo, mais por mania do que para arrumar e então decidi sair. Precisava arrumar o carro e sabia muito bem onde leva-lo.

Ganhei o Fiat Ottimo em um sorteio faz menos de duas semanas e de repente ele quebra. Assim, do nada. Maravilhoso. Felizmente sabia onde exatamente leva-lo graças ao Demon of Dark que me deu o endereço do Duca. Esse Senhor da Noite, que eu saiba pelo menos, era muito bom em arrumar as coisas e acho que com automóveis não deveria ser diferente.

Peguei as chaves do Fiat em cima da mesa da cozinha, não antes de bagunçar os cabelos da minha maninha Saphire de treze anos que fazia seu dever de casa. Adorava irritá-la e normalmente isso era suficiente para fazer o trabalho. Por algum motivo ela também era exorcista, o que era bom já que assim não precisava dar explicações a ela do porque de eu voltar do colégio cheio de hematomas em caçadas pesadas.

— Nossa; Luke! Como você é chato! — Esbravejou Saphire, eu apenas ri.

Entrei naquele pedaço de lata e dei a partida, escutando o estranho barulho que seria o motivo da minha ida até a casa/oficina do Duca.

Já o avistei na garagem de sua casa tocando uma complicada música no violoncelo. Certo que a roupa que ele estava usando não lhe dava cara de alguém que tocaria tal instrumento. Composto de uma calça jeans muito escura, regata preta, jaqueta de coro da mesma cor e os All Star’s de cano alto. Mas uma coisa que ficava muito legal nele era a bandana preta que prendia seus curtos e castanhos cabelos.

Quando desci do carro Duca logo parou de tocar e lançou-me um sorriso:

— Veja só quem está aqui — Disse. Espreguicei-me, cruzando os braços atrás da cabeça.

— E aí Duca? Tudo beleza?

— Sim, sim. Como você soube do meu endereço?

— Adivinhe... — Desafiei, sabendo que qualquer um daria a resposta correta.

— Demon?

— E a resposta está correta — Seu sorriso pareceu aumentar, incentivando a eu sorrir também.

— Okay, e então? Veio para quê?

— Meu carro. Está fazendo um barulho estranho no escapamento. No início achei que ele estava solto ou algo do tipo, mas percebi que não é nada disso.

— Me deixe dar uma olhada — Dei um passo para trás para que ele pudesse passar. Duca se abaixou para analisar o escapamento, mas logo se levantou como se algo limitasse seus movimentos. Tirou a sua pesada jaqueta e entregou para mim — Poderia cuidar por um instante?

— Claro — Peguei a veste e joguei por cima do ombro, resolvendo deixa-la ali até o serviço do meu amigo de colégio acabar. Depois fui me sentar onde ele estava um pouco antes de eu chegar — Boa sorte com essa lata velha aí.

— Velha? — Voltou a se agachar para analisar o escapamento. Pude ver um pequeno sorriso surgir em seus lábios — É um belo carro.

O silêncio prevaleceu enquanto Duca virava pra lá e pra cá sua cabeça na tentativa de encontrar algo de errado. Fiquei observando um tanto entediado, admito. Será que demorava tanto assim achar o problema?

— Não achei nada — Ele voltou-se até mim mais uma vez, trazendo seus dedos todos sujos junto consigo — Que tipo de barulho?

— Se você quiser eu ligo o carro pra você ouvir.

— Ah tá. Seria de muita ajuda, mas já está na hora do almoço... — Pensou por um instante — Conhece a Sam’s Cafeteria?

— Como não? — Dei-lhe um sorriso torto, porém natural — Uma das melhores.

— Ótimo. Vou lavar minhas mãos e podemos ir até lá.

Notas finais
Gosto de comentários viu? Só posto mais se tiver reviews u.ü Vou responder todos direitinho embora nao tenha tanta criatividade para isso. Então caprichem e eu capricharei. Lembranças para a Lore ^^ ~Abraços o/